quarta-feira, 2 de março de 2011

Algumas frases do livro Jesus de Nazaré Vol II

Sobre o novo livro do Papa Bento XVI, noticia retirada do Publico.

O genoma humano ajuda a perceber a “grandiosa matemática da criação” mas não diz tudo sobre toda a “linguagem de Deus”, escreve o Papa Bento XVI no segundo tomo da sua obra Jesus de Nazaré, que será posta à venda no próximo dia 11, num excerto a que o Público teve acesso. “A verdade funcional acerca do homem tornou-se visível; mas a verdade sobre ele mesmo – o que é, donde vem, para que existe, que é o bem ou o mal – esta verdade, infelizmente, não pode ser lida do mesmo modo.


A afirmação faz parte de Jesus de Nazaré – Da Entrada em Jerusalém até à Ressurreição. O primeiro volume da obra foi publicado por Joseph Ratzinger/Bento XVI no final de 2007. Este segundo tomo será apresentado no próximo dia 10, quinta-feira, no Vaticano, e está destinado a ser mais um "best-seller" – basta pensar que o último livro do Papa, a entrevista Luz do Mundo, conduzida pelo jornalista Peter Seewald – ultrapassou já em muito os 600 mil exemplares.

Nesta primeira fase, o livro será editado em sete línguas: alemão, italiano, inglês, espanhol, francês, português e polaco. O Vaticano libertou esta manhã três excertos da obra, que estão a ser publicados por vários meios de comunicação em todo o mundo – entre os quais o PÚBLICO.

Nos excertos agora divulgados, Joseph Ratzinger fala sobre a traição de Judas, o episódio que levou à prisão de Jesus, sobre a polémica da datação da Última Ceia de Cristo e sobre o interrogatório a que o governador romano, Pôncio Pilatos, submeteu Jesus antes de este ser condenado à morte.

É neste último capítulo que Ratzinger fala do genoma, a propósito da redenção do mundo trazida por Jesus. No mesmo capítulo, ele descarta a ideia de que tenham sido os judeus como povo a acusar Jesus – uma tese que levou ao ódio de séculos em relação aos seguidores do judaísmo. “O referido termo [os judeus] tem um significado específico e rigorosamente limitado: designa a aristocracia do templo”, escreve o teólogo alemão, que se tornou Papa em 2005, sucedendo a João Paulo II.

A propósito da pergunta “Que é a verdade?”, que Pilatos faz a Jesus, o Papa fala da questão da verdade nos estados contemporâneos: “A mesma pergunta é colocada também pela moderna doutrina do Estado: pode a política assumir a verdade como categoria para a sua estrutura? Ou deve deixar a verdade, enquanto dimensão inacessível, á subjectividade e, pelo contrário, esforçar-se por conseguir estabelecer a paz e a justiça com instrumentos disponíveis no âmbito do poder?”

Sem responder de forma assertiva à pergunta, Bento XVI deixa entender aquilo que tem defendido em outras ocasiões: os Estados não podem eximir-se do critério moral na regulação social. Quando conclui, no texto, que Pilatos preferiu a manutenção da paz social à justiça – ou seja, segurar eventuais revoltas condenando Jesus –, o Papa acrescenta: “O facto de, em última análise, a paz não poder ser estabelecida contra a verdade haveria de manifestar-se mais tarde.”

Tal como no volume precedente, o Papa entende que esta sua obra sobre Jesus não pretende ser mais uma biografia, género que já considera bem tratado por diversos exegetas bíblicos. Nem sequer quer fazer uma “cristologia”, um tratado teológico acerca de Cristo, defendia o Papa já a propósito do seu primeiro livro. O que Ratzinger/Bento XVI propõe é, antes, uma reflexão – que não deixa de ser feita por um dos mais importantes teólogos contemporâneos – sobre “a figura e a mensagem de Jesus”.

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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O genocídio Vendeano (1793-1794) parte IV

Senhor, curai as feridas do nosso coração, Ámen!

