quinta-feira, 7 de novembro de 2013
O Estado Confessional e a Monarquia Constitucional
domingo, 12 de agosto de 2012
Mãe dos Povos
A Igreja é um mistério
Dom gratuito de Cristo
Celebrada e vivida em Comunidade
Resposta essencial à liberdade humana
Munida dos sacramentos salvificos
Cuja acção de modo progressivo, Santifica
Transformando-nos à imagem da Trindade três vezes Santa,
Mãe dos Povos, Educadora Mestre, Esposa de Cristo,
Celebra uma liturgia de louvor
Orientada por uma catequese vivida
Sociedade orgânica perfeita
Porque se basta a si própria
Não seria Cristo a sua Cabeça!
domingo, 29 de julho de 2012
O Bispo vestido de Branco
Os seus decretos têm peso de séculos , as suas decisões remontam a doutrinas milenares, e as suas fraquezas são guias, apelos e esperanças. Desarmado pelos impérios, esbofeteado por reis, e desprezado por deuses falsos, gozado pela ribalta, a mesma ralé que inclina-se à força dos cascos, das lagartas, da foice. Oh deuses do mundo, mandai vir os vossos exércitos de uma vez por todas para destruir o homem das chaves, submeteis tudo menos esta criatura frágil? Mas que sois vós o que já passaste, o que conta a vossa vontade senão nada. Esta mensagem é para os homens do futuro, prestai atenção ao Bispo vestido de Branco porque os seus decretos têm peso de séculos! Olhai o capitão da Nave que não sucumbe à vossa História..
quinta-feira, 21 de junho de 2012
S.S. Papa Pio XII in Encíclica Summi Pontificatus.
O Aristocrata
terça-feira, 29 de junho de 2010
Igreja em cacos I
É inegável que hoje os ventos e a maré nunca foram tão contrários à Igreja Católica, o mais irónico é que a Igreja nunca gozou de tanta liberdade no mundo.. A acção dos poderes temporais na Igreja começou com Constantino na convocação do Concílio de Niceia e depois na proclamação do símbolo dos Apóstolos ou Credo de Niceia cujo o principal mérito foi determinar a consubstanciação do Filho em relação ao Pai... mas com a queda do poder político e desfragmentação das autoridades, com a senhorilização e feudalização do mundo ocidental a Igreja como principal detentora de terras, acabou por ser abarcada pelo fenómeno para se auto-proteger e assegurar a sua liberdade! No entanto o que sucedeu foi o contrário, e viu-se assaltada pelos homens mundanos dentro do seu próprio corpo, que levou a crises morais e espirituais, que nem o próprio Papa escapou, submetido à aristocracia romana! Situação que levou à Reforma Gregoriana, um dos principais marcos da História Ocidental, cujo o principal mérito foi separar o poder temporal do poder espiritual, condenando a investidura secular ou seja nenhum laico podia nomear alguém para um cargo religioso, e transformando o Papa como o único senhor da Igreja, nomeando todos os Bispos em Roma pela investidura do Palio! Também a teoria do empunhar do gládio espiritual e a delegação do gládio temporal por parte do Papa foi começando a ser definida junto com a teocracia Papal. Além de renovar a condenação de várias heresias que grassavam a Igreja, quando esta se via preenchida por muitos homens seculares, que não tinham nenhuma vocação religiosa, e apenas ocupavam os cargos religiosos pelo prestígio e riquezas, fenómeno que foi aumentando à medida que os senhores apropriavam-se dos cargos religiosos nas suas terras, e por isso vendiam cargos, heresia chamada de simonismo, o nicolaísmo quando os religiosos concubinavam com mulheres, ou nepotismo que é atribuição de cargos a pessoas próximas e da família! Todas estas heresias foram mais uma vez condenadas, cuja a principal causa era a imiscuição do mundo temporal no mundo religioso! Todo este movimento que durou 2 séculos, com a instituição da ordem de Clunny no séc X até à concordata de Worms no séc XII, a que hoje chama-se reforma Gregoriana do nome Gregório VII(1073-1085) que sintetizou todas ests ideias num manifesto chamado Didactus Papae, foi pela liberdade da Igreja! Podemos discutir qual foi o papel do poder temporal nesta reforma, se por um lado a mistura destas duas esferas de poder trouxe muitos males à Igreja num tempo em que a autoridade pública não existe. Mas também temos que relembrar que com a criação do sacro Império Romano Germano com a coroação de Carlos Magno no ano 800, durante este breve renascimento civilizacional, o poder temporal de Carlos Magno foi a principal força de restauração da Igreja, principalmente na àrea da cultura e politica restaurando e centralizando o poder! No entanto foi um renascimento de pouca duração e logo a Igreja viu-se outra vez obrigada a continuar a sua senhorilização para se proteger das lutas privadas provocadas pela decadência do poder da dinastia caroligena!Hoje as liberdades estão asseguradas por um direito muito desenvolvido no Ocidente, ainda que eu considere a confessionalidade do estado um dever do estado maioritariamente Católico, defendendo sempre o principio de separação de poderes, pois como já vimos, a mistura das duas esferas do poder temporal e religioso, só prejudica a liberdade da Igreja.
Mas ainda que os povos Católicos, vivem em estados laicos, a Igreja pode agir, pelo menos no Ocidente, com total liberdade, sabendo que o pecado, as heresias, os seus inimigos como os laicistas.. também a têm como nunca a tiveram no tempo passado. Por isso resta-nos saber o que a Igreja faz com essa liberdade, e o que vemos é um estado desolador da Fé Católica, com avanços na agenda marxista, os Católicos só são de nome, como podemos ver nestas estatísticas - 54,6% dos Católicos defendem a despenalização do aborto, 95,4% defendem o uso de contraceptivos, apenas 57,3% discordam do casamento homossexual! A Eutanásia é aceite por 55,4% dos Católicos! Definitivamente ignoram a doutrina Católica, pois certamente não se diriam Católicos. Outras notícias que deixam-me muito triste é a possibilidade do Papa ter que depor nos Estados Unidos devido aos casos de abusos sexuais, numa tentativa de humilhação, e a maneira como os escândalos continuam aglomerar-se.
A Igreja no seu corpo teve sempre pecadores, e como já vimos pode ser devido a várias causas, mas a crise de hoje é mais profunda, é de apostasia, só assim se pode explicar que com a liberdade que hoje a Igreja têm, os frutos são cada vez mais amargos. A liberdade da Igreja, só deve ter um objectivo, iluminar o mundo com a Luz de Cristo, e onde está essa Luz? hoje quando o Papa diz que o homem tem “uma fome mais profunda” de Deus! Por isso deixo as palavra do Padre António Vieira a todos os luzeiros avariados da Igreja, eles que têm a maior responsabilidade perante Deus, e por isso têm as suas almas em maior risco de serem condenadas ao fogo do Inferno - "O que se há-de fazer ao sal que não salga, Cristo o disse logo: Quod si sal evanuerit, in quo salietur? Ad nihilum valet ultra, nisi ut mittatur foras et conculcetur ab hominibus. 'Se o sal perder a substância e a virtude, e o pregador faltar à doutrina e ao exemplo, o que se lhe há-de fazer, é lançá-lo fora como inútil para que seja pisado de todos.' Quem se atrevera a dizer tal cousa, se o mesmo Cristo a não pronunciara? Assim como não há quem seja mais digno de reverência e de ser posto sobre a cabeça que o pregador que ensina e faz o que deve, assim é merecedor de todo o desprezo e de ser metido debaixo dos pés, o que com a palavra ou com a vida prega o contrário. Isto é o que se deve fazer ao sal que não salga."1
1- Sermão de Santo António
Pe. António Vieira
Pregado em S. Luís do Maranhão, três dias antes de se embarcar ocultamente para o Reino
Vos estis sal terrae. S. Mateus, V, l3.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Reforma da Igreja
A Igreja no século XI, começou a libertar-se do jugo do poder temporal e a prosseguir uma linha, uma reforma, que contemplava o separar de águas entre o poder temporal e espiritual, que culminou no Didactus Papus de 1075 do Papa Gregório VII. Este sacralizar da vida temporal com a instituição das Tréguas de Deus, com a instituição da Paz de Deus, que proibia as guerra em determinados dias, a elevação do poder espiritual sob o temporal com a autonomia do poder da Igreja submisso ao Papa e não aos senhores, contribuindo para o enfraquecimento do nepotismo e simonismo, também a vitória do Papado sobre o Imperador na vocação do poder universal. A instituição do celibato para combater nicolaísmo, e a reforma litúrgica que homogeneizou o rito Gregoriano em toda a Cristandade. Esta reforma foi tão importante para o desenvolvimento da civilização Europeia, que é um dos pontos principais que hoje define, o que chamámos de Ocidente!
A reforma Gregoriana do século XI, levou o mundo a um dos maiores expansões civilizacionais de toda a história, no qual a Europa descolou sob todas as outras regiões e civilizações de então.
