terça-feira, 22 de setembro de 2009

A Ressurreição de Cristo IV

Afirmar que Cristo permaneceu vivo até ao terceiro dia depois da sua crucificação, é mais uma tentativa de destruir a verdade da Ressurreição de Cristo, e com isso toda a Fé Cristã, no qual se fundamenta. Mas simplesmente torna o nascimento da Igreja Católica, um acontecimento Anti-Natural e mais inexplicável, e se não fosse a existência da Igreja nos nossos dias para testemunhar a sua fundação, negariam consequentemente a sua existência na Historia!! O que seria fácil para quem defende a teoria da visão, pela cegueira ideológica e ódio pela Igreja!

Este texto foi retirado do meu outro blog e este retirado do livro
"History of the Christian Church" de Philip Schaff

3. A TEORIA FANTÁSTICA. A vida física de Jesus não foi extinta, mas apenas esgotada somente, sendo restaurada pelos carinhosos cuidados de seus amigos e discípulos, ou (como alguns absurdamente adicionam) pela sua própria perícia médica, e após um breve período Ele calmamente morreu uma morte natural
219.
Josefo, Valerius Maximus, autoridades no campo psicológico e médico, recorreram a exemplos de tais aparentes ressurreições de um transe ou asfixia, especialmente no terceiro dia, que é suposto ser um ponto crítico da viragem para a vida ou putrefacção. Mas além de insuperáveis dificuldades físicas, como os ferimentos e perdas de sangue do coração trespassado pela lança do soldado romano, essa teoria falha absolutamente sobre a conta do efeito moral. Uma breve débil existência de Jesus com necessidade de cuidados médicos, e que encerra com a sua morte natural, com um enterro final, mesmo sem a glória do martírio no que concerne à crucificação, longe restaura a Fé dos Apóstolos, teria apenas no final, aprofundado a escuridão das suas almas
e conduzido-os para o absoluto desespero
220
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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

A Ressurreição de Cristo III

A IMPORTÂNCIA DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO

Com excepção de quatro, todas as principais religiões do mundo baseiam-se em meras afirmações filosóficas. Das quatro que se baseiam mais na vida de pessoas do que num sistema filosófico, somente o cristianismo postula um túmulo vazio para com o seu fundador. Abraão, o pai do judaísmo, morreu por volta de 1900 a.C, mas jamais se disse que tivesse ressuscitado.

Em Therefore Stand (Permanecei, pois, firmes) Wilbur Smith diz: "Os relatos originais sobre Buda jamais lhe atribuíram algo como uma ressurreição; na verdade, o mais antigo relato sobre sua morte, a saber , o Maha-parinibbana Sutta, se refere à morte de Buda como sendo 'aquela morte completa, da qual nada resta'". 60/385

"O professor Childers diz: 'Nas escrituras e comentários em idioma pali (e até onde eu saiba em qualquer livro em pali), que pertencem às tradições do povo sakya, não há qualquer menção a que Buda tenha vivido depois de sua morte ou que tenha aparecido a seus discípulos'. Maomé morreu em 8 de Junho de 632 A.D., aos sessenta e um anos de idade, na cidade de Medina, onde seu túmulo é anualmente visitado por milhares de muçulmanos devotos. Todos os milhões e milhões de judeus, budistas e muçulmanos concordam que os fundadores de suas respectivas religiões jamais ressurgiram do pó da terra." 60/385

TheodosusHamack disse: "A posição que você tem diante do fato da ressurreição já não é, a meu modo de ver, algo no campo da teologia cristã. Para mim o cristianismo permanece de pé ou cai junto com a ressurreição". 60/347

O professor William Milligan afirma: "Ao se falar das provas favoráveis à ressurreição de nosso Senhor, pode-se ir ainda mais longe e insistir que o fato, caso verdadeiro, se harmoniza com todos os demais acontecimentos da Sua vida". 43/71

Wilbur Smith conclui: "Se o nosso Senhor disse com grande exactidão e riqueza de detalhes que, depois de subir a Jerusalém, seria morto, mas que ao terceiro dia ressuscitaria, e se essa predição se realizou, então sempre me pareceu que tudo o mais que nosso Senhor tenha dito também deve ser verdade". 60/419

W. J. Sparrow-Simpson desenvolve ainda mais o raciocínio: "Se alguém perguntar como a ressurreição de Cristo é uma prova de que Ele é o Filho de Deus, pode-se responder que, em primeiro lugar, Ele ressuscitou pelo Seu próprio poder. Ele tinha poder para entregar a Sua vida e tinha poder para reavê-la (João 10:18). Isso não conflite com o facto ensinado em tantas outras passagens de que Ele foi ressuscitado pelo poder do Pai, pois aquilo que o Pai faz o Filho igualmente o faz. A criação e todas as outras acções exteriores são atribuídas indiferentemente ao Pai, ao Filho e ao Espírito. Mas em segundo lugar, da mesma forma como Cristo abertamente declarou que era o Filho de Deus, Sua ressurreição dentre os mortos foi o selo divino quanto à veracidade daquela declaração. Caso Cristo tivesse permanecido sob o poder da morte, Deus teria, com isso, repudiado a afirmação de Cristo de que era Seu Filho; mas, ao ressuscitá-lO dentre os mortos, Deus publicamente O reconheceu dizendo: 'Tu és Meu Filho, eu hoje o declarei"'. 60/583; 62/287, 288