Foram cometidas as piores atrocidades, relatadas pelos próprios revolucionários: em Ponts-de-Cé cortem a pele dos vendeanos para fazerem com ela fundilhos para calças de montar destinadas aos oficiais superiores. Em Angers, cortam as cabeças para as dissecar; em Herbiers, lançam as mulheres e as crianças, pertençam elas ao lado dos brancos ou ao dos azuis, para dentro de fornos; em Clisson, fazem derreter os corpos para lhes aproveitar a gordura para os hospitais e as carroças, etc.
Todo e qualquer sentimento magnânimo é proibido, como proclama Carrier: «Que não venham falar de humanidade em relação a estes ferozes vendeanos; serão todos exterminados; as medidas adoptadas garantem-nos um rápido regresso à tranquilidade nesta região; mas é preciso não deixar um único rebelde pois o seu arrependimento nunca será sincero.»
Lequinio exige que não se façam mais prisioneiros: «Se me é permitido dizê-lo», clama ela na Convenção, «desejaria que se adoptassem as mesmas medidas em todos exércitos; nesse caso, com os nossos inimigos usando de reciprocidade, seria impossível que doravante tivéssemos cobardes.» Se, por infelicidade, um militar republicano viesse a ser libertado, devia-se a si mesmo a obrigação de reparar essa «nódoa» e lançar a sua vingança sobre a população. Os 5000 azuis libertados por Bonchamps, agonizante, em 18 de Outubro de 1793, ao massacrarem as populações no seu caminho de regresso a Nantes, não cumpriram mais do que o seu dever de republicanos segundo a formulação oficial.
O genocídio foi acompanhado pela ruína da região: «Trata-se, para o ministro Barère, de varrer com o canhão o solo da Vendeia e de o purificar pelo fogo.» Se este genocídio, apesar das intenções e da programação , não foi levado até ao fim, deveu-se unicamente «à insuficiência dos meios.» Turreau refere-se a isto, aliás desesperado, «porque é para ele detestável ver que suspeitam do seu zelo e da sua opinião». De mais a mais, diz-se mal secundado.
Impõe-se fazer um balanço: a Vendeia militar, no conjunto de uma população estimada em 815 000 pessoas, perdeu, pelo menos, 117 000 membros, dos quais uma grande parte em resultado do sistema de despovoamento denunciado na época por Gracchus Bafeub, pai do comunismo, que aliás fala de populicídio. Seja como for, pelo menos 10 300 casass em Deux-Sèvres e de um terço da Vendeia. Seja como for, pelo menos 10 300 casas em 53 273, recenseadas unicamente nos departamentos do Loire-Inferior, de Deux-Sèvres e de um terço da Vendeia, foram destruídas. Certas zonas, por razões diversas, foram mais atingidas do que outras. foi assim que Bressuire perdeu 80 por cento das suas habitações; Cholet 40 por cento da sua população, etc.

Fonte: O Livro Negro da revolução Francesa DIR. Renaud Escande

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O genocídio Vendeano (1793-1794) parte III

Senhor, ajudai-nos a ser mais do que as nossas forças nos permitem, Ámen!

Nota: O Cristianismo foi a base no qual a civilização Europeia e Ocidental nasceu, no entanto hoje a Europa continua o seu percurso de auto-destruição, com algumas excepções..

