segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Le concert

Neste último fim de semana fui ver este filme Francês - Le concert; um filme cheio de comédia, diálogo cativantes, inteligentes e profundos que atravessam muitos dos problemas actuais do nosso mundo, e no final um toque de brilho, um concerto que vai tocando na nossa alma à medida que é tocado. Estes filmes definem o bom cinema, e faz-nos ver o lixo que muitas vezes visualizamos sem nos darmos conta, ao elevar um pouco a nossa sensibilidade no que diz respeito à beleza no cinema. Não é nenhum filme sacro nem diz respeito a nenhum drama religioso como os Homens e os Deuses, outro filme Francês que também recomendo, longe disso, é uma história de um conjunto de pessoas russas, com os suas virtudes, sofrimentos, defeitos, alegria e principalmente Vida que explode e vivifica no final aquando o concerto. Este filme é para ver pelo menos duas vezes, porque em todas as cenas à referências imperceptíveis e outras mais perceptíveis sobre a sociedade Ocidental as suas virtudes e os seus defeitos, sobre as questões que tocam-nos todos os dias, e principalmente na França. Mas é na música que tudo resolve-se e ordena-se, a solução perfeita é encontrada na harmonia musical, e a realidade transmuta-se e idealiza-se na música tocada no final. Mas o problema central é um drama mais pessoal, que agora não vale apena aqui estar a assinalar, vejam o filme, mas ficou resolvido sem palavras, foi-lo quando a música acabou.


Aqui está o concerto do final do filme. É óbvio para quem não viu o filme, pouco escrutinará do interior dos músicos porque não conhece a história deles, e por isso não reconhecerá muita da beleza que a cena transmite! Peço desculpa, é ter uma cena de 2 segundos que para nós católicos poderia ser censurada.. mas está lá, só para efeito de comédia..



O tema da nossa geração

Para maior glória da Santa Igreja, Ámen!

Por João César das Neves

O Papa anda de novo nas notícias. Foi insultado em Barcelona e falou do preservativo num livro (Luz do Mundo, Lucerna 2010). Parece que a sociedade não entende mesmo a Igreja. Olha que novidade! Nunca entendeu. Podemos até caracterizar cada geração pelos motivos da sua crítica anticatólica.

O tema hoje é... sexo. O que traz à discussão elementos curiosos e efeitos profundos. O debate do preservativo mostra-o bem. Imagine um jornalista perguntar ao médico: "Devo fumar cigarros com filtro?" A resposta natural é que não deve fumar. Então o jornal publica a manchete: "Medicina é contra o filtro." O mal é o tabaco, mas os médicos também acham que uma vida saudável não precisa de filtros para respirar. Então um jornalista mais insistente consegue que o médico diga: "Se faz o erro enorme de fumar, então use filtro", e o jornal publica a novidade: "Medicina muda de posição sobre o filtro." Foi uma tolice deste calibre que se verificou agora.

O Papa não mudou de posição. A Igreja é contra o adultério, prostituição, promiscuidade e fornicação. Ensina que o sexo, uma das coisas mais maravilhosas que Deus fez, só deve ser vivido numa relação estável e fecunda no seio do matrimónio, sem barreiras artificiais contraceptivas. "Usar deste dom divino, destruindo o seu significado e a sua finalidade, ainda que só parcialmente, é estar em contradição com a natureza do homem" (Encíclica Humanae Vitae, 1968, n.º 13). Foi neste âmbito, dentro dos casais católicos, que a questão do preservativo foi controversa há anos, quando Paulo VI reafirmou a doutrina de sempre.

É evidente que nos outros casos a questão fica radicalmente diferente. No pecado gravíssimo do sexo fora do matrimónio, o preservativo torna-se um detalhe. Quem despreza o sexto mandamento, cometendo adultério ou recorrendo à prostituição, não tem escrúpulo de violar essa outra regra menor. A Igreja opõe-se às campanhas de promoção do preservativo, não por repúdio fanático do instrumento, mas porque esse meio, pretendendo proteger a saúde, promove a promiscuidade e aumenta o risco de sida.

A sociedade hoje anda viciada em libido, como de tabaco há anos. Castidade, pureza, fidelidade são incompreensíveis. Isso passa e voltaremos ao normal. Sabemos bem como delírios colectivos, a que assistimos tantas vezes e parecem imparáveis, se esfumam depois. O problema destas fúrias culturais está nos estragos que deixam.

