segunda-feira, 3 de agosto de 2009

O Fundador do Cristianismo VI

Hoje seria tolice negar a vida e a obra magnífica de Jesus de Nazaré.
O famoso historiador inglês H. G. Wells disse que a grandeza de um homem pode ser medida por ‘aquilo que ele deixa para crescer, e se Ele introduziu uma nova mentalidade com um vigor que perdura após Ele’. Wells, embora não afirmasse ser cristão, reconheceu: “A julgar por este teste, Jesus ocupa o primeiro lugar”.
Em Antiguidades Judaicas, de Flávio Josefo, historiador e escriba judeu (37-100 d.C.), fariseu, ele cita: “Por essa época apareceu Jesus, homem sábio (...). Ele realizou coisas maravilhosas, foi o mestre daqueles que recebem com júbilo a verdade (...). Por denúncia dos príncipes da nossa nação, Pilatos condenou-o ao suplício da Cruz, mas os seus fiéis não renunciaram ao amor por ele (...). Ainda hoje subsiste o grupo que, por sua causa, recebeu o nome de cristãos.”
Descrição de Jesus por Publius Lentulus – carta encontrada em Aquileia (perto de Roma e Tibur) em 1280, escrita por Lentulus, “oficial de Roma na província da Judeia”, ao imperador Romão Tibério César: “existe nos nossos tempos um homem, o qual vive actualmente de grandes virtudes, chamado Jesus (...). Ele sabe todas as ciências e nunca estudou nada. (...). Diz-se que este Jesus nunca fez mal a quem quer que seja, mas, ao contrário, aqueles que o conhecem e com ele têm praticado, afirmam ter dele recebido grandes benefícios e saúde”.
“Não será a história do fundador do cristianismo um produto da aflição, da imaginação e da esperança humana – um mito comparável às lendas de Krishna, Osíris, Átis, Adônis, [Dionísio] e Mitras?”, pergunta o célebre historiador Will Durant. Ele responde que, no primeiro século, negar que Cristo tivesse existido “parece não ter ocorrido nem mesmo aos mais severos oponentes do novo credo, judeus ou pagãos”. (Cf. A História da Civilização: Parte III – César e Cristo).
O historiador romano Suetónio (c. 69-140 d.C.), em sua história The Twelve Caesars (Os Doze Césares), disse a respeito do imperador Cláudio: “Visto que os judeus em Roma causavam contínua perturbação à instigação de Cresto [Cristo], ele os expulsou da cidade.” Isto ocorreu por volta do ano 52 d.C.. (Cf. Actos 18,1.2).
Note que Suetónio não expressou dúvidas a respeito da existência de Cristo. Nessa base concreta, e apesar de perseguição que punha em risco a vida, os cristãos primitivos proclamavam muito activamente a sua fé. É bem improvável que arriscassem a vida à base de um mito. A morte e a ressurreição de Jesus ocorreram em seus dias, e alguns deles eram testemunhas oculares desses eventos (Cf. 1 Coríntios 15,1-9).
O historiador Durante conclui: “Seria um milagre ainda mais incrível que apenas em uma geração uns tantos homens simples e rudes (pescadores muitos deles) inventassem uma personalidade tão poderosa e atraente como a de Jesus, uma moral tão elevado e uma tão inspiradora ideia de fraternidade humana.” 1

1- http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/7263/Artigo-do-Padre-Jose-do-Vale-Provas-da-Existencia-de-Deus

Este texto foi retirado do meu outro blog e este retirado do livro "History of the Christian Church" de Philip Schaff