Durante muito tempo, acreditou-se que estes afogamentos se limitavam unicamente à cidade de Nantes (23 pelo menos estão aí recenseados, um dos quais de pelo menos 1200 pessoas). De facto, não foi assim e encontramo-los um pouco por todo o lado: em Angers, Ponts-de-Cé, Pellerin, etc.
Conforme os casos, estes afogamentos são individuais, por casal ou em conjunto. Os afogamentos por casal, designados por «casamentos republicanos», divertiram e marcaram particularmente os organizadores e as testemunhas por motivos do seu carácter: trata-se de unir nus (o vestuário é confiscado e vendido pelos carrascos) em posições obscenas um homem e uma freira, etc., antes de os lançar à agua. Para os afogamentos em conjunto, o procedimento é mais longo: amontoam «o carregamento humano»numa galeota munida de escotilhas: uma vez ao largo, partem as pranchas em bocados a golpes de machado; a água esguicha por todos os lados e em poucos instantes o barco vai ao fundo e os prisioneiros morrem afogados: se assim não acontece, os sobreviventes são imediatamente passados a sabre, aí advindo a expressão de «sabrade» inventada por Grandmaison. A fim de dissimular os gritos, «os afogadores fingem cantar em altas vozes». Wailly, testemunha de um desses afogamentos, relata de maneira muito precisa o que viu : «Duas barcaças, carregadas de indivíduos, pararam num local denominado La prairie aux Ducs. Aí, eu e os meus camaradas presenciámos a carnificina mais horrível que alguma vez possa ser vista; mais de 800 indivíduos de todas as idades e de todos os sexos foram desumanamente afogados e cortados em bocados. Ouço Fourquet e os seus ajudantes repreender alguns de entre eles por não saberem dar golpes de sabre e mostravam-lhes com o seu exemplo como se devia proceder. As barcaças não iam ao fundo suficientemente depressa; disparavam tiros de espingarda sobre os que estavam por cima. Os gritos horríveis dessas desgraçadas vítimas ainda animavam mais os seus carrascos. Observei que todos os indivíduos que afogaram nessa noite foram previamente despojados, nus como a palma da mão. Em vão as mulheres imploravam que lhes deixassem as camisas; tudo lhes foi recusado e pereceram. As suas roupas, as suas jóias, os seus assignats constituíram a presa destes antropófagos e o que custa a acreditar é que aqueles que os tinham assim despojado vendiam na manhã do dia seguinte estes despojos a quem mais oferecesse.» São numerosos os testemunhos desta natureza, de que faz eco o advogado Tronson-Ducoudray, por ocasião do processo Carrier. Para além das meras alegações, compreende-se o que o homem viu e ouviu: «Vedes estas mulheres, estas desgraçadas mães precipitadas nas ondas com os seus filhos. A infância, a amável infância [--] tornada objecto da raiva mais inacreditável. Um crime, que os furores da guerra mal tornam credível, foi cometido em Nantes, armada para a pátria. Crianças de dez, de cinco, de dois anos, crianças de peito são massacradas ou afogadas. Vejo estes desgraçados estendendo os braços inocentes para os seus carrascos, sorrindo ao colo de quem lhes pega e de que um braço feroz os arranca. Vejo-os debaterem-se ante os gritos das suas mães que chamam ainda por eles [..]. Vejo o rio trazer para as margens uma mulher segurando ainda ao peito o filho morto, uma rapariga abraçada a sua mãe [..]. Passo pela praça em que se encontra o instrumento de suplício. Vejo um jovem de 13 anos sobre o cadafalso; diz ao executor esta expressão lancinante: "Vais-me fazer doer muito?" Está amarrado à prancha cuja proporção indica a estes bárbaros que a justiça não amarra ali crianças. O seu corpo mal chega à linha correspondente à direcção do cutelo.. Em outros lados [..] são homens, mulheres ou crianças que fuzilam ou despedaçam a golpes de sabre e de baionetes..»
