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quarta-feira, 2 de março de 2011

Algumas frases do livro Jesus de Nazaré Vol II

Sobre o novo livro do Papa Bento XVI, noticia retirada do Publico.

O genoma humano ajuda a perceber a “grandiosa matemática da criação” mas não diz tudo sobre toda a “linguagem de Deus”, escreve o Papa Bento XVI no segundo tomo da sua obra Jesus de Nazaré, que será posta à venda no próximo dia 11, num excerto a que o Público teve acesso. “A verdade funcional acerca do homem tornou-se visível; mas a verdade sobre ele mesmo – o que é, donde vem, para que existe, que é o bem ou o mal – esta verdade, infelizmente, não pode ser lida do mesmo modo.”


A afirmação faz parte de Jesus de Nazaré – Da Entrada em Jerusalém até à Ressurreição. O primeiro volume da obra foi publicado por Joseph Ratzinger/Bento XVI no final de 2007. Este segundo tomo será apresentado no próximo dia 10, quinta-feira, no Vaticano, e está destinado a ser mais um "best-seller" – basta pensar que o último livro do Papa, a entrevista Luz do Mundo, conduzida pelo jornalista Peter Seewald – ultrapassou já em muito os 600 mil exemplares.

Nesta primeira fase, o livro será editado em sete línguas: alemão, italiano, inglês, espanhol, francês, português e polaco. O Vaticano libertou esta manhã três excertos da obra, que estão a ser publicados por vários meios de comunicação em todo o mundo – entre os quais o PÚBLICO.

Nos excertos agora divulgados, Joseph Ratzinger fala sobre a traição de Judas, o episódio que levou à prisão de Jesus, sobre a polémica da datação da Última Ceia de Cristo e sobre o interrogatório a que o governador romano, Pôncio Pilatos, submeteu Jesus antes de este ser condenado à morte.

É neste último capítulo que Ratzinger fala do genoma, a propósito da redenção do mundo trazida por Jesus. No mesmo capítulo, ele descarta a ideia de que tenham sido os judeus como povo a acusar Jesus – uma tese que levou ao ódio de séculos em relação aos seguidores do judaísmo. “O referido termo [os judeus] tem um significado específico e rigorosamente limitado: designa a aristocracia do templo”, escreve o teólogo alemão, que se tornou Papa em 2005, sucedendo a João Paulo II.

A propósito da pergunta “Que é a verdade?”, que Pilatos faz a Jesus, o Papa fala da questão da verdade nos estados contemporâneos: “A mesma pergunta é colocada também pela moderna doutrina do Estado: pode a política assumir a verdade como categoria para a sua estrutura? Ou deve deixar a verdade, enquanto dimensão inacessível, á subjectividade e, pelo contrário, esforçar-se por conseguir estabelecer a paz e a justiça com instrumentos disponíveis no âmbito do poder?”

Sem responder de forma assertiva à pergunta, Bento XVI deixa entender aquilo que tem defendido em outras ocasiões: os Estados não podem eximir-se do critério moral na regulação social. Quando conclui, no texto, que Pilatos preferiu a manutenção da paz social à justiça – ou seja, segurar eventuais revoltas condenando Jesus –, o Papa acrescenta: “O facto de, em última análise, a paz não poder ser estabelecida contra a verdade haveria de manifestar-se mais tarde.”

Tal como no volume precedente, o Papa entende que esta sua obra sobre Jesus não pretende ser mais uma biografia, género que já considera bem tratado por diversos exegetas bíblicos. Nem sequer quer fazer uma “cristologia”, um tratado teológico acerca de Cristo, defendia o Papa já a propósito do seu primeiro livro. O que Ratzinger/Bento XVI propõe é, antes, uma reflexão – que não deixa de ser feita por um dos mais importantes teólogos contemporâneos – sobre “a figura e a mensagem de Jesus”.