A Igreja também hoje só tem um rumo, desembaraçar do que é perecível e temporal, e voltar outra vez para a Verdade, que não muda, foi este pensamento universal e sacro, que fez também despontar as universidades na Europa! Por isso vejo com bons olhos a reforma liturgia empreendida por este Papa, reformando a Liturgia actual que já não é do meu tempo, mas dos anos 60, e voltando para a liturgia milenar da Igreja que desenvolveu com o conhecimento da revelação, e por isso sempre fiel à verdade da Fé que não muda, porque eterna!
domingo, 23 de maio de 2010
Bem-aventurados sereis quando vos insultarem e perseguirem
A Nona Bem Bem-aventurança - por João César das Neves
Um dos fenómenos mais espantosos da história da humanidade é o ataque à Igreja. Esse processo, tão aceso estes dias, é sempre muito curioso.
Primeiro pela duração e persistência. Há 2000 anos que os discípulos de Cristo são perseguidos, como o próprio Jesus profetizou. E cada ataque, uma vez começado, permanece. A Igreja é a única instituição a que se assacam responsabilidades pelo acontecido há 100, 500 ou 1500 anos. Os cristãos actuais são criticados pela Inquisição do século XVII, missionação ultramarina desde o século XV, cruzadas dos séculos XI-XIII, até pela política do século V (no recente filme Ágora, de Alejandro Amenábar, 2009).
Depois, como notou G. K. Chesterton em 1908, o cristianismo foi atacado "por todos os lados e com todos os argumentos , por mais que esses argumentos se opusessem entre si" (Orthodoxy, c. VI). Vemos criticar a Igreja por ser tímida e sanguinária, pessimista e ingénua, laxista e fanática, ascética e luxuosa, contra o sexo e a favor da procriação, etc. Mas o mais espantoso é que os ataques conseguem convencer-nos daquilo que é o oposto da evidência mais esmagadora.
Os iluministas provaram-nos que a religião cristã é a principal inimiga da ciência; supersticiosa, obscurantista, persecutória do estudo e investigação rigorosos. A evidência histórica mostra o inverso. A dívida intelectual da humanidade à Igreja é enorme. Devemos a multidões de monges copistas a preservação da sabedoria clássica. Quase tudo o que sabemos da Antiguidade pagã veio dos mosteiros. Foi a Igreja que criou as primeiras universidades e o debate académico moderno. Eram cristãos devotos os grandes pioneiros da ciência, como Kepler, Pascal, Newton, Leibniz, Bayes, Euler, Cauchy, Mendel, Pasteur, etc. Até o caso de Galileu, sempre citado e distorcido, mostra o oposto do que dizem.
Depois, os jacobinos asseguraram-nos que a Igreja é culpada de terríveis perseguições religiosas, étnicas e sociais, destruição cultural de múltiplos povos, amiga de fogueiras e câmaras de tortura, chacinas, saques e genocídios. No entanto, a evidência de 2000 anos de história real de cristãos concretos é de caridade, mediação, pacifismo. Tudo o que o nosso tempo sabe de direitos humanos, diplomacia, cooperação e tolerância foi bebê-lo a autores cristãos.
A seguir, os marxistas vieram atacar a Igreja por ser contra os proletários e a favor dos ricos. Quando é evidente o cuidado permanente, multissecular e pluricultural dos cristãos pelos pobres e infelizes, e as maravilhas sociais da solidariedade católica no apoio aos desfavorecidos.
Vivemos hoje talvez o caso mais aberrante: a Igreja é condenada por... pedofilia. A queixa é de desregramento sexual, deboche, perversão. Mas a evidência histórica mostra que nenhuma outra entidade fez mais pelo equilíbrio da sexualidade e a moralização da vida pessoal da humanidade. Mais uma vez, o ataque nasce do oposto da verdade.
Serão as acusações contra a Igreja falsas? Elas partem sempre de um núcleo verdadeiro. Houve cristãos obscurantistas, persecutórios, cruéis, injustos, luxuosos, como hoje há padres pedófilos. Aliás, em 2000 anos de história, e agora com mais de mil milhões de fiéis, tem de haver de tudo. A distorção está na generalização ao todo de casos particulares aberrantes. Não sendo tão má quanto o mito, a Inquisição foi péssima. Mas a Inquisição não representa a Igreja e a própria Igreja da época a condenou. Os críticos nunca combatem os erros, sempre a instituição. Hoje não se ataca a pedofilia na Igreja, mas a Igreja pedófila.
A razão do paradoxo é clara. Cada época projecta na Igreja os seus próprios fantasmas. Ninguém atropelou mais o rigor científico que os iluministas. Ninguém foi mais sangrento que os jacobinos. Ninguém gerou maior pobreza que os marxistas. Ninguém tem mais desregramento sexual que o nosso tempo.
O ataque à Igreja é uma constante histórica. A História muda. A Igreja permanece. Porque ela é Cristo. Dela é a nona bem-aventurança: "Bem-aventurados sereis quando vos insultarem e perseguirem" (Mt 5, 11).
naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Bento XVI e o relativismo
Na altura em que Bento XVI foi eleito, em Abril de 2005, previ que "dificilmente" o seu papado seria o de um mero continuador de João Paulo II. Cinco anos depois, e quando se prepara para visitar pela primeira vez Portugal como chefe da Igreja de Roma, é claro para todos que o Papa alemão não procurou ser o que não era - um líder carismático, à imagem do seu antecessor -, antes não descurou a reorganização da Igreja, centrando-a nos combates mais importantes da actual pós-modernidade.
Horas antes de se iniciar o Conclave que o escolheria como sucessor de Pedro, o então cardeal Ratzinger proferiu, como decano do Colégio dos Cardeais, uma homília que se tem vindo a revelar todo um programa. "Possuir uma fé clara, seguir os ensinamentos da Igreja, é classificado com frequência como fundamentalismo", disse então, perante os 115 cardeais eleitores. "Em contrapartida, o relativismo, isto é, o deixar-se levar "para aqui ou para ali por qualquer vento ou doutrina" parece a única atitude aceitável nos tempos que correm. Toma corpo uma ditadura do relativismo que não reconhece nada como definitivo e que deixa tudo ao critério do próprio ego e dos seus desejos".
Ao definir o relativismo moderno como o maior adversário contemporâneo do humanismo cristão, lembrou que "ser-se adulto" significa ter uma fé que não segue atrás das ondas das modas de hoje ou das últimas novidades". E por isso, apesar das mudanças que tem vindo a introduzir na Igreja - nomeadamente na dolorosa e delicada frente da denúncia e prevenção dos casos de pedofilia, onde tem sido de uma grande pro-actividade -, Bento XVI nunca se deixou levar pelo vento que, a espaços, foi soprando mais forte em diferentes direcções.
Ora o relativismo moderno não é apenas adversário do humanismo cristão - coloca também enormes desafios ao tipo de sociedades em que vivemos, livres e abertas porque baseadas num contrato de confiança entre todos os cidadãos que partilham um corpo de valores civilizacionais. Tal sucede porque o relativismo moderno dissolve esses valores sem deixar qualquer alternativa no seu lugar.
Quando Bento XVI critica, por exemplo, o niilismo ou o multiculturalismo, fá-lo a partir de um terreno que partilha com todos os que se preocupam com o deslaçamento e a inumanidade prevalecentes em muitos aspectos das sociedades contemporâneas.
O multiculturalismo não é uma forma de tornar as nossas sociedades mais plurais, pois não parte da necessária base comum a qualquer convivialidade, antes do esbatimento dos valores preexistentes. Por isso, ao criar um lugar vazio e sem referências, o multiculturalismo nunca poderá ser um ponto de encontro, antes de desencontros e mal-entendidos. E o niilismo anda naturalmente de braço dado com o multiculturalismo, sobretudo se pensarmos que este corresponde, de acordo com a definição de Leo Strauss, a não querer nada, não valorizar nada.
A crítica de Ratzinguer/Bento XVI tanto ao multiculturalismo como ao niilismo, onde as referências teológicas não impedem o recurso a grandes pensadores da liberdade e das sociedades abertas, como Karl Popper ou Isaiah Berlin, centra-se no que designa como a diminuição da "energia moral" nas nossas sociedades. "A segurança, de que necessitamos como pressuposto da nossa liberdade e da nossa dignidade, não pode vir, em última análise, de sistemas técnicos de controlo, mas apenas da força moral do homem: onde esta faltar, ou não for suficiente, o poder que o homem possui cada vez mais se transformará num poder de destruição", pode ler-se num dos seus textos.
Homem que conheceu, na sua Alemanha, o horror de um despotismo ateu - o nazismo - e que enfrentou, na universidade onde ensinou, os excessos do idealismo político dos anos 60 e 70 - que por vezes desembocaram no terrorismo -, Bento XVI defende que o moralismo político contemporâneo é "um moralismo de sentido errado, porque privado de uma serena racionalidade" e porque coloca com frequência "a utopia política acima da dignidade de cada homem".