É indissociável do seu Próprio testemunho manifestar-se como Deus, como aparece em todos os Evangelhos, com uma ligeira diferença de grau entre os Sinópticos e do S. João. Apenas pondere sobre isso! Reivindica ser o Messias prometido, o cumpridor da Lei e dos Profetas, o fundador e legislador de um novo Reino Universal, a Luz do Mundo, o Mestre de todas as Nações e Idades, de cuja autoridade não há recurso. Ele afirma ter vindo a este Mundo para o salvar e libertar do jugo do Pecado, tarefa que nenhum Ser apenas Humano pode fazer. Afirma ainda o poder de perdoar os pecados na Terra, que frequentemente usa esse poder, e foi para os pecados da Humanidade, como ele predisse, que ele derramou o seu próprio sangue. Ele convida todos os Homens a segui-lo, e que Promete a Paz e Vida Eterna a todo aquele que nele crê. Ele alega a pré-existência antes de Abraão e de todo o Mundo. Dispôs na Cruz lugares no Paraíso. Ele dirigiu aos seus Discípulos para baptizarem todas as nações, ele coordena-se com o Eterno Pai e o Divino Espírito, e promete estar com eles até à consumação dos tempos e voltar em Glória ao Mundo para Julgar todos os Homens. Ele, o mais Humilde e Simples, faz com que estas pretensões espantosas sejam Naturais e Fáceis. Ele nunca fraqueja, nunca pede desculpas, nunca explica, Ele proclama-se como a Verdade auto-evidente, mas nunca sentimos qualquer incongruência nem pensar de arrogância e presunção.
E, no entanto este testemunho, se não é verdadeiro, está cheio de blasfémia e loucura, no entanto esta remota hipótese não pode permanecer um momento sobre a Pureza Moral e Dignidade de Jesus, revelada nas suas Palavras e Obras, reconhecidas pelo consentimento Universal. Um Auto-Engano por parte de Cristo em matérias tão decisivas, e em todos os aspectos tão Clara e Sólida, está igualmente fora de questão. Como poderia Ele ser um Entusiasta ou um Louco que nunca perdera o equilíbrio da sua Mente, que navegou serenamente em todas as dificuldades e perseguições, como o Sol acima das Nuvens, que Respondeu sempre Sabiamente a todas as questões maliciosas, previu calmamente e deliberadamente a sua Morte na Cruz, sua Ressurreição no Terceiro Dia, a efusão do Espírito Santo, a fundação da sua Santa Igreja, a destruição de Jerusalém, predições que foram cumpridas literalmente? Um Carácter tão Original, tão Completo, tão uniformemente Coerente, tão Perfeito, tão Humano e no entanto acima de toda a Grandeza Humana, não pode nem ser uma Fraude nem uma Ficção. O Poeta, assim como foi bem dito, seria neste caso maior do que o Herói. Seria preciso mais de que um Jesus para inventar um Jesus.
Estamos, pois inaptos para reconhecer a Divindade de Cristo, e a razão Própria deve curvar-se no incrédulo silêncio perante a tremenda Palavra: “Eu e o Pai somos Um!” e responder cépticos com Tomé : “Meu Senhor e Meu Deus!”.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

O Fundador do Cristianismo V

Se somos Católicos, porque procurámos bens que perecem, não nos disse Cristo "Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem os corroem, e onde os ladrões arrombam e furtem", mas já poucos ensinam, o desprezo pelos bens terrenos, oh esposa de Cristo! Vais deixar o teu amado sozinho na Cruz, já não confias nas suas palavras "Mas acumulai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não arrombam nem furtam." pois vai a correr para o teu amado, para o teu esposo, pois Ele amou-te, até à morte, e morte de Cruz, assim vai atrás dele, "Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração." O nosso tesouro é Cristo, porque Ele amou-nos, até à Cruz.

Este texto foi retirado do meu outro blog e este retirado do livro "History of the Christian Church" de Philip Schaff

Quem é que não encolheria ao tentar descrever o carácter moral de Jesus, ou, depois de tê-lo tentado, não estar satisfeito com o resultado? Quem pode esvaziar um oceano em um balde? Quem (podemos perguntar com Lavater) “pode pintar o pintor a Gloria do Sol nascente com um carvão?” Nenhum ideal artístico chega até a realidade neste caso, embora possam superar outras realidades. Melhor e Santo é um Homem, mais ele sente a necessidade de perdão, mais ele fica longe do seu próprio padrão de excelência no entanto imperfeito. Mas Jesus, com a mesma Natureza Humana, foi tentado como nós, no entanto nunca cedeu, nunca teve motivos para lamentar qualquer pensamento, palavra, ou acção, nunca precisou de perdão, ou conversão, ou reforma, nunca caiu fora da Harmonia com o Pai Celestial. Sua vida toda foi um ao contínuo de auto-consagração para a Glória de Deus e do eterno bem-estar dos seus concidadãos, Homens. Um catálogo de Virtudes e Graças, completo, iria dar-nos uma visão mecânica. É a Pureza Imaculada Pura e Perfeita de Jesus, reconhecido pelos amigos quer pelos inimigos, é esta Harmonia e Simetria de todas as Graças, do Amor de Deus e Amor do Homem, da Dignidade e Humildade da Força e da Ternura, da Grandeza e da Simplicidade, de Auto-Controlo e Submissão, da Força Activa e Passiva. É em uma palavra, a Perfeição Absoluta, que eleva o Seu Carácter acima de todos os outros Homens e faz que seja uma excepção a uma regra universal, um milagre moral na História. É irrelevante instituir comparações com Santos e Sábios, antigos ou modernos. Mesmo o infiel Rousseau foi forçado a exclamar: “Se Sócrates viveu e morreu como um sábio, Jesus viveu e morreu como um Deus.” Aqui é mais do que o céu estrelado acima de nós, que encheram a alma de Kant com a crescente referência e temor. Aqui está o Santo dos Santos da Humanidade, aqui está, a Própria Porta do Céu.
Indo ao ponto em admitir a Perfeição Humana de Cristo, como o Historiador poderia fazer o contrário? Nós somos conduzidos a um passo mais longo, para o reconhecimento das suas incríveis reivindicações e obras, que são verdadeiras, ou então destruiremos todas as fundações de admiração e reverência no qual ele é unanimidade. É impossível construir a vida de Cristo sem admitir seu carácter sobrenatural e miraculoso.
A Divindade de Cristo, e toda sua missão como Redentor, é um artigo de fé, e, como tal, acima da demonstração lógica ou matemática. A encarnação ou a união da Divindade infinita com a Humanidade finita, em uma Pessoa é, o mistério dos mistérios. “O que pode ser mais glorioso do que Deus? O que mais vil do que a Carne? Que mais maravilhoso do que Deus na carne e osso?”101 Ainda com a excepção de todos os Dogmas da Igreja que fica fora do campo do Historiador, a Divindade de Cristo tem um poder de evidência que força irresistivelmente a mente e reflexão do Historiador, ao passo que a negação da sua Pessoa a torne num enigma inexplicável.