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sábado, 23 de outubro de 2010

Tempos de crise e decadência

O Público noticia hoje, que o governo "revoga os benefícios às instituições religiosas mas não os tira à Igreja Católica" despoletando desde já os gritos dos agnósticos e ateus, gritando o dogma da laicidade do Estado e por isso o tratamento igual que todas as religiões têm direito por parte do estado. Eu não sei, se o objectivo do governo é para ser pressionado para depois retirar os benefícios à Igreja Católica, ficando com as mãos limpas. Mas esta descriminação religiosa segundo o direito laico, mesmo se considerámos que a larga maioria da sociedade é Católica donde provêm a larga maioria dos impostos que sustenta o Estado, não é desprovida de sentido, e sim sustentada no peso da Igreja (instituição) em Portugal.
A Igreja Católica tem a maior rede de apoio social em Portugal, e é que melhor conhece o tecido social, por isso melhor presta serviço, foi assim durante toda a sua história, basta ver o exemplo das paróquias que foram as primeiras jurisdições comunitárias a existir no nosso país e abarca-lo todo, indo sempre o estado atrás da Igreja, e ainda hoje acontece isso, as paróquias são muitos mais sensíveis às mutações das comunidades flexibilizando-se mais rápidas, do que qualquer dia as freguesias possam vir a sonhar. Não existe verdadeiramente uma descriminação das outras religiões em relação à Igreja Católica, porque aqui não se trata de assuntos de matéria religiosa, mas sim de matéria social, no qual a Igreja está à frente de qualquer instituição laica ou religiosa, a séculos de distância.
Por isso os inimigos da Igreja não podem ser fanáticos ao ponto de esquecer a realidade social e o peso da Igreja nessa, apenas por ser uma religião com esse peso, porque se fosse uma instituição laica não havia problema nenhum com esta descriminação. Aliás descriminação é uma palavra com costas largas, porque raio a fundação Saramago recebe subsídios do Estado, e tantas mais, e outras não?? Será que o peso do Saramago socialmente é relevante para Portugal? e culturalmente?? um prémio Nobel materialmente é prestigiante para Portugal, no entanto os livros estão cheios de mentira ideológica e de ódio. Mas os Portugueses graças a Deus chutaram o comunismo para fora de Portugal, por isso qualquer comparação com a Igreja Católica é um mero exercício teórico, a única diferença é que esta última é uma religião, logo há descriminação em relação às outras, vá-se saber porquê?..
A Igreja Católica também não precisa desses subsídios para nada, quem precisa são as pessoas carentes, no qual o estado não consegue ajudar justamente sem ajuda de terceiros que dedicam-se com altruísmo nessa área. Façam outra vez essa experiência fanática contra a religião, perseguindo a acção da Igreja na sociedade e terão uma crise social mil vezes pior do que esta. Já assim foi no passado quando por fanatismo, perseguiram a Igreja no ensino provocando um atraso histórico no alfabetismo português, como o historiador Rui Ramos sintetiza nesta resposta a uma entrevista à pouco tempo ao público:

Porquê? Porque nos países protestantes se aprendia a ler, para ler a Bíblia e isso não sucedia nos países católicos?

Essa explicação não chega, porque os muçulmanos lêem o Corão e não é por isso que se tornam mais letrados. Há é uma outra explicação, que nunca é referida: nenhum desses países que conseguiram uma alfabetização de massas durante o século XIX o fez contra a Igreja; foi sempre em articulação com ela. Ora em Portugal, primeiro com os liberais, a partir de 1820, e depois com os republicanos, o Estado não só tentou alfabetizar a população contra a Igreja, como entendia que a alfabetização era um veículo para substituir a educação religiosa por uma educação cívica formatada em Lisboa. As ordens religiosas, que em muitos países foram fundamentais para criar uma rede de escolas, em Portugal não podiam sequer ensinar a ler durante a Monarquia constitucional. Ou seja, tínhamos na Igreja uma instituição que podia ter sido fundamental para a alfabetização da população e preferimos chamar tudo para a alçada do Estado, que não tinha recursos e, portanto, falhou.

