domingo, 30 de setembro de 2012
Jesus espera por nós!
Mas quem é Cristão deixo o apelo, Acordai! vede o vosso Senhor na Cruz e procurai-o hoje lá, não sabeis se quereis viver, têm que perder a vossa vida! Levantai-vos e abri os vossos olhos, vede o mundo sem esperança, maquiavélico e superficial, opaco e falso, mentiroso e hipócrita, por nossa omissão, filhos de Deus, mas é o mesmo mundo pelo qual Deus morreu, não morrermos também por amor a ele? Levantai-vos para a liberdade, a liberdade da dignidade humana e do respeito pelas consciências de cada um, no respeito e na vida que o amor gera. Cristo está onde falta muito, a começar pelo o amor próprio, o amor dos amigos, o amor da família, o amor do mundo, aí encontrareis Cristo, ele que prometeu estar connosco até aos fins dos dias, está no apelo, de um olhar com fome, fome de muitas coisas, fome de atenção, fome de rir, fome de um abraço, fome de companhia ou fome de presença.. O mundo está com fome de Deus, rico em coisas que não valem o tempo de as escrever aqui, no entanto o ser humano é o mesmo, complexo e misterioso, com a capacidade de transformar o bronze em ouro, de encher o vazio, de encontrar vida onde não havia, de ver Jesus onde não há esperança..
Caminhamos com a ousadia de ser filhos de Deus, não menos, façamos por merecer esse título.
Sacudi os vossos vícios com as inevitáveis quedas, mas com a certeza que não há um desejo humano que impere sobre o tempo, ele passa como tudo, confiai nisso, e vereis-vos libertos. Sejamos os Apóstolos, os mensageiros da Salvação, os obreiros da Paz, os fermentadores da alegria.. Como podeis ser isto tudo? Estai onde Cristo está, como vos indiquei acima, com tanto desemprego não encontrareis muita concorrência para variar.. mas estai inteiros, não com dupla face!
Senhor, protegei a nossa pureza com os vossos anjos, Ámen!
sexta-feira, 2 de abril de 2010
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
O Filho do Dono da Vinha veio ao Mundo buscar os seus Frutos!
A Revelação definitiva de Deus aconteceu com a Incarnação do seu Verbo, no qual todas as coisas foram feitas e para Ele todas foram feitas! Jesus Cristo o cumpridor de todas as profecias do mundo antigo, e Luz do Mundo que redime a criação com o seu Amor infinito. Foi na "plenitude dos tempos" (Gálatas 4:4) que Cristo revelou-se aos seus servos, pois como Filho do Dono da vinha, veio no tempo dos frutos quando esta, está no auge do seu crescimento (Mateus 21:33), veio buscar a parte que pertencia ao seu Pai, no entanto os servos cobiçaram a sua herança e mataram-no, no entanto como Deus colhe onde não semeia e ceifa onde não plantou (Mateus 25:24) como o servo mau disse ao entregar o seu único talento a Deus, os Pagãos irmãos dos Judeus, ficaram com a herança de Deus pois na "plenitude dos tempos" reconheceram à luz da razão natural "o Deus único" o "Sumo Bem" Platão ou "Primeiro Motor" Aristóteles e muitos autores Romanos como Cícero, que buscavam o verdadeiro Deus para que redimisse a Humanidade, e dominaram o mundo apenas com os seus dons naturais, no caso dos Romanos a força e ordem, formaram o poderoso Império Romano, e foi sábia a ciência dos Gregos, assim os Pagãos acabariam por herdar o Cristianismo pois compreenderam a "Loucura da Cruz" porque ao contrário dos judeus e as suas aspirações messiânicas carnais, estes já tinham o mundo nas suas mãos, com a Cultura dos Gregos e a força dos Romanos, no entanto débeis e fracos, como tudo que sofre a acção do tempo, pois não conheciam ainda o seu Redentor que "Renova todas as coisas" e que é a própria Vida, que é "o esperado pelas nações"assim Cristo rejeitado pelo povo escolhido segundo providencia de Deus, usou de misericórdia com os Pagãos pois "onde o pecado abundou, superabundou a graça"(Romanos 5:20) e "O mais velho servirá o mais novo" Romanos 9:12 porque "Outrora vós desobedecestes a Deus, mas agora alcançastes misericórdia, devido à desobediência deles; do mesmo modo, também eles desobedecem agora, em favor da misericórdia que alcançastes, para que também eles venham agora a alcançar misericórdia. Porque Deus encerrou a todos na desobediência, para com todos usar de misericórdia!." (Romanos 11:30-32.) E assim como conta o Papa São Gregório sobre a parábola dos talentosRetirado do site da Montfort;
Disse Jesus:
Ele começa nos explicando que significam os talentos dados aos servos. E diz que os cinco talentos representam o conhecimento da lei natural dado aos pagãos. Os dois talentos representam o Antigo e o novo Testamento, dado aos que creram em sua doutrina, enquanto o talento único significa o Antigo Testamento, dado aos judeus.
Os pagãos, que foram fiéis ao conhecimento da recta razão, obtido através dos cinco sentidos exteriores, depois, em recompensa pela sua fidelidade à verdade natural que compreenderam, foi-lhes dado muito mais conhecimento: receberam a Fé e a Lei, pois acabaram recebendo os dez talentos—os dez mandamentos-- por meio da pregação apostólica, especialmente de São Paulo.
Os judeus, que enterraram o seu talento, isto é, tiveram um entendimento somente literal, humano, terreno da verdade revelada, a eles, foi-lhes tirado o que haviam recebido, pois quiseram um reino na terra, já que haviam enterrado o seu talento. Eles que eram tão ciosos da lei, nós o sabemos hoje, acabaram defendendo apenas uma prática material da lei, e, no final, pela Cabala, terminaram por defender a santidade do pecado.
Os pagãos acabaram por receber o talento que fora dado aos judeus, que perderam até o que pensavam ter. Porque, “quem quiser salvar a sua vida, perde-la-á” (Marcos, VIII, 35).
Enquanto os cristãos são figurados na parábola pelos que receberam dois talentos: o Antigo e o Novo Testamento, a verdade revelada por Deus, e a sua Lei. A Fé para a inteligência, a moral para a vontade. E fizeram frutificar estes dois talentos, em frutos de boas obras, e em apostolado, convertendo a muitos.
São Gregório explica então que os cinco talentos dados ao primeiro servo, representam os cinco sentidos exteriores que nos permitem aceder ao conhecimento da realidade, e portanto, ao conhecimento da verdade natural. De fato, os pagãos, especialmente os gregos e romanos, aproveitaram bem o conhecimento alcançável naturalmente, e deram ao mundo a Filosofia, a Arte e o Direito.
Convém, aqui, fazer uma rápida digressão entre os cinco talentos e os cinco sentidos do corpo humano.
Os pensadores medievais, entre eles os chamados victorinos, mostram que os sentidos exteriores (vista, ouvido, olfacto, paladar e tacto) destinam-se à manutenção da vida natural. Ora, a vida natural pode ter três graus ou significados.
A vida natural mais elevada que podemos ter é a vida racional intelectiva. Depois, é a vida física. E finalmente temos a vida da espécie humana. Essas três vidas precisamos conservar e fazer frutificar.
Para a manutenção da vida intelectiva, Deus nos deu especialmente dois sentidos, que nos transmitem o conhecimento da realidade exterior a nós: a visão e a audição. E por que a vida intelectiva é a mais elevada - segundo o ponto de vista natural--, vista e ouvido foram postos por Deus no mais alto da cabeça humana. Vista e ouvido nos permitem melhor aceder ao conhecimento da realidade. Por isso, depois da loucura, o pior defeito físico é a cegueira. E só depois vem a surdez.
A visão nos dá o conhecimento directo da realidade natural. A audição nos permite conhecer o testemunho de outrem, que nos informa e nos ensina. Ora, como a Fé é uma forma de conhecimento superior, à qual temos acesso por ouvir o testemunho – a revelação—testemunhada por Deus, a audição tem papel mais importante no conhecimento sobrenatural do que a vista. Por isso, Jesus disse a Tomé: “Tu creste, Tomé porque viste. Bem aventurados aqueles que não viram e creram”(João. XX, 29)
Daí, que Deus, no Antigo Testamento, não pediu ao povo de Israel que visse, mas que escutasse, pois lhe disse: “Escuta, Israel”-- “Shema Israel”.
E no Novo Testamento, Jesus mandou que os Apóstolos ensinassem, e não que imprimissem Bíblias para serem lidas com os olhos, pois que a letra mata. Disse Jesus: “Ide e ensinai” (Mateus 27, 19) e não “Ide e imprimi”. Com também não disse de modo algum, “Ide e dialogai”, como pretendeu o Vaticano II.
Porque o ouvido é a “boca” da alma. “Boca” pela qual a alma se alimenta da Fé, já que “nem só de pão vive o homem”. E isto prova como erram os protestantes querendo obter a fé pela letra, lida pelos olhos.
Os dois sentidos que vem logo depois da visão e da audição são o olfacto e o paladar, destinados à manutenção da vida física. Esta é inferior à vida intelectiva. E, por isso, nariz e boca são postos, na cabeça humana, abaixo da vista e do ouvido.