Depois da derrota das ideologias que proclamavam a existência de um moralismo político absoluto e insusceptível de contestação, a nova fronteira do debate transferiu-se para estes terrenos que, se muitos proclamam vazios e sem referências, são na realidade um terreno propício às ambições políticas mais desenfreadas. Ambições que, como se viu com o nazismo, como se viu com o comunismo, lidam muito mal com uma qualquer autoridade exterior à área da política e do poder. Do "seu" poder.
Uma forma moderna dessa intolerância é o laicismo radical, "adversarial", isto é, aquela forma de olhar para a separação entre o Estado e a Igreja que não é neutra em relação aos diferentes credos, antes procura ocupar o seu espaço e, por isso, os combate. É um laicismo que, tal como sucedeu durante a I República com a Lei da Separação, não visa separar o que é de César do que é de deus, antes submeter o que é de deus aos desígnios de César.
Naturalmente que a originalidade radical do Cristianismo face a outras religiões monoteístas é incorporar essa separação desde a sua origem e, no caso do catolicismo, de manter um autoridade única, central e separada, capaz de ler os sinais dos tempos sem ser escrava das modas, o que é insuportável para os que cultivam o racionalismo sem concessões. No caso concreto de Bento XVI, as suas encíclicas e a notável lição preparada para ser lida na Universidade de Roma La Sapienza incomodam ainda mais por nelas se defender não só a pacífica coabitação entre fé e razão como - e cito Giorgio Israel, professor de História da Matemática - que "a fé não cresce a partir do ressentimento e da recusa da modernidade". Mais: por se defender que "o perigo do mundo ocidental é que o homem, obcecado pela grandeza do seu saber e do seu poder, esqueça o problema da verdade. E isto significa que a razão, no fim do dia, acabará por vergar-se às pressões dos interesses e do utilitarismo, perdendo a capacidade de reconhecer a verdade como critério único".
Por isso, como notou Ernesto Galli della Loggia no Corriere de la Sera, o gesto dos professores que impediram a ida de Bento XVI à La Sapienza, tal como o dos nossos furiosos "laicos", traduz sobretudo "uma laicidade oportunista, alimentada por um cientismo patético, arrogante na sua radicalidade cega".
O tímido Cardeal Ratzinger, que tímido não deixou de ser depois de ser eleito Papa, não se desviou da linha que, lida à distância, a sua homília pré-conclave traçava. Talvez também por isso, apesar de lidar melhor com as ideias diferentes do que o próprio João Paulo II, não tenha conseguido escapar ao estereótipo que, antes do mais, visa dar dele uma imagem caricatural e preconceituosa. Até porque o que Bento XVI diz incomoda mesmo os teólogos destas "novas" verdades reveladas, pois poucos, num lugar de poder como o dele, diriam humildemente que mesmo um Papa em Roma não existe para "impor a Fé de cima, pois esta é antes do mais um dom da liberdade".
E não há dúvida que é.
Talvez por isso mesmo eu, que não tenho fé, termine lembrando que, pouco tempo antes da morte de João Paulo II, numa conferência na Escola de Cultura Católica de Santa Croce, em Bassano, o ainda cardeal Ratzinger propôs a inversão do axioma dos iluministas de acordo com o qual era possível definir as normas morais essenciais etsi Deus non daretur, como se Deus não existisse, para passar a propor que "mesmo aqueles que não conseguem encontrar o caminho da aceitação de Deus deveriam procurar viver e orientar a sua vida veluti si Deus daretus, como se Deus existisse". Lembrou então que esse fora o conselho de Pascal aos seus amigos não-crentes, considerando que, assim, "ninguém fica limitado na sua liberdade, mas todas as nossas coisas encontram o apoio e o critério de que têm urgente necessidade".
Como alguém que se reconhece nos valores de uma Europa que, como Bento XVI correctamente defende, não é apenas um lugar geográfico mas o produto de uma civilização, e que a matriz dessa civilização é o Cristianismo (sem o qual não teria sido sequer possível o Iluminismo), aceito este desafio. Mais: nesse desafio marco encontro com Bento XVI e com a sua luta civilizacional, que é também minha.
Fonte:http://www.publico.pt/papaemportugal/Noticia/1435984
sexta-feira, 9 de abril de 2010
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Escritor Português não católico defende a Igreja e o Papa
Muitas das notícias que nos chegam, no seu afã de propaganda ideológica encapotada, contêm o erro fundamental de confundir a árvore com a floresta… sobretudo quando o objectivo é denegrir.
Ou seja, a partir de um caso isolado, de preferência de contornos escabrosos, generaliza-se de forma a induzir o leitor a pensar que todo o conjunto é da mesma natureza. Tal generalização obviamente tem conotações ideológicas e obedece a uma agenda política que visa desconstruir a Sociedade Tradicional e todas as suas instituições seculares para impor uma Nova Ordem Mundial à feição dos sinistros interesses da Oligarquia Internacional, a mesma que manobra os mercados financeiros e através destes, controla em grande parte a Economia Planetária. Referimo-nos aos casos de Pedofilia no seu seio da Igreja Católica recentemente mediatizados pelas Agências Internacionais de Notícias.
De facto as recentes notícias de Pedofilia, que envolve sacerdotes católicos, têm contornos de uma campanha de ataque à hierarquia Católica, muito para além da objectividade informativa que a deontologia jornalística impõe, independentemente da sua gravidade moral. Tais notícias suscitam desconfiança sobre a sua “bondade” até entre os não católicos como nós. Embora discordando da doutrina da ICAR, em alguns aspectos, reconhecemos no entanto a importância capital do seu papel na nossa História, na defesa dos valores éticos que enformam a nossa cultura judaico-cristã e a sua acção social meritória em prol daqueles que têm sido vítimas da usura e da ganância da Oligarquia Internacional, que é afinal a mais interessada em destruir o Catolicismo e a Religião em geral, já que constituem um obstáculo sério à consecução do seu objectivo final, que é o de reduzir a Humanidade à condição de escravos robotizados.
Ressalvamos, antes que nos confundam estar a defender a Pedofilia, que ao fazermos a defesa da Igreja Católica não estamos a justificar a acção ignominiosa de homens que esqueceram de todo a sua mais elementar obrigação de sacerdotes, o respeito pelo próximo, sobretudo o mais fraco, como é a criança órfã, carente do afecto de uma verdadeira família.
Um dos aspectos que nos leva a desconfiar da “boa vontade” destas notícias é o facto de focalizarem em exclusivo os casos de Pedofilia de clérigos católicos, quando se sabe que este vício é transversal à sociedade. Encontramo-lo em todos estratos sociais e até nas famílias. O pedófilo é em princípio muito próximo da vítima e da sua confiança, ou seja, não é um estranho… podendo ser até um pai, um tio, etc. Quando se argumenta que os padres devido ao celibato a que estão obrigados são mais propensos à pederastia, como insistentemente se procura justificar a tentação dos abusos sexuais, esquece-se que o pederasta nem sempre é solteiro e muitas vezes é tido como “bom” chefe de família, portanto uma pessoa aparentemente normal.
Outro detalhe que indicia que está em marcha uma campanha de desmoralização da ICAR, é o facto das notícias sobre a Pedofilia no seu seio surgirem como cogumelos que nascem a cada manhã, confundindo-se o número das vítimas com o dos pedófilos, parecendo que estes são tantos como um exame de abelhas… Quase a totalidade da hierarquia católica… Evidentemente que isto não desculpabiliza os autores dos abusos sexuais. Na verdade as vítimas são muitas, porém os abusadores denunciados não passam de uma diminuta minoria. Do mal, melhor… Até se tivermos em linha de conta a estatística nos USA, o número de vítimas nas instituições católicas comparada com as restantes, nomeadamente no ambiente escolar civil, é muito superior, uma proporção de 157 para 1, num espaço de tempo de 52 anos, de 1950 a 2002. É obra, não? Tal desproporção mostra por outro lado, no caso norte-americano, como a Pederastia é um fenómeno social extensivo, ou seja, não se restringe a um sector específico da sociedade.
O caso da Casa Pia de Lisboa é também ilustrativo quanto à tipificação do pedófilo. Este orfanato do Estado Português, fundado nos finais do Século XVIII, pelo Intendente da Polícia Pina Manique, homem da confiança do Marquês de Pombal, com um processo de Pedofilia a decorrer, reúne mais arguidos suspeitos de abusos sexuais a menores que todos os casos mencionados recentemente na “mídia” para denegrir a imagem da ICAR. Estão indiciados pelo Ministério Público dez arguidos, incluindo uma cúmplice. Contudo há quem diga que a “farra sexual” naquele instituto envolve muito mais gente e bem graúda, uma vez que remonta há década de 80 do século passado e muitas das vítimas, hoje adultos, não estão dispostos a passar pelo tormento dos inquéritos policiais e menos ainda pela vergonha pública a que têm sido sujeitos os “putos casa pianos” directamente envolvidos no processo. Há a ressaltar, em abono da verdade, que nem todas as acusações serão genuínas. Há quem se aproveite para extorquir dinheiro. Daí talvez a dificuldade de se apurar até onde vai a verdade e começa a mentira… quer de um lado, quer do outro. Acresce referir que problemas de sexualidade, como a sodomia e outros, sempre ocorreram em colégios internos, inclusive entre os internos, embora sejam severamente reprimidos, deixando marcas indeléveis para o resto da vida.