Foi por um excesso de Iluminismo que se produziu o obscurantismo

domingo, 17 de outubro de 2010

Boa Ciência e Má Ciência!

Segundo esta noticía, nos EUA será feito o 1º ensaio clínico com células estaminais embrionárias legal (Boa Presidente Obama!), posto em outras palavra, seres humanos serão cobaias num laboratório até ser descartáveis e depois mortos, à medida que contribuem para o conhecimento humano, e para o enriquecimento dos ditos laboratórios.

Dois comentários retirados da notícia acima, que em certa maneira traduzem o que penso em relação, a este tipo de ciência:

"Quando um bom cientista, que sabe muito, estuda muito, trabalha muito, tem alguma sorte, e faz uma descoberta importante, tem o seu momento de fama nos jornais. Quando um mau cientista, ansioso por fama nos jornais, mas sem categoria para isso, quer ser notícia, "corajosamente" quebra barreiras éticas, explorando caminhos que os cientistas honestos e competentes não trilham. Wilmuts, Thompson, Keirstead, Mengle, estão todos nessa categoria: não descobriram um caminho novo; apenas são pessoas sem princípios nem valores e que por isso aceitaram fazer o que os cientistas honestos e competentes sabiam ser possível, mas nunca quiseram fazer. Esses "cientistas" são ratos que vivem nos esgotos a comer o que lá há. E os jornais deveriam fazer-lhes o mesmo que fizeram ao assassino de John Lenon: ignorá-lo. A estas pessoas que têm uma ânsia patológica pela fama, e são capazes de tudo por ela, o desprezo é a única resposta. Não se percebe que o problema seja o perigo de causar cancro ao paciente, e se ignorem as dezenas de seres humanos que foram mortos para lhes arrancar as células estaminais que estão a ser usadas na experiência."

"Células estaminais adultas: mais de 70 tratamentos já em aplicação; multidões de pessoas tratadas; migalhas dadas à investigação; nenhum problema ético; muitas alegrias dadas a pessoas reais.Células estaminais embrionárias: zero tratamentos descobertos; zero pessoas tratadas; biliões gastos em investigação; problemas éticos horrendos; milhares de ilusões vendidas a parolos.Por tudo isto concordo: os "meandros da política" (e do jornalismo) são difíceis de perceber. Já agora: eu estou a desenvolver uma técnica de transplante da coluna vertebral. Se temos uma pessoa tetraplégica, pegamos numa pessoa boa, tiramos-lhe a coluna vertebral matando-a, e transplantamos para a outra. "Excitante" diria Wilmuts. Entusiasmada, ficaria a jornalista. Mas nas células estaminais embrionárias é isto que se passa(rá). Para prolongar a vida de uma pessoa alguns meses ou anos vai-se gerar dezenas, centenas e por vezes milhares de seres humanos "compatíveis", que depois serão mortos para lhe arrancar as células estaminais a colocar na pessoa doente. Mas doentes, doentes são os cientistas (e os jornalistas) que não estão a ver nada disto."

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Sida castigo de Deus?

Todas as pessoas sofrem, como eloquentemente o calvário indica. O Santo inocente, o pecador arrependido, e o pecador repelente. É do bom senso, que o mal nasce de comportamentos irracionais, que têm várias causas que julgo eu, a principal é a ignorância. Por isso quando o bispo aqui considera que a sida é uma justiça imanente, ou seja, consequência natural de comportamentos errados, não entendo o porquê de tanta polémica.

Existem pessoas com sida e sem culpa no que toca a esta questão em particular, o exemplo mais comum são as vítimas das infidelidades dos seus companheiros, entre tantos outros exemplos. No entanto todos estes casos, têm em comum um comportamento irracional ou vicioso como causa principal da disseminação da doença, que julgo eu, é isso que o Bispo ataca, ao chamar a sida de 'justiça', palavra que implicitamente julga o acto causador como mal. E tenho a certeza que todas as vítimas de sida inocentes, concordam com o Bispo, quando este culpa esses actos como intrinsecamente maus e causadores de ruína para o mundo e para essas pessoas em particular.