O olfacto é um sentido que está posto num órgão—o nariz—colocado imediatamente acima da boca, para que possa vigiar se os alimentos estão deteriorados, ou não, a fim de que a alimentação nos sustente a vida, e não nos traga doença e morte.
Pelo olfacto, nosso apetite de comer é aguçado. Daí que o olfacto simboliza o apetite pelas coisas intelectuais e saudáveis que alimentem nossa Fé e nossa ciência.
O paladar está colocado na boca. Esta nos serve para receber alimentos que nos conservam a vida física, e—superiormente – para falar, comunicando a verdade que conhecemos, assim como informações e ciência natural aos outros. Por que “não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” (Mt. IV, 4).
O tacto é o sentido mais material, que nos dá um conhecimento muito limitado dos acidentes das coisas existentes. Ele está espalhado por todo o corpo, e serve especialmente para a reprodução, visando a perpetuação da espécie humana. É o sentido mais carnal e menos inteletivo, e assim, é o que ficou mais prejudicado pelo pecado original.
Assim já Deus se queixava, dos Judeus “O boi conheceu o seu possuidor, e o jumento o presépio de seu dono, mas Israel não me conheceu, e meu povo não teve inteligência” (Is. I, 3). porque apegavam-se demasiado a letra da lei, e não ao fim da Lei, O Bem! apegavam-se demasiado à sua força e não ao poder de Deus, pois foi pela Lei que os Judeus foram condenados, e os pagãos alcançaram Misericórdia, porque a Salvação provêm de Deus e não do Homem.
domingo, 27 de setembro de 2009
A Ressurreição de Cristo V
Este texto foi retirado do meu outro blog e este retirado do livro "History of the Christian Church" de Philip Schaff4. A TEORIA VISÃO. Cristo ressuscitou apenas na imaginação dos seus amigos, no qual confundiram um sonho ou uma visão subjectiva da realidade, e desse modo foram incentivados a proclamar a sua fé na Ressurreição com o risco de morte. O seu desejo era conceber uma Fé, a sua Fé concebeu um facto, e a Fé, uma vez iniciada, espalhou-se com o poder de uma epidemia religiosa de pessoa para pessoa de lugar para lugar. A sociedade Cristã forjou o milagre pelo seu intenso amor a Cristo. Desta forma, a ressurreição não pertence de forma nenhuma à história de Cristo, mas à vida interior dos seus discípulos. É apenas a personificação do renascer da sua Fé.
Esta hipótese foi inventada por um adversário pagão no segundo século e logo enterrada, mas renasceu para nova vida no século XIX, e espalhou-se como uma epidemia entre cépticos críticos na Alemanha, França, Holanda e Inglaterra221.
Os defensores desta hipótese, apelam em primeiro lugar e principalmente para a visão de São Paulo a caminho de Damasco, o que ocorreu alguns anos mais tarde, e está, no entanto, colocada ao nível da forma das aparências que ocorria com os apóstolos (1 Cor. 15:8), ao lado de supostas analogias na história do misticismo religioso e entusiástico, como as visões individuais de São Francisco de Assis, a Dama de Orleães, Santa Teresa (que acreditava que Ela tinha visto Jesus em pessoa, com os olhos da alma mais distintamente do que ela poderia ter visto Ele com os olhos do corpo), Swedenborg, mesmo Maomé, e as visões colectivas dos Montanists na Ásia Menor, o Camisards em França, a espectral ressurreição do mártir Thomas à Becket de Canterbury e Savonarola de Florença na excitada imaginação dos seus admiradores, e as aparições da Virgem Imaculada em Lourdes222.
Ninguém negará que fantasias subjectivas e impressões são muitas vezes confundidas com realidades objectivas. Mas, com a excepção do caso de São Paulo, que se deve considerar em seu devido lugar, e que acaba por ser, mesmo, de acordo com admissão dos líderes dos cépticos críticos, um poderoso argumento contra a teoria mítica ou visionária, essas supostas analogias são totalmente irrelevantes, pois, para não falar de outras diferenças, elas foram isoladas e um fenómeno que passou sem deixar marcas na história, enquanto a Fé na Ressurreição de Cristo revolucionou o mundo inteiro. Deve portanto, ser tratado em seus próprios méritos, como um caso único no total.
(a) O primeiro argumento contra a natureza da teoria visão, e em favor da realidade objectiva é o túmulo vazio de Cristo. Se ele não ressuscitou, o seu corpo deve ter sido removido ou permanecido no túmulo. Se removido pelos discípulos, seriam culpados de uma deliberada falsidade na pregação da ressurreição e, em seguida, a hipótese da teoria visão explodia na teoria da fraude. Se removido pelos inimigos, então estes inimigos tinham a melhor evidência contra a ressurreição, e não teriam falhado na seu objectivo e, portanto, para expor a blasfémia dos discípulos. O mesmo é verdade, se o corpo tivesse permanecido no túmulo. Os assassinos de Cristo certamente não perderiam esta oportunidade de destruir a própria fundação da seita odiada.
Para escapar desta dificuldade, Strauss remove a origem da ilusão para fora da Galileia, mesmo se os Discípulos fugiram, mas isto não ajuda a questão, eles voltaram para dentro de algumas semanas a Jerusalém, onde encontrámos todos eles na assembleia no dia do Pentecostes.
Este argumento é fatal mesmo para a hipótese mais condescendente, que admite uma manifestação espiritual de Cristo no céu, mas nega a ressurreição do corpo.
(b) Se Cristo realmente não Ressuscitou, então as palavras que Ele falou a Maria Madalena, para os discípulos de Emaús, ao duvidoso Tomé, a Pedro no lago de Tiberias, a todos os discípulos no Monte da Oliveira, foram igualmente piedosas ficções. Mas quem pode acreditar que palavras de tal dignidade e majestade, tão merecidas no solene momento da partida para o trono da glória, tal como o mandamento de pregar o Evangelho a toda a criatura, para baptizar as nações em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo, e a promessa de estar com os seus discípulos até ao fim dos tempos, promessa perfeitamente verificada na experiência quotidiana da Igreja, como poderia proceder de sonhadores que enganavam-se a si próprios entusiasticamente ou fanáticos loucos ou qualquer mais do que o Sermão da Montanha ou a oração Sacerdotal! E quem, com alguma coisa de sentido histórico, pode supor que Jesus nunca institui o baptismo, que tem sido realizado em seu nome desde o dia do Pentecostes, e que, como a celebração da Ceia do Senhor, testemunha-o todos os dias em que o Sol nasce e põe!
(c) Se as visões da Ressurreição foi o produto de uma imaginação excitada, é inexplicável que elas tenham cessado subitamente no quadragésimo dia (Actos 1:15), e não ocorrerem a qualquer um dos discípulos mais tarde, com a única excepção de Paulo, que expressamente representa a visão de Cristo como “a última”. Mesmo no dia de Pentecostes Cristo não apareceu a Eles, mas, de acordo com a sua promessa “ o outro Paráclito” desceu sobre Eles; O Estevão viu Cristo no Céu, não na Terra.223
(d) A principal objecção à teoria da visão, é a sua intrínseca impossibilidade. Isso torna a mais exorbitante reivindicação sob a nossa credulidade. Obriga-nos a acreditar que muitas pessoas, individuais e colectivas, em diferentes épocas, e em diferentes lugares, de Jerusalém a Damasco, tiveram a mesma visão o mesmo sonho, desde mulheres no sepulcro aberto no inicio da manhã, Pedro e João e logo depois, os dois discípulos caminhando para Emaús à tarde do dia da ressurreição, os Apóstolos reunidos de noite, na ausência de Tomé, de novo no seguinte Dia do Senhor, na presença do céptico Tomé, aos sete Apóstolos no lago de Tiberias, em uma ocasião a quinhentos irmãos de uma só vez, a maioria dos quais ainda estavam vivos quando Paulo relatou o facto e, em seguida, Tiago, o irmão do Senhor, que anteriormente não acreditava nele, outra vez aos Apóstolos no Monte da Oliveira na Ascensão, e finalmente ao determinado, forte de espírito e perseguidor a caminho de Damasco, e a todos os Homens e Mulheres em todas essas diferentes ocasiões, que vaidosamente imaginaram que viram e ouviram o mesmo Jesus, em forma corporal, e que por esta visão onde todos se fundamentaram, ergueram-se de uma só vez a partir da mais profunda escuridão em que a crucificação do Senhor os tinha deixado, para a mais audaciosa Fé e mais forte Esperança que impeliu-os a proclamar o Evangelho e a Ressurreição desde Jerusalém a Roma para o fim das suas vidas! E essa ilusão dos primeiros Discípulos criou a maior revolução não só nas suas próprias opiniões e de conduta, mas entre os Judeus e Gentios e na subsequente história da Humanidade! Esta ilusão, no qual esperam que nós cremos, esses não crentes, deu à luz o mais real e o mais poderoso de todos os factos, a Igreja Cristã que durou estes dezoito séculos e hoje está espalhado por todo o mundo civilizado, abrangendo mais membros do que nunca, e exercendo um poder moral do que todos os Reinos e todas as outras Religiões combinadas!