Também o sermão de Pedro no dia de Pentecostes "baseia-se total e completamente na Ressurreição. Não apenas é a Ressurreição o tema principal, como também, caso se eliminasse essa doutrina, já não sobraria qualquer outra doutrina. Pois é proposto que a Ressurreição (1) apresente uma explicação para a morte de Jesus; (2) tenha sido profeticamente prevista como parte da experiência messiânica; (3) tenha sido testemunhada pelos apóstolos; (4) seja a causa do derramamento do Espírito, explicando essa forma fenómenos religiosos inexplicáveis de outra maneira e (5) confirme a posição de Jesus de Nazaré como Messias e Rei. Assim, a estabilidade de toda uma série de argumentos e conclusões depende inteiramente da Ressurreição. Sem a Ressurreição a posição de Jesus como Messias e Rei não poderia ser confirmada de modo convincente. Sem ela o novo derramamento do Espírito continuaria sendo um mistério inexplicável. Sem ela a essência do testemunho dos apóstolos teria desaparecido. Tudo o que restaria dessa instrução seria a exposição messiânica do Salmo 16, e assim mesmo só como a experiência futura de um Messias que ainda não havia aparecido. O reconhecimento de Jesus por parte de Deus, conforme atestam as obras daquele, também permaneceria de pé, mas aparentemente só como um reconhecimento de Sua vida, uma vida que terminou como a de qualquer outro profeta a quem a nação recusou continuar tolerando. Por essa razão, a primeira mensagem cristã baseou-se na posição de Jesus conforme estabelecida pela Sua Ressurreição". 60/230

Até mesmo Adolf Hamack, que rejeita a crença da igreja na ressurreição, admite: "A firme confiança dos discípulos em Jesus tinha suas raízes na crença de que Ele não permanecera morto, mas fora ressuscitado por Deus. Em virtude do que haviam experimentado nEle e certamente só depois de terem-nO visto, é que o fato de que Cristo havia ressuscitado era algo tão certo como o fato de Sua morte; sendo que a Sua ressurreição se tornou o principal tema da pregação dos discípulos acerca dEle" {History of Dogma (História do Dogma), capítulo 2). 13/3

H. P. Liddon diz: "A fé na ressurreição é a principal coluna de sustentação da fé cristã; retirando-se a coluna, tudo inevitavelmente cai por terra". 60/577

A ressurreição de Cristo sempre tem sido em todos os aspectos a doutrina central da Igreja. Nas palavras de Wilbur Swith: "Desde o primeiro dia da vida que lhe foi conferida por Deus, a igreja cristã tem, de uma forma coesa, dado testemunho de sua fé na Ressurreição de Cristo. É aquilo que podemos chamar de uma das grandes doutrinas e convicções fundamentais da igreja, e de tal forma permeia o texto do Novo Testamento que, caso se removessem todas as passagens que contêm referência à Ressurreição, ter-se-ia uma colecção de textos tão mutilados que seria impossível de compreender o que tivesse restado. A ressurreição mexeu intimamente com a vida dos primeiros cristãos. O fato da Ressurreição é visto nos seus túmulos e nos desenhos que se encontram nos muros das catacumbas; a Ressurreição afectou profundamente a hinologia cristã; tornou-se um dos assuntos mais vitais dos grandes escritos apologéticos dos primeiros quatro séculos; foi constantemente o tema das pregações tanto no período pré-niceno como pós-niceno. Sem demora entrou nos credos da igreja; está no Credo dos Apóstolos; está em todos os grandes credos que vieram depois".

"Todos os dados apresentados pelo Novo Testamento mostram que o tema principal das boas novas, ou evangelho, não era: 'Segue este Mestre e Faz o melhor', mas: 'Jesus e a Ressurreição'. É impossível excluir isso do cristianismo sem alterar radicalmente o seu carácter e destruir sua própria identidade." 60/369, 370

O professor Milligan diz: "Assim, parece que desde a aurora de sua história, não apenas a igreja cristã cria na Ressurreição de seu Senhor, como também a sua crença nessa questão estava entrelaçada com toda a sua existência". 43/70

W. Robertson Nicoll cita Pressensé: "O túmulo vazio de Cristo foi o berço da Igreja..." 60/580

W. J. Sparrow-Simpson racionaliza: "Se a Ressurreição não é um fato histórico, então o poder da morte permanece inalterado como também inalterável permanece as consequências do pecado, e não se pode ter certeza quanto ao significado da Morte de Cristo. Consequentemente, os que crêem ainda estão em seus pecados, exactamente onde estavam antes de ouvirem o nome de Jesus". 25/514

R. M. Cheyne Edgar, em seu livro The Gospel of a Risen Saviour (O Evangelho de um Salvador Ressurreto), afirmou: "Aqui está um Mestre religioso, e Ele com toda tranquilidade declara que arrisca tudo o que disse em Sua capacidade de, depois de ter sido morto, ressuscitar dos mortos. Sem risco algum, podemos pressupor que nunca houve, nem antes nem depois, uma proposta como essa. Dizer que esse teste extraordinário foi inventado por místicos que estudavam profecias e que foi inserido nas narrativas dos Evangelhos é exigir demais de nossa credulidade. Aquele que está pronto a apostar tudo em Sua capacidade de voltar do túmulo está diante de nós como o mais original de todos os mestres, alguém que brilha em Sua própria vida, a qual se comprova a si mesma! " 60/364

Na obra Dictionary of the Apostolic Church (Dicionário da Igreja Apostólica) lemos o seguinte: "D. F. Strauss, por exemplo, o mais sarcástico e insensível dentre os críticos da igreja, ao tratar da Ressurreição, reconhece que ela é o 'teste decisivo não apenas da vida de Jesus, mas do próprio cristianismo', que 'toca no âmago do cristianismo', e que é decisiva para toda a ideia de cristianismo' (New Life of Jesus (Nova Vida de Jesus), tradução em inglês, 2 vol. Londres: 1865, vol. 1, p. 41, 397). Se isto se for, tudo aquilo que é vital e essencial ao cristianismo também se vai, se ficar, tudo o mais ficará. E assim, através dos séculos, de Celso em diante, a Ressurreição tem sido o centro tempestuoso que recebe ataques contra a fé cristã". 24/330

No dizer de B. B. Warfield, "o próprio Cristo, para obter a confiança dos homens, deliberadamente aposta todos os Seus ensinamentos em Sua ressurreição. Quando lhe pediram um sinal Ele apontou para esse sinal como Sua credencial única e suficiente". 2/103