Os convencionais, com uma preocupação de economia (uma embarcação afundada custa 200 libras) tentaram a asfixia a partir de barcos hermeticamente fechados. Este meio, entretanto, deixou de ser utilizado em resultado de uma queixa à municipalidade: «O estertor dos moribundos incomoda os moradores...»
Segue-se, logicamente, a terceira fase. O fracasso é notório pela falta de um plano conjunto. A convenção pede a Turreau, general-em-chefe do exército do Oeste, de o conceber, o que ele fez em termos muito precisos. Para levar a bom porto a sua missão, apoia-se em 3 estruturas: as colunas infernais, ou «retaguardas de Robespierre», que se põem a caminho em 21 de Janeiro de 1794, a flotilha no Loire e a Comissão de Subsistência. Prudente solicita o aval do Comité de Salvação Pública que lhe é concedido em 8 de Fevereiro por intermédio de Carnot: «Queixas-te, cidadão general, de não teres recebido do Comité uma aprovação formal para as tuas medidas. Elas parecem-lhe boas e puras mas, afastado do teatro de operações, aguarda os resultados para se pronunciar: extermina os bandidos até ao último, eis o teu dever...» Turreau fica tranquilizado, tanto mais que já tinha dado as suas orientações, em 17 de Janeiro, quatro dias antes de pôr em marcha as suas tropas: «Camaradas, entramos num país insurrecto. Dou-vos ordem de pegar fogo a tudo o que seja susceptível de ser queimado e de passar a fio de baioneta todos os habitantes que encontrardes. Sei que devem existir alguns patriotas nesta região, tanto faz, devemos sacrificá-los todos.» Em 24 de Janeiro, ou seja, três dias depois do começo dos «passeios», relembra as instruções e a finalidade da operação: «Se as minhas intenções forem bem secundadas, dentro de quinze dias deixarão de existir na Vendeia casas, alimentos, armas e habitantes. É preciso que o que haja de madeira, de floresta na Vendeia seja abatido..»
Toda a ordem dada subentende relatórios e os generais e outros responsáveis encarregados das operações, como bons militares, desempenham-se escrupulosamente da missão. Estes relatórios, redigidos em duas vias, segundo a vontade dos políticos que desconfiam dos militares, encontram-se presentemente depositados, entre outros locais, nos arquivos militares do forte deVincennes. o relatório do general Caffin, de 27 de Janeiro, resume-os: «Eu tinha ordenado que passassem a fio de baioneta todos os celerados que pudessem encontrar e que queimassem as granjas e as aldeias vizinhas de Jallais; as minhas ordens foram pontualmente executadas e, neste momento 40 granjas iluminam o campos..» Do lado dos vendeanos, as descrições feitas revelam a atrocidade da situação, como foi a de Peigné, de Saint-Julien-de-Concelles: «Mulheres grávidos eram estendidas e esmagadas debaixo de prensas de lagares. Uma pobre mulher, que se encontrava nesta situação, foi esventrada viva em Bois-Chapelet, próximo de Maillon. Um homem, de nome Jean lainé, de La Croix-de-Beauchêne, foi queimado vivo no seu leito, onde estava retido por doença [..] . membros sangrentos e crianças de peito eram levados em triunfo na ponta de baionetas. Uma jovem de La Chapelle foi apanhada pelos carrascos que, depois de a terem violado, a penduraram num carvalho. Cada uma das pernas foi atada separadamente a um ramo e afastada o mais possível uma da outra. Foi nesta posição que a fenderam de alto a baixo com o sabre, até à cabeça, e a dividiram em dois...» Os registos clandestinos, como os do reitor Pierre-Marie Robin, pároco de la Chapelle-Basse-Mer, nas suas frias descrições, fazem-se eco de «esta carnificina», expressão empregada por Napoleão, referindo-se à Vendeia.