Muitas catástrofes foram explicadas ao longo da história como causas da Justiça divina, por exemplo Sodoma e Gomorra, a sida como epidemia moderna poderia ser também um castigo divino? No máximo, um castigo divino natural, pois a propagação da sida tem uma relação causa-efeito natural, estudada e relacionada a comportamentos mais liberais na área sexual, que provocam esta disseminação. Daí acho feliz a expressão utilizada pelo Bispo, de 'justiça imanente' à natureza, porque é realista, no entanto dura.

P.S. Graças a Deus não sofro de sida, mas concordo que para os que têm e são inocentes, talvez seja uma expressão ofensiva (todos temos cruzes que não são nossas). Mas essas pessoas são excepções que confirmam a regra, porque senão não se explicaria a proporção da epidemia.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

13 de Outubro

Depois do Papa ter enviado 33 terços benzidos, depois da fé publica demonstrada pelo Chile e pelos mineiros, no dia 13 de Outubro coincidência ou não, começaram a ser resgatados. Que nossa Senhora de Fátima os abençoe...

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Ajuda - Contra Impugnantes

O Contra Impugnastes é talvez o blog que chega aos mais altos píncaros no que toca à harmonia e completariedade entre a Fé e a razão, não podia deixar de ser, pois são fidelíssimos ao seu mestre, que também é mestre comum ou melhor dizendo Doctor Communis de todos os Católicos.
Tal é a grandeza da sua obra, que tornou-se dever de todo o Católico com possibilidades, em estudar a doutrina de São Tomás de Aquino cuja obra é o coroar do pensamento Católico dos tempos da Cristandade, cuja síntese, razoabilidade, realismo a torna universal e um clássico para todos os tempos pois fidelíssima à Verdade. Ainda por cima neste caso junta o útil ao agradável, pois ao mesmo tempo que estuda, ajuda financeiramente num momento delicado esta grande obra, o que acaba por ser um acto de caridade, que como sabemos cobre uma multidão de pecados. Assim não deixe de ajudar!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Orlando Fedeli

Faleceu o Prof. Orlando Fedeli!
Que todos os que lerem esta mensagem possam rezar por sua alma, que tantas Catedrais construiu nas almas dos seus leitores e tanto combateu os inimigos da Igreja Católica! Que sua alma descanse em Paz..

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Escritor Português não católico defende a Igreja e o Papa

O artigo abaixo é de Artur Rosa Teixeira, escritor português não católico. O texto foi publicado ainda no site do Pravda, jornal russo, outrora porta-voz do comunismo mundial. Não subscrevo todas as posições do autor, mas pareceu-me muito razoável no conjunto. A Providência sempre a nos surpreender e a nos consolar nesta hora tenebrosa.

Muitas das notícias que nos chegam, no seu afã de propaganda ideológica encapotada, contêm o erro fundamental de confundir a árvore com a floresta… sobretudo quando o objectivo é denegrir.

Ou seja, a partir de um caso isolado, de preferência de contornos escabrosos, generaliza-se de forma a induzir o leitor a pensar que todo o conjunto é da mesma natureza. Tal generalização obviamente tem conotações ideológicas e obedece a uma agenda política que visa desconstruir a Sociedade Tradicional e todas as suas instituições seculares para impor uma Nova Ordem Mundial à feição dos sinistros interesses da Oligarquia Internacional, a mesma que manobra os mercados financeiros e através destes, controla em grande parte a Economia Planetária. Referimo-nos aos casos de Pedofilia no seu seio da Igreja Católica recentemente mediatizados pelas Agências Internacionais de Notícias.