A fúria anticlerical do lobby laicista vai ao ponto de ressuscitar velhos casos como o do padre Lawrence Murphy, que remonta a 1975, para atacar insidiosamente o actual Papa e por essa via, a própria ICAR. A 25 de Março do corrente ano, o conceituado New York Times publicou uma matéria em que pretensamente acusa Bento XVI de encobrir o pároco de Milwaukee quando em 1995 o Papa ainda era Cardeal e responsável pela Congregação para a Doutrina da Fé. È preciso ter muito ódio ao Catolicismo para 35 anos depois levantar tal questão… A denúncia é tanto mais insidiosa quando ignora de todo que aquele organismo tem como função específica vigiar os desvios doutrinários, heresias, pelo que nada tem com o Direito Canónico, que julga casos de indisciplina, como o são os actos que violam a castidade a que os clérigos estão obrigados. Ignora que o referido padre foi na oportunidade ilibado pelo Direito Civil, que não apurou provas da prática de Pedofilia sobre rapazes surdos que tutelava. Como ignora que a hierarquia católica manteve-o sob vigilância e o fez, não tanto pela suspeição de abusos sexuais em menores, mas por desvios doutrinários. Foi essa e só por essa razão que o então Cardeal Ratzinger, em 1995, o sancionou, tendo então limitado as suas funções pastorais. Quatro meses depois Murphy faleceu. Não cremos que aquele diário nova-iorquino desconhecesse em absoluto estes factos. Daqui se conclui que existe má fé e em marcha uma campanha difamatória articulada mundialmente contra a hierarquia católica.
E compreende-se. O actual Sumo Pontífice, coerente com os princípios da Igreja Católica, tem desenvolvido uma tenaz resistência contra as propostas contra-natura e fracturantes, veiculadas por organizações laicas apostadas em impor uma visão sexista e hedonista da Sociedade, reduzindo o homem à sua condição animal para negar a sua dimensão espiritual. Tais organizações não surgiram obviamente por “geração espontânea”, nem vivem do ar… Foram criadas e são apoiadas à sorrelfa por Fundações ditas filantrópicas como a da família Rockfeller. Os interesses financeiros das mesmas estão ligados a um vasto leque de sectores económicos, que vão desde a banca, o petróleo, a indústria farmacêutica, a indústria militar, etc, aos meios áudio visuais, incluindo a “mídia”, a qual evidentemente cumpre uma agenda ditada pela Elite Global à qual pertencem.
Ademais, quem postula que a Humanidade tem que ser reduzida a 1/3 da população actual e contribui para a miséria de milhões de seres humanos não pode ver com bons olhos a acção caritativa da ICAR, precisamente nas áreas onde a pobreza é mais sentida, coincidindo por vezes com subsolos ricos explorados por essa mesma Elite Global.
Há portanto uma intenção neste tipo de notícias, que vai muito além do desejo de informar… Se assim fosse não omitiam o mesmo fenómeno noutras instituições análogas. Mais, numa apreciação equilibrada da responsabilidade da ICAR na Pedofilia, deveriam referir os processos civis e canónicos que têm sido levantados aos clérigos acusados de abuso sexual a menores, seu desfecho, e não apenas publicitar denúncias, que podem não ser genuínas, como se tem conhecimento em processos deste género.
Artur Rosa Teixeira
Fonte: http://www.segs.com.br/
Fonte: http://oblatvs.blogspot.com
segunda-feira, 29 de março de 2010
Regime de Terror
ROMA, 24 Mar. 10 / 08:35 am (ACI).- Elizabeth Lev é uma historiadora americana que actualmente trabalha em Roma e que rechaça a campanha da media actual contra sacerdotes e religiosos. Ela a compara àquela do final do século XVIII na França quando os escândalos se magnificavam para fazer as pessoas acreditarem que isto era endémico no clero, o que levaria anos mais tarde ao assassinato de muitos presbíteros. A partir da perspectiva de um analista protestante inglês dessa época, a perita explica que a intenção dos ataques é destruir a força moral da Igreja Católica.
Em um artigo titulado "Em defesa do clero católico (ou queremos outro reino do terror?)" publicado no site Web Politics Daily, Lev se refere ao clima triunfalista em 1790 na França com a revolução e à postura de Edmund Burke, um protestante membro do Estado inglês, que nesse ano criticava a campanha anticlerical dos franceses que desenterravam escândalos de décadas e inclusive, séculos antes.
"Vendo o estilo geral das últimas publicações, as pessoas poderiam pensar que o clero da França são uma espécie de monstros, uma horrível composição de superstição, ignorância, preguiça, fraude, avareza e tirania. Mas, é certo isto?", questionava-se Burke.
Depois de perguntar-se sobre o que Burke teria opinado ante as tentativas da media actual de vincular, a qualquer preço, o Papa com qualquer escândalo de pedofilia, Lev assinala que o protestante inglês comentava naquele tempo que "não escuto com muita credibilidade a quem fala do mal daqueles a quem vão saquear. Suspeito, ao invés, que os vícios aos que se referem são fingidos ou exagerados quando se busca apenas proveito no castigo que planeiam".
Quando Burke escrevia isto, diz Lev, "os revolucionários franceses estavam preparando-se para a confisco massivo das propriedades da Igreja".
Actualmente, escreve a historiadora, "os luxuriosos informes sobre os abusos sexuais do clero (como se estivessem limitados somente ao clero católico) foram colocados por cima dos massacres de cristãos na Índia e Iraque. Além disso, a frase ‘abuso sexual do clero’ se equipara erroneamente com ‘pedofilia’ para avivar ainda mais a indignação. Não consideram a perspicácia política de um Edmund Burke que se pergunta por que a Igreja Católica é escolhida para ser tratada assim".
Logo depois de reconhecer que efectivamente é muito grave o mal produzido por uma pequeníssima minoria de sacerdotes católicos contra menores, Lev recorda que são muitíssimos mais os que "vivem Santamente em suas paróquias, atendendo os seus paroquianos. Estes bons homens foram manchados pela mesma tinta venenosa" de muitos meios.
Seguidamente assinala que nos Estados Unidos os abusos sexuais de clérigos não chegam ao 2 por cento e que este dado foi apresentado pelo New York Times. Mas ao "ler os jornais, pareceria que o clero católico tem um monopólio em acusações a menores".
"Se Burke estivesse vivo hoje em dia, talvez teria discernido outro motivo atrás dos ataques ao clero católico, além das propriedades da Igreja: principalmente destruir a credibilidade de uma voz moral capitalista no debate público" que se fez evidente, por exemplo, na reforma de saúde nos Estados Unidos.
Ante a posição pró-vida dos prelados, precisa Lev, "e para silenciar a voz moral da Igreja, a opção preferida foi a de desacreditar a seus ministros".
"A três anos das reflexões do Burke, suas predições provaram ser corretas. O Regime do Terror chegou em 1793, levando centenas de sacerdotes à guilhotina e forçando o resto a jurar lealdade ao Estado por cima da Igreja. Para Burke estava claro que a campanha anticlerical de 1790 era ‘apenas temporal e preparatória para a abolição última… da religião cristã ao levar a seus ministros ao desprezo universal’", prossegue a historiadora.
"Espera-se que os americanos tenham o suficiente sentido comum para mudar de curso muito antes que cheguemos a este ponto", conclui.