Fonte: O Livro Negro da revolução Francesa DIR. Renaud Escande

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O genocídio Vendeano (1793-1794) parte II

"Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais, pois." Lucas 12:7

Até finais de Dezembro de 1793, estas decisões não passaram de teoria: as tropas republicanas não controlam o território insurrecto. A partir de Davenay, a situação é diferente e a Convenção decide passar à acção e dotar-se com os meios adequados. Desde então, a missão terrorista passa antes de qualquer coisa.
Carrier nega a si mesmo o menor sentimento magnânimo: «Que não nos venham pois falar de humanismo para com os ferozes vendeanos, serão todos exterminados; as medidas adoptadas asseguram-nos um imediato regresso à tranquilidade neste país; mas é preciso não deixar um único rebelde, porque o seu arrependimento nunca será sincero...» Lequinio exige mesmo que não se faça mais prisioneiros:«A raça é maldita.» Alguns departamentos, embora afastados do quadro da Vendeia militar, tomam medidas similares. É caso do Eure: «Deixá-los escapar», escreve o representante do povo, em 20 Pluvioso, ano II, «seria partilhar o crime da sua existência». É necessário, então passar da teoria à prática: o problema não é de fácil tratamento porque importa eliminar 815 000 habitantes que, além do mais são «tão maus republicanos» que se recusam a submeter-se, e aniquilar um território de 10 000km2 de difícil acesso.
Deve-se distinguir 3 grandes fases.
A primeira corresponde a uma fase científica. A ideia é simples, embora difícil de concretizar por razões técnicas: trata-se, em conformidade com os desejos e as leis da Convenção e do Comité de Salvação Pública, de aplicar meios de eliminação em grande escala dos mais eficazes de que se disponha. Para o fazer, solicita-se os serviços de um dos maiores químicos da época Antoine Fourcroy, que não irá ser capaz de encontrar solução. Um farmacêutico de Angers, físico de profissão alquimista, de nome Proust, propõe a arma química que consistira em «um fermento próprio para tornar mortal o ar de um região inteira». Inventa, portanto, «uma esfera de couto cheia de um composto cujo vapor libertado pelo fogo devia asfixiar numa grande distância em redor qualquer ser vivo». O ensaio com carneiros em Ponts-de-Cé, na presença de deputados, não surtiu efeito «e ninguém se sentiu incomodado».
Outros, como o general Santerre, propõem o recurso às minas: «Minas, minas à força!... Emanações soporíficas! E depois cair-lhes em cima...» Carrier submete à consideração a utilização do veneno: « o que fazeis», explica ele em 9 de Novembro de 1793, «é belo, sem dúvida, mas onde é que isto irá levar a nação? Talvez a uma vitória? Que fazem ao povo as vossas vitórias que não acabam com nada? É imperioso utilizar os meios extremos. Vós libertastes o país de uma chaga que o devora. O veneno é mais seguro que toda a vossa artilharia. Não receeis, pois, pô-lo em prática. Fazei envenenar as nascentes de água. Envenenai o pão que abandonareis à verocidade deste miserável exército de bandidos, e deixai que faça efeito. Tendes espiões entre esses soldados do Papa que uma criança conduz. Deixai-os com este presente e a pátria ficará salva. Vós matais os soldados de la Rochejaquelein a golpes de baioneta, matai-os a golpes de arsénico, isso é menos dispendioso e mais cómodo. Desvendo-vos este conselho ao qual já fiz aderir a minha sociedade popular e com sans-culottes como vós nada mais preciso de dizer.»
Estes projectos de envergadura, apesar de um começo de execução, são abandonados, por se revelarem inseguros, e substituídos por medidas empíricas pontuais como a guilhotina, alcunhada de «a navalha de barba nacional», «o moinho do silêncio» ou «a santa mãe», a bala, a baioneta, o sabre e acoronha das espingardas. Todavia, confessado pelos próprios republicanos, o conjunto destes meios é excessivamente lento, portanto ineficaz e, sobretudo, demasiado dispendioso; o carresco encarregado da guilhotina recebe 59 libras (50 libras para ele, 9 libras para o transportador) por cada cabeça cortada; as balas são raras e sobretudo destinadas ao esforço de guerra ligado à conquista exterior; as baionetas e os sabres quebram-se com demasiada facilidade sob os choques repetidos e as coronhas de que se servem como se fosse uma maça para fazer rebentar os crânios dos vendeanos alinhados em «rosário» não são suficientemente sólidas. E, mais ainda, os carrascos-soldados, insuficientemente aguerridos, tornam-se rapidamente ineficazes porque se revelam «demasiado sensíveis». Quanto ao problema financeiro, parte-se do princípio que o executado deve pagar a sua execução e, à falta disso, pagarão as comunas revoltadas e os departamentos, tudo completado pela venda em leilão das roupas, dos dentes, dos cabelos, etc, dos condenados. Racionalizar-se-á e globalizar-se-á o sistema pela Comissão de Subsistência, comissão dirigida pelo inspector-geral Jean-Baptiste Beaudesson, encarrega da pilhagem da Vendeia.
As cidades, grandes e médias, são transformadas em centros de extermínio através, entre outros métodos, das «antecâmaras da morte» e dos afogamentos. «As antecâmaras da morte», expressão de Carrier, são compostas por prisões, como a de Bouffay em Nantes, campos a céu aberto, sobretudo os campos das ilhas do Loire, e barco-prisões de Angers, de Ponts-de-Cé, nantes, etc. Estes lugares eram concebidos como outros tantos «mouroirs», segundo a expressão de moda em Nantes. Esperavam que os prisioneiros amontoados uns em cima dos outros fossem morrendo naturalmente, vencidos pela doença, ou então matando-se uns aos outros. na realidade, os resultados revelam-se desapontadores, pois «esses cães não rebentam tão depressa quanto seria de esperar»: verifica-se então ser necessário acelerar o processo e daí o recurso aos meios usuais, ou seja, à guilhotina, aos «fuzilamentos» em massa e aos afogamentos, fontes de grandes e alegres festividades e de banquetes nesses mesmo locais.