A teoria da visão, em vez de se livrar do milagre, apenas muda-o de facto para ficção, criando uma vazia desilusão mais poderosa do que a verdade, ou tornando toda a própria História numa delírio. Antes que possamos argumentar a Ressurreição de Cristo, como fora da História, devemos discutir a existência dos Apóstolos e o próprio Cristianismo. Ou admitimos o milagre, ou francamente confessar que nos encontrámos aqui perante um mistério inexplicável.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
A Ressurreição de Cristo III
A IMPORTÂNCIA DA RESSURREIÇÃO DE CRISTOCom excepção de quatro, todas as principais religiões do mundo baseiam-se em meras afirmações filosóficas. Das quatro que se baseiam mais na vida de pessoas do que num sistema filosófico, somente o cristianismo postula um túmulo vazio para com o seu fundador. Abraão, o pai do judaísmo, morreu por volta de 1900 a.C, mas jamais se disse que tivesse ressuscitado.
Em Therefore Stand (Permanecei, pois, firmes) Wilbur Smith diz: "Os relatos originais sobre Buda jamais lhe atribuíram algo como uma ressurreição; na verdade, o mais antigo relato sobre sua morte, a saber , o Maha-parinibbana Sutta, se refere à morte de Buda como sendo 'aquela morte completa, da qual nada resta'". 60/385
"O professor Childers diz: 'Nas escrituras e comentários em idioma pali (e até onde eu saiba em qualquer livro em pali), que pertencem às tradições do povo sakya, não há qualquer menção a que Buda tenha vivido depois de sua morte ou que tenha aparecido a seus discípulos'. Maomé morreu em 8 de Junho de 632 A.D., aos sessenta e um anos de idade, na cidade de Medina, onde seu túmulo é anualmente visitado por milhares de muçulmanos devotos. Todos os milhões e milhões de judeus, budistas e muçulmanos concordam que os fundadores de suas respectivas religiões jamais ressurgiram do pó da terra." 60/385
TheodosusHamack disse: "A posição que você tem diante do fato da ressurreição já não é, a meu modo de ver, algo no campo da teologia cristã. Para mim o cristianismo permanece de pé ou cai junto com a ressurreição". 60/347
O professor William Milligan afirma: "Ao se falar das provas favoráveis à ressurreição de nosso Senhor, pode-se ir ainda mais longe e insistir que o fato, caso verdadeiro, se harmoniza com todos os demais acontecimentos da Sua vida". 43/71
Wilbur Smith conclui: "Se o nosso Senhor disse com grande exactidão e riqueza de detalhes que, depois de subir a Jerusalém, seria morto, mas que ao terceiro dia ressuscitaria, e se essa predição se realizou, então sempre me pareceu que tudo o mais que nosso Senhor tenha dito também deve ser verdade". 60/419
W. J. Sparrow-Simpson desenvolve ainda mais o raciocínio: "Se alguém perguntar como a ressurreição de Cristo é uma prova de que Ele é o Filho de Deus, pode-se responder que, em primeiro lugar, Ele ressuscitou pelo Seu próprio poder. Ele tinha poder para entregar a Sua vida e tinha poder para reavê-la (João 10:18). Isso não conflite com o facto ensinado em tantas outras passagens de que Ele foi ressuscitado pelo poder do Pai, pois aquilo que o Pai faz o Filho igualmente o faz. A criação e todas as outras acções exteriores são atribuídas indiferentemente ao Pai, ao Filho e ao Espírito. Mas em segundo lugar, da mesma forma como Cristo abertamente declarou que era o Filho de Deus, Sua ressurreição dentre os mortos foi o selo divino quanto à veracidade daquela declaração. Caso Cristo tivesse permanecido sob o poder da morte, Deus teria, com isso, repudiado a afirmação de Cristo de que era Seu Filho; mas, ao ressuscitá-lO dentre os mortos, Deus publicamente O reconheceu dizendo: 'Tu és Meu Filho, eu hoje o declarei"'. 60/583; 62/287, 288
Também o sermão de Pedro no dia de Pentecostes "baseia-se total e completamente na Ressurreição. Não apenas é a Ressurreição o tema principal, como também, caso se eliminasse essa doutrina, já não sobraria qualquer outra doutrina. Pois é proposto que a Ressurreição (1) apresente uma explicação para a morte de Jesus; (2) tenha sido profeticamente prevista como parte da experiência messiânica; (3) tenha sido testemunhada pelos apóstolos; (4) seja a causa do derramamento do Espírito, explicando essa forma fenómenos religiosos inexplicáveis de outra maneira e (5) confirme a posição de Jesus de Nazaré como Messias e Rei. Assim, a estabilidade de toda uma série de argumentos e conclusões depende inteiramente da Ressurreição. Sem a Ressurreição a posição de Jesus como Messias e Rei não poderia ser confirmada de modo convincente. Sem ela o novo derramamento do Espírito continuaria sendo um mistério inexplicável. Sem ela a essência do testemunho dos apóstolos teria desaparecido. Tudo o que restaria dessa instrução seria a exposição messiânica do Salmo 16, e assim mesmo só como a experiência futura de um Messias que ainda não havia aparecido. O reconhecimento de Jesus por parte de Deus, conforme atestam as obras daquele, também permaneceria de pé, mas aparentemente só como um reconhecimento de Sua vida, uma vida que terminou como a de qualquer outro profeta a quem a nação recusou continuar tolerando. Por essa razão, a primeira mensagem cristã baseou-se na posição de Jesus conforme estabelecida pela Sua Ressurreição". 60/230
Até mesmo Adolf Hamack, que rejeita a crença da igreja na ressurreição, admite: "A firme confiança dos discípulos em Jesus tinha suas raízes na crença de que Ele não permanecera morto, mas fora ressuscitado por Deus. Em virtude do que haviam experimentado nEle e certamente só depois de terem-nO visto, é que o fato de que Cristo havia ressuscitado era algo tão certo como o fato de Sua morte; sendo que a Sua ressurreição se tornou o principal tema da pregação dos discípulos acerca dEle" {History of Dogma (História do Dogma), capítulo 2). 13/3
H. P. Liddon diz: "A fé na ressurreição é a principal coluna de sustentação da fé cristã; retirando-se a coluna, tudo inevitavelmente cai por terra". 60/577
A ressurreição de Cristo sempre tem sido em todos os aspectos a doutrina central da Igreja. Nas palavras de Wilbur Swith: "Desde o primeiro dia da vida que lhe foi conferida por Deus, a igreja cristã tem, de uma forma coesa, dado testemunho de sua fé na Ressurreição de Cristo. É aquilo que podemos chamar de uma das grandes doutrinas e convicções fundamentais da igreja, e de tal forma permeia o texto do Novo Testamento que, caso se removessem todas as passagens que contêm referência à Ressurreição, ter-se-ia uma colecção de textos tão mutilados que seria impossível de compreender o que tivesse restado. A ressurreição mexeu intimamente com a vida dos primeiros cristãos. O fato da Ressurreição é visto nos seus túmulos e nos desenhos que se encontram nos muros das catacumbas; a Ressurreição afectou profundamente a hinologia cristã; tornou-se um dos assuntos mais vitais dos grandes escritos apologéticos dos primeiros quatro séculos; foi constantemente o tema das pregações tanto no período pré-niceno como pós-niceno. Sem demora entrou nos credos da igreja; está no Credo dos Apóstolos; está em todos os grandes credos que vieram depois".