sexta-feira, 12 de março de 2010
A Cidade Terrestre é a Prostituta do Apocalipse II
Uma das imagens diabólicas da cidade Terrestre que persegue os filhos de Deus, que João nos mostra no Apocalipse, é representada por uma Prostituta, que simboliza a idolatraria desta mesma cidade. Apoiados erroneamente nesta passagem do Apocalipse muitos falsos cristãos e filhos da cidade Terrestre, aproveitam para acusar infundadamente a Igreja Católica de ser a Prostituta idólatra! Quando eles próprios idolatram homens que fundam 'Igrejas' fora do tronco da Verdade, para servirem o seu próprio ventre e os seus apetites, conforme os tempos..Deus preparou no Antigo Testamento a Terra, para plantar a raiz frágil do seu Reino que será pleno apenas no fim dos tempos, quando forem fundados os "novos Céus e nova Terra"
Assim as duas cidades foram constituídas, uma pelo diabo, outra por Deus e neste mundo caminham lado a lado! A primeira por amor a si própria a segunda por amor de Deus.. Depois da ressurreição de Cristo, os filhos da Luz ajudados pela graça acabaram por conquistar a cidade Terrestre, derramando muito sangue, mas o seu próprio sangue, regando uma pequena árvore já em crescimento! Os filhos da luz vivendo neste mundo, espalharam as suas raízes e de tal modo foram abençoados que os filhos da cidade terrestre acabaram por perder o poder temporal da cidade terrestre! Na aurora da civilização Ocidental, no tempo da Cristandade Medieval, o poder temporal da cidade terrestre estava justamente submetido ao poder espiritual da cidade celeste e os ramos ligados ao tronco nunca deram tantos frutos! "Tempo houve em que a filosofia do Evangelho governava os Estados. Nessa época, a influência da sabedoria cristã e a sua virtude divina penetravam as leis, as instituições, os costumes dos povos, todas as categorias e todas as relações da sociedade civil. Então a religião instituída por Jesus Cristo, solidamente estabelecida no grau de dignidade que lhe é devido, em toda parte era florescente, graças ao favor dos príncipes e à protecção legítima dos magistrados. Então o sacerdócio e o império estavam ligados em si por uma feliz concórdia e pela permuta amistosa de bons ofícios. Organizada assim, a sociedade civil deu frutos superiores a toda expectativa, frutos cuja memória subsiste e subsistirá, consignada como está em inúmeros documentos que artifício algum dos adversários poderá corromper ou obscurecer”.1 Mas os filhos da cidade terrestre por terem como fim os bens deste mundo, e idolatrem-se a si próprios como o seu pai, estão na profundeza da história e dos tempos sempre atentos às fraquezas dos homens! Se os frutos espirituais eram muitos, ainda mais, porque menores, eram os frutos temporais, como a riqueza e o poder que o Ocidente havia alcançado!
E por isso a 1º grande revolução da cidade terrestre e da história Ocidental despontou já com as bases da civilização Ocidental fundadas, num processo lento foi com Lutero que deu-se o 1º grande passo para destruir a ordem medieval, com o objectivo de denegrir a Cidade Celeste e o seu representante o Vigário de Cristo, e legítimo sucessor de São Pedro, a Rocha infalível da Verdade, graça dada por Cristo pessoalmente a Pedro, e no qual a Igreja está fundada e erguida! Não conseguiram destruir a Igreja Católica nem a sua Imagem, ainda que ceifando muitas almas da cidade Celeste para a cidade Terrestre, enganando-os na babel das suas doutrinas! Os primeiros ramos começaram a ser cortados, mas como diz São João "Eles saíram de entre nós mas não eram dos nossos"(1 Jo 2:19) Fortalecida a cidade Terrestre, e enfraquecida a Celeste, abriram azo às revoluções liberais simbolizadas pela revolução Francesa, os filhos desta apoderaram-se do poder temporal destruindo a submissão deste ao poder espiritual da verdade! Negando Cristo a Verdade, e o seu reino, começaram então por construir o seu, a cidade Terrestre, o império do homem! A Igreja Católica perseguida e humilhada, as suas raízes começaram a minguar na cidade Terrestre, ela é também uma realidade espiritual e por isso a cidade terrestre nunca a conseguirá a destruir ainda que o poder temporal impôs-se com cada vez mais força ao poder espiritual!! O Comunismo foi o resultado final deste processo de submissão do poder espiritual ao poder temporal, acabou por eliminar Deus da vida dos homens, e acrescentar mais perseguições e mártires à Igreja Católica! A vitória temporal da Igreja fez recuar um pouco os cidadãos da cidade terrestre e inimigos da Igreja, e apercebendo-se da força da Igreja, optaram por destruí-la de outra maneira!
Hoje as sementes da cidade Terrestre, estão avançar pelo tronco visível da cidade Celeste.. a Igreja Católica. A partir daqui os seus frutos também começam a diminuir aos poucos e a cidade terrestre vê-se com menos cidadãos celestes, e a cidade celeste histórica, ou seja a Igreja, vê-se com mais cidadãos terrestres nas suas fileiras, os objectivos deles é a destruição do Papado! mas a raiz, a fortaleza, a rocha da Igreja nunca será abalada e nunca trairá Cristo ainda que no meio da perseguições!O Papa não erra na Fé e na Moral, dogma da Fé, e por isso nunca concluirá alianças com a cidade terrestre, que busca derrotar Cristo e o seu Reino, por isso o não terá nenhum acento na Cidade Terrestre! mas todos os que estiverem separados do tronco donde vem a seiva, não permanecerão fiéis até ao fim, e acabarão por idolatrar a besta e dirão "Quem como a Besta"(Apoc. 14:4) esses sim são filhos da cidade Terrestre que prostituirão com a besta! Só se salvarão os fiéis que permanecerem na barca de Pedro!
E veio um dos sete anjos que tinham as sete taças, e falou comigo, dizendo-me: Vem, mostrar-te-ei a condenação da grande prostituta que está assentada sobre muitas águas;
Com a qual se prostituíram os Reis da terra; e os que habitam na terra se embebedaram com o vinho da sua prostituição. E levou-me em espírito a um deserto, e vi uma mulher assentada sobre uma besta de cor de escarlate, que estava cheia de nomes de blasfémia, e tinha sete cabeças e dez chifres. E a mulher estava vestida de púrpura e de escarlate, e adornada com ouro, e pedras preciosas e pérolas; e tinha na sua mão um cálice de ouro cheio das abominações e da imundície da sua prostituição; E na sua testa estava escrito o nome: Mistério, a grande babilónia, a mãe das prostituições e abominações da terra. E vi que a mulher estava embriagada do sangue dos santos, e do sangue das testemunhas de Jesus. E, vendo-a eu, maravilhei-me com grande admiração. E o anjo me disse: Por que te admiras? Eu te direi o mistério da mulher, e da besta que a traz, a qual tem sete cabeças e dez chifres.
A besta que viste foi e já não é, e há de subir do abismo, e irá à perdição; e os que habitam na terra (cujos nomes não estão escritos no livro da vida, desde a fundação do mundo) se admirarão, vendo a besta que era e já não é, mas que virá. Aqui é preciso inteligência e sabedoria. As sete cabeças são sete montes, sobre os quais a mulher está assentada. E são também sete Reis; cinco já caíram, e um existe; outro ainda não é vindo; e, quando vier, convém que dure um pouco de tempo. E a besta que era e já não é, é ela também o oitavo, e é dos sete, e vai à perdição.
E os dez chifres que viste são dez Reis, que ainda não receberam o reino, mas receberão poder como Reis por uma hora, juntamente com a besta. Estes têm um mesmo intento, e entregarão o seu poder e autoridade à besta. Estes combaterão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos Reis; vencerão os que estão com ele, chamados, e eleitos, e fiéis. E disse-me: As águas que viste, onde se assenta a prostituta, são povos, e multidões, e nações, e línguas. E os dez chifres que viste na besta são os que odiarão a prostituta, e a colocarão desolada e nua, e comerão a sua carne, e a queimarão no fogo. Porque Deus tem posto em seus corações, que cumpram o seu intento, e tenham uma mesma ideia, e que dêem à besta o seu reino, até que se cumpram as palavras de Deus. E a mulher que viste é a grande cidade que reina sobre os Reis da terra. (Apoc.17:1-18)
1- Papa Leão XIII na Encílica Immortale Dei
sexta-feira, 5 de março de 2010
A Cidade Terrestre é a Prostituta do Apocalipse