Fonte: O Livro Negro da revolução Francesa DIR. Renaud Escande

sábado, 5 de fevereiro de 2011

O genocídio Vendeano (1793-1794) parte I

Senhor, ajudai-nos a perdoar, Ámen!

Um pequeno resumo sobre o destino dos que se levantaram contra a Revolução Francesa.

-A Gerra Civil propriamente dita, que vai de Março de 1793 a dezembro do mesmo ano e que termina com a derrota de Savenay: é uma guerra civil, certamente atroz, mas guerra civil antes demais;
-A enunciação, a concepção, a planificação e a realização de um sistema de aniquilamento e de despovoamento, de um «poppulicídio» como lhe chama os revolucionários, da Vendeia e dos Vendeanos, que nós, contemporâneos, assimilamos a um genocídio segundo a definição de Nuremberg, que começa em Abril de 1793 e termina com a queda de Robespieerre.

O advogado Villenave, a 15 de Dezembro de 1794, por ocasião do processo Carrier, testemunha em termos muito precisos sobre o contexto: «Depois das batalhas de Mans e de Savenay, a Vendeia foi aniquilada. Não restavam senão alguns pelotões rebeldes que Charettem Stoffflet e la Rochejaquelein se esforçavam por engrossar. As comunas entravam de novo na ordem. iriam ficar inteiramente submetidas: apenas a clemência , a brandura, a amnistia podiam fazer regressar a paz a estas infelizes regiões...»
Mas a convenção decidiu de modo diferente, Hentz e Francastel, comissários da Rpública, explicam-se a este respeito no quadro de um longo relatório de 38 páginas redigidas para a Convenção no Vindemiário, ano II: A ideia de uma amnistia era odiosa e a dignidade nacional rejeitava-a [...] apesar de a guerra da Vendeia estar politicamente terminada» daí o «sistema», prosseguiam eles, «proposto pela Convenção de que não haveria outro meio de fazer regressar a calma a esta região senão fazer sair dela todos os que não eram culpados e obstinados, exterminando o resto e repovoando-o o mais rapidamente possível com republicanos que defenderiam os seus lares...»
A ideia de exterminar a população vendeana é formulada pela primeira vez em 4 de Abril de 1793 por alguns políticos e oficiais superiores... No dia 1 de Agosto, a Convenção vota a destruição da Vendeia: florestas, bosques, matas devem ser abatidos, o gado apreendido, as habitações confiscadas, as colheitas apanhadas. Segue-se, no dia 1 de Outubro do mesmo ano, a lei de exterminação: « Soldados da liberdade, é preciso que os bandidos da Vendeia sejam exterminados antes do fim do mês de Outubro: a salvação da pátria assim o exige; a impaciência do povo francês o ordena; a sua coragem deve pô-lo em prática. O reconhecimento nacional aguarda nesta altura todos aqueles cujo valor e patriotismo terão consolidado para sempre a liberdade e a república.» .. «A Vendeia», exclama Turreau, general-em-chefe do Exército do Oeste, deve ser um cemitério nacional..» Os relatórios políticos e militares são de uma precisão eloquente; é necessário prioritariamente eliminara as mulheres «sulcos reprodutores» e as crianças «porque virão a ser elas os futuros bandidos». Desaparece igualmente o risco das represálias e da vingança. Criam mesmo campos de extermínio que lhes são reservados, como em Noirmoutier. Em Bourgneuf e Nantes, organizam afogamentos especiais para as crianças.
Os Vendeanos não devem mais reproduzir-se, daí o recurso a um simbolismo macabro que consiste em cortar sexos masculinos para fazer deles, entre outras coisas, brincos ou para os pendurar à cintura como outros tantos troféus, ou ainda fazer explodir cartuchos no aparelho genital das mulheres. Ai daquele que proteja «esses lobas e esse lobachos.» O carrasco Lamberty sofrerá por causa disso a terrível experiência: «Por ter roubado alguns ao afogamento», é preso e condenado à morte. É certo que algumas crianças são «confiscadas» por habitantes de Nantes, mas não podem conservá-las consigo, a não ser que prometam garantir a sua «regeneração.» A questão dos Vendeanos azuis é repetidamente abordad. Não há dúvida, são republicanos e provaram-nos, mas são também Vendeanos, o que por si só constitui o maior dos crimes. Decide-se, portanto, eliminá-los também: «A morte de um patriota é pouca coisa quando se trata da salvação pública», explica o general Grignon. Carrir é definitvo: «Aliás», pontifica ele, não pode haver mais vendeanos. Posso afirmar-vos que não ficou um único patriota na Vendeia. Todos os habitantes desta região tomaram parte mais ou menos activa nesta guerra.» Os representantes Hentz, Garreau e Francastel são também categóricos: «Todos os habitantes agora residentes na Vendeia são rebeldes, todos encarniçados [...]. Chegados a este ponto, a guerra não poderá estar completamente terminada senão quando já não existir um só habitante na Vendeia.» Esta vontade declarada de extermínio total deixa estupefactos os republicanos que não estão ao corrente das ordens emitidas. Alguns deles, como o maire de Fontenay-le-Comte, Mariteau, manifestam por escrito a sua surpresa e indignação perante esta violência: «Em 12 [Nivoso ano II] o horror do cenário aumenta, o general Amey parte com a sua coluna e incendeia todas as granjas desde La Rochelle até Herbiers. Numa distância de 3 léguas, nada foi poupado. OS homens, as mulheres, mesmo as crianças de peito, as mulheres grávidas, todos pereceram às mãos da sua coluna. Em vão alguns infelizes patriotas, com os certificados de civismo na mão, intercederam pelas suas vidas a esses possessos; não foram escutados; degolaram-nos. Para acabar de descrever as perversidades deste dia, é necessário dizer que os fenos foram queimados nas granjas, os cereais nos celeiros, os animais nos estábulos e, quando alguns desgraçados agricultore, bem conhecidos pelo seu civismo, tiveram a infelicidade de serem encontrados a desamarrar os seus bois, não foi preciso mais nada para serem fuzilados....
Em 7 de Novembro, a Convenção, por ocasião de uma sessão solene, vai ainda mais longe e risca do mapa da França a Vendeia para passar a designá-la por departamento «Vengé». O seu raciocínio é lógico: como um homem não pode revoltar-se contra a República, o vendeano não pode, pois, ser considerado como tal e visto que os não-homens não podem possuir bens, portanto um território, este território não pode continuar a ter nome: por conseguinte é «desbaptizada». Como é necessário regenerar esta terra, entre outras medidas com o repovoamento com bons republicanos, dá-se-lhe um novo nome: o departamento «Vengé».

Fonte: O Livro Negro da revolução Francesa DIR. Renaud Escande

domingo, 30 de janeiro de 2011

Regicídio de Luís XVI

Livrai-nos senhor dos regimes opressores. Ámen!

A Revolução Francesa renovou a perseguição cristã no Ocidente, no qual a última remontava para o tempo do Império Romano. De facto o livro no qual retirei o texto que se segue, e no qual ainda postarei outros, revela uma face negra de uma revolução que saiu limpa da história, o memorícidio termo que o autor usa e defende como crime contra a humanidade, descreve factos que são poucos conhecidos da dita revolução, e estão em origem directa com os genocídios que seriam cometidos pelos totalitarismo do século XX, em Auschwitz ou o Holodomor, também pouco conhecido.

O texto que segue fala do significado da monarquia Francesa e o regicídio.