"Todos os dados apresentados pelo Novo Testamento mostram que o tema principal das boas novas, ou evangelho, não era: 'Segue este Mestre e Faz o melhor', mas: 'Jesus e a Ressurreição'. É impossível excluir isso do cristianismo sem alterar radicalmente o seu carácter e destruir sua própria identidade." 60/369, 370
O professor Milligan diz: "Assim, parece que desde a aurora de sua história, não apenas a igreja cristã cria na Ressurreição de seu Senhor, como também a sua crença nessa questão estava entrelaçada com toda a sua existência". 43/70
W. Robertson Nicoll cita Pressensé: "O túmulo vazio de Cristo foi o berço da Igreja..." 60/580
W. J. Sparrow-Simpson racionaliza: "Se a Ressurreição não é um fato histórico, então o poder da morte permanece inalterado como também inalterável permanece as consequências do pecado, e não se pode ter certeza quanto ao significado da Morte de Cristo. Consequentemente, os que crêem ainda estão em seus pecados, exactamente onde estavam antes de ouvirem o nome de Jesus". 25/514
R. M. Cheyne Edgar, em seu livro The Gospel of a Risen Saviour (O Evangelho de um Salvador Ressurreto), afirmou: "Aqui está um Mestre religioso, e Ele com toda tranquilidade declara que arrisca tudo o que disse em Sua capacidade de, depois de ter sido morto, ressuscitar dos mortos. Sem risco algum, podemos pressupor que nunca houve, nem antes nem depois, uma proposta como essa. Dizer que esse teste extraordinário foi inventado por místicos que estudavam profecias e que foi inserido nas narrativas dos Evangelhos é exigir demais de nossa credulidade. Aquele que está pronto a apostar tudo em Sua capacidade de voltar do túmulo está diante de nós como o mais original de todos os mestres, alguém que brilha em Sua própria vida, a qual se comprova a si mesma! " 60/364
Na obra Dictionary of the Apostolic Church (Dicionário da Igreja Apostólica) lemos o seguinte: "D. F. Strauss, por exemplo, o mais sarcástico e insensível dentre os críticos da igreja, ao tratar da Ressurreição, reconhece que ela é o 'teste decisivo não apenas da vida de Jesus, mas do próprio cristianismo', que 'toca no âmago do cristianismo', e que é decisiva para toda a ideia de cristianismo' (New Life of Jesus (Nova Vida de Jesus), tradução em inglês, 2 vol. Londres: 1865, vol. 1, p. 41, 397). Se isto se for, tudo aquilo que é vital e essencial ao cristianismo também se vai, se ficar, tudo o mais ficará. E assim, através dos séculos, de Celso em diante, a Ressurreição tem sido o centro tempestuoso que recebe ataques contra a fé cristã". 24/330
No dizer de B. B. Warfield, "o próprio Cristo, para obter a confiança dos homens, deliberadamente aposta todos os Seus ensinamentos em Sua ressurreição. Quando lhe pediram um sinal Ele apontou para esse sinal como Sua credencial única e suficiente". 2/103
Ernest Kevan fala a respeito do famoso teólogo suíço, Frederick Godet: "Em Lectures in Defence of the Christian Faith (Palestras em Defesa da Fé Cristã, 1883, p. 41), ele se refere à importância da ressurreição de Cristo e assinala que foi a esse milagre, e somente a ele, que Cristo se referiu como sendo a confirmação de Seus ensinos e de Sua autoridade". 32/3
Michael Green aborda bem a questão: "O cristianismo não sustenta que a ressurreição seja um dentre vários sistemas de crença. Sem a fé na ressurreição não existiria cristianismo algum. A igreja cristã jamais teria começado a existir; com a execução de Jesus, o movimento daqueles que O seguiam ter-se-ia extinguido tal como uma fogueira alimentada com lenha molhada. O cristianismo permanece em pé ou cai juntamente com a verdade da ressurreição. Mostre que a ressurreição não aconteceu e você se verá livre do cristianismo."
"O cristianismo é uma religião histórica. Ele afirma que Deus assumiu o risco de Se envolver na história humana, e os fatos estão aí para que você examine com todo o rigor possível. Esses fatos suportarão qualquer dose de investigação crítica..." 19/61
John Locke, o famoso filósofo britânico, disse o seguinte a respeito da ressurreição de Cristo: "A ressurreição de nosso Salvador... é de fato algo de grande importância para o cristianismo; e tão importante que Ele ser ou não ser o Messias depende desse acontecimento: de maneira que esses dois importantes aspectos são inseparáveis e, na realidade, constituem uma verdade única. Pois, desde aquela época, crer num desses aspectos implica crer nos dois; e negar um deles implica crer em nenhum". 60/423
Nas palavras de conclusão ditas por Philip Schaff, o historiador da igreja: "A ressurreição de Cristo é, portanto, decisivamente o teste que determina a veracidade ou a falsidade da religião cristã. Ou é o maior milagre ou é o maior engano registado pela história". 56/173
Wilbur Smith, erudito e professor de renome, afirma: "Jamais se forjou, nem jamais se forjará, uma arma que destrua a confiança racional nos registos históricos deste acontecimento memorável e predito. A ressurreição de Cristo é a própria fortaleza da fé cristã. É a doutrina que, no primeiro século, virou o mundo de cabeça para baixo; que, de um modo preeminente, elevou o cristianismo acima do judaísmo e das religiões pagas do mundo mediterrâneo. Se a ressurreição não subsistir, de igual forma quase tudo o mais que é vital e singular ao Evangelho do Senhor Jesus Cristo não subsistirá: 'Se Cristo não ressuscitou, é vã vossa fé'" (1 Coríntios 15:17). 59/22
Texto retirado do blog: http://exaltandoosenhor-estudo.blogspot.com/2009/08/ressurreicao-fraude-ou-historia-parte-1.html
Este texto foi retirado do meu outro blog e este retirado do livro "History of the Christian Church" de Philip Schaff
2. A TEORIA DA FRAUDE. Os Apóstolos roubaram e esconderam o corpo de Jesus, e enganaram o mundo218.Esta infame mentira carrega a sua refutação em seu próprio rosto: Se para os soldados Romanos, que vigiavam a sepultura, a pedido expresso dos sacerdotes e fariseus, estavam dormindo, não poderiam ver os ladrões, nem proclamariam o seu crime militante; se eles, ou alguns deles, estivessem acordados, eles teriam impedido o roubo. Quanto ao, discípulos, eles estavam muito tímidos e abatidos no momento, para cometerem acto tão ousado, e eram muitos honestos para enganar o mundo. E finalmente uma auto-invenção falsa, não poderia dar-lhes a coragem e a constância da fé para proclamarem a ressurreição, com o perigo das suas vidas. Toda a teoria é um absurdo ímpio, um insulto ao senso comum e honra da humanidade.
domingo, 13 de setembro de 2009
A Ressurreição de Cristo II
A Ressurreição é o Sinal por excelência que Cristo deu ao mundo, pois o mesmo Cristo disse: "Geração má e adúltera reclama um sinal; mas não lhe será dado outro a não ser, o do profeta Jonas. Assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do monstro marinho, assim o Filho do Homem estará três dias e três noites no seio da terra" (Mt 12.39-40).Assim se concretizou, segundo os testemunhos da Ressurreição, e ao longo de quase dois milénios, anunciam a salvação por meio de Cristo, estes que testemunharam a Ressurreição e Ascensão ao céu de Cristo, morreram martirizados por não negarem aquilo que viram e ouviram, e por meio da passagem do testemunho apostólico, continuaram ininterruptamente ao longo dos tempos, proclamado o mesmo evento que dividiu os tempos, e fundou uma nova criação, o novo homem vencedor sobre o pecado por meio de Cristo, verdade que acreditada com Fé, sobre os que ainda hoje carregam o testemunho apostólico, pois a própria Igreja cuja a cabeça é Cristo, e os que crêem formem parte como membros, não deixou de mostrar a veracidade da mesma Fé recebida, pelos inúmeros sinais e milagres que se dão no seu seio, pelas inúmeras e constantes perseguições ao longo da historia, cruz que a Igreja carrega ao seguir o seu Esposo, Cruz que é sinal de salvação e alegria, Cruz que é sinal de poder, e hoje a Igreja está em todo o mundo, anunciando a salvação, cumprindo as profecias Bíblicas a este respeito!Este texto foi retirado do meu outro blog e este retirado do livro "History of the Christian Church" de Philip Schaff
1. O ponto de visto HISTÓRICO, apresentado pelo os Evangelhos e acreditado pela Igreja Catolica de toda a parte e dominação. A Ressurreição de Cristo foi na realidade um evento miraculoso, em harmonia com a sua prévia vida e personalidade, e no cumprimento da sua própria previsão. Foi uma reanimação do corpo morto de Jesus, com o retorno da sua alma do mundo espiritual, e erguendo o corpo com a alma do sepulcro para uma nova vida, que depois de repetidas manifestações aos fiéis durante um curto período de 40 dias, ascendeu ao céu em Glória. O objectivo das manifestações não era apenas para convencer os apóstolos pessoalmente da ressurreição, mas para torná-los testemunhas da ressurreição e arautos da salvação a todo o mundo216.
A verdade obriga-nos a admitir que existem sérias dificuldades em harmonizar os escritos dos evangelistas, e na formação de uma consistente concepção coerente da natureza de Cristo, da Ressurreição do corpo, pairando como se fosse entre o Céu e a Terra, e oscilando nos quarenta dias entre o natural e o sobrenatural com um corpo com carne e sangue, bem como com as marcas das chagas, e ainda tão espiritual como a aparecer e a desaparecer através das portas fechadas e visíveis para subir ao céu. Mas estas dificuldades não são tão grandes como os que são criados por uma negação do fato em si. A primeira pode ser mensurávelmente resolvida, este último não pode. Nós, não conhecemos todos os detalhes e as circunstâncias que poderão permitir-nos traçar claramente a ordem dos acontecimentos. Porém, entre todas as variantes que o grande facto central da ressurreição em si e as suas principais características “destacam-se ainda mais claro” 217. O período de quarenta dias são na natureza do caso a mais misteriosa na vida de Cristo, e transcende toda a experiencia Cristã ordinária. A Cristofania assemelha em alguns aspectos, a teofania do Antigo-Testamento, que foram concedidos alguns crentes, mas para o benefício geral. Em todo o caso o facto da ressurreição fornece a única chave para a solução do problema psicológico da repentina, radical e permanente mudança na mente e conduta dos discípulos, é a necessária ligação na corrente que liga a História antes e depois deste Evento. A sua Fé na Ressurreição era muito clara, muito forte, muito firme, muito eficaz para ser explicada de outra forma. Eles mostraram a força e a coragem da sua convicção no breve regresso a Jerusalém, o lugar do perigo, e fundada aí, sobre a face do sinédrio hostil, a Igreja Mãe da Cristandade.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
A Ressurreição de Cristo
Este texto foi retirado do meu outro blog e este retirado do livro "History of the Christian Church" de Philip SchaffA Ressurreição de Cristo dos mortos, é relatada pelos quatro Evangelhos, ensinada nas Epístolas, acreditada por toda a cristandade, e comemorada em cada “Dia do Senhor”, como um histórico facto, como a Coroação milagrosa e Selo Divino de todo o Seu Trabalho, como o fundamento da esperança dos crentes, como o penhor das suas próprias ressurreições. É representada no Novo Testamento ambas como um acto do Pai Todo Poderoso, que levantou o seu Filho dos mortos208, e um acto do próprio Cristo, que tinha o poder de dar a sua vida e tomá-la outra vez209. A ascensão era a adequada conclusão da Ressurreição: A Vida Ressuscitada de Nosso Senhor, que é “A Ressurreição e a Vida,” não poderia terminar em outra morte na Terra, mas continuará na eterna glória no céu. Assim São Paulo diz que, “se Cristo ressuscitou dos mortos, não morre mais, A morte não tem mais domínio sobre Ele. Pois, na morte que teve, morreu para o pecado de uma vez para sempre, e na vida que tem, vive para Deus210.”