terça-feira, 28 de julho de 2009

O Fundador do Cristianismo IV

"No mundo tereis tribulações, mas tende confiança; Eu Vençi o Mundo!" Caminhar com Cristo, é caminhar sobre as àguas, deste mundo, mas se até São Pedro começou afundar por falta de Fé, quanto mais nós, simples Pecadores, que não ousámos segui-lo sobre estas mesmas àguas. Sim, no Mundo poucos são os trabalhadores, que se deixam conduzir pelo Pai, mas já Cristo dizia, "se não voltardes a ser como as Crianças, não podereis entrar no Reino dos Céus", assim devemos aprender com elas, para quando o Senhor da Boda convidar-nos a ir ter com Ele para o banquete, ir-mos como as crianças, a correr sobre as àguas maravilhadas com o milagre, pois estas são assim, simples e puras, mas se formos como Homens, iremos cautelosos e com medo, até acabarmos no fundo do mar, sufocados pelas coisas do mundo. Pois os homens dizem: "Comprei um campo, e preciso de ir vê-lo; peço-te que me dispensas. E outro disse: Comprei cinco juntas de bois, e tenho que ir experimentá-las; peço-te que me dispenses. E outro disse: Casei-me, e por isso não posso ir." e por isso Jesus disse: "muitos são chamados, mas poucos os escolhidos"...
Foi uma entre muitas das parábolas, que no Ano da Graça do Senhor, Cristo ensinou ao Mundo, foi por meio de Jesus Cristo que o Mundo viu a Salvação, no qual todos os dias ensinava o Caminho a seguir, a Verdade a dizer, e a Vida a viver, por essa razão São Paulo escreveu "Sede meus imitadores, como também sou de Cristo" porque Ele é "a Verdade, o Caminho e a Vida".


Este texto foi retirado do meu outro blog e este retirado do livro "History of the Christian Church" de
Philip Schaff