Como muito bem nos diz Santo Agostinho a origem das duas cidades deveu-se a Dois amores: "O amor de si mesmo até ao desprezo de Deus" e "O amor de Deus até ao desprezo de si mesmo"1 na Terra estas "São duas sociedades de homens das quais uma está predestinada a reinar eternamente com Deus e a outra a sofrer um suplício eterno com o Diabo"2, a primeira criatura a revoltar-se "Não Servirei". Amando a si próprio até ao desprezo de Deus, o pai da mentira enganou Eva, mas Deus não abandonou-a, e disse ao diabo "Farei reinar a inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela; esta esmagar-te-á a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar."Gn 3:15 assim na descendência de Eva, as duas cidades desenvolveram-se! "Caim, o primeiro a nascer dos dois pais do género humano, pertence à cidade dos homens, e Abel, o segundo, pertence à cidade de Deus. Assim como, num só homem, constatamos o que diz o Apóstolo: "Mas o primeiro não foi espiritual, mas o terreno, o espiritual vem depois."1 Cor 15:46 ... Está escrito que Caim fundou uma cidade. Como peregrino que era, não fundou, porém, Abel. É que a cidade dos santos é a do Alto, embora procrie cá cidadãos entre os quais ela vai peregrinando até que chegue o tempo do seu reino. Então ela reunirá a todos, ressuscitados nos seus corpos, dando-lhes o reino prometido onde reinarão para sempre com o seu Chefe, o Rei dos séculos."2 " A cidade terrestre, que não será eterna é cá na Terra que tem o seu bem, tomando parte na alegria que estas coisas podem proporcionar. E como não há bem que não cause apreensão aos que o amam, esta cidade acha-se, a maior parte das vezes, dividida contra si própria com litígios, guerras, lutas, em busca de vitórias mortíferas ou mesmo mortais. A verdade é que, qualquer parte dela que provoque a guerra contra a outra, o que procura é ser senhora dos povos, quando afinal é ela que fica cativa dos vícios; e se, quando sai vencedora, se exalta na sua soberba, a sua vitória é-lhe mortífera."Há muito que a Igreja é acusada de ter traído a missão de Cristo, como se fosse possível, ou acaso Cristo é mentiroso.. mas como uma "pedra de torpeço" vai deitando a baixo os projectos da cidade terrestre como aconteceu com o Comunismo cujo os frutos são pestilentos!"Se somamos o número total de vítimas do comunismo neste século, vemos que é superior ao número de mortes de duas guerras mundiais, somado ao número de vitimas de todas as ditaduras de direita, mais o número total de vitimas de terremotos, enfartes e epidemias variadas. Isto não é força de expressão: é um simples facto, medido matematicamente. Ou seja, o comunismo foi o pior flagelo conhecido pela humanidade desde o dilúvio universal. Não há outro termo de comparação. A peste negra, proporcionalmente, foi menos grave do que o comunismo" (Olavo de Carvalho, Reparando uma injustiça pessoal). Hoje, no entanto, a força da cidade terrestre tomou proporções horrorizantes, que incessantemente conspira contra a Igreja provocando enormes chagas nesta! Como escreveu Santo Agostinho "Neste século maligno, nestes dias maus, muitos réprobos estão misturados com os justos e uns e outros se juntam como na grande rede do Evangelho"3 Sim, na Igreja existem muitos réprobos, que constantemente abrem feridas externas, mas principalmente internas que como num corpo são as piores. Eles pertencem à Cidade Terrestre, e o seu principal objectivo é servir a Cidade Terrestre, ainda que estejam no seio da Cidade Celeste, como São João disse:"Eles saíram de entre nós mas não eram dos nossos"(1 Jo 2:19) assim os filhos da carne e os filhos da graça, caminham juntos e as duas cidades não têm fronteira visível, como a parábola de Cristo descreve "O Reino do Céu é comparável a um homem que semeou boa semente no seu campo. Ora enquanto os seus homens dormiam, veio o inimigo, semeou joio no meio do trigo e afastou-se. Quando a haste cresceu e deu fruto, apareceu também joio. Os servos do dono da casa foram ter com ele e disseram-lhe: 'Senhor não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem, pois, o joio? Foi algum inimigo meu que fez isto' - respondeu ele. Disseram-lhe os servos: 'Queres que vamos arrancá-lo?' Ele respondeu: 'Não, para que não suceda que, ao apanhardes o joio, arranqueis o trigo ao mesmo tempo. Deixai um e outro crescer juntos, até à ceifa, e na altura da ceifa, direi aos ceifeiros: Apanhai primeiro o joio e atai-o em feixes para ser queimado; e recolhei o trigo no meu celeiro.'" (Mt 13:24) Ainda que os filhos da carne ameacem com cismas, desobediências, lutas e escândalos, a Igreja permanecerá sempre Una, Santa e Católica! Poderá vir um dia que o Papa já não seja obedecido por ninguém, mas haverá sempre um resto fiel, ainda que na perseguição.. Sim, a Igreja é a Esposa fiel de Cristo, pois o Papa sucessor de São Pedro carrega as chaves do Céu, e por isso infalível, além dos frutos desta serem numerosos, mas a prostituta da Cidade terrestre, a nova Babel constituída pela maioria das nações e povos e infelizmente por muitos cristãos, hoje ergue-se imponente aos olhos do mundo enchendo os rios de sangue com os milhões de abortos, e outros crimes que tais.. As duas cidades caminham juntas, mas só uma herdará o Reino dos Céus! "Assim, neste século, nestes maus tempos, desde a presença corporal de Cristo e dos seus Apóstolos, mesmo desde Abel, o primeiro Justo, a quem seu ímpio irmão matou, desde então até ao fim deste século, a Igreja Católica avançará, peregrinando entre as suas perseguições do mundo e as consolações de Deus."4
1 - St. Agostinho Cidade de Deus Vol. II livro XIV Cap. 28
2 - St. Agostinho Cidade de Deus Vol. II livro XV Cap. 1
3 - St. Agostinho Cidade de Deus Vol. III livro XVIII Cap. 49
4 - St. Agostinho Cidade de Deus Vol. III livro XVIII Cap. 51
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Igreja Santa Católica Apostólica Romana é a Cidade de Deus III
"Dois amores fundaram duas cidades: a terrestre pelo amor de si mesmo até ao desprezo de Deus; a Celeste pelo amor de Deus até ao desprezo de si mesma" St. Agostinho - Cidade de Deus.Jesus Cristo, gerado pelo Pai antes de todos os séculos, desceu dos Céus, foi concebido pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria, para anunciar ao mundo (cidade Terrestre), a vinda do reino de Deus, a Jerusalém Celeste, no qual Cristo já é a sua plenitude, pois Ele é o Rei, e esta, o seu Reino! Como nós, viveu no centro da cidade terrestre, no cerne das paixões pelo Poder, pelo domínio, pela glória dos homens, mas seguindo a vontade do Pai, Cristo estabelece a primeira Pedra da cidade Celeste, em Pedro, sobre a qual a Cidade de Deus erguer-se-á aqui na Terra, ao longo dos tempos até à sua plenitude no fim dos tempos, dando-lhe como alimento o seu Corpo e Sangue preparado na Cruz! Assim nasceu a Igreja Católica, fundada sobre a rocha de Pedro, no qual a cidade do Homem tropeçará sempre, segundo a promessa de Cristo "as portas do inferno não prevalecerão contra ela" Mt 16-18
A Igreja como Mãe guarda no sacrário o maior tesouro da humanidade, o Filho de Deus, que dará à Luz no fim dos tempos, tal como uma mãe cheia de Dores dá à luz os seus filhos ao final de 9 meses..
Os homens que buscam os verdadeiros bens, aqueles que são eternos, encontraram na Cidade de Deus, o maior Bem, Jesus Cristo, o caminho, a Verdade e a Vida, aquele que amou o Homem até à morte, sendo Deus. Iluminados e abrasados pelo seu amor, não deixaram de fruir inúmeros frutos à humanidade, como São Francisco de Assis que rejeitando a glória dos homens e do poder, imitou o mais literalmente possível Jesus Cristo! amou os mais pobres entre os pobres, ensinou os poderosos e os infiéis, e louvou como ninguém a criação de Deus e a bondade inerente a ela, fundou a ordem dos Franciscanos no qual ingressaram outros grandes Santos, como Santo António de Lisboa, que missionaram pelo exemplo, desprezando os bens temporais, apontando para os eternos!
Como outros tantos mártires que a Igreja teve Santa Bárbara, morreu pela Fé, e pela sua recusa de apostar, mesmo sofrendo as mais torturosas dores, como Cristo, os mártires não tiveram nenhumas dúvidas, pois eram inquebráveis fortalezas que vieram a conquistar o mundo e hoje fortalecem a Fé dos Cristão, nesses tempos difíceis abraçaram a sua Cruz por Amor a Cristo..
Entre os infindáveis frutos da Igreja os monges desempenharam um papel ímpar na civilização Ocidental ainda que desprezaram como ninguém a cidade do Homem (basta ler a regra beneditina), para viverem como anjos da cidade de Deus! mas por essa mesma razão o mundo Ocidental deve muito a eles, pois os mosteiros foram centros de luz, de ordem, de civilização, para um novo amanhecer desta! tal como Cristo disse os Monges Católicos fizeram "Buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua Justiça, e tudo mais será vos dado" Mt 6:33 assim foram lançados os alicerces da civilização Ocidental! Como vemos o Reino de Deus, está muito longe de ser um empecilho para o Homem, para o desenvolvimento deste.. muito pelo contrário, é o fim do homem pois leva-o à sua plenitude, pois os seus frutos são a Paz, Justiça, Amor, por isso Missionários como os Franciscanos ou Jesuítas foram impelidos a pregaram pelo mundo o Reino de Deus. Podia dizer que não foi por acaso que Santo Inácio, São Francisco de Xavier e outros amigos, fundaram a sociedade de Jesus na universidade..Pois alêm da obra de evangelização, os Jesuítas tornaram-se proeminentes em ciências seculares, como muito bem, diz este artigo publicado no site da Montfort!Eis alguns exemplos:
"Foi o P. Christopher Scheiner (1573–1650), na sua obra Oculus (1619), o primeiro a provar a importância fundamental da retina na visão. Em 1630 publicou Rosa Ursina, sua principal obra. Nestes livros, P. Scheiner descreve algumas de suas descobertas e experimentos tais como a determinação do raio de curvatura da córnea e a descoberta da saída nasal do nervo óptico [xviii], [xix]. Este mesmo padre fornecera provas concludentes sobre a faculdade de acomodação do olho, e se celebrizara pela descoberta das manchas solares e pela invenção do pantógrafo [xx]. Outro jesuíta, o P. Francesco Lana-Terzi (1631–1687) criara um alfabeto para surdos-mudos e um método de leitura para cegos.Na Matemática, o trabalho do P. Jesuíta belga Gregory Saint Vincent (1584–1667) Opus Geometricum Quadraturae Circuli et Sectionum Coni (1647) fez com que Leibniz o reconhecesse, ao lado de Fermat e Descartes, como um dos que estabeleceram as bases da geometria analítica [xxi]. Pode-se citar também o P. Andrea Tacquet (1612–1660) cujas obras, dentre elas seu principal trabalho Cylindricorum et Annularium (1651), influenciaram Pascal. Neste mesmo século, o P. Girolamo Saccheri (1667–1733) lançava os fundamentos da primeira geometria não euclidiana em Euclides ab Omni Naevo Vindicatus (1733), obra que influenciou Riemann, Lobachevsky, Bolyai e Gauss."