Ernest Kevan fala a respeito do famoso teólogo suíço, Frederick Godet: "Em Lectures in Defence of the Christian Faith (Palestras em Defesa da Fé Cristã, 1883, p. 41), ele se refere à importância da ressurreição de Cristo e assinala que foi a esse milagre, e somente a ele, que Cristo se referiu como sendo a confirmação de Seus ensinos e de Sua autoridade". 32/3

Michael Green aborda bem a questão: "O cristianismo não sustenta que a ressurreição seja um dentre vários sistemas de crença. Sem a fé na ressurreição não existiria cristianismo algum. A igreja cristã jamais teria começado a existir; com a execução de Jesus, o movimento daqueles que O seguiam ter-se-ia extinguido tal como uma fogueira alimentada com lenha molhada. O cristianismo permanece em pé ou cai juntamente com a verdade da ressurreição. Mostre que a ressurreição não aconteceu e você se verá livre do cristianismo."

"O cristianismo é uma religião histórica. Ele afirma que Deus assumiu o risco de Se envolver na história humana, e os fatos estão aí para que você examine com todo o rigor possível. Esses fatos suportarão qualquer dose de investigação crítica..." 19/61

John Locke, o famoso filósofo britânico, disse o seguinte a respeito da ressurreição de Cristo: "A ressurreição de nosso Salvador... é de fato algo de grande importância para o cristianismo; e tão importante que Ele ser ou não ser o Messias depende desse acontecimento: de maneira que esses dois importantes aspectos são inseparáveis e, na realidade, constituem uma verdade única. Pois, desde aquela época, crer num desses aspectos implica crer nos dois; e negar um deles implica crer em nenhum". 60/423

Nas palavras de conclusão ditas por Philip Schaff, o historiador da igreja: "A ressurreição de Cristo é, portanto, decisivamente o teste que determina a veracidade ou a falsidade da religião cristã. Ou é o maior milagre ou é o maior engano registado pela história". 56/173

Wilbur Smith, erudito e professor de renome, afirma: "Jamais se forjou, nem jamais se forjará, uma arma que destrua a confiança racional nos registos históricos deste acontecimento memorável e predito. A ressurreição de Cristo é a própria fortaleza da fé cristã. É a doutrina que, no primeiro século, virou o mundo de cabeça para baixo; que, de um modo preeminente, elevou o cristianismo acima do judaísmo e das religiões pagas do mundo mediterrâneo. Se a ressurreição não subsistir, de igual forma quase tudo o mais que é vital e singular ao Evangelho do Senhor Jesus Cristo não subsistirá: 'Se Cristo não ressuscitou, é vã vossa fé'" (1 Coríntios 15:17). 59/22

Josh Mc Dowell

Texto retirado do blog: http://exaltandoosenhor-estudo.blogspot.com/2009/08/ressurreicao-fraude-ou-historia-parte-1.html

Este texto foi retirado do meu outro blog e este retirado do livro "History of the Christian Church" de Philip Schaff

2. A TEORIA DA FRAUDE. Os Apóstolos roubaram e esconderam o corpo de Jesus, e enganaram o mundo218.Esta infame mentira carrega a sua refutação em seu próprio rosto: Se para os soldados Romanos, que vigiavam a sepultura, a pedido expresso dos sacerdotes e fariseus, estavam dormindo, não poderiam ver os ladrões, nem proclamariam o seu crime militante; se eles, ou alguns deles, estivessem acordados, eles teriam impedido o roubo. Quanto ao, discípulos, eles estavam muito tímidos e abatidos no momento, para cometerem acto tão ousado, e eram muitos honestos para enganar o mundo. E finalmente uma auto-invenção falsa, não poderia dar-lhes a coragem e a constância da fé para proclamarem a ressurreição, com o perigo das suas vidas. Toda a teoria é um absurdo ímpio, um insulto ao senso comum e honra da humanidade.

domingo, 13 de setembro de 2009

A Ressurreição de Cristo II

A Ressurreição é o Sinal por excelência que Cristo deu ao mundo, pois o mesmo Cristo disse: "Geração má e adúltera reclama um sinal; mas não lhe será dado outro a não ser, o do profeta Jonas. Assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do monstro marinho, assim o Filho do Homem estará três dias e três noites no seio da terra" (Mt 12.39-40).Assim se concretizou, segundo os testemunhos da Ressurreição, e ao longo de quase dois milénios, anunciam a salvação por meio de Cristo, estes que testemunharam a Ressurreição e Ascensão ao céu de Cristo, morreram martirizados por não negarem aquilo que viram e ouviram, e por meio da passagem do testemunho apostólico, continuaram ininterruptamente ao longo dos tempos, proclamado o mesmo evento que dividiu os tempos, e fundou uma nova criação, o novo homem vencedor sobre o pecado por meio de Cristo, verdade que acreditada com Fé, sobre os que ainda hoje carregam o testemunho apostólico, pois a própria Igreja cuja a cabeça é Cristo, e os que crêem formem parte como membros, não deixou de mostrar a veracidade da mesma Fé recebida, pelos inúmeros sinais e milagres que se dão no seu seio, pelas inúmeras e constantes perseguições ao longo da historia, cruz que a Igreja carrega ao seguir o seu Esposo, Cruz que é sinal de salvação e alegria, Cruz que é sinal de poder, e hoje a Igreja está em todo o mundo, anunciando a salvação, cumprindo as profecias Bíblicas a este respeito!