A Igreja Católica repousa na Ressurreição do seu Fundador. Sem este facto, a Igreja nunca poderia ter nascido, ou se nasce, Ela teria uma morte natural. O milagre da Ressurreição e da existência do Cristianismo estão, tão estritamente ligados que Eles devem permanecer ou cair em conjunto. Se Cristo foi levantado dentre os mortos, então todos os seus outros milagres são certos, e a nossa Fé é invencível, se Ele não ressuscitou, Ele morreu em vão e nossa Fé é vã. Foi só a sua Ressurreição que fez a sua morte disponível para a nossa expiação, justificação e Salvação, sem a sua Ressurreição, a sua morte seria o túmulo das nossas esperanças, mais ainda, estaríamos sob o jugo dos nossos pecados. Um Evangelho de um Salvador Morto seria uma contradição, e uma miserável desilusão. Este é o raciocínio de São Paulo, e sua força é irresistível211.
A ressurreição de Cristo, é portanto, enfaticamente uma questão teste sobre a qual depende a verdade ou falsidade da religião Cristã. Ou é o maior milagre ou desilusão que a História regista212.
Cristo havia predito tanto a sua Crucificação e a sua Ressurreição, mas a forma era como um empecilho para os Discípulos, este último um mistério que não podiam compreender até depois do evento213. Eles sem dúvida esperavam que Ele estabelecesse o seu Reino Messiânico na Terra. Daí a sua decepção e desapontamento após a crucificação. A traição de um dos seus próprios números, o triunfo da hierarquia, a inconstância das pessoas, a morte e o sepultamento do seu Amado Mestre, tinham em poucas horas rudemente tirado as suas Messiânicas esperanças e expôs-lhes o desprezo e o ridículo de seus inimigos. Por dois dias estiveram a tremer à beira do desespero. Mas no terceiro dia, eis que os mesmo Discípulos tiveram uma reviravolta completa do desânimo à Esperança, da timidez à Coragem, da dúvida à Fé, começando a proclamar o Evangelho da Ressurreição em face de um Mundo descrente e com o perigo das suas Vidas. Esta revolução não foi isolada, mas geral entre eles, no entanto não foi o resultado de uma credulidade fácil, mas trouxe a despeito dúvida e hesitação214. Não foi superficial e momentânea, mas radical e duradoura, afectando, não só os Apóstolos, mas toda a História do Mundo. Chegou mesmo ao líder da perseguição, Saulo de Tarso um dos mais claros e fortes intelectos, convertendo-o para um Fervoroso Devoto e Fiel Campeão deste mesmo Evangelho até à hora do seu martírio.
Este é um facto patente a todos os leitores dos capítulos finais do Evangelho, e é livremente admitida mesmo pelos mais avançados cépticos215.
A questão agora levantada é sobre se esta interior revolução, na vida dos Discípulos, com os seus efeitos incalculáveis sobre a fortuna da Humanidade, pode ser explicada racionalmente, sem a correspondência extrínseca revolucionária da História de Cristo, em outras palavras, se a Fé professada dos Discípulos no Cristo ressuscitado foi verdadeira e real, ou uma hipócrita mentira, ou um auto-engano honesto.
Existem quatro possíveis teorias que têm sido tentadas de novo e de novo, e defendidas com toda a aprendizagem e engenho, que pode ser convocados para a sua ajuda. Questões Históricas não são como problemas Matemáticos. Nenhum argumento em favor da Ressurreição aproveitar-se-á com os críticos que começaram logo com o pressuposto filosófico que os milagres são impossíveis, e ainda menos com aqueles que negam não só a ressurreição do corpo, mas até a imortalidade da alma. Mas os factos são teimosos, e se uma hipótese crítica pode ser provada psicologicamente e historicamente impossível e não razoável, o resultado é fatal para a filosofia que está subjacente à hipótese crítica. Não é o trabalho do Historiador, construir uma História a partir de noções preconcebidas e ajustá-las ao seu próprio gosto, mas ao reproduzi-lo através das melhores evidências históricas e deixar que esta fale por si.
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
O Fundador do Cristianismo VII
Esta é a ultima postagem sobre Jesus Cristo, ele que prometeu a vida eterna aos que crêssem nele, fundou a sua Igreja, e por ela regenerou e construi um novo Mundo, os seus frutos são infinitos, e por isso revelou a plenitude do homem. Convido as pessoas a imitarem Cristo, a carregarem a sua Cruz com alegria, e assim poderem amá-lo mais intimamente, pois fomos feitos para amar, é a nossa plenitude, porque Deus é Amor, no entanto ninguém pode amar, se não conhecer o objecto do seu amor, por isso o Amor não existe sem Verdade. Assim devemos procurar conhecê-la, porque quem procura encontra, e a Verdade é por si auto-evidente, não se esconde como a mentira, é luz e não trevas, não nos deixemos enganar por supostos obscuros conhecimentos, porque a verdade é autoevidente, e tudo o que Deus criou fala Dele abertamente, não esconde nada. Por isso unidos na verdade, que por natureza é una, ao contrário da mentira, amemo-nos como Cristo nos amou, para que possamos ser Filhos de Deus, para que sejamos plenos, para que o nosso fruto seja abundante como o de Cristo, assim façamos tudo com amor, até as pequenas coisas, ainda que seja grande o mistério do mal, incomparavelmente maior é o mistério do Bem! Cristo é o Senhor da História..Este texto foi retirado do meu outro blog e este retirado do livro "History of the Christian Church" de Philip Schaff
Esta conclusão é confirmada pelos efeitos da manifestação de Jesus, que transcendem de longe todas as capacidades e potências Humanas. A História do Cristianismo, com seus incontáveis Frutos de uma vida mais Elevada e mais Pura da Verdade e do Amor que nunca foi conhecido antes ou agora é conhecido fora da sua influência, é como um contínuo comentário da vida de Cristo, e testemunha em todas as páginas Históricas a inspiração do seu Santo Exemplo. O Poder dele é sentido em todos os dias de um Senhor com milhares de servos, nos palácios dos Reis e nas cabanas dos mendigos, em universidades e colégios, em cada escola onde o Sermão da Montanha é lido, nas prisões, nos lares, nos asilos de órfãos, assim como na casa das Famílias felizes, em trabalhos instruídos e em simples linhas de sucessão infinita. Se esta História dos nossos dias tem qualquer valor, é uma prova de que Cristo é a Luz e a vida num Mundo caído.
E não há nenhum sinal de que o seu poder seja cada vez mais débil. O seu Reino é mais difundido do que nunca, e tem a melhor perspectiva da vitória final em toda a Terra. Napoleão em Santa Helena é relatado como tendo sido surpreendido com a reflexão de que milhões já estavam prontos para morrer pelo o Nazareno Crucificado que fundara um Império Espiritual de Amor, e no entanto ninguém morreria por Alexandre, ou César, ou ele próprio, que fundaram impérios temporais pela a força. Ele viu neste contraste um argumento convincente da Divindade de Cristo, dizendo: “ Eu conheço os Homens, e eu digo-te, Cristo não era um Homem. Tudo sobre Cristo surpreende-me. Seu espírito oprime-me e confunde-me. Não há comparação possível entre ele e qualquer outro ser. Ele permanece sozinho e único.102 E Goethe, outro génio militar, de carácter muito diferente, mas igualmente acima da suspeita de parcialidade no campo Religioso, procurando nos últimos anos da sua vida no vasto campo da História, foi constrangido a confessar “se alguma vez o Divino apareceu na Terra, estava na Pessoa de Cristo,” e que “a mente Humana, não importa o quão longe ela possa avançar em qualquer Disciplina, nunca irá transcender a altura e a cultura Moral do Cristianismo como ela Brilha e Brilha no Evangelho”.