Os Milagres ou Sinais que acompanhavam os seus ensinamentos são sobrenaturais, mas não antinaturais, exposições do seu poder sobre o Homem e a Natureza, nenhuma violação da Lei, mas a manifestação de uma Lei Superior, a superioridade do Espírito sobre a matéria, a Superioridade da graça Divina sobre a Natureza Humana. Estas são do mais elevado Moral e de um profundo significado simbólico, alertado por Pura Benevolência Divina, e destinado para o Bem do Homens, em contraste impressionante com os escritos decepcionantes, inúteis e com absurdos milagres da ficção apócrifa. Estes foram realizados sem nenhuma ostentação, com grande simplicidade e facilidade, como simplesmente são chamados as suas “obras”. Eles foram a prova prática da sua Doutrina e o reflexo natural da Divindade da Sua Pessoa. A ausência de grandes feitos Humanos num Homem tão maravilhoso seria a sua maior obra.
A Sua Doutrina e Milagres foram seladas com a mais Pura e Santa Vida privada e pública. Ele pode desafiar os seus mais ferozes adversários com a pergunta: “Qual de vocês me aponte o pecado?” bem sabendo que eles não poderiam apontar um único local.
Até que enfim ele completou a sua obediência activa pela obediência passiva do sofrimento em alegres renúncias à Santa Vontade de Deus. Odiado e Perseguido pela hierarquia Judaica, traído por Judas em suas mãos, acusado por falsas testemunhas, condenado pelo Sinédrio, rejeitado pelo povo, negado por Pedro, mas declarado Inocente pelo representante da Justiça e Direito Romano, rodeado pelo Pranto da Sua Mãe e seus Discípulos, revelando nessas negras horas, pelo Silêncio e a Palavra, a mansidão de um Carneiro e a Dignidade de um Deus, orando por seus assassinos, dispensando ao Ladrão Arrependido um lugar no Paraíso, encomendando a Sua Alma ao Seu Pai Celestial, morreu, com a Exclamação: “Está consumado!” Morreu antes de ter chegado à primeireza da Masculinidade. O Salvador do Mundo um Jovem! Ele morreu na vergonhosa morte de Cruz, o Justo para os Injustos, o Inocente pelos Culpados, uma Livre autodeterminação de sacrifício de Amor Infinito, para Reconciliar o Mundo com Deus. Ele conquistou a morte e o pecado no próprio terreno destes, e portanto, Resgatados e Santificados todos os que estão dispostos a Aceitar os Seus Benefícios e de seguir o Seu Exemplo. Ele institui a Santa ceia, para perpetuar a memória e renovar a sua morte para que a potência do Seu Sangue expiatório limpe e renove os Homens até ao fim dos tempos.
No Terceiro dia ele ergueu-se do túmulo, o Conquistador da morte e do inferno, o Príncipe da Vida e da Ressurreição. Ele apareceu vária vezes aos Seus Discípulos, ele ordenou que se pregasse o Evangelho da Ressurreição a toda a Criatura, Ele Tomou posse do Seu trono Celestial, e pela efusão do Espírito Santo, ele fundou a Igreja, que desde então Protegeu, Nutriu, e Confortou, e com a qual Prometeu Habitar, até à Sua Vinda repentina em Glória para o Julgamento dos Vivos e dos Mortos.
Isto é um pequeno Esboço da História que os Evangelistas nos dizem com simplicidade da Fé, no entanto com efeito mais geral e mais durável do que poderia ser produzido pela arte mais elevada da composição Histórica. Eles modestamente absteram-se de adicionar a suas próprias impressões do registo das Palavras e Actos do Mestre na qual “Contemplaram a sua Glória, a Glória que possui como Filho Unigénito do Pai, cheio de Graça e Verdade.”

domingo, 26 de julho de 2009

O Fundador do Cristianismo III

Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus.
Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados.
Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça porque eles serão fartos.
Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus.
Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.
Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguiram e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa.
Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram aos profetas que foram antes de vós.

Cristo o Senhor da História, que iluminou o mundo durante apenas três anos, com a sua doutrina Divina, abriu-nos o Céu e mostrou-nos o caminho verdadeiro para o alcançar, pois "Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em troca da sua alma?"

Este texto foi retirado do meu outro blog e este retirado do livro "History of the Christian Church" de Philip Schaff

Ele começou seu ministério público, no trigésimo ano da Sua Vida, após a inauguração messiânica pelo Baptismo de João, e após a provação no deserto messiânico como contrapartida da tentação do primeiro Adão no Paraíso. O seu ministério durou apenas três anos e ainda nesses três anos é o mais profundo significado condensado na História da Religião. Nenhuma grande Vida passou tão rápida, tão silenciosamente, tão humildemente, tão distante do barulho e agitação do Mundo, e nenhum tão grande Vida após seu fim, excitou tal interesse universal e durável. Ele estava ciente deste contraste: Ele previu a sua mais profunda humilhação até à morte na Cruz, e as subsequentes irresistíveis atracções desta Cruzada, que pode ser percebido no dia a dia onde o seu Nome é conhecido. Ele que pôde dizer, “Se eu for erguido na Terra, atrairei todos os Homens para mim”100 sabia mais do curso da História e do coração do Homem do que todos os Sábios e legisladores antes e depois dele.
Ele escolheu doze Apóstolos para os judeus e Setenta discípulos para os Gentios, não entre os letrados e líderes, mas entre os analfabetos pescadores da Galileia. Ele não tinha casa, nem propriedades, sem amigos entre os poderosos e ricos. Algumas Mulheres piedosas de vez em quando enchiam a sua bolsa, que estava nas mãos de um ladrão e um Traidor. Jesus associou-se com publicanos e pecadores, para erguê-los a uma vida Nobre e Santa, e começou a sua reforma entre as classes inferiores, que eram negligenciados e desprezados pelas orgulhosas elites reinantes. Ele nunca encontrou o favor dos ricos, mas incorreu nos seus ódios e perseguições. Ele nunca lisonjeou os preconceitos dos seus tempos, mas criticou o pecado e o vício entre os grandes e pequenos, direccionando as Suas mais severas palavras para os líderes cegos, os Fariseus Hipócritas, que se sentavam na cadeira de Moisés. Ele nunca incentivou as mundanas esperanças Messiânicas do povo, mas retirou-se quando estes queriam declará-lo Rei, e declarou ao representante do Império Romano que o Seu Reino não era deste Mundo. Ele anunciou aos Discípulos o seu próprio Martírio, e prometeu-os a estes somente nesta vida o mesmo Baptismo de carne. Pregando pela Palestina, muitas vezes cansado das viagens, mas nunca da sua obra de amor, fazendo o Bem para as almas e corpos dos Homens, falando palavras de Espírito e de Vida, fazendo poderosos e misericordiosos Milagres.
Ele ensinou a mais pura doutrina, como uma revelação directa do seu Pai Celestial, a partir da sua Própria intuição e experiência, e com um poder e autoridade na qual comandou a uma incondicional confiança e obediência. Ele elevou-se acima dos preconceitos de partidos e seitas, acima das superstições do povo e do seu tempo. Ele abordou o coração do Homem nu e tocou rapidamente na consciência deste. Ele anunciou a fundação de um Reino Espiritual, que nascesse da mais pequena semente para uma grande árvore, e, crescendo como fermento por dentro, gradualmente permeia-se todas as Nações e Países. Esta colossal ideia, nunca tinha incorporado a imaginação dos Homens, na qual nele ocupou rapidamente mesmo na hora mais cruel da Humilhação, perante o tribunal do Sumo-Sacerdote e do Governador Romano, e quando suspenso como um ladrão na Cruz; mas a Verdade desta ideia está ilustrada em cada página da História da Igreja e em todas as missões Cristãs na Terra.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