Este texto foi retirado do meu outro blog e este retirado do livro "History of the Christian Church" de Philip Schaff

1. O ponto de visto HISTÓRICO, apresentado pelo os Evangelhos e acreditado pela Igreja Catolica de toda a parte e dominação. A Ressurreição de Cristo foi na realidade um evento miraculoso, em harmonia com a sua prévia vida e personalidade, e no cumprimento da sua própria previsão. Foi uma reanimação do corpo morto de Jesus, com o retorno da sua alma do mundo espiritual, e erguendo o corpo com a alma do sepulcro para uma nova vida, que depois de repetidas manifestações aos fiéis durante um curto período de 40 dias, ascendeu ao céu em Glória. O objectivo das manifestações não era apenas para convencer os apóstolos pessoalmente da ressurreição, mas para torná-los testemunhas da ressurreição e arautos da salvação a todo o mundo216.
A verdade obriga-nos a admitir que existem sérias dificuldades em harmonizar os escritos dos evangelistas, e na formação de uma consistente concepção coerente da natureza de Cristo, da Ressurreição do corpo, pairando como se fosse entre o Céu e a Terra, e oscilando nos quarenta dias entre o natural e o sobrenatural com um corpo com carne e sangue, bem como com as marcas das chagas, e ainda tão espiritual como a aparecer e a desaparecer através das portas fechadas e visíveis para subir ao céu. Mas estas dificuldades não são tão grandes como os que são criados por uma negação do fato em si. A primeira pode ser mensurávelmente resolvida, este último não pode. Nós, não conhecemos todos os detalhes e as circunstâncias que poderão permitir-nos traçar claramente a ordem dos acontecimentos. Porém, entre todas as variantes que o grande facto central da ressurreição em si e as suas principais características “destacam-se ainda mais claro” 217. O período de quarenta dias são na natureza do caso a mais misteriosa na vida de Cristo, e transcende toda a experiencia Cristã ordinária. A Cristofania assemelha em alguns aspectos, a teofania do Antigo-Testamento, que foram concedidos alguns crentes, mas para o benefício geral. Em todo o caso o facto da ressurreição fornece a única chave para a solução do problema psicológico da repentina, radical e permanente mudança na mente e conduta dos discípulos, é a necessária ligação na corrente que liga a História antes e depois deste Evento. A sua Fé na Ressurreição era muito clara, muito forte, muito firme, muito eficaz para ser explicada de outra forma. Eles mostraram a força e a coragem da sua convicção no breve regresso a Jerusalém, o lugar do perigo, e fundada aí, sobre a face do sinédrio hostil, a Igreja Mãe da Cristandade.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A Ressurreição de Cristo

Este texto foi retirado do meu outro blog e este retirado do livro "History of the Christian Church" de Philip Schaff

A Ressurreição de Cristo dos mortos, é relatada pelos quatro Evangelhos, ensinada nas Epístolas, acreditada por toda a cristandade, e comemorada em cada “Dia do Senhor”, como um histórico facto, como a Coroação milagrosa e Selo Divino de todo o Seu Trabalho, como o fundamento da esperança dos crentes, como o penhor das suas próprias ressurreições. É representada no Novo Testamento ambas como um acto do Pai Todo Poderoso, que levantou o seu Filho dos mortos208, e um acto do próprio Cristo, que tinha o poder de dar a sua vida e tomá-la outra vez209. A ascensão era a adequada conclusão da Ressurreição: A Vida Ressuscitada de Nosso Senhor, que é “A Ressurreição e a Vida,” não poderia terminar em outra morte na Terra, mas continuará na eterna glória no céu. Assim São Paulo diz que, “se Cristo ressuscitou dos mortos, não morre mais, A morte não tem mais domínio sobre Ele. Pois, na morte que teve, morreu para o pecado de uma vez para sempre, e na vida que tem, vive para Deus210.”
A Igreja Católica repousa na Ressurreição do seu Fundador. Sem este facto, a Igreja nunca poderia ter nascido, ou se nasce, Ela teria uma morte natural. O milagre da Ressurreição e da existência do Cristianismo estão, tão estritamente ligados que Eles devem permanecer ou cair em conjunto. Se Cristo foi levantado dentre os mortos, então todos os seus outros milagres são certos, e a nossa Fé é invencível, se Ele não ressuscitou, Ele morreu em vão e nossa Fé é vã. Foi só a sua Ressurreição que fez a sua morte disponível para a nossa expiação, justificação e Salvação, sem a sua Ressurreição, a sua morte seria o túmulo das nossas esperanças, mais ainda, estaríamos sob o jugo dos nossos pecados. Um Evangelho de um Salvador Morto seria uma contradição, e uma miserável desilusão. Este é o raciocínio de São Paulo, e sua força é irresistível211.
A ressurreição de Cristo, é portanto, enfaticamente uma questão teste sobre a qual depende a verdade ou falsidade da religião Cristã. Ou é o maior milagre ou desilusão que a História regista212.
Cristo havia predito tanto a sua Crucificação e a sua Ressurreição, mas a forma era como um empecilho para os Discípulos, este último um mistério que não podiam compreender até depois do evento213. Eles sem dúvida esperavam que Ele estabelecesse o seu Reino Messiânico na Terra. Daí a sua decepção e desapontamento após a crucificação. A traição de um dos seus próprios números, o triunfo da hierarquia, a inconstância das pessoas, a morte e o sepultamento do seu Amado Mestre, tinham em poucas horas rudemente tirado as suas Messiânicas esperanças e expôs-lhes o desprezo e o ridículo de seus inimigos. Por dois dias estiveram a tremer à beira do desespero. Mas no terceiro dia, eis que os mesmo Discípulos tiveram uma reviravolta completa do desânimo à Esperança, da timidez à Coragem, da dúvida à Fé, começando a proclamar o Evangelho da Ressurreição em face de um Mundo descrente e com o perigo das suas Vidas. Esta revolução não foi isolada, mas geral entre eles, no entanto não foi o resultado de uma credulidade fácil, mas trouxe a despeito dúvida e hesitação214. Não foi superficial e momentânea, mas radical e duradoura, afectando, não só os Apóstolos, mas toda a História do Mundo. Chegou mesmo ao líder da perseguição, Saulo de Tarso um dos mais claros e fortes intelectos, convertendo-o para um Fervoroso Devoto e Fiel Campeão deste mesmo Evangelho até à hora do seu martírio.
Este é um facto patente a todos os leitores dos capítulos finais do Evangelho, e é livremente admitida mesmo pelos mais avançados cépticos215.
A questão agora levantada é sobre se esta interior revolução, na vida dos Discípulos, com os seus efeitos incalculáveis sobre a fortuna da Humanidade, pode ser explicada racionalmente, sem a correspondência extrínseca revolucionária da História de Cristo, em outras palavras, se a Fé professada dos Discípulos no Cristo ressuscitado foi verdadeira e real, ou uma hipócrita mentira, ou um auto-engano honesto.
Existem quatro possíveis teorias que têm sido tentadas de novo e de novo, e defendidas com toda a aprendizagem e engenho, que pode ser convocados para a sua ajuda. Questões Históricas não são como problemas Matemáticos. Nenhum argumento em favor da Ressurreição aproveitar-se-á com os críticos que começaram logo com o pressuposto filosófico que os milagres são impossíveis, e ainda menos com aqueles que negam não só a ressurreição do corpo, mas até a imortalidade da alma. Mas os factos são teimosos, e se uma hipótese crítica pode ser provada psicologicamente e historicamente impossível e não razoável, o resultado é fatal para a filosofia que está subjacente à hipótese crítica. Não é o trabalho do Historiador, construir uma História a partir de noções preconcebidas e ajustá-las ao seu próprio gosto, mas ao reproduzi-lo através das melhores evidências históricas e deixar que esta fale por si.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