A França de setecentos e a Rússia de novecentos quase se destruíram na embriaguez da revolução. Agora a cultura preservativa ameaça as sociedades que inquinou. Queda drástica de fertilidade e casamento, envelhecimento da população, degradação da família estiolam o crescimento, dinamismo social, vitalidade cultural. Pior que os tumultos antigos, o vício hedonista deteriora o tecido humano por definhamento. Entretanto o vício ataca a Igreja com disparates daquele calibre por ignorar o sentido da doutrina.

Os papas são incompreendidos e insultados há dois mil anos. Nos primeiros séculos todos morreram mártires. Depois houve papas raptados, enxovalhados, presos, assassinados. Há cem anos era normal a maçonaria gritar e atirar projécteis às janelas do palácio pontifício. O antecessor do actual bispo de Roma foi alvejado com quatro balas.

Sempre se atacou a Igreja. Os motivos é que variaram. Os antigos romanos perseguiam por razões religiosas, como depois os protestantes. Os bárbaros pretendiam credibilidade política, como Napoleão ao prender Pio VII. Os iluministas e maçons tinham um modelo social, como os soviéticos e maoistas. Criticou-se o Papado por defender os indígenas, condenar o absolutismo, ter riquezas, ser pobre, criticar as Cruzadas, promover as Cruzadas, controlar a Inquisição, instituir a Inquisição, etc. Tudo serviu para insultar papas.

Nesta vastíssima variedade de dois milénios, o nosso tempo conseguiu a proeza de ainda ser original. A razão dos insultos de Barcelona, como de Londres, foi homossexualidade e preservativo. Esse é o tema que na História marcará a nossa geração.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

A autoridade da Igreja Católica

http://www.acidigital.com/noticia.php?id=20749

A Igreja Católica continua a sua marcha ao longo da História, sempre à frente de qualquer tipo de moral decadente e bestial, hoje é a maior especialista no mundo a combater a sida, mas por puro irracionalismo, este facto é ignorado pelos supostos intelectuais que não fazem nada, a não ser atirar preservativos à Igreja ridicularizando-a.

A Cruz é o nosso sinal dado por Deus, é o sinal de Cristo!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Ratzinger e a Lei Natural

Pela tradição em Portugal, Ámen!

Se de facto pouca gente do mundo, segue a lei da Igreja no que se refere ao uso do preservativo, que se fundamenta na lei natural e enriquecida pela Revelação, deixo um pequeno trecho, do livro: Existe Deus? - Ateísmo e Verdade - Joseph Ratzinger, Paolo Flores DÁrcais; no qual o Cardeal Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, refuta a novidade e a mutabilidade da lei natural, como um expediente usada por parte da Igreja nos séculos XIX e principalmente XX, para defender e resguardar a evidente fraqueza das convicções e da fé Católica do mundo contemporâneo.

Gad Lerner: Gostaria de citar, se me permitirdes, a objecção de um pensador laico italiano, Gian Enrico Ruscini, que, por outro lado, é de matriz Católica, foi um crente que hoje reflecte sobre a crise, por ele qualificada de paralela, do pensamento laico e da teologia católica. Afirma ele que existe uma forte crise paralela, em que a insistente referência da teologia ás leis naturais constituiria justamente um «salva-vidas» em relação ao enfraquecimento da solidez dos princípios e das certezas do passado. E essa centralidade que a defesa da vida humana assumiu na doutrina seria, precisamente, uma aquisição recente, não absoluta e permanente da história da Igreja.

Joseph Ratzinger: Eu diria duas coisas. Primeira questão: houve um certo exagero no uso da referência à lei natural, na doutrina social da Igreja, nascida no final do século XIX, e depois no século XX, até ao Concílio Vaticano II. Houve excessos. Mas essa referência [ao direito natural] um pouco - digamos - exagerada, não impede que ela esteja já presente em S. Paulo, que fala da katanoesis [a palavra grega não é de todo certa].
É uma palavra de que indica circunspecção pela criação e a profunda convicção de que a criação fala de Deus e, portanto, também do homem. Encontramo-la também no Antigo testamento; por isso, sobre a expansão da lei natural, e até onde deve ela chegar, pode e deve discutir-se. Mas, sobre o facto de que os cristãos sempre consideraram a criação como uma realidade em que está presente o logos - e, portanto, não apenas uma estrutura matemática, mas também uma indicação da vida correcta - isso é realmente uma herança dos começos.
Também é certo que, digamos, a atenção concedida à defesa da vida humana é hoje maior do que no passado e, nesse sentido, é igualmente uma característica específica do nosso século, no qual tivemos, afinal, a experiência de uma crueldade e de um desprezo do ser humano, que nos deve manter despertos.
Mas eu diria, nunca se pensou que o homem chegaria a dispor do ser humano, da vida humana. [FIM]