O regicídio revolucionário não se reduz à exclusiva morte de um homem, mas ataca também a família, a família real, e, através deles, um regime, a monarquia de direito divino, um tipo de sociedade, a França Católica e monárquica do século XVIII, uma civilização, a civilização cristã de estilo Constantino e, em última análise, um princípio, a realeza sacerdotal de Cristo como pedra angular do edifício social e religioso do Ancien Régime. ... Donde procede, pois o regicídio? É necessário notar que a dinâmica não poderá reduzir-se a causas puramente materiais, socio-lógicas ou económicas. De facto, as condição de vida na França de 1789 são melhores que no passado, e quase idênticas às dos franceses sob a Restauração. Se aqui e acolá há crises e fome, elas por si sós não podem motivar mais do que revoltas, mas não revoluções - de tal modo o regime nessa época é sentido como legítimo. Conclui-se daí que é necessária uma dimensão espiritual e ideológica para catalizar o descontentamento e as ambições insatisfeitas e empurrar para uma mudança de regime e de civilização que, à partida não é desejada por ninguém. Pode-se assim opor, como o fizeram numerosos autores por exemplo Michelet, o espírito da Revolução ao espírito do Cristianismo, que se combatem numa nova guerra de religião - o espírito da Revolução, mantendo-se apesar das aparências tão religioso quanto o espírito do Cristianismo.. Neste contexto, a morte de Luís XVI já não aparece como um acontecimento histórico isolado, mas como um fenómeno emblemático da oposição de dois espíritos: um homem encarnando um determinado princípio é condenado e morto a fim de que este princípio não possa mais influenciar o desenrolar das questões humanas. É este princípio que importa agora descrever.
Na teologia política cristã tradicional, datando da época de constantiniana, qualquer soberania e qualquer legitimidade política vêm de Deus, e mais precisamente de Jesus Cristo, ao mesmo tempo rei e sacerdote, rei enquanto representando o seu povo junto do Pai, e sacerdote enquanto ofertando ao Pai o sei sacrifício perfeito, porque divino, em reparação dos pecados da humanidade decaída. Ora, os cristãos, pelo sacramento do baptismo, graças ao qual eles se «revestem» de Cristo (Gal 3,29), participam assim da realeza sacerdotal de Cristo; passa-se o mesmo, de maneira plena, com os sacerdotes e os bispos, por efeito de um sacramento especial, mas também com o reis e, muito particularmente, com o rei de França, que beneficiava, desde a sagração de Clóvis em Reims, de um unção que lembrava a dos antigos reis de Israel e fazia da França a filha primogénita da Igreja. Esta função fazia o rei o representante de Cristo sobre a Terra, pelo menos no que concernia aos assuntos temporais. Nesta qualidade, o rei era teoricamente independente em relação às leis, em virtude da máxima de Ulpiano: princeps legibus solutus est; mas mantinha-se ao mesmo tempo ligado às leis e aos costumes do reino, que a tradição jurídica designava por «constituição francesa», assim como à lei natural. A contradição era geralmente resolvida lembrando o exemplo de submissão voluntária de Cristo à lei, e fazendo do rei (ou do imperador) uma «lei viva» (lex animata). Além disso a monarquia francesa tinha igualmente a obrigação de respeitar costumes e privilégios..
Fazendo eco à cristologia Paulina, onde Cristo é o esposo e a cabeça da Igreja, a teologia e o direito consideravam o rei como o esposo da nação, o marido da República, já que esta era tradicionalmente simbolizada por uma figura feminina. Esta relação esponsal, concebida juridicamente como um contrato sinalagmático, impunha ao rei e à nação um determinado número de obrigações. De um modo mais geral, a relação entre o rei e os seus vassalos era concebida sobre um modelo familiar que o próprio Luís XVI reclamava para si mesmo, afirmando que «tudo o que o pai deve ao seus filhos, o irmão aos seus irmãos, o amigo ao seu amigo, o príncipe deve-o aos seus vassalos»; ou ainda: «o Rei, o pastor, o pai, é uma só e mesma coisa.» O rei devia-se aos seus vassalos e os vassalos deviam-se ao rei. Luís XVI escrevi assim: «Como nada os [meus povos] pode dispensar, quando eu for injusto ou tirano, de me serem submissos, se por seu lado todos eles violassem os seus deveres para comigo, nada me poderia subtrair à obrigação de cumprir os meus para com eles». Para o rei, isso podia ir precisamente até ao sacríficio. Assim, como escreveu um jurista da Idade Média, Aeneas Silvius:«O próprio príncipe, cabeça do corpo místico da respublica, é obrigado a sacrificar a sua vida cada vez que o bem comum o exige.» Do mesmo modo, Luís XVI, ás delegações dos guardas nacionais, em 13 de Julho de 1790, falando dos franceses:«Dizei-lhes que, se não posso deslocar-me convosco aos seus asilos, quero aí estar pela minha afeição e pelas leis protectoras do fraco velar por eles, viver para eles, morrer, se for preciso, por eles.» Luís XVI era, aliás dotado de um carácter profundamente bom, que infelizmente foi assemelhado à fraqueza; esse carácter tinha chamado especialmente a atenção de Benjamin Franklin quando conviveu com ele: «nenhum soberano que algum dia reinou teve, inegavelmente, mais bondade no seu coração nem possuiu em maior grau o leite da ternura humana que Luís XVI.» Esta qualidade parece de resto ter sido o apanágio da sua linhagem, pois lemos numa carta de John Adams a Thomas Jefferson em 1814: «O leite da ternura humana dos Bourbons confere mais segurança à humanidade do que a ambição desmedida de Napoleão.»
De uma maneira geral, o rei de França era a pedra angular de toda a ordem jurídica e social; era também obrigado, pela sua sagração, a ser o protector da Igreja. neste contexto, o regicídio - no sentido da destruição do princípio real - visava destruir o ele entre o rei e a república, e, por conseguinte entre Cristo - ou Igreja - e a França e, consequentemente, destruir toda uma civilização que a pouco e pouco desabrochara e se tinha expandido na Europa ocidental, até mesmo o próprio cristianismo. É, evidentemente, ao espírito da Revolução que se deve imputar o regicídio- Este espírito consiste numa visão do mundo profundamente secularizada, colocando como fundamento da soberania a natureza, em vez de uma divindade revelada. Ele inclui as Luzes newtonianas, mistura curiosa de cientismo e de esoterismo que se encontra na franco-maçonaria, as luzes francesas, que não são senão uma adaptação superficial destas últimas ao grande público francês, enxertando-as no jusnaturalismo descristianizado da oposição parlamentar da oposição parlamentar, prevalecente à época nos meios intelectuais.