O Primado de Pedro, e a Fundação da Igreja Católica

"Bem aventurado és Simão filho de Jonas, porque não foi a carne e o sangue que a ti revelou, mas sim meu Pai que está nos céus, e eu digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão sobre ela. E eu te darei as chaves do reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado também nos céus" (S.Mateus, XVI, 16-19)

Antes de mais é inquestionável que Cristo fundou a sua Igreja sobre Pedro, depois de Ele ter professado que Cristo era o Messias, o Filho de Deus, elegeu-o acima dos Doze, que acaba por ser evidente na leitura dos Evangelhos, pois é o mais citado dos Evangelistas, Cristo muda o seu nome de Simão para Pedro, o que só aconteceu três vezes na historia da salvação e em três momentos chave desta, as outras duas mudanças de nome feitas por Deus, foi com Abraão que se chamava Abrão e com Jacob, que veio a ser chamado Israel. Os Evangelhos mencionam que era invariavelmente na barca de Pedro que Cristo subia e daí pregava "Vendo duas barcas estacionadas à beira do lago, pois os pescadores haviam descido delas para consertar as redes,subiu a uma das barcas que era de Simão e pediu-lhe que a afastasse um pouco da terra; e sentado, ensinava da barca ao povo." (São Lucas, V, 3-4), No Evangelho é mencionado que Cristo se hospedava na casa de Pedro "Ao sair da Sinagoga, Jesus e os que o seguiam se dirigiram à casa de Pedro e André ..." (Marcos, I,29; Mateus, VIII, 14; Lucas, IV, 38)
Outro fato, que está estreitamente ligado a este último, é que Cristo manda pagar o tributo do templo por si e por Pedro, quando os colectores de impostos vão à casa deste cobrar pelo Mestre " ... vosso mestre não paga a didracma? Ele (Pedro) respondeu-lhes: sim. E depois que entrou em casa , Jesus o preveniu, dizendo: Que te parece Simão? De quem recebem os reis da terra o tributo ou o censo? De seus filhos ou de estranhos? E Ele (Pedro) respondeu: dos estranhos. Disse-lhe Jesus: logo são isentos os filhos. Todavia, para que os não escandalizemos, vai ao mar e lança o anzol, e o primeiro peixe que subir toma-o, e, abrindo-lhe a boca, acharás dentro um estater: tira-o e dá-lho por mim e por ti."(Mateus, XVII, 24-27).
Esse é um sinal tão distintivo da preferência de Nosso Senhor pelo apóstolo, que os demais, logo que Pedro se afasta, cercam o mestre para saber quem seria o maior no reino dos céus (Mateus, XVIII, 1).
Todas as vezes que os evangelistas nomeavam os doze apóstolos, o faziam invariavelmente começando por Pedro e terminando por Judas, com os demais ocupando lugares diferentes (S. Mateus, X, 2-4, S. Marcos, III, 16-19, S. Lucas, VI, 14-16, Atos, I, 13). Se não é difícil imaginar o porquê do último lugar ao traidor, também não o é o primeiro para Pedro. São Mateus é explícito: "Primeiro, Simão que se chama Pedro." (S. Mateus, X, 2-4).
A Pedro, e a ninguém mais, é confiado o pastoreio das ovelhas e dos cordeiros, a que nosso Senhor pede três vezes a confirmação de Pedro, e três vezes o confirma: "Disse Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de João, tu me amas mais do que estes? Respondeu-lhe Pedro: Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo. Disse-lhe (Jesus): Apascenta os meus cordeiros. Disse-lhe outra vez: Simão, filho de João, tu me amas? Ele disse-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo. Disse-lhe (Jesus): Apascenta os meus cordeiros. Disse-lhe pela terceira vez: Simão, filho de João, amas-me? Ficou triste Pedro, porque pela terceira vez, disse-lhe: Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que te amo. Disse-lhe (Jesus): Apascenta as minhas ovelhas." (S. João, XXI, 15-17)

Retirado: http://montfort.org.br/index.php?secao=cadernos&subsecao=apologetica&artigo=primado&lang=bra#1-4