Infelizmente, temos que dizer que Ratzinger hoje como Papa, nas suas imprudentes palavras confundiu o mundo, ao fazê-lo crer que desistiu e cedeu um pouco mais no dever de restituição da verdadeira dignidade do ser humano. O que não é verdade, como podemos ver acima.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A Sexualidade Cristã

Pela conversão dos ateus e agnósticos, Ámen!

A vida Humana é um Dom de Deus, ninguém pode dizer-se que nasceu por mérito próprio, ou por sua própria vontade, nem se pode arrogar de ser o autor da sua própria vida. A vida é um Dom que recebemos, no qual devemos conservar, preservar e desenvolver! É no acto conjugal de amor, que Deus decidiu que fosse também o acto próprio para dar vida aos homens, ou seja, estão intimamente ligados, segundo as leis naturais criadas por Deus. Estes dois actos enriquecem-se um ao outro, e tornam o amor dos esposos plenos, pois dão-se totalmente um ao outro, o dom de si mesmo. "Salvaguardando estes dois aspectos essenciais, unitivo e procriador, o acto conjugal conserva integralmente o sentido de amor mútuo e verdadeiro e a sua ordenação para a altíssima vocação do homem para a paternidade." Humanae Vitae 12 Os esposos tornam-se um só carne, uma só alma, na plenitude da unidade.
A questão da malignidade do uso de preservativo advêm de artificialmente negar o dom da vida, invertendo o acto de doação e luz dos esposos, transformando-o num acto de egoísmo, remetendo o parceiro para um plano igual a de um objecto de consumo, pronto para ser devorado como por um buraco-negro. "É (pois) de recear que o homem, habituando-se ao uso das práticas anticoncepcionais, acabe por perder o respeito pela mulher e, sem se preocupar mais com o equilíbrio físico e psicológico dela, chegue a considerá-la como simples instrumento de prazer egoísta e não mais como a sua companheira, respeitada e amada." Humanae Vitae 17. Assim os contraceptivos, transformam os seres humanos em predadores bestiais porque abrem um buraco de desresponsabilização, ao destruir voluntariamente qualquer possibilidade de vida que está intrinsecamente unida ao acto sexual.

Agora o demónio pergunta, se o esposo tiver sida devido a um acto irreflectido de adultério, pode fazer sexo com a esposa, protegendo-a com o preservativo para a não contaminar?

"Quem reflectir bem, deverá reconhecer .. que um acto de amor recíproco, que prejudique a disponibilidade para transmitir a vida que Deus Criador de todas as coisas nele inseriu segundo leis particulares, está em contradição com o desígnio constitutivo do casamento e com a vontade do Autor da vida humana. Usar deste dom divino, destruindo o seu significado e a sua finalidade, ainda que só parcialmente, é estar em contradição com a natureza do homem, bem como com a da mulher e da sua relação mais íntima; e, por conseguinte, é estar em contradição com o plano de Deus e com a sua vontade." Humanae Vitae 13

"É, ainda, de excluir toda a acção que, ou em previsão do acto conjugal, ou durante a sua realização, ou também durante o desenvolvimento das suas consequências naturais, se proponha, como fim ou como meio, tornar impossível a procriação." Humanae Vitae 20

A solução é a Fidelidade para prevenir estes casos..

Mas o demónio astuto, dizia que o casamento estava em risco, devido a esta situação?

Não se podem invocar, como razões válidas, para a justificação dos actos conjugais tornados intencionalmente infecundos, o mal menor, ou o facto de que tais actos constituiriam um todo com os actos fecundos, que foram realizados ou que depois se sucederam, e que, portanto, compartilhariam da única e idêntica bondade moral dos mesmos. Na verdade, se é lícito, algumas vezes, tolerar o mal menor para evitar um mal maior, ou para promover um bem superior, nunca é lícito, nem sequer por razões gravíssimas, fazer o mal, para que daí provenha o bem; isto é, ter como objecto de um acto positivo da vontade aquilo que é intrinsecamente desordenado e, portanto, indigno da pessoa humana, mesmo se for praticado com intenção de salvaguardar ou promover bens individuais, familiares, ou sociais." Humanae Vitae 14,

A solução é a castidade para que o amor dos conjugues seja sagrado e compreensivo..