O racionalismo, ou mito, e lendárias tentativas de explicar a vida de Cristo em motivos puramente Humanos e Naturais, e de transformar os elementos miraculosos em eventos comuns, ou em inocentes ficções, são esmagados e divididos na Rocha do Carácter e Testemunha de Cristo. Os mais capazes biógrafos infiéis de Jesus professam agora o mais profundo respeito pelo seu Carácter, e louvam-no como o maior Santo e Sábio que apareceu na Terra. Mas ao rejeitar o seu testemunho sobre a Sua Origem Divina e a Sua Missão, tornam-no um mentiroso, e, ao rejeitar o milagre da Ressurreição, farão a Grande Verdade do Cristianismo um riacho sem uma Fonte, uma casa sem alicerce, um efeito sem causa. Negando os milagres físicos, eles esperam-nos que acreditemos em milagres psicológicos maiores, de fato, eles substituem os milagres sobrenaturais da História em antinaturais prodígios e incríveis absurdidades da sua imaginação. E ainda refutem-se e excedem-se uns aos outros nas absurdidades. A História do erro do Século XIX é uma História de Auto-Destruição. As hipotéticas hipóteses quase amadurecidas eram logo substituídas quando outras eram inventadas, para terem a mesma sorte, ao passo que a velha Verdade da Fé Cristã permanece inabalável, e marcha pacificamente em sua conquista contra o erro e o pecado
Em Verdade, Jesus Cristo, O Cristo dos Evangelhos, o Cristo da História, o Cristo Crucificado e Ressuscitado, verdadeiro Deus, verdadeiro Homem, é o mais Real, o mais Certo, o mais abençoado de todos os Factos. E é esta realidade que cada vez mais presente e em crescente poder que invade a Igreja e conquista o Mundo, e é esta a sua melhor evidência, como o Sol brilha no céu. Este facto é a única solução do terrível mistério do pecado e da morte, a única inspiração de uma vida de Amor a Deus e ao Homem, e a única guia para um vida de Felicidade e Paz. Sistemas construídos pela Sabedoria Humana aparecem e desaparecem na História, reinos e impérios também, mas para todos os tempos futuros Cristo permanecerá “o Caminho, a Verdade, e a Vida”.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
O Fundador do Cristianismo VI
Hoje seria tolice negar a vida e a obra magnífica de Jesus de Nazaré.O famoso historiador inglês H. G. Wells disse que a grandeza de um homem pode ser medida por ‘aquilo que ele deixa para crescer, e se Ele introduziu uma nova mentalidade com um vigor que perdura após Ele’. Wells, embora não afirmasse ser cristão, reconheceu: “A julgar por este teste, Jesus ocupa o primeiro lugar”.
Em Antiguidades Judaicas, de Flávio Josefo, historiador e escriba judeu (37-100 d.C.), fariseu, ele cita: “Por essa época apareceu Jesus, homem sábio (...). Ele realizou coisas maravilhosas, foi o mestre daqueles que recebem com júbilo a verdade (...). Por denúncia dos príncipes da nossa nação, Pilatos condenou-o ao suplício da Cruz, mas os seus fiéis não renunciaram ao amor por ele (...). Ainda hoje subsiste o grupo que, por sua causa, recebeu o nome de cristãos.”
Descrição de Jesus por Publius Lentulus – carta encontrada em Aquileia (perto de Roma e Tibur) em 1280, escrita por Lentulus, “oficial de Roma na província da Judeia”, ao imperador Romão Tibério César: “existe nos nossos tempos um homem, o qual vive actualmente de grandes virtudes, chamado Jesus (...). Ele sabe todas as ciências e nunca estudou nada. (...). Diz-se que este Jesus nunca fez mal a quem quer que seja, mas, ao contrário, aqueles que o conhecem e com ele têm praticado, afirmam ter dele recebido grandes benefícios e saúde”.
“Não será a história do fundador do cristianismo um produto da aflição, da imaginação e da esperança humana – um mito comparável às lendas de Krishna, Osíris, Átis, Adônis, [Dionísio] e Mitras?”, pergunta o célebre historiador Will Durant. Ele responde que, no primeiro século, negar que Cristo tivesse existido “parece não ter ocorrido nem mesmo aos mais severos oponentes do novo credo, judeus ou pagãos”. (Cf. A História da Civilização: Parte III – César e Cristo).
O historiador romano Suetónio (c. 69-140 d.C.), em sua história The Twelve Caesars (Os Doze Césares), disse a respeito do imperador Cláudio: “Visto que os judeus em Roma causavam contínua perturbação à instigação de Cresto [Cristo], ele os expulsou da cidade.” Isto ocorreu por volta do ano 52 d.C.. (Cf. Actos 18,1.2).
Note que Suetónio não expressou dúvidas a respeito da existência de Cristo. Nessa base concreta, e apesar de perseguição que punha em risco a vida, os cristãos primitivos proclamavam muito activamente a sua fé. É bem improvável que arriscassem a vida à base de um mito. A morte e a ressurreição de Jesus ocorreram em seus dias, e alguns deles eram testemunhas oculares desses eventos (Cf. 1 Coríntios 15,1-9).
O historiador Durante conclui: “Seria um milagre ainda mais incrível que apenas em uma geração uns tantos homens simples e rudes (pescadores muitos deles) inventassem uma personalidade tão poderosa e atraente como a de Jesus, uma moral tão elevado e uma tão inspiradora ideia de fraternidade humana.” 1
1- http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/7263/Artigo-do-Padre-Jose-do-Vale-Provas-da-Existencia-de-Deus
Este texto foi retirado do meu outro blog e este retirado do livro "History of the Christian Church" de Philip Schaff
É indissociável do seu Próprio testemunho manifestar-se como Deus, como aparece em todos os Evangelhos, com uma ligeira diferença de grau entre os Sinópticos e do S. João. Apenas pondere sobre isso! Reivindica ser o Messias prometido, o cumpridor da Lei e dos Profetas, o fundador e legislador de um novo Reino Universal, a Luz do Mundo, o Mestre de todas as Nações e Idades, de cuja autoridade não há recurso. Ele afirma ter vindo a este Mundo para o salvar e libertar do jugo do Pecado, tarefa que nenhum Ser apenas Humano pode fazer. Afirma ainda o poder de perdoar os pecados na Terra, que frequentemente usa esse poder, e foi para os pecados da Humanidade, como ele predisse, que ele derramou o seu próprio sangue. Ele convida todos os Homens a segui-lo, e que Promete a Paz e Vida Eterna a todo aquele que nele crê. Ele alega a pré-existência antes de Abraão e de todo o Mundo. Dispôs na Cruz lugares no Paraíso. Ele dirigiu aos seus Discípulos para baptizarem todas as nações, ele coordena-se com o Eterno Pai e o Divino Espírito, e promete estar com eles até à consumação dos tempos e voltar em Glória ao Mundo para Julgar todos os Homens. Ele, o mais Humilde e Simples, faz com que estas pretensões espantosas sejam Naturais e Fáceis. Ele nunca fraqueja, nunca pede desculpas, nunca explica, Ele proclama-se como a Verdade auto-evidente, mas nunca sentimos qualquer incongruência nem pensar de arrogância e presunção.
E, no entanto este testemunho, se não é verdadeiro, está cheio de blasfémia e loucura, no entanto esta remota hipótese não pode permanecer um momento sobre a Pureza Moral e Dignidade de Jesus, revelada nas suas Palavras e Obras, reconhecidas pelo consentimento Universal. Um Auto-Engano por parte de Cristo em matérias tão decisivas, e em todos os aspectos tão Clara e Sólida, está igualmente fora de questão. Como poderia Ele ser um Entusiasta ou um Louco que nunca perdera o equilíbrio da sua Mente, que navegou serenamente em todas as dificuldades e perseguições, como o Sol acima das Nuvens, que Respondeu sempre Sabiamente a todas as questões maliciosas, previu calmamente e deliberadamente a sua Morte na Cruz, sua Ressurreição no Terceiro Dia, a efusão do Espírito Santo, a fundação da sua Santa Igreja, a destruição de Jerusalém, predições que foram cumpridas literalmente? Um Carácter tão Original, tão Completo, tão uniformemente Coerente, tão Perfeito, tão Humano e no entanto acima de toda a Grandeza Humana, não pode nem ser uma Fraude nem uma Ficção. O Poeta, assim como foi bem dito, seria neste caso maior do que o Herói. Seria preciso mais de que um Jesus para inventar um Jesus.