Não resta duvida que Pedro era o chefe dos Apóstolos, eleito por Deus, para apascentar e confirmar as suas ovelhas na Fé, e sobre Ele Cristo construiria a sua Igreja Santa, pois Cristo é sua cabeça e nós os seus membros! Aqueles que afirmam que cada Pessoa, é em si como que uma Igreja, tese sem base na Escritura Sagrada, e assim podendo interpretar as Escrituras arbitrariamente (Escrituras estas compiladas num só livro pela Igreja Católica, chamado Bíblia, confirmando estas como inspiradas pelo Espírito Santo), mais ao seu gosto, do que ao gosto de Deus e contrariamente ao que a própria Bíblia diz:"Nenhuma profecia é de interpretação particular" (II Pe. I, 20) (no entanto alegam que são sempre inspirados pelo o Espírito Santo), podemos dizer, então que são uma Igreja pecadora, pois todos nós somos pecadores, e segundo eles todos somos uma Igreja. E como é função da Igreja e da verdadeira religião ligar o homem a Deus, esta tem que ser santificante, por isso uma Igreja pecadora faz do seu ventre o seu Deus. Assim se percebe tantos erros nas Igrejas criadas pelos os homens, simples pecadores, já são mais de 20 mil seitas, acaso Cristo estaria dividido! Umas afirmam que Cristo veio ao mundo só em Espírito, outras que não morreu numa cruz, outras que o dia do Senhor é no Sábado, são tamanhas as contradições, que cada seita, em nome do bom senso, só podem dizer que é a única que salva, mas por outro lado, já são mais de 20 mil, e por isso dizem que todas se salvam, mesmo que uma diga que 2+2=1 e outra 2+2=2 numa contradição própria de quem não usa a razão, no entanto apesar destas contradições dizem que a Igreja Católica é única que não se salva pois apostou da Fé, ou que foi fundada por Constantino. Mas como dizia o Cardeal John Henry Newman ex-protestante "Aprofundar-se na história é cessar de ser Protestante", disse o Cardeal John Henry Newman, ex-protestante... e ensinava São Cipriano no século II que "ninguém pode ter a Deus por Pai se não tiver a Igreja Católica por Mãe" a Igreja Católica, foi a única Igreja fundada por Cristo, a única que cumpriu e cumpre todas as profecias a respeito da salvação dos homens contida na bíblia, evangelizou o mundo segundo a ordem de Cristo "Ide, pois, e ensinai a todas as nações" (Mt 28,19). Permaneceu unida na Fé, sobre Cephas, segundo a ordem de Cristo, e os seu frutos são incontáveis! A Igreja Católica é única que liga o Homem a Deus, pois é Santa, porque fundada por Deus, assim os seus membros podem se santificar, porque a cabeça da Igreja é Cristo, não um homem pecador!

Fundação de algumas Igrejas retirado do site: http://www.veritatis.com.br/article/4477

Ano Denominação Origem Fundador
33 Fundação da Igreja Católica Palestina Jesus
55 Igreja Católica se fixa em Roma, com Pedro e Paulo

1054 Igreja Ortodoxa Constantinopla Miguel Cerulário
1521 Igreja Luterana Alemanha Martinho Lutero
1523 Anabatistas Alemanha Zwickau
1523 Batistas Menonitas Holanda Menno Simons
1531 Igreja Anglicana Inglaterra Henrique VIII
1536 Igreja Presbiteriana Suiça João Calvino
1592 Igreja Congregacionalista Inglaterra John Greenwood e outros
1612 Igreja Batista Arminiana ou Geral Inglaterra John Smith
~1630 Sociedade dos Amigos (Quakers) Inglaterra George Fox
1641 Igreja Batista Regular ou Particular Inglaterra Richard Blount
1739 Igreja Metodista Inglaterra John Wesley
1816 Igreja Adventista EUA Willian Miller
1830 Mórmons EUA Joseph Smith
1865 Exército da Salvação Inglaterra Willian Booth
1878 Testemunhas de Jeová EUA Charles T.Russel
1901 Igreja Pentecostal EUA Charles Parham
1903 Igreja Presbiteriana Independente Brasil Othoniel C. Mota
1909 Congregação Cristã no Brasil Brasil Luís Francescon
1910 Igreja Assembléia de Deus EUA/Brasil D.Berg/G.Vingren
1918 Igreja do Evangelho Quadrangular EUA Aimée McPherson
1945 Igreja Católica Apostólica Brasileira (ICAB) Brasil Carlos D.Costa
1955 Cruzada o Brasil para Cristo Brasil Manoel de Mello
1962 Igreja Deus é Amor Brasil David Miranda
1977 Igreja Universal do Reino de Deus Brasil Edir Macedo

Quais, destas Igrejas são verdadeiras, a fundado por Cristo, ou pelos Homens, e se todas salvam, apesar de serem fundadas por pecadores, e não por Cristo, então porque a Fé é tão diferente, entre as várias Igrejas, e principalmente é diferente da Fé da Igreja Católica. Porque fazem de Cristo um mentiroso, ao afirmarem que as Portas do Inferno entraram pela sua Igreja, quando Constantino fez da Igreja Católica, religião do Estado, onde então estavam os verdadeiros Católicos para denunciarem tamanho acto de guerra, por parte do demónio, e porque só os cismas ocorreram depois do 1º milénio, e não acorreram logo no 5º século! Volto a apontar o que em cima já está citado, dizia o o Cardeal John Henry Newman, ex-protestante... "Aprofundar-se na história é cessar de ser Protestante" Cristo fez as núpcias com a sua Esposa na Cruz, não para que Ela o traísse, mas para que o amasse ainda mais! é a Igreja Católica, Mãe de todos os povos, segundo as Profecias e segundo a Historia.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

O Fundador do Cristianismo VII

Esta é a ultima postagem sobre Jesus Cristo, ele que prometeu a vida eterna aos que crêssem nele, fundou a sua Igreja, e por ela regenerou e construi um novo Mundo, os seus frutos são infinitos, e por isso revelou a plenitude do homem. Convido as pessoas a imitarem Cristo, a carregarem a sua Cruz com alegria, e assim poderem amá-lo mais intimamente, pois fomos feitos para amar, é a nossa plenitude, porque Deus é Amor, no entanto ninguém pode amar, se não conhecer o objecto do seu amor, por isso o Amor não existe sem Verdade. Assim devemos procurar conhecê-la, porque quem procura encontra, e a Verdade é por si auto-evidente, não se esconde como a mentira, é luz e não trevas, não nos deixemos enganar por supostos obscuros conhecimentos, porque a verdade é autoevidente, e tudo o que Deus criou fala Dele abertamente, não esconde nada. Por isso unidos na verdade, que por natureza é una, ao contrário da mentira, amemo-nos como Cristo nos amou, para que possamos ser Filhos de Deus, para que sejamos plenos, para que o nosso fruto seja abundante como o de Cristo, assim façamos tudo com amor, até as pequenas coisas, ainda que seja grande o mistério do mal, incomparavelmente maior é o mistério do Bem! Cristo é o Senhor da História..