De facto as recentes notícias de Pedofilia, que envolve sacerdotes católicos, têm contornos de uma campanha de ataque à hierarquia Católica, muito para além da objectividade informativa que a deontologia jornalística impõe, independentemente da sua gravidade moral. Tais notícias suscitam desconfiança sobre a sua “bondade” até entre os não católicos como nós. Embora discordando da doutrina da ICAR, em alguns aspectos, reconhecemos no entanto a importância capital do seu papel na nossa História, na defesa dos valores éticos que enformam a nossa cultura judaico-cristã e a sua acção social meritória em prol daqueles que têm sido vítimas da usura e da ganância da Oligarquia Internacional, que é afinal a mais interessada em destruir o Catolicismo e a Religião em geral, já que constituem um obstáculo sério à consecução do seu objectivo final, que é o de reduzir a Humanidade à condição de escravos robotizados.

Ressalvamos, antes que nos confundam estar a defender a Pedofilia, que ao fazermos a defesa da Igreja Católica não estamos a justificar a acção ignominiosa de homens que esqueceram de todo a sua mais elementar obrigação de sacerdotes, o respeito pelo próximo, sobretudo o mais fraco, como é a criança órfã, carente do afecto de uma verdadeira família.

Um dos aspectos que nos leva a desconfiar da “boa vontade” destas notícias é o facto de focalizarem em exclusivo os casos de Pedofilia de clérigos católicos, quando se sabe que este vício é transversal à sociedade. Encontramo-lo em todos estratos sociais e até nas famílias. O pedófilo é em princípio muito próximo da vítima e da sua confiança, ou seja, não é um estranho… podendo ser até um pai, um tio, etc. Quando se argumenta que os padres devido ao celibato a que estão obrigados são mais propensos à pederastia, como insistentemente se procura justificar a tentação dos abusos sexuais, esquece-se que o pederasta nem sempre é solteiro e muitas vezes é tido como “bom” chefe de família, portanto uma pessoa aparentemente normal.

Outro detalhe que indicia que está em marcha uma campanha de desmoralização da ICAR, é o facto das notícias sobre a Pedofilia no seu seio surgirem como cogumelos que nascem a cada manhã, confundindo-se o número das vítimas com o dos pedófilos, parecendo que estes são tantos como um exame de abelhas… Quase a totalidade da hierarquia católica… Evidentemente que isto não desculpabiliza os autores dos abusos sexuais. Na verdade as vítimas são muitas, porém os abusadores denunciados não passam de uma diminuta minoria. Do mal, melhor… Até se tivermos em linha de conta a estatística nos USA, o número de vítimas nas instituições católicas comparada com as restantes, nomeadamente no ambiente escolar civil, é muito superior, uma proporção de 157 para 1, num espaço de tempo de 52 anos, de 1950 a 2002. É obra, não? Tal desproporção mostra por outro lado, no caso norte-americano, como a Pederastia é um fenómeno social extensivo, ou seja, não se restringe a um sector específico da sociedade.

O caso da Casa Pia de Lisboa é também ilustrativo quanto à tipificação do pedófilo. Este orfanato do Estado Português, fundado nos finais do Século XVIII, pelo Intendente da Polícia Pina Manique, homem da confiança do Marquês de Pombal, com um processo de Pedofilia a decorrer, reúne mais arguidos suspeitos de abusos sexuais a menores que todos os casos mencionados recentemente na “mídia” para denegrir a imagem da ICAR. Estão indiciados pelo Ministério Público dez arguidos, incluindo uma cúmplice. Contudo há quem diga que a “farra sexual” naquele instituto envolve muito mais gente e bem graúda, uma vez que remonta há década de 80 do século passado e muitas das vítimas, hoje adultos, não estão dispostos a passar pelo tormento dos inquéritos policiais e menos ainda pela vergonha pública a que têm sido sujeitos os “putos casa pianos” directamente envolvidos no processo. Há a ressaltar, em abono da verdade, que nem todas as acusações serão genuínas. Há quem se aproveite para extorquir dinheiro. Daí talvez a dificuldade de se apurar até onde vai a verdade e começa a mentira… quer de um lado, quer do outro. Acresce referir que problemas de sexualidade, como a sodomia e outros, sempre ocorreram em colégios internos, inclusive entre os internos, embora sejam severamente reprimidos, deixando marcas indeléveis para o resto da vida.