Estamos, pois inaptos para reconhecer a Divindade de Cristo, e a razão Própria deve curvar-se no incrédulo silêncio perante a tremenda Palavra: “Eu e o Pai somos Um!” e responder cépticos com Tomé : “Meu Senhor e Meu Deus!”.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
O Fundador do Cristianismo V
Se somos Católicos, porque procurámos bens que perecem, não nos disse Cristo "Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem os corroem, e onde os ladrões arrombam e furtem", mas já poucos ensinam, o desprezo pelos bens terrenos, oh esposa de Cristo! Vais deixar o teu amado sozinho na Cruz, já não confias nas suas palavras "Mas acumulai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não arrombam nem furtam." pois vai a correr para o teu amado, para o teu esposo, pois Ele amou-te, até à morte, e morte de Cruz, assim vai atrás dele, "Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração." O nosso tesouro é Cristo, porque Ele amou-nos, até à Cruz.Este texto foi retirado do meu outro blog e este retirado do livro "History of the Christian Church" de Philip Schaff
Quem é que não encolheria ao tentar descrever o carácter moral de Jesus, ou, depois de tê-lo tentado, não estar satisfeito com o resultado? Quem pode esvaziar um oceano em um balde? Quem (podemos perguntar com Lavater) “pode pintar o pintor a Gloria do Sol nascente com um carvão?” Nenhum ideal artístico chega até a realidade neste caso, embora possam superar outras realidades. Melhor e Santo é um Homem, mais ele sente a necessidade de perdão, mais ele fica longe do seu próprio padrão de excelência no entanto imperfeito. Mas Jesus, com a mesma Natureza Humana, foi tentado como nós, no entanto nunca cedeu, nunca teve motivos para lamentar qualquer pensamento, palavra, ou acção, nunca precisou de perdão, ou conversão, ou reforma, nunca caiu fora da Harmonia com o Pai Celestial. Sua vida toda foi um ao contínuo de auto-consagração para a Glória de Deus e do eterno bem-estar dos seus concidadãos, Homens. Um catálogo de Virtudes e Graças, completo, iria dar-nos uma visão mecânica. É a Pureza Imaculada Pura e Perfeita de Jesus, reconhecido pelos amigos quer pelos inimigos, é esta Harmonia e Simetria de todas as Graças, do Amor de Deus e Amor do Homem, da Dignidade e Humildade da Força e da Ternura, da Grandeza e da Simplicidade, de Auto-Controlo e Submissão, da Força Activa e Passiva. É em uma palavra, a Perfeição Absoluta, que eleva o Seu Carácter acima de todos os outros Homens e faz que seja uma excepção a uma regra universal, um milagre moral na História. É irrelevante instituir comparações com Santos e Sábios, antigos ou modernos. Mesmo o infiel Rousseau foi forçado a exclamar: “Se Sócrates viveu e morreu como um sábio, Jesus viveu e morreu como um Deus.” Aqui é mais do que o céu estrelado acima de nós, que encheram a alma de Kant com a crescente referência e temor. Aqui está o Santo dos Santos da Humanidade, aqui está, a Própria Porta do Céu.
Indo ao ponto em admitir a Perfeição Humana de Cristo, como o Historiador poderia fazer o contrário? Nós somos conduzidos a um passo mais longo, para o reconhecimento das suas incríveis reivindicações e obras, que são verdadeiras, ou então destruiremos todas as fundações de admiração e reverência no qual ele é unanimidade. É impossível construir a vida de Cristo sem admitir seu carácter sobrenatural e miraculoso.
A Divindade de Cristo, e toda sua missão como Redentor, é um artigo de fé, e, como tal, acima da demonstração lógica ou matemática. A encarnação ou a união da Divindade infinita com a Humanidade finita, em uma Pessoa é, o mistério dos mistérios. “O que pode ser mais glorioso do que Deus? O que mais vil do que a Carne? Que mais maravilhoso do que Deus na carne e osso?”101 Ainda com a excepção de todos os Dogmas da Igreja que fica fora do campo do Historiador, a Divindade de Cristo tem um poder de evidência que força irresistivelmente a mente e reflexão do Historiador, ao passo que a negação da sua Pessoa a torne num enigma inexplicável.
terça-feira, 28 de julho de 2009
O Fundador do Cristianismo IV
"No mundo tereis tribulações, mas tende confiança; Eu Vençi o Mundo!" Caminhar com Cristo, é caminhar sobre as àguas, deste mundo, mas se até São Pedro começou afundar por falta de Fé, quanto mais nós, simples Pecadores, que não ousámos segui-lo sobre estas mesmas àguas. Sim, no Mundo poucos são os trabalhadores, que se deixam conduzir pelo Pai, mas já Cristo dizia, "se não voltardes a ser como as Crianças, não podereis entrar no Reino dos Céus", assim devemos aprender com elas, para quando o Senhor da Boda convidar-nos a ir ter com Ele para o banquete, ir-mos como as crianças, a correr sobre as àguas maravilhadas com o milagre, pois estas são assim, simples e puras, mas se formos como Homens, iremos cautelosos e com medo, até acabarmos no fundo do mar, sufocados pelas coisas do mundo. Pois os homens dizem: "Comprei um campo, e preciso de ir vê-lo; peço-te que me dispensas. E outro disse: Comprei cinco juntas de bois, e tenho que ir experimentá-las; peço-te que me dispenses. E outro disse: Casei-me, e por isso não posso ir." e por isso Jesus disse: "muitos são chamados, mas poucos os escolhidos"...Foi uma entre muitas das parábolas, que no Ano da Graça do Senhor, Cristo ensinou ao Mundo, foi por meio de Jesus Cristo que o Mundo viu a Salvação, no qual todos os dias ensinava o Caminho a seguir, a Verdade a dizer, e a Vida a viver, por essa razão São Paulo escreveu "Sede meus imitadores, como também sou de Cristo" porque Ele é "a Verdade, o Caminho e a Vida".
Este texto foi retirado do meu outro blog e este retirado do livro "History of the Christian Church" de Philip Schaff
Os Milagres ou Sinais que acompanhavam os seus ensinamentos são sobrenaturais, mas não antinaturais, exposições do seu poder sobre o Homem e a Natureza, nenhuma violação da Lei, mas a manifestação de uma Lei Superior, a superioridade do Espírito sobre a matéria, a Superioridade da graça Divina sobre a Natureza Humana. Estas são do mais elevado Moral e de um profundo significado simbólico, alertado por Pura Benevolência Divina, e destinado para o Bem do Homens, em contraste impressionante com os escritos decepcionantes, inúteis e com absurdos milagres da ficção apócrifa. Estes foram realizados sem nenhuma ostentação, com grande simplicidade e facilidade, como simplesmente são chamados as suas “obras”. Eles foram a prova prática da sua Doutrina e o reflexo natural da Divindade da Sua Pessoa. A ausência de grandes feitos Humanos num Homem tão maravilhoso seria a sua maior obra.
A Sua Doutrina e Milagres foram seladas com a mais Pura e Santa Vida privada e pública. Ele pode desafiar os seus mais ferozes adversários com a pergunta: “Qual de vocês me aponte o pecado?” bem sabendo que eles não poderiam apontar um único local.
Até que enfim ele completou a sua obediência activa pela obediência passiva do sofrimento em alegres renúncias à Santa Vontade de Deus. Odiado e Perseguido pela hierarquia Judaica, traído por Judas em suas mãos, acusado por falsas testemunhas, condenado pelo Sinédrio, rejeitado pelo povo, negado por Pedro, mas declarado Inocente pelo representante da Justiça e Direito Romano, rodeado pelo Pranto da Sua Mãe e seus Discípulos, revelando nessas negras horas, pelo Silêncio e a Palavra, a mansidão de um Carneiro e a Dignidade de um Deus, orando por seus assassinos, dispensando ao Ladrão Arrependido um lugar no Paraíso, encomendando a Sua Alma ao Seu Pai Celestial, morreu, com a Exclamação: “Está consumado!” Morreu antes de ter chegado à primeireza da Masculinidade. O Salvador do Mundo um Jovem! Ele morreu na vergonhosa morte de Cruz, o Justo para os Injustos, o Inocente pelos Culpados, uma Livre autodeterminação de sacrifício de Amor Infinito, para Reconciliar o Mundo com Deus. Ele conquistou a morte e o pecado no próprio terreno destes, e portanto, Resgatados e Santificados todos os que estão dispostos a Aceitar os Seus Benefícios e de seguir o Seu Exemplo. Ele institui a Santa ceia, para perpetuar a memória e renovar a sua morte para que a potência do Seu Sangue expiatório limpe e renove os Homens até ao fim dos tempos.
No Terceiro dia ele ergueu-se do túmulo, o Conquistador da morte e do inferno, o Príncipe da Vida e da Ressurreição. Ele apareceu vária vezes aos Seus Discípulos, ele ordenou que se pregasse o Evangelho da Ressurreição a toda a Criatura, Ele Tomou posse do Seu trono Celestial, e pela efusão do Espírito Santo, ele fundou a Igreja, que desde então Protegeu, Nutriu, e Confortou, e com a qual Prometeu Habitar, até à Sua Vinda repentina em Glória para o Julgamento dos Vivos e dos Mortos.
Isto é um pequeno Esboço da História que os Evangelistas nos dizem com simplicidade da Fé, no entanto com efeito mais geral e mais durável do que poderia ser produzido pela arte mais elevada da composição Histórica. Eles modestamente absteram-se de adicionar a suas próprias impressões do registo das Palavras e Actos do Mestre na qual “Contemplaram a sua Glória, a Glória que possui como Filho Unigénito do Pai, cheio de Graça e Verdade.”
domingo, 26 de julho de 2009
O Fundador do Cristianismo III
Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus.Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados.
Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça porque eles serão fartos.
Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus.
Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.
Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguiram e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa.
Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram aos profetas que foram antes de vós.
Cristo o Senhor da História, que iluminou o mundo durante apenas três anos, com a sua doutrina Divina, abriu-nos o Céu e mostrou-nos o caminho verdadeiro para o alcançar, pois "Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em troca da sua alma?"