No mundo de desgraça em que vivemos, as virtudes da castidade e da fidelidade não são respeitadas, por isso aparece aqui o preservativo como uma falsa solução, porque pecaminosa. Queria acrescentar por isso, a dificuldade de julgamento da gravidade do pecado, tanto em relação ao uso de preservativo como em relação à transmissão consciente de uma doença sexualmente transmissível a um conjugue! No primeiro caso é uma transgressão do 6º mandamento (guardar castidade), e no último, uma transgressão do 5º mandamento (Não matarás), assim julgo que transgredir o 5º mandamento seria mais grave, pois além de pecarmos contra nós e Deus, pecámos contra o próximo, enquanto no 6º não pecámos contra outro ser humano. Só a nossa fraqueza nos leva a distinguir a gravidade da infracção de 2 mandamentos, porque são ambos pecados, devia ser o bastante para não infringir os 2.

Também queria acrescenta que no trecho acima d
a Humanae Vitae do Papa Paulo VI, este parece fazer uma distinção, entre tolerar um mal menor para impedir um mal maior, e tolerar um acto mau para alcançar um bem, dizendo que este último não é licito porque é logicamente impossível, o problema é que estas duas distinções facilmente podem ser manuseadas para qualquer situação, como o exemplo acima dado, se é ilícito usar um preservativo para proteger um casamento, já seria tolerável o seu uso como um mal menor para não contagiar o conjugue?? A única resposta objectiva, seria que são duas situações pecaminosas..

A miséria do nosso mundo é incomensurável e nunca mais acabaria e os exemplos seriam muitos, e o demónio aproveitaria-se sempre da nossa situação para aumentar o escândalo, mas a lei de Deus escrita na criação não mudaria uma virgula! No entanto a questão essencial, e julgo eu que não se pode resolver objectivamente, é se é sempre pecado o uso de preservativo, por exemplo, no caso de um esposo ser estéril involuntariamente e ele ou a esposa terem alguma doença sexualmente transmissível, se seria bom o uso de preservativo? A resposta julgo eu, é dúbia, podia ser como não ser, depende caso o acto conjugal fosse uma manifestação de amor, ou um uso egoísta dos corpos.. São coisas que não se legislam porque são coisas particulares subjectivas, e a lei por natureza deve ser universal, no entanto no nosso mundo actual de relativismo, dificilmente isso acontece, mas ainda assim as melhores leis são aquelas mais próximas da universalidade da Verdade. O Cristianismo defende a plenitude humana, por isso é regido por máximas, como o próprio Jesus ensinou, como a própria felicidade requer. Assim teremos vida em abundância, sem misérias como aquelas ilustradas acima!


"A doutrina da Igreja sobre a regulação dos nascimentos, que promulga a lei divina, parecerá, aos olhos de muitos, de difícil, ou mesmo de impossível actuação. Certamente que, como todas as realidades grandiosas e benéficas, ela exige um empenho sério e muitos esforços, individuais, familiares e sociais. Mais ainda: ela não seria de facto viável sem o auxílio de Deus, que apóia e corrobora a boa vontade dos homens. Mas, para quem reflectir bem, não poderá deixar de aparecer como evidente que tais esforços são nobilitantes para o homem e benéficos para a comunidade humana." Humanae Vitae 20

domingo, 21 de novembro de 2010

Ainda sobre as declaraçãoes de Bento XVI

Em memória de todas as vítimas do aborto, Ámen!