Este texto foi retirado do meu outro blog e este retirado do livro "History of the Christian Church" de Philip Schaff

Esta conclusão é confirmada pelos efeitos da manifestação de Jesus, que transcendem de longe todas as capacidades e potências Humanas. A História do Cristianismo, com seus incontáveis Frutos de uma vida mais Elevada e mais Pura da Verdade e do Amor que nunca foi conhecido antes ou agora é conhecido fora da sua influência, é como um contínuo comentário da vida de Cristo, e testemunha em todas as páginas Históricas a inspiração do seu Santo Exemplo. O Poder dele é sentido em todos os dias de um Senhor com milhares de servos, nos palácios dos Reis e nas cabanas dos mendigos, em universidades e colégios, em cada escola onde o Sermão da Montanha é lido, nas prisões, nos lares, nos asilos de órfãos, assim como na casa das Famílias felizes, em trabalhos instruídos e em simples linhas de sucessão infinita. Se esta História dos nossos dias tem qualquer valor, é uma prova de que Cristo é a Luz e a vida num Mundo caído.
E não há nenhum sinal de que o seu poder seja cada vez mais débil. O seu Reino é mais difundido do que nunca, e tem a melhor perspectiva da vitória final em toda a Terra. Napoleão em Santa Helena é relatado como tendo sido surpreendido com a reflexão de que milhões já estavam prontos para morrer pelo o Nazareno Crucificado que fundara um Império Espiritual de Amor, e no entanto ninguém morreria por Alexandre, ou César, ou ele próprio, que fundaram impérios temporais pela a força. Ele viu neste contraste um argumento convincente da Divindade de Cristo, dizendo: “ Eu conheço os Homens, e eu digo-te, Cristo não era um Homem. Tudo sobre Cristo surpreende-me. Seu espírito oprime-me e confunde-me. Não há comparação possível entre ele e qualquer outro ser. Ele permanece sozinho e único.102 E Goethe, outro génio militar, de carácter muito diferente, mas igualmente acima da suspeita de parcialidade no campo Religioso, procurando nos últimos anos da sua vida no vasto campo da História, foi constrangido a confessar “se alguma vez o Divino apareceu na Terra, estava na Pessoa de Cristo,” e que “a mente Humana, não importa o quão longe ela possa avançar em qualquer Disciplina, nunca irá transcender a altura e a cultura Moral do Cristianismo como ela Brilha e Brilha no Evangelho”.
O racionalismo, ou mito, e lendárias tentativas de explicar a vida de Cristo em motivos puramente Humanos e Naturais, e de transformar os elementos miraculosos em eventos comuns, ou em inocentes ficções, são esmagados e divididos na Rocha do Carácter e Testemunha de Cristo. Os mais capazes biógrafos infiéis de Jesus professam agora o mais profundo respeito pelo seu Carácter, e louvam-no como o maior Santo e Sábio que apareceu na Terra. Mas ao rejeitar o seu testemunho sobre a Sua Origem Divina e a Sua Missão, tornam-no um mentiroso, e, ao rejeitar o milagre da Ressurreição, farão a Grande Verdade do Cristianismo um riacho sem uma Fonte, uma casa sem alicerce, um efeito sem causa. Negando os milagres físicos, eles esperam-nos que acreditemos em milagres psicológicos maiores, de fato, eles substituem os milagres sobrenaturais da História em antinaturais prodígios e incríveis absurdidades da sua imaginação. E ainda refutem-se e excedem-se uns aos outros nas absurdidades. A História do erro do Século XIX é uma História de Auto-Destruição. As hipotéticas hipóteses quase amadurecidas eram logo substituídas quando outras eram inventadas, para terem a mesma sorte, ao passo que a velha Verdade da Fé Cristã permanece inabalável, e marcha pacificamente em sua conquista contra o erro e o pecado
Em Verdade, Jesus Cristo, O Cristo dos Evangelhos, o Cristo da História, o Cristo Crucificado e Ressuscitado, verdadeiro Deus, verdadeiro Homem, é o mais Real, o mais Certo, o mais abençoado de todos os Factos. E é esta realidade que cada vez mais presente e em crescente poder que invade a Igreja e conquista o Mundo, e é esta a sua melhor evidência, como o Sol brilha no céu. Este facto é a única solução do terrível mistério do pecado e da morte, a única inspiração de uma vida de Amor a Deus e ao Homem, e a única guia para um vida de Felicidade e Paz. Sistemas construídos pela Sabedoria Humana aparecem e desaparecem na História, reinos e impérios também, mas para todos os tempos futuros Cristo permanecerá “o Caminho, a Verdade, e a Vida”.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