O Fundador do Cristianismo II

"Meu Senhor e Meu Deus" foi o que Tomé disse a Jesus ressuscitado, e com ele somos convidados a confessá-lo também perante a obra divina que Jesus operou e hoje opera no mundo até ao fim dos tempos, pois Deus venceu o mundo não pela força, mas pela fraqueza da Cruz e da morte, pois até Napoleão, Imperador Francês confessou "Com todos os meus exércitos e generais, por um quarto de século não consegui subjugar nem um único continente. E esse Jesus, sem a força das armas, vence povos, e culturas por dois mil anos". É certo que segundo o mundo o mais forte está destinada a dominar, e por isso o homem permaneceria sempre nas garras do pecado, pois este era mais forte, e o mais forte dominaria sempre, como a nossa razão reconhece, e como a TEORIA da evolução descreve, mas foi grande a obra de Deus, foi como uma nova criação, pois criação é amor, porque amor é criação, assim Deus, do nada, criou o Universo, amando, pois criar é amar, é ser Divino porque Deus é amor. Este é o poder de Deus, é o poder do amor que tira do nada, tudo, inconcebível para o mundo, mistério para o homen que conta zero mais zero igual a zero, mas para quem ama, é igual a infinito. Esta é a conta de Deus, do nada, tudo, da escuridão tira a luz, do deserto faz jorrar àgua, da Cruz tira alegria, da morte floresce a vida, assim o Amor renova todas as coisas "Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus. Porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, E aniquilarei a inteligência dos inteligentes. Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o inquiridor deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo? Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação. Porque os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria; Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos. Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus. Porque a loucura de Deus é é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens."

Este texto foi retirado do meu outro blog e este retirado do livro "History of the Christian Church" de
Philip Schaff