Eu na postagem anterior, tentei compreender as declarações do Papa, e acho que consegui justificá-las, mas surgiu outro problema, é o Papa quem as diz! O que há mais perigoso para a Fé, é o Papa opinar sobre casos particulares, devido à sua complexidade e subjectividade, que trazem confusão à verdadeira doutrina, no qual ele é o principal guardião. O Diabo, é um ser muito inteligente, e o que ele mais faz, é colocar pedras de tropeço. Ora a Igreja como guardiã da Fé, da Verdade que une todos os homens do mundo, legisla sempre nas questões da doutrina, moral, fé, em harmonia com a Verdade da natureza humana e do mundo, cuja universalidade não deixa ninguém de fora. No entanto, no nosso mundo imperfeito, existem casos particulares, que aparentemente tornem a Verdade, demasiado dura. Por exemplo no caso do aborto, os servos do demónios, fazem por embaraçar a pretensa Verdade das leis da Igreja, com casos esdrúxulos, como por exemplo, quando uma criança é violada e fica grávida, como aconteceu à pouco tempo, no Brasil. É óbvio que não há nada que justifique um assassínio, por mais que seja de lamentar os casos de violação. Aqui com os preservativos é a mesma coisa, não há justificação para o seu uso em relações heterossexuais, e mesmo assim, só aparentemente é que parecem ajudar, mas no fundo tornam as pessoas mais promiscuas. Já nas relações homossexuais, como disse na postagem anterior é indiferente o uso do preservativo, por isso acabo por concordar com o Papa neste caso particular. O problema é que o Papa não pode opinar sobre casos particulares, o Papa como detentor das Chaves de Pedro, deve olhar para o Céu e não para a Terra, um dos principais problemas hoje da Igreja, é o não exercício do seu poder de magistério infalível.. e isso deve-se também à ditadura do relativismo que o Papa tanto ataca. Por isso o Papa deve-se abster de análise de casos miseráveis do nosso mundo, mas que existem, porque quanto mais particular é um caso, mais subjectivo torna-se o seu julgamento e mais prudente é deixar para a justiça Divina. Hoje assiste-se a um fenómeno curioso no mundo que é a emancipação de particularismos contra aquilo que é universal e por isso racional, e nas leis é a mesma coisa, reconhece-se hoje a homossexualidade, contra a universalidade da heterossexualidade, reconhece-se hoje um terceiro sexo que não se sabe bem o que é, contra a universalidade do sexo masculino e feminino, reconhece-se valores de minorias contra os valores da maioria, ainda por mais bizarros que sejam, mas lutam contra uma cultura, cuja razão tem pouco a dizer.. O Papa deve ser prudente, não pode tropeçar, nem pode deixar que a Igreja tropece, deve fixar o mundo com os olhos de Deus, que contemplou a sua obra, e viu que tudo era Bom, e legislar consoante a lei de Deus e da Criação, com toda a autoridade que Deus lhe deu, nos locais próprios e com todos os símbolos inerentes ao seu Poder!

Nota: A minha tentativa de defesa do Papa na postagem anterior tem falhas, e isso deve-se, pela particularidade e subjectividade do caso. Ou seja, no caso do infractor, ter sida e não conseguir evitar o pecado homossexual, o uso de preservativo como um acto de protecção dele e do parceiro por incrível que pareça é bom, porque como já disse a malignidade do preservativo neste caso não se põe, ainda que o acto homossexual seja intrinsecamente mau, mas se o homossexual usa o preservativo como um instrumento de seguro para uma maior promiscuidade, é óbvio que é mau e agrava o pecado, porque o deixa mais preso a este! Por isso lamento ter sido o Papa o primeiro a opinar sobre este caso particular, quando ele têm é que fortalecer as leis Universais e Verdadeiras da Igreja.

O pecado do preservativo

Pelas almas do Purgatório. Amén

As polémicas palavras do Papa Bento XVI, sobre o uso do preservativo em casos excepcionais por parte de prostitutos, levantaram um clamor de indignação por parte das pessoas tradicionais, no qual também me defino, no entanto, acho que o exemplo dos homossexuais dado pelo Papa, foi um bom exemplo, porque as relações homossexuais por si só já estão fechadas à vida, o que as torna indiferentes ao uso de preservativos, porque a principal causa para a condenação de contraceptivos, é por estes negarem o potencial dom da vida. Mas numa relação homossexual, não existe esse dom de vida, por isso o uso do preservativo não vai agravar o dito pecado, porque nesse aspecto não faz diferença!
Então porque os homossexuais usam preservativos? Os homossexuais usam preservativos, para se protegerem de doenças sexualmente transmissíveis, aquilo que o Papa chama: "a consciência de que nem tudo é permitido", e será isso um pequeno passo, para terem consciência que o acto homossexual é intrinsecamente mau? A resposta parece-me que sim.. no entanto quem está no terreno, e lida com essas pessoas, é quem conhece melhor a realidade, e infelizmente os seres humanos são criaturas fracas, e 'as tais circunstâncias que atenuam o pecado' não ilibam o acto de ser mau, neste caso as relações homossexuais. E estas por serem tão baixas ao negarem a vida, acabam por ilibar o preservativo e torná-lo um instrumento de consciência e protecção, isto porque o preservativo serve para duas coisas, tem duas potências, uma boa e outra má, no qual a má (negação da vida) anula a boa (protecção contra as doenças) devido à sua gravidade.