O Fundador do Cristianismo VI

Hoje seria tolice negar a vida e a obra magnífica de Jesus de Nazaré.
O famoso historiador inglês H. G. Wells disse que a grandeza de um homem pode ser medida por ‘aquilo que ele deixa para crescer, e se Ele introduziu uma nova mentalidade com um vigor que perdura após Ele’. Wells, embora não afirmasse ser cristão, reconheceu: “A julgar por este teste, Jesus ocupa o primeiro lugar”.
Em Antiguidades Judaicas, de Flávio Josefo, historiador e escriba judeu (37-100 d.C.), fariseu, ele cita: “Por essa época apareceu Jesus, homem sábio (...). Ele realizou coisas maravilhosas, foi o mestre daqueles que recebem com júbilo a verdade (...). Por denúncia dos príncipes da nossa nação, Pilatos condenou-o ao suplício da Cruz, mas os seus fiéis não renunciaram ao amor por ele (...). Ainda hoje subsiste o grupo que, por sua causa, recebeu o nome de cristãos.”
Descrição de Jesus por Publius Lentulus – carta encontrada em Aquileia (perto de Roma e Tibur) em 1280, escrita por Lentulus, “oficial de Roma na província da Judeia”, ao imperador Romão Tibério César: “existe nos nossos tempos um homem, o qual vive actualmente de grandes virtudes, chamado Jesus (...). Ele sabe todas as ciências e nunca estudou nada. (...). Diz-se que este Jesus nunca fez mal a quem quer que seja, mas, ao contrário, aqueles que o conhecem e com ele têm praticado, afirmam ter dele recebido grandes benefícios e saúde”.
“Não será a história do fundador do cristianismo um produto da aflição, da imaginação e da esperança humana – um mito comparável às lendas de Krishna, Osíris, Átis, Adônis, [Dionísio] e Mitras?”, pergunta o célebre historiador Will Durant. Ele responde que, no primeiro século, negar que Cristo tivesse existido “parece não ter ocorrido nem mesmo aos mais severos oponentes do novo credo, judeus ou pagãos”. (Cf. A História da Civilização: Parte III – César e Cristo).
O historiador romano Suetónio (c. 69-140 d.C.), em sua história The Twelve Caesars (Os Doze Césares), disse a respeito do imperador Cláudio: “Visto que os judeus em Roma causavam contínua perturbação à instigação de Cresto [Cristo], ele os expulsou da cidade.” Isto ocorreu por volta do ano 52 d.C.. (Cf. Actos 18,1.2).
Note que Suetónio não expressou dúvidas a respeito da existência de Cristo. Nessa base concreta, e apesar de perseguição que punha em risco a vida, os cristãos primitivos proclamavam muito activamente a sua fé. É bem improvável que arriscassem a vida à base de um mito. A morte e a ressurreição de Jesus ocorreram em seus dias, e alguns deles eram testemunhas oculares desses eventos (Cf. 1 Coríntios 15,1-9).
O historiador Durante conclui: “Seria um milagre ainda mais incrível que apenas em uma geração uns tantos homens simples e rudes (pescadores muitos deles) inventassem uma personalidade tão poderosa e atraente como a de Jesus, uma moral tão elevado e uma tão inspiradora ideia de fraternidade humana.” 1

1- http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/7263/Artigo-do-Padre-Jose-do-Vale-Provas-da-Existencia-de-Deus

Este texto foi retirado do meu outro blog e este retirado do livro "History of the Christian Church" de Philip Schaff

É indissociável do seu Próprio testemunho manifestar-se como Deus, como aparece em todos os Evangelhos, com uma ligeira diferença de grau entre os Sinópticos e do S. João. Apenas pondere sobre isso! Reivindica ser o Messias prometido, o cumpridor da Lei e dos Profetas, o fundador e legislador de um novo Reino Universal, a Luz do Mundo, o Mestre de todas as Nações e Idades, de cuja autoridade não há recurso. Ele afirma ter vindo a este Mundo para o salvar e libertar do jugo do Pecado, tarefa que nenhum Ser apenas Humano pode fazer. Afirma ainda o poder de perdoar os pecados na Terra, que frequentemente usa esse poder, e foi para os pecados da Humanidade, como ele predisse, que ele derramou o seu próprio sangue. Ele convida todos os Homens a segui-lo, e que Promete a Paz e Vida Eterna a todo aquele que nele crê. Ele alega a pré-existência antes de Abraão e de todo o Mundo. Dispôs na Cruz lugares no Paraíso. Ele dirigiu aos seus Discípulos para baptizarem todas as nações, ele coordena-se com o Eterno Pai e o Divino Espírito, e promete estar com eles até à consumação dos tempos e voltar em Glória ao Mundo para Julgar todos os Homens. Ele, o mais Humilde e Simples, faz com que estas pretensões espantosas sejam Naturais e Fáceis. Ele nunca fraqueja, nunca pede desculpas, nunca explica, Ele proclama-se como a Verdade auto-evidente, mas nunca sentimos qualquer incongruência nem pensar de arrogância e presunção.
E, no entanto este testemunho, se não é verdadeiro, está cheio de blasfémia e loucura, no entanto esta remota hipótese não pode permanecer um momento sobre a Pureza Moral e Dignidade de Jesus, revelada nas suas Palavras e Obras, reconhecidas pelo consentimento Universal. Um Auto-Engano por parte de Cristo em matérias tão decisivas, e em todos os aspectos tão Clara e Sólida, está igualmente fora de questão. Como poderia Ele ser um Entusiasta ou um Louco que nunca perdera o equilíbrio da sua Mente, que navegou serenamente em todas as dificuldades e perseguições, como o Sol acima das Nuvens, que Respondeu sempre Sabiamente a todas as questões maliciosas, previu calmamente e deliberadamente a sua Morte na Cruz, sua Ressurreição no Terceiro Dia, a efusão do Espírito Santo, a fundação da sua Santa Igreja, a destruição de Jerusalém, predições que foram cumpridas literalmente? Um Carácter tão Original, tão Completo, tão uniformemente Coerente, tão Perfeito, tão Humano e no entanto acima de toda a Grandeza Humana, não pode nem ser uma Fraude nem uma Ficção. O Poeta, assim como foi bem dito, seria neste caso maior do que o Herói. Seria preciso mais de que um Jesus para inventar um Jesus.
Estamos, pois inaptos para reconhecer a Divindade de Cristo, e a razão Própria deve curvar-se no incrédulo silêncio perante a tremenda Palavra: “Eu e o Pai somos Um!” e responder cépticos com Tomé : “Meu Senhor e Meu Deus!”.