Este texto foi retirado do meu outro blog e este retirado do livro "History of the Christian Church" de Philip Schaff
Ele começou seu ministério público, no trigésimo ano da Sua Vida, após a inauguração messiânica pelo Baptismo de João, e após a provação no deserto messiânico como contrapartida da tentação do primeiro Adão no Paraíso. O seu ministério durou apenas três anos e ainda nesses três anos é o mais profundo significado condensado na História da Religião. Nenhuma grande Vida passou tão rápida, tão silenciosamente, tão humildemente, tão distante do barulho e agitação do Mundo, e nenhum tão grande Vida após seu fim, excitou tal interesse universal e durável. Ele estava ciente deste contraste: Ele previu a sua mais profunda humilhação até à morte na Cruz, e as subsequentes irresistíveis atracções desta Cruzada, que pode ser percebido no dia a dia onde o seu Nome é conhecido. Ele que pôde dizer, “Se eu for erguido na Terra, atrairei todos os Homens para mim”100 sabia mais do curso da História e do coração do Homem do que todos os Sábios e legisladores antes e depois dele.
Ele escolheu doze Apóstolos para os judeus e Setenta discípulos para os Gentios, não entre os letrados e líderes, mas entre os analfabetos pescadores da Galileia. Ele não tinha casa, nem propriedades, sem amigos entre os poderosos e ricos. Algumas Mulheres piedosas de vez em quando enchiam a sua bolsa, que estava nas mãos de um ladrão e um Traidor. Jesus associou-se com publicanos e pecadores, para erguê-los a uma vida Nobre e Santa, e começou a sua reforma entre as classes inferiores, que eram negligenciados e desprezados pelas orgulhosas elites reinantes. Ele nunca encontrou o favor dos ricos, mas incorreu nos seus ódios e perseguições. Ele nunca lisonjeou os preconceitos dos seus tempos, mas criticou o pecado e o vício entre os grandes e pequenos, direccionando as Suas mais severas palavras para os líderes cegos, os Fariseus Hipócritas, que se sentavam na cadeira de Moisés. Ele nunca incentivou as mundanas esperanças Messiânicas do povo, mas retirou-se quando estes queriam declará-lo Rei, e declarou ao representante do Império Romano que o Seu Reino não era deste Mundo. Ele anunciou aos Discípulos o seu próprio Martírio, e prometeu-os a estes somente nesta vida o mesmo Baptismo de carne. Pregando pela Palestina, muitas vezes cansado das viagens, mas nunca da sua obra de amor, fazendo o Bem para as almas e corpos dos Homens, falando palavras de Espírito e de Vida, fazendo poderosos e misericordiosos Milagres.
Ele ensinou a mais pura doutrina, como uma revelação directa do seu Pai Celestial, a partir da sua Própria intuição e experiência, e com um poder e autoridade na qual comandou a uma incondicional confiança e obediência. Ele elevou-se acima dos preconceitos de partidos e seitas, acima das superstições do povo e do seu tempo. Ele abordou o coração do Homem nu e tocou rapidamente na consciência deste. Ele anunciou a fundação de um Reino Espiritual, que nascesse da mais pequena semente para uma grande árvore, e, crescendo como fermento por dentro, gradualmente permeia-se todas as Nações e Países. Esta colossal ideia, nunca tinha incorporado a imaginação dos Homens, na qual nele ocupou rapidamente mesmo na hora mais cruel da Humilhação, perante o tribunal do Sumo-Sacerdote e do Governador Romano, e quando suspenso como um ladrão na Cruz; mas a Verdade desta ideia está ilustrada em cada página da História da Igreja e em todas as missões Cristãs na Terra.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
O Fundador do Cristianismo II
"Meu Senhor e Meu Deus" foi o que Tomé disse a Jesus ressuscitado, e com ele somos convidados a confessá-lo também perante a obra divina que Jesus operou e hoje opera no mundo até ao fim dos tempos, pois Deus venceu o mundo não pela força, mas pela fraqueza da Cruz e da morte, pois até Napoleão, Imperador Francês confessou "Com todos os meus exércitos e generais, por um quarto de século não consegui subjugar nem um único continente. E esse Jesus, sem a força das armas, vence povos, e culturas por dois mil anos". É certo que segundo o mundo o mais forte está destinada a dominar, e por isso o homem permaneceria sempre nas garras do pecado, pois este era mais forte, e o mais forte dominaria sempre, como a nossa razão reconhece, e como a TEORIA da evolução descreve, mas foi grande a obra de Deus, foi como uma nova criação, pois criação é amor, porque amor é criação, assim Deus, do nada, criou o Universo, amando, pois criar é amar, é ser Divino porque Deus é amor. Este é o poder de Deus, é o poder do amor que tira do nada, tudo, inconcebível para o mundo, mistério para o homen que conta zero mais zero igual a zero, mas para quem ama, é igual a infinito. Esta é a conta de Deus, do nada, tudo, da escuridão tira a luz, do deserto faz jorrar àgua, da Cruz tira alegria, da morte floresce a vida, assim o Amor renova todas as coisas "Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus. Porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, E aniquilarei a inteligência dos inteligentes. Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o inquiridor deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo? Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação. Porque os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria; Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos. Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus. Porque a loucura de Deus é é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens."Este texto foi retirado do meu outro blog e este retirado do livro "History of the Christian Church" de Philip Schaff
Jesus Cristo veio ao mundo no reinado de Augusto César, o primeiro imperador Romano, antes da morte de Herodes o Grande, no ano Zero da tradicional data da nossa Era. Ele nasceu em Belém da Judeia, na linha real de David, de Maria “A Serva de Deus e Virgem Mãe”. O mundo estava em Paz, e as portas de Jano foram fechadas apenas a segunda vez na História de Roma. Existe uma aptidão poética e moral nesta coincidência: esta garantiu uma audiência por parte dos gentios, para a mensagem delicada da paz que poderia ter morrido afogada nas paixões das guerras e do clamor das armas. Os Anjos do Céu proclamaram a Boa-Nova com cânticos de Louvor. Pastores Judaicos dos campos vizinhos de Belém, e sábios do Extremo Oriente cumprimentaram o recém-nascido com a homenagem de corações crentes. O Céu e a Terra se uniram em alegre adoração ao redor do Deus Menino, sendo a festa deste Evento celebrada ano para ano entre altos e baixos, ricos e pobres, velhos e jovens, em todo o mundo Civilizado. A ideia de uma infância perfeita, sem pecado e Santa, sendo verdadeiramente Humana e Natural, nunca tinha estado antes na mente de um Poeta ou de um Historiador, e quando a lendária fantasia dos evangelhos Apócrifos, tentaram preencher o silêncio dos Castos Evangelhos, pintaram prodígios anti-naturais de uma criança em que os animais selvagens, árvores, e ídolos se curvavam, ele que mudava as bolas de argila em pássaros que voavam para divertimento dos seus companheiros. A juventude de Jesus Cristo está velada em Mistério. Sabemos apenas um facto, mas um muito significativo. Aquando em menino de doze anos, ele espantava os doutores no Templo por suas perguntas e respostas, sem os repelir pela imodéstia da sua prematura Sabedoria, e encheu seus Pais com reverência e temor pela sua absorção nas coisas do seu Pai Celestial, no entanto foi sujeito e obediente a eles em todas as coisas. Também aqui, há uma clara linha de distinção entre o milagre sobrenatural da História e os prodígios anti-naturais da ficção dos evangelhos apócrifos, no qual representam Jesus, respondendo as mais instruídas das mais perplexas questões acerca da astronomia, medicina, física, metafísica e psicologia.98 A condição externa e a sua vida na sua Juventude estão em nítido contraste com o surpreendente resultado da sua vida pública. Ele cresceu discretamente e despercebido numa vila montanhosa insignificante da Galileia, longe da cidade de Jerusalém, das escolas e bibliotecas, sem nenhum meios de instrução salvo aqueles que estavam abertos para ao Judeu mais humilde – os cuidados dos Pais devotos, as belezas da Natureza, os serviços da Sinagoga, a secreta comunhão da alma com Deus, e as Escrituras do Velho Testamento, que registou, na forma e profecia o Sua Próprio Carácter e Missão. Todas as tentativas que tentam elaborar a sua Doutrina derivadas de escolas e seitas existentes têm falhado completamente. Ele nunca se refere às tradições dos anciões excepto quando se lhes opõe. Dos Fariseus e Saduceus diferiu igualmente, e provocou sua hostilidade mortal. Com os Essénios ele nunca entrou em contacto. Ele era independente da Aprendizagem e Literatura Humana, das escolas e dos partidos. Ele ensinou ao Mundo como não devesse nada ao Mundo. Ele veio do céu e falou, para fora da plenitude do Seu Relacionamento Pessoal com o Grande Pai. Ele não era estudioso, nenhum artista, nem orador, no entanto, foi mais Sábio do que todos os sábios, Ele falou como nunca o Homem falou, e marcou a sua Geração e todas as outras que se seguiram e seguem, como nenhum Homem jamais fez ou pode fazer. Daí a surpresa natural dos seus contemporâneos, expressa nesta questão: “De onde é que isto Lhe vem e que sabedoria é esta que Lhe foi dada?”99