São pouco os exemplos, mas podem sempre ler o artigo, e verão como a Mãe das Nações sempre procurou ensinar e a procurar a Verdade que leva a Cristo, o Verbo de Deus no qual todas as coisas foram feitas! Inúmeros são os Santos que gerou, são como as estrelas no céu, desde Rainhas como Santa Isabel de Portugal ou Reis como São Luís, doutores e sábios como São Tomás de Aquino, Santo Agostinho, Santa Teresa de Ávila, místicos como São João da Cruz e pequeninos como Santa Teresinha do Menino de Jesus, cruzados que defenderam a Cristandade como João Castriota "Skanderberg", sacerdotes como São Cura de d'Ars ou Santo Padre Pio e Papas como São Pio X, são mais de 10000 mil Santos proclamados, que irradiaram a luz de Cristo, buscando o seu Reino, a Cidade de Deus!
Aos olhos de Deus e ignorados pelo o mundo, são incontáveis os Santos como testemunha São João "Ouvi ainda algo semelhante ao alarido de uma grande multidão ou ao rumor das águas do mar, ou ainda ao ribombar de grandes trovões E dizia: «Aleluia! O Senhor Nosso Deus, o Todo Poderoso, começou o seu Reinado! Alegremo-nos, rejubilemos, dêmos-lhes glória! porque chegou o momento das núpcias do Cordeiro a sua Esposa já está ataviada." Ap 19:6-7.
Ninguém pode impedir as núpcias da Igreja com Cristo, ainda que a cidade do homem persiga a cidade de Deus e a vitória esteja eminente, ruirá pois uma casa não se sustenta sobre a areia...
Resta a pergunta: Porquê que o Amor do homem a si mesmo é maior do que o Amor que tem a Deus..
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Igreja Santa Católica Apostólica Romana II
Nestes tempos decadência da cultura Ocidental, graças a acção de dois sistemas antagónicos, o panteísmo e a gnose, que lutam entre si um combate ilusório, com o único objectivo de destruir o Ocidente. Ilusório, porque o combate não tem vencedores, eles fecham o homem num circulo dialéctico no qual o este não escapa! Ambos absolutizam o homem e descuram a própria realidade, o ser.. motivados pela mentira do demónio "Sereis como Deuses"! A Igreja Católica como mestra das nações, nunca descurou da realidade, pois apoiada pela Fé, creu sempre na bondade e ordem deste, ainda que em tempos de perseguição! assim na Cristandade incentivou o seu estudo, impulsionando as ciências naturais, pela a observação e experiência. A Igreja Católica creu sempre na transcendência de Deus, confirmada pela Fé, e seguindo os princípios racionais da mente humana, como a lógica. Alicerçada neste verdade segura, pois iluminada pela Fé e Razão, desenvolveu o direito natural em harmonia com a realidade criada por Deus, legitimando as autoridade como fonte de direito, estas sempre em consonância com a fonte primária do direito, Deus, como São Paulo diz: "Todo poder vem de Deus" (Rom. XIII,1). A Igreja Católica, em consonância com a natureza do Homem, incentivou-o sempre a buscar os bens maiores ensinando os homens o caminho para Deus, através da oração pedindo os chamados dons do Espírito Santo,que segundo a Igreja são 7 os principais: Sabedoria, Entendimento, Fortaleza, Temor a Deus, Ciência, Piedade e Conselho. E através da prática de obras de Misericórdia, divididas em Obras Temporais:1ª. Dar de comer a quem tem fome; 2ª. Dar de beber a quem tem sede; 3ª. Vestir os nus. 4ª. Dar pousada aos peregrinos; 5ª. Assistir os enfermos; 6ª. Visitar os presos; 7ª. Cuidar dos que partem pela morte;
E Obras Espirituais:
1ª. Dar bom conselho; 2ª. Ensinar os ignorantes; 3ª. Corrigir os que erram; 4ª. Consolar os tristes; 5ª. Perdoar as injúrias; 6ª. Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo; 7ª. Rogar a Deus por todos os necessitados, tanto vivos como já passados para além do véu da morte.
Ordenando assim os bens, moderou sempre a busca de bens inferiores como os bens temporais que têm a força de corromper muitos homens, e que hoje provoca desigualdades tremendas entre os homens, além de moderar a busca desenfreada de riquezas que acabou por prejudicar o nosso planeta.. A Igreja Católica à imagem da própria criação, que serve todo o tipo de organismos vivos pela sua ordem que permite a existência de vida e a fruição de muitos bens como as flores, árvores, frutos, etc.. faz fruir nos homens os maiores bens, como a caridade, a Justiça, Sabedoria, etc.. transformando os homens em anjos, em estrelas, e estes iluminando, construindo e servindo a sociedade humana durante séculos, acabaram por fazer despontar a Civilização Ocidental, no qual se destacaram os Santos! A Igreja Católica à imagem das belas Catedrais construiu a Civilização Ocidental inspirada pelo Evangelho e ajudada pela Filosofia Grega e o Direito Romano, tendo como alicerce e fim, o Sumo Bem, Deus, pois só o Bem por excelência encherá o homem até às suas entranhas de sentido e de amor..
Se hoje é fácil de prever tempos difíceis no futuro próximo, é porque a civilização Ocidental está de rastos, já não há homens suficientes para carrega-la, porque Deus nunca esteve tão longe, afastado pelas sociedades actuais laicistas, que revoltam-se contra Deus, e proclamam a autonomia do Homem e do seu império. Assim, Deus fonte de Luz e Calor, de Verdade e o Amor, afastou-se, respeitando a liberdade do Homem, ainda que este seja imperfeito, devido ao primeiro pecado dos nossos pais.. No entanto a Luz de Cristo, nunca deixará de reluzir para aqueles que procuram a verdadeira Redenção pois foi o próprio Cristo que disse “Pedi e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á” (Mt 7, 7:8) A Civilização Ocidental salvar-se-á apenas com a Cruz de Cristo, e "sob esse símbolo vencerá"!
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Igreja Santa Católica Apostólica Romana
Neste post vimos que a Igreja é a esposa de Jesus Cristo, pois Cristo é a sua cabeça e deste modo a Igreja é Santa tal como rezamos no Credo! Foi a partir desta concepção da união entre Cristo e a sua Esposa, a Igreja, que São Paulo concebeu o casamento Católico, e a sua inviolabilidade e monogamia! Fundamento para a base da Família Natural e Católica, pois é imprescindível para a formação de um ser humano integral, tal como a união plena da Igreja com Cristo, é imprescindível para a Santidade!Hoje no entanto esta concepção de Família é muito atacada, a indissociabilidade do casamento é hoje apelidada de retrograda, e a família heterosexual é tida apenas por uma, entre as várias formas de família, como isso fosse evidente e aceitável! A irracionalidade é tanta, que os propagadores destes movimentos gays e feministas chegam ao ponto de afirmar, que eles é que são de facto livres! Como o acto de ser livre, fosse a capacidade de fazer o mal, e não o bem.. Já Isaías dizia "Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!"(Isaías 5:20) O conceito de família natural, é pois um dos pontos nos quais os inimigos do Ocidente mais atacam, pois o marxismo a vê como mais uma forma de propriedade privada e fonte de direito, como é o casamento,a paternidade e a maternidade a ela associada! E estes direitos contrapõem, ao direito do mais forte (estado marxista), assim aniquilam o "ser humano" com toda a inteligibilidade do bem inerente a ele através da sua ideologia materialista, transformando-os em simples indivíduos, que só têm a sua razão de ser, submetendo-se ao colectivismo, onde retirarão a força e o poder, fonte de todo o direito nas sociedades ultra-liberais, dando origem ao comunismo.