Jesus Cristo veio ao mundo no reinado de Augusto César, o primeiro imperador Romano, antes da morte de Herodes o Grande, no ano Zero da tradicional data da nossa Era. Ele nasceu em Belém da Judeia, na linha real de David, de Maria “A Serva de Deus e Virgem Mãe”. O mundo estava em Paz, e as portas de Jano foram fechadas apenas a segunda vez na História de Roma. Existe uma aptidão poética e moral nesta coincidência: esta garantiu uma audiência por parte dos gentios, para a mensagem delicada da paz que poderia ter morrido afogada nas paixões das guerras e do clamor das armas. Os Anjos do Céu proclamaram a Boa-Nova com cânticos de Louvor. Pastores Judaicos dos campos vizinhos de Belém, e sábios do Extremo Oriente cumprimentaram o recém-nascido com a homenagem de corações crentes. O Céu e a Terra se uniram em alegre adoração ao redor do Deus Menino, sendo a festa deste Evento celebrada ano para ano entre altos e baixos, ricos e pobres, velhos e jovens, em todo o mundo Civilizado. A ideia de uma infância perfeita, sem pecado e Santa, sendo verdadeiramente Humana e Natural, nunca tinha estado antes na mente de um Poeta ou de um Historiador, e quando a lendária fantasia dos evangelhos Apócrifos, tentaram preencher o silêncio dos Castos Evangelhos, pintaram prodígios anti-naturais de uma criança em que os animais selvagens, árvores, e ídolos se curvavam, ele que mudava as bolas de argila em pássaros que voavam para divertimento dos seus companheiros. A juventude de Jesus Cristo está velada em Mistério. Sabemos apenas um facto, mas um muito significativo. Aquando em menino de doze anos, ele espantava os doutores no Templo por suas perguntas e respostas, sem os repelir pela imodéstia da sua prematura Sabedoria, e encheu seus Pais com reverência e temor pela sua absorção nas coisas do seu Pai Celestial, no entanto foi sujeito e obediente a eles em todas as coisas. Também aqui, há uma clara linha de distinção entre o milagre sobrenatural da História e os prodígios anti-naturais da ficção dos evangelhos apócrifos, no qual representam Jesus, respondendo as mais instruídas das mais perplexas questões acerca da astronomia, medicina, física, metafísica e psicologia.98 A condição externa e a sua vida na sua Juventude estão em nítido contraste com o surpreendente resultado da sua vida pública. Ele cresceu discretamente e despercebido numa vila montanhosa insignificante da Galileia, longe da cidade de Jerusalém, das escolas e bibliotecas, sem nenhum meios de instrução salvo aqueles que estavam abertos para ao Judeu mais humilde – os cuidados dos Pais devotos, as belezas da Natureza, os serviços da Sinagoga, a secreta comunhão da alma com Deus, e as Escrituras do Velho Testamento, que registou, na forma e profecia o Sua Próprio Carácter e Missão. Todas as tentativas que tentam elaborar a sua Doutrina derivadas de escolas e seitas existentes têm falhado completamente. Ele nunca se refere às tradições dos anciões excepto quando se lhes opõe. Dos Fariseus e Saduceus diferiu igualmente, e provocou sua hostilidade mortal. Com os Essénios ele nunca entrou em contacto. Ele era independente da Aprendizagem e Literatura Humana, das escolas e dos partidos. Ele ensinou ao Mundo como não devesse nada ao Mundo. Ele veio do céu e falou, para fora da plenitude do Seu Relacionamento Pessoal com o Grande Pai. Ele não era estudioso, nenhum artista, nem orador, no entanto, foi mais Sábio do que todos os sábios, Ele falou como nunca o Homem falou, e marcou a sua Geração e todas as outras que se seguiram e seguem, como nenhum Homem jamais fez ou pode fazer. Daí a surpresa natural dos seus contemporâneos, expressa nesta questão: “De onde é que isto Lhe vem e que sabedoria é esta que Lhe foi dada?”99

segunda-feira, 20 de julho de 2009

O Fundador do Cristianismo

Existiu, vivendo na Judéia e regiões próximas, no século I, um judeu de nome Jesus. Filho de uma jovem descendente de Davi e de um artesão (por adopção ou não), provavelmente um carpinteiro, também da família do grande rei. Este homem fez milagres, juntou discípulos, arrebatou multidões, fundou uma Igreja, e foi pregado numa cruz com crueldade incomum. Ressuscitou dos mortos e, em seu Nome, muitos prodígios ocorreram. Há duas fontes distintas e independentes dos evangelhos, e ambas afirmam isso. É o que basta para a ciência histórica confiar no que dizem.
Em seu nome muitos morreram, para lhe serem fiéis. As fontes históricas disso são ainda mais copiosas. Sabemos, por relato próprio ou de terceiros, o que os primeiros cristãos defendiam. E encontramos coerência incrível entre o que esses homens defenderam e a vida e ensinamentos daquele nazareno. E como isso se chocava com a cosmovisão dos povos e do tempo em que suscitou. Também sabemos que a fidelidade, mais do que umas ideias teóricas, naquele Homem era tão radical que levou inúmeros, como nunca antes nem depois visto (excepto no seio do próprio Cristianismo), a preferir morrer a transigir, morrer a trair aquele Jesus. Tudo isso é cientificamente certo....
O fato do Cristianismo alterou a história como nenhum outro poderia ser capaz. Os eventos mundiais dos séculos recentes, como as revoluções burguesas e as grandes guerras fizeram menos para a alteração do curso histórico que aquele facto, localizado numa faixa estreita de terra entre o Mediterrâneo e a Mesopotâmia, de meros 3 anos de duração que foi a vida pública de um único homem.
Contestar a realidade da magnificência de Jesus, de sua realidade como Cristo, e de sua importância acima de todo homem: o Nome que está acima de todo outro Nome, não é coisa para cépticos. É coisa de quem prefere crendice à razão. Prefere acreditar em mentiras por preconceito de aceitar milagres a submeter-se à verdade evidentíssima apresentada pela história. É mais teimoso e turrão em aceitar os factos evidentes que qualquer crente ou supersticioso. Deixa de lado sua razão para se apegar a uma crença sem fundamento, em nome de uma ciência que defende com palavras, mas não aceita os seus veredictos. 1

1-http://www.veritatis.com.br/article/5820/da-historicidade-do-cristo-da-fe

Este texto foi retirado do meu outro blog e este retirado do livro "History of the Christian Church" de
Philip Schaff