Fonte: O Livro Negro da revolução Francesa DIR. Renaud Escande

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O Jacobismo entre a Liberdade e a Igualdade

Virai o vosso olhar para nós Senhor, Ámen!

A história da revolução cedeu sob o peso da sua própria história e o historiador «deve anunciar as suas cores». A análise liberal não foi retomada senão contra a análise social. Devemos nós ter de escolher entre liberdade e igualdade, entre Estado e sociedade: a confusão igualitária que se fundamenta sobre o paradoxo de uma dissolução da sociedade através da sua abstracção estadística (dentro do Estado) e a sua inscrição partidária (dentro dos partidos políticos); e a confusao liberal que se fundamenta sobre o paradoxo utilitarista de uma dissolução do estado através da particularização dos interesses sociais e a sua inscrição corporativista (com a produção de novos corpos intermediários privilegiados). Este duplo paradoxo, esta dupla confusão, constitui a mesma matriz jacobina de uma quantidade de tendências. Estrutura a sociedade em sindicatos e partidos e o debate público em programa e em reivindicação, em promessas e decepções. O jacobinismo é o mesmo plano de imanência que se constitui, portanto, em pluralismo ilusório. Aqueles que se defrontam ou debatem são as espécies de um mesmo género de jacobino fundado sobre a dissolução da diferença Estado-sociedade na inversão do conceito político na passagem do Bem comum (que é um fim) ao interesse geral (que é um meio), na instrumentalização do político pelo ideológico.
A revolução «jacobina» foi o mito de uma igualdade que se acreditou que, por meio da virtude generalizada, produziria a liberdade e sociedade e, ao querer uma realidade que as produziria a todas (as liberdades individuais e colectivas), ela celebrou o seu divórcio. O Comunismo considera que a felicidade social legitima uma tirania «de transição» e acaba por preferir a sua tirania à própria felicidade que se acredita que ela edifique; o liberalismo, pelo contrário, julga que a felicidade é mediatizada por uma liberdade de indiferença e também ele acaba por preferir o meio ao fim. Poderíamos dispensar um e outro, de costas uma para o outro, quando afinal eles só estiveram na história contemporânea face a face, e foi mesmo este face a face cínico que determinou os dois séculos que nos precedem. A Revolução estabeleceu as referências desta oposição que é a sua polaridade, o seu movimento dialéctico, a sua coincidentia oppositorum.
A liberdade do liberal é totalmente psicológica , não é historicamente mais do que uma vontade de poder e a sua desregulação esconde de facto a supressão de um direito protector dos mais fracos, é a sobrevivência de uma oligarquia adaptada ao jargão democrático. A sociedade comunista não é mais concreta, uma vez que ela se resume historicamente à instalação de um sistema carcerário generalizado. Entre a prisão e o direito do mais forte , o contemporâneo é esmagado: a tirania ou a oligarquia, ainda que ambas revestidas com o nome de democracia que elas conjuntamente reivindicam (liberal ou popular), são perigosíssimas regressões políticas, como se o homem, seguro da sua longa experiência, não tivesse sabido produzir mais do que regimes, certamente sofisticados quanto ao funcionamento, mas terrivelmente primitivos quanto ao principio.

Fonte: O Livro Negro da revolução Francesa DIR. Renaud Escande