O que seria impensável numa relação heterossexual, o acto homossexual acaba por tornar indiferente tal é a sua decadência, assim o acto mau do preservativo acaba por ser anulado, e o acto bom vê-se como um primeiro passo, de milhões que têm que ser dados, para uma restituição da dignidade humana.. Infelizmente estas particularidades, não existiriam num mundo perfeito governado por leis universais, e por isso estas concessões parecem à primeira vista uma primeira brecha no muro da doutrina Católica, no entanto nós Católicos temos que baixar-nos muito para não sermos frios na caridade. As portas do Inferno não prevalecerão!

É a opinião de um simples leigo. Ainda assim queria lamentar o espectáculo de perseguição que mais uma vez o mundo católico é confrontado, o espectáculo dos media que só metem o que querem, e o espectáculo do demónio que é quem mais se diverte junto com os amigos...


As respostas de Bento XVI

Em África, Vossa Santidade afirmou que a doutrina tradicional da Igreja tinha revelado ser o caminho mais seguro para conter a propagação da SIDA/AIDS. Os críticos, provenientes também da Igreja, dizem, pelo contrário, que é uma loucura proibir a utilização de preservativos a uma população ameaçada pela SIDA/AIDS.


«Em termos jornalísticos, a viagem a África foi totalmente ofuscada por uma única frase. Perguntaram-me porque é que, no domínio da SIDA/AIDS, a Igreja Católica assume uma posição irrealista e sem efeito – uma pergunta que considerei realmente provocatória, porque ela faz mais do que todos os outros. E mantenho o que disse. Faz mais porque é a única instituição que está muito próxima e muito concretamente junto das pessoas, agindo preventivamente, educando, ajudando, aconselhando, acompanhando. Faz mais porque trata como mais ninguém tantos doentes com sida e, em especial, crianças doentes com sida. Pude visitar uma dessas unidades hospitalares e falar com os doentes.

Essa foi a verdadeira resposta: a Igreja faz mais do que os outros porque não se limita a falar da tribuna que é o jornal, mas ajuda as irmãs e os irmãos no terreno. Não tinha, nesse contexto, dado a minha opinião em geral quanto à questão dos preservativos, mas apenas dito – e foi isso que provocou um grande escândalo – que não se pode resolver o problema com a distribuição de preservativos. É preciso fazer muito mais. Temos de estar próximos das pessoas, orientá-las, ajudá-las; e isso quer antes, quer depois de uma doença.

Efectivamente, acontece que, onde quer que alguém queira obter preservativos, eles existem. Só que isso, por si só, não resolve o assunto. Tem de se fazer mais. Desenvolveu-se entretanto, precisamente no domínio secular, a chamada teoria ABC, que defende “Abstinence – Be faithful – Condom” (“Abstinência – Fidelidade – Preservativo”), sendo que o preservativo só deve ser entendido como uma alternativa quando os outros dois não resultam. Ou seja, a mera fixação no preservativo significa uma banalização da sexualidade, e é precisamente esse o motivo perigoso pelo qual tantas pessoas já não encontram na sexualidade a expressão do seu amor, mas antes e apenas uma espécie de droga que administram a si próprias. É por isso que o combate contra a banalização da sexualidade também faz parte da luta para que ela seja valorizada positivamente e o seu efeito positivo se possa desenvolver no todo do ser pessoa.

Pode haver casos pontuais, justificados, como por exemplo a utilização do preservativo por um prostituto, em que a utilização do preservativo possa ser um primeiro passo para a moralização, uma primeira parcela de responsabilidade para voltar a desenvolver a consciência de que nem tudo é permitido e que não se pode fazer tudo o que se quer. Não é, contudo, a forma apropriada para controlar o mal causado pela infecção por VIH/HIV. Essa tem, realmente, de residir na humanização da sexualidade.»

Quer isso dizer que, em princípio, a Igreja Católica não é contra a utilização de preservativos?

«É evidente que ela não a considera uma solução verdadeira e moral. Num ou noutro caso, embora seja utilizado para diminuir o risco de contágio, o preservativo pode ser um primeiro passo na direcção de uma sexualidade vivida de outro modo, mais humana.»

In Bento XVI, Luz do Mundo – O Papa, a Igreja e os Sinais dos Tempos – Uma conversa com Peter Seewald, Lucerna, 2010