Quando “a Plenitude dos tempos” chegava, Deus enviou o seu único filho gerado não criado “o Desejado de todas as Nações” para redimir o mundo da maldição do pecado, e estabelecer um Reino Eterno da Verdade, do Amor, e da Paz para todos os que crerem em seu nome. Em Jesus Cristo uma História preparatória Divina e Humana chega ao seu fim. Nele culmina todas as revelações precedentes de Deus aos Judeus e aos Gentios, e nele estão preenchidos os mais profundos desejos e esforços pela redenção do Ser-Humano. Em sua Natureza Divina, como Logos, é de acordo com S. João, o Filho Eterno do Pai, no qual todas as coisas foram criadas e manifestadas, sendo concluídas na sua encarnação. Em sua Natureza Humana, Jesus de Nazaré é como o fruto maduro do crescendo das Religiões da Humanidade, com ancestrais Humanos, que S. Mateus (o evangelista de Israel) segue até Abraão, e S. Lucas (o evangelista dos Gentios), até a Adão, o Pai de todos os Homens. No seu Corpo habita toda a plenitude da Divindade, e nele também é realizado ideal da virtude e piedade Humanas. Ele é a verdade eterna, e a própria vida Divina, juntou-se pessoalmente com a nossa natureza, ele é o nosso Senhor e nosso Deus, mas, ao mesmo tempo, carne da nossa carne e ossos dos nossos ossos. Nele está resolvido o problema da Religião, a reconciliação e a comunhão do Homem com Deus, sendo que nós não poderemos esperar uma maior revelação de Deus, nem nenhuma realização divina mais elevada no Homem, pois Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro Homem. Mas, como Jesus Cristo, assim, fecha toda a História precedente, por outro lado, ele começa um Futuro interminável. Ele é o Autor da nova criação, o segundo Adão, o Pai da Humanidade regenerada, a cabeça da Igreja “que é o seu Corpo, a plenitude Dele que enche tudo em todos”. Ele é a Fonte Pura do fluxo da Luz e da Vida, no qual flui através de todas as Nações e Idades interruptamente, até que a Terra esteja cheia do seu Louvor, e toda a Língua confesse que Ele é o Senhor, para a glória de Deus Pai.
A difusão universal e o domínio absoluto do Espírito e da Vida de Cristo, será também o fim da História Humana, e o iníçio de uma gloriosa eternidade. É grande e difícil tarefa do biógrafo de Jesus para mostrar como Ele, por desenvolvimento externo e interno, de acordo com as condições de um determinado povo, e do País, passou a ser de facto o que Ele tinha em mente e destinado, e que vai continuar a ser para a Fé Cristã, o Homem-Deus e Salvador do Mundo. Sendo Divino e Eterno, não poderia tornar-se Deus, mas como Homem estava sujeito às leis da vida humana e do gradual crescimento. “Cresceu em Sabedoria e em Estatura, e no favor de Deus”96 embora era o Filho de Deus, “contudo aprendeu a obediência por aquilo que sofreu, e tendo sido feito perfeito, tornou-se o Autor da Salvação eterna, em todos os que Crerem”.97 Não há nenhum conflito entre o Jesus Histórico e os ideais da fé de Cristo. A plena compreensão da sua verdadeira vida Humana, pela sua própria perfeição e elevada acima de todos os outros Homens antes e depois dele, conduzirá necessariamente a uma admissão do seu Próprio testemunho a respeito da sua Divindade.

“Profunda ferida as tuas raízes deixaram, ó Celeste Videira,
dentro do nosso terreno fertilizado!
O maior dos Homens e ainda maior Deus,
A flor do Homem-Deus!”

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Posição central de Cristo na História do Mundo

Ainda antes de falarmos de Cristo e da sua Igreja, um pequeno resumo do que foi dito nas últimas postagens, ou seja, como o mundo foi preparado pela providênçia para a vinda de Cristo, no Judaísmo, pela revelação directa ao povo no qual este deveria nascer, e no Paganismo pela luz do "logos", da razão, que acabou num "grito impotente pela redenção da humanidade". Assim como Autor bem salienta, Cristo é o centro da história, o Sol da Humanidade, pois “Todas as coisas foram criadas por ele, e para ele”.