A fúria anticlerical do lobby laicista vai ao ponto de ressuscitar velhos casos como o do padre Lawrence Murphy, que remonta a 1975, para atacar insidiosamente o actual Papa e por essa via, a própria ICAR. A 25 de Março do corrente ano, o conceituado New York Times publicou uma matéria em que pretensamente acusa Bento XVI de encobrir o pároco de Milwaukee quando em 1995 o Papa ainda era Cardeal e responsável pela Congregação para a Doutrina da Fé. È preciso ter muito ódio ao Catolicismo para 35 anos depois levantar tal questão… A denúncia é tanto mais insidiosa quando ignora de todo que aquele organismo tem como função específica vigiar os desvios doutrinários, heresias, pelo que nada tem com o Direito Canónico, que julga casos de indisciplina, como o são os actos que violam a castidade a que os clérigos estão obrigados. Ignora que o referido padre foi na oportunidade ilibado pelo Direito Civil, que não apurou provas da prática de Pedofilia sobre rapazes surdos que tutelava. Como ignora que a hierarquia católica manteve-o sob vigilância e o fez, não tanto pela suspeição de abusos sexuais em menores, mas por desvios doutrinários. Foi essa e só por essa razão que o então Cardeal Ratzinger, em 1995, o sancionou, tendo então limitado as suas funções pastorais. Quatro meses depois Murphy faleceu. Não cremos que aquele diário nova-iorquino desconhecesse em absoluto estes factos. Daqui se conclui que existe má fé e em marcha uma campanha difamatória articulada mundialmente contra a hierarquia católica.

E compreende-se. O actual Sumo Pontífice, coerente com os princípios da Igreja Católica, tem desenvolvido uma tenaz resistência contra as propostas contra-natura e fracturantes, veiculadas por organizações laicas apostadas em impor uma visão sexista e hedonista da Sociedade, reduzindo o homem à sua condição animal para negar a sua dimensão espiritual. Tais organizações não surgiram obviamente por “geração espontânea”, nem vivem do ar… Foram criadas e são apoiadas à sorrelfa por Fundações ditas filantrópicas como a da família Rockfeller. Os interesses financeiros das mesmas estão ligados a um vasto leque de sectores económicos, que vão desde a banca, o petróleo, a indústria farmacêutica, a indústria militar, etc, aos meios áudio visuais, incluindo a “mídia”, a qual evidentemente cumpre uma agenda ditada pela Elite Global à qual pertencem.

Ademais, quem postula que a Humanidade tem que ser reduzida a 1/3 da população actual e contribui para a miséria de milhões de seres humanos não pode ver com bons olhos a acção caritativa da ICAR, precisamente nas áreas onde a pobreza é mais sentida, coincidindo por vezes com subsolos ricos explorados por essa mesma Elite Global.

Há portanto uma intenção neste tipo de notícias, que vai muito além do desejo de informar… Se assim fosse não omitiam o mesmo fenómeno noutras instituições análogas. Mais, numa apreciação equilibrada da responsabilidade da ICAR na Pedofilia, deveriam referir os processos civis e canónicos que têm sido levantados aos clérigos acusados de abuso sexual a menores, seu desfecho, e não apenas publicitar denúncias, que podem não ser genuínas, como se tem conhecimento em processos deste género.