Este texto foi retirado do meu outro blog e este retirado do livro "History of the Christian Church" de Philip Schaff

Para ver claramente a relação da Religião Cristã com a História da humanidade anterior a Cristo, e para apreciar a sua vasta influênçia sobre todas as idades futuras, devemos primeiro olhar a preparação que existia em termos políticos, morais, religiosas e condição do mundo para o advento de nosso Salvador.
Como a religião é a mais profunda e sagrada preocupação do homem, a entrada da religião cristã na história é o mais importante de todos os eventos. É o fim do antigo mundo e o começo de um novo. Foi uma grande ideia de Dionysius “The Little” para datar os tempos a partir do nascimento do nosso Salvador. Jesus Cristo, Deus-Homen, o Profeta, Sacerdote, e Rei da Humanidade, é de facto, o centro e o ponto de viragem, não só da cronologia, mas de toda a história, e a chave para todos os seus mistérios. Em torno dele, como o sol do universo moral, giram em suas várias distâncias, todas as nações e todos os eventos importantes, na vida religiosa do mundo, e tudo, directamente ou indirectamente, conscientemente ou inconscientemente é para glorificar o seu nome e a avançar a sua causa. A história da Humanidade antes do seu nascimento deve ser vista como um preparação para a sua vinda, e a história depois do seu nascimento como uma gradual difusão do seu espírito e o progreso do seu Reino “Todas as coisas foram criadas por ele, e para ele”. Ele é “o desejo de todas as Nações”. Ele apareceu “na plenitude dos tempos,”45 quando o processo de preparação acabou, mostrando a necessidade da divulgação da rendenção total do mundo.
Esta preparação para o Cristianismo começou exactamente na criação do Homem, que foi feito à imagem e semelhança de Deus, e destinado a comunhar com Ele através do seu Eterno Filho; e com a promessa de salvação que Deus deu para os nossos primeiros pais, como uma estrela de esperança para guiar - nos através das trevas do pecado e do erro.46 Vagas memórias do primitivo paraíso e da queda no pecado, e esperanças numa futura redenção, sobreviveu mesmo no paganismo.
Com Abraão, 1900 anos antes de Cristo, o desenvolvimento religioso da humanidade separou – se em dois eixos independentes, e, nas direcções muitos diferentes de ramos de Judaísmo e Paganismo. O seu encontro e união, finalmente em Cristo como o comum salvador, o cumpridor das profecias, o desejado e as esperanças do mundo antigo. Enquanto ao mesmo tempo ambas as religiões com os seus elementos ímpios presseguiam e lutavam contra Ele e seus seguidores, e assim sucessivamente revelavam todo o seu poder de verdade e amor.
Como o Cristianismo é a reconçiliação e união de Deus com o Homem através de Jesus Cristo, o Deus – Homem, ela deve ter sido precedida por um duplo processo de preparação, uma abordagem de Deus ao homem, e uma abordagem do Homem a Deus. No Judaísmo a preparação é directa e positiva, procedendo de cima para baixo, e terminando com o nascimento do Messias. No Paganismo indirectamente, e, principalmente, mas não exclusivamente, negativa, procedente de baixo para cima, e que termina com um grito impotente pela redenção da humanidade. No Judaísmo temos uma revelação espeçial ou de auto-comunicação do único e verdadeiro Deus através da palavra e da escritura, crescendo cada vez mais clara, até, finalmente o divino Logos aparece na natureza humana, para que esta se una a ele Deus; Aqui o Homem guiado pela grande providênçia de Deus, e iluminado pelo o Logos brilhando nas trevas,47 Ainda sem ajuda directa da revelação, e sozinho para “caminhar nos seus próprios caminhos,”48 “a fim de que os Homens procurem a Deus e se esforçem por encontrá-lo.”49 No Judaísmo a verdadeira religião é preparado para o homem, no Paganismo o Homem é preparado para a verdadeira religião. Ali a divina Substançia encarna, aqui as formas humanas são moldadas para reçebe-lo. A forma é parecida com a parábola do filho pródigo, nesta o filho mais velho pede a sua parte da fortuna, e sai de casa, gastando tudo o que tinha cai como num abismo de perdição, arrependido volta à casa do seu pai que o recebe com muito amor.50 O Paganismo é a noite escura, cheia de trevas e medo, mas também como misterioso presságio, a da ansiosa espera pela a luz do dia. O Judaísmo, o amanhecer, cheio de esperança e promessa, ambos perdem-se no sol do Cristianismo, atestando a sua pretensão de ser a única verdadeira e perfeita religião para humanidade.
A preparação do paganismo foi parte intelectual e literária, parte política e social. A primeira é representada pelos Gregos, esta última pelos Romanos. Jerusálem, a cidade Santa, Atenas, a cidade da Cultura, e Roma, a cidade do Poder, podem se erguer pelos os três factores na preparação histórica, que acabou no nascimento do Cristianismo.
Este processo de preparação da redenção na história do mundo, o crescimento do paganismo à procura do “Deus desconhecido”51 , e a reconfortante esperança do Judaísmo, repete-se em cada indivíduo crente; Pois o Homem foi feito para Cristo, e “o seu coração é inquieto, até que encontra Cristo”