Artur Rosa Teixeira
Fonte: http://www.segs.com.br/
Fonte: http://oblatvs.blogspot.com

segunda-feira, 29 de março de 2010

Regime de Terror

Perita denuncia "novo regime do terror" que busca destruir força moral da Igreja

ACI).- Elizabeth Lev é uma historiadora americana que actualmente trabalha em Roma e que rechaça a campanha da media actual contra sacerdotes e religiosos. Ela a compara àquela do final do século XVIII na França quando os escândalos se magnificavam para fazer as pessoas acreditarem que isto era endémico no clero, o que levaria anos mais tarde ao assassinato de muitos presbíteros. A partir da perspectiva de um analista protestante inglês dessa época, a perita explica que a intenção dos ataques é destruir a força moral da Igreja Católica.

Em um artigo titulado "Em defesa do clero católico (ou queremos outro reino do terror?)" publicado no site Web Politics Daily, Lev se refere ao clima triunfalista em 1790 na França com a revolução e à postura de Edmund Burke, um protestante membro do Estado inglês, que nesse ano criticava a campanha anticlerical dos franceses que desenterravam escândalos de décadas e inclusive, séculos antes.

"Vendo o estilo geral das últimas publicações, as pessoas poderiam pensar que o clero da França são uma espécie de monstros, uma horrível composição de superstição, ignorância, preguiça, fraude, avareza e tirania. Mas, é certo isto?", questionava-se Burke.

Depois de perguntar-se sobre o que Burke teria opinado ante as tentativas da media actual de vincular, a qualquer preço, o Papa com qualquer escândalo de pedofilia, Lev assinala que o protestante inglês comentava naquele tempo que "não escuto com muita credibilidade a quem fala do mal daqueles a quem vão saquear. Suspeito, ao invés, que os vícios aos que se referem são fingidos ou exagerados quando se busca apenas proveito no castigo que planeiam".

Quando Burke escrevia isto, diz Lev, "os revolucionários franceses estavam preparando-se para a confisco massivo das propriedades da Igreja".

Actualmente, escreve a historiadora, "os luxuriosos informes sobre os abusos sexuais do clero (como se estivessem limitados somente ao clero católico) foram colocados por cima dos massacres de cristãos na Índia e Iraque. Além disso, a frase ‘abuso sexual do clero’ se equipara erroneamente com ‘pedofilia’ para avivar ainda mais a indignação. Não consideram a perspicácia política de um Edmund Burke que se pergunta por que a Igreja Católica é escolhida para ser tratada assim".

Logo depois de reconhecer que efectivamente é muito grave o mal produzido por uma pequeníssima minoria de sacerdotes católicos contra menores, Lev recorda que são muitíssimos mais os que "vivem Santamente em suas paróquias, atendendo os seus paroquianos. Estes bons homens foram manchados pela mesma tinta venenosa" de muitos meios.

Seguidamente assinala que nos Estados Unidos os abusos sexuais de clérigos não chegam ao 2 por cento e que este dado foi apresentado pelo New York Times. Mas ao "ler os jornais, pareceria que o clero católico tem um monopólio em acusações a menores".

"Se Burke estivesse vivo hoje em dia, talvez teria discernido outro motivo atrás dos ataques ao clero católico, além das propriedades da Igreja: principalmente destruir a credibilidade de uma voz moral capitalista no debate público" que se fez evidente, por exemplo, na reforma de saúde nos Estados Unidos.

Ante a posição pró-vida dos prelados, precisa Lev, "e para silenciar a voz moral da Igreja, a opção preferida foi a de desacreditar a seus ministros".

"A três anos das reflexões do Burke, suas predições provaram ser corretas. O Regime do Terror chegou em 1793, levando centenas de sacerdotes à guilhotina e forçando o resto a jurar lealdade ao Estado por cima da Igreja. Para Burke estava claro que a campanha anticlerical de 1790 era ‘apenas temporal e preparatória para a abolição última… da religião cristã ao levar a seus ministros ao desprezo universal’", prossegue a historiadora.

"Espera-se que os americanos tenham o suficiente sentido comum para mudar de curso muito antes que cheguemos a este ponto", conclui.