Por isso o marxismo cultural, enfraquece o ocidente impondo leis ultra-liberais como o aborto, desprotegendo o mais fraco em prol da vontade do mais forte, tal como, as massas fizeram e poderão vir a fazer, através da força derrubando autoridades e direitos até à conquista final do poder, do estado, eliminando os indivíduos mais fracos, que obstruem a sua vontade. Pois um individuo só tem valor pela sua utilidade em prol da vontade do mais forte, e infelizmente o Ocidente já sucumbiu pelo o aborto e eutanásia, e assim deixou de defender a inviolabilidade da vida de uma pessoa humana, ainda que não nos pertence, ainda que não seja a nossa propriedade! Assim acontece com o feto, se não for útil ao mais forte, é morto! Esta é a concepção da Justiça materialista.. Justiça é a vontade do mais forte! O Marxismo além de uma concepção de Justiça pérfida, também trilhou uma visão gnóstica deste mundo, pois nega a bondade das leis do mundo, e com isto, a existência destas, absolutizando a vontade do homem como legislador do universo! Em nome da redenção do homem, este quer construir uma utopia igualitária, assim impõe leis anti-naturais como o homossexualismo, o aborto, os movimentos femininos que pregam a liberdade da mulher em relação à sua própria natureza, assim ter filhos e marido seria uma escravidão! Os movimentos verdes radicais que são contra o desenvolvimento, e negam a dignidade superior do homem em relação ao universo material, e em casos extremos o extermínio do próprio homem. Assim todos estes movimentos marxistas tem como fim, desprezar o bem! e isto acontece porque a realidade não condiz com as suas ideias igualitárias e materialistas. Ou seja, acabam por ter uma visão gnóstica do mundo, a realidade é má..
Resumindo, o Marxismo está muito aquém de cumprir o que promete, no entanto é a arma mais perigosa que os inimigos do Ocidente têm, pois a sua eficácia e o seu principal objectivo não visa aquilo pelo quais as massas manobradas lutam! mas sim a destruição das autoridades estabelecidas, por outras controladas pelo marxismo, para impor o seu estado totalitário fortalecido pela força! Pois como acima já foi explicado, "O fim justifica os meios" pois "A justiça é do mais forte" A utopia, no entanto permanece na mente das massas a atormenta-las, mas agora controladas a ferro! Esta serve apenas para enganar as massas pela demagogia, pois estas não conhecem a realidade, a natureza das coisas, Deus..
Enquanto a Igreja não for perseguida, o Ocidente ainda lutará para resistir a este ataque civilizacional, pois a as bases do Ocidente são a razão e o direito, fortalecidos pela Fé! Quando o Homem deixa de crer na bondade do mundo, e em consequência em sim mesmo, a razão é assassinada! Igreja Católica, Mãe do Ocidente, infelizmente este está em decadência por abandonar a sua mãe, mas esta continua ainda hoje a proteger os seus filhos de todos os ataques permanecendo fiel a Cristo. O seu zelo levou-a construir defesas e fortalezas contra todo o tipo de ataques, que o Ocidente sofreu ao longo de 2000 anos. Fortalezas como a Família, o valor sagrado da vida, ou a ênfase na razão e na Fé, como duas asas que nos elevam ao céu, entre tantas outras hoje infelizmente já em ruínas. Sabemos que muitas destas defesas serão abandonadas, ao ponto da própria Igreja chegar a ser ocupada pelos inimigos, mas ainda que todas as muralhas e defesas forem destruídas, e com estas o que restar do Ocidente, será nessa mesma hora que Cristo expulsará todos os seus inimigos da sua casa cumprindo a sua palavra "As portas do Inferno não prevalecerão contra a Igreja." (Mateus 16.18), e a hora do maior desespero, será a hora da maior alegria! Tal como a Cruz de Cristo anunciou a sua vitória!
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Dogmas da Igreja Católica
Fonte: WikipédiaNa Igreja Católica, um dogma é uma verdade absoluta, definitiva, imutável, infalível, inquestionável e "absolutamente segura sobre a qual não pode pairar nenhuma dúvida" [1]. Uma vez proclamado solenemente, "nenhum dogma pode ser" revogado ou "negado, nem mesmo pelo Papa ou por decisão conciliar" [1] Por isso, os dogmas constituem a base inalterável de toda a Doutrina católica [2] e qualquer católico é obrigado a aderir, aceitar e acreditar nos dogmas de uma maneira irrevogável [3].
Os dogmas têm estas características porque os católicos acreditam que um dogma é uma verdade que está contida, implícita ou explicitamente, na imutável Revelação divina ou que tem com ela uma "conexão necessária" [3]. Para que estas verdades se tornem em dogmas, elas precisam de ser propostas pela Igreja Católica directamente à sua fé e à sua doutrina, através de uma definição solene e infalível pelo Supremo Magistério da Igreja (Papa ou Concílio ecuménico com o Papa [4]) e do posterior ensinamento destas pelo Magistério ordinário da Igreja. Para que tal proclamação ou clarificação solene aconteça, são necessárias duas condições:
* o Sentido deve estar suficientemente manifestado como sendo uma autêntica verdade revelada por Deus [5];
* a verdade ou doutrina em causa deve ser proposta e definida solenemente pela Igreja como sendo uma verdade revelada e uma parte integrante da fé católica [5].
Mas, "a definição dos dogmas ao longo da história da Igreja não quer dizer que tais verdades só tardiamente tenham sido reveladas, mas que se tornaram mais claras e úteis para a Igreja na sua progressão na fé" [6]. Por isso, a definição gradual dos dogmas não é contraditório com a crença católica de que a Revelação divina é inalterável, definitiva e imutável desde da ascensão de Jesus.
Os mais importantes dogmas, que tratam de assuntos como a Santíssima Trindade e Jesus Cristo, "foram definidos nos primeiros concílios ecuménicos; o Concílio Vaticano I foi o último a definir verdades dogmáticas (primado e infalibilidade do Papa)". As definições de dogmas "mais recentes estão a da Imaculada Conceição [...] (1854) e da Assunção de Nossa Senhora [...] (1950)" [6].
Lista dos dogmas proclamados pela Igreja Católica
A Igreja Católica proclama a existência de muitos Dogmas, sendo 43 o número dos seus principais dogmas. Eles estão subdivididos em 8 categorias diferentes [5]:
* Dogmas sobre Deus
* Dogmas sobre Jesus Cristo
* Dogmas sobre a criação do mundo
* Dogmas sobre o ser humano
* Dogmas marianos
* Dogmas sobre o Papa e a Igreja
* Dogmas sobre os sacramentos
* Dogmas sobre as últimas coisas
Dogmas sobre Deus
1- A Existência de Deus
"A ideia de Deus não é inata em nós, mas temos a capacidade para conhecê-Lo com facilidade, e de certo modo espontaneamente por meio de Sua obra"
2- A Existência de Deus como Objecto de Fé
"A existência de Deus não é apenas objecto do conhecimento da razão natural, mas também é objecto da fé sobrenatural "
3- A Unidade de Deus
"Não existe mais que um único Deus "
4- Deus é Eterno
"Deus não tem princípio nem fim"
5- Santíssima Trindade
"Em Deus há três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo; e cada uma delas possui a essência divina que é numericamente a mesma "
Dogmas sobre Jesus Cristo
6- Jesus Cristo é verdadeiro Deus e filho de Deus por essência
"O dogma diz que Jesus Cristo possui a infinita natureza divina com todas suas infinitas perfeições, por haver sido engendrado eternamente por Deus."
7- Jesus possui duas naturezas que não se transformam nem se misturam
"Cristo é possuidor de uma íntegra natureza divina e de uma íntegra natureza humana: a prova está nos milagres e no padecimento"
8- Cada uma das naturezas em Cristo possui uma própria vontade física e uma própria operação física
"Existem também duas vontades físicas e duas operações físicas de modo indivisível, de modo que não seja conversível, de modo inseparável e de modo não confuso"
9- Jesus Cristo, ainda que homem, é Filho natural de Deus
"O Pai celestial quando chegou a plenitude, enviou aos homens seu Filho, Jesus Cristo"
10- Cristo imolou-se a si mesmo na cruz como verdadeiro e próprio sacrifício
"Cristo, por sua natureza humana, era ao mesmo tempo sacerdote e oferenda, mas por sua natureza Divina, juntamente com o Pai e o Espírito Santo, era o que recebia o sacrifício."
11- Cristo nos resgatou e reconciliou com Deus por meio do sacrifício de sua morte na cruz
"Jesus Cristo quis oferecer-se a si mesmo a Deus Pai, como sacrifício apresentado sobre a ara da cruz em sua morte, para conseguir para eles o eterno perdão"
12- Ao terceiro dia depois de sua morte, Cristo ressuscitou glorioso dentre os mortos
"ao terceiro dia, ressuscitado por sua própria virtude, se levantou do sepulcro"
13- Cristo subiu em corpo e alma aos céus e está sentado à direita de Deus Pai
"ressuscitou dentre os mortos e subiu ao céu em Corpo e Alma"
Dogmas sobre a criação do mundo
14- Tudo o que existe foi criado por Deus a partir do Nada
"A criação do mundo do nada, não apenas é uma verdade fundamental da revelação cristã, mas também que ao mesmo tempo chega a alcançá-la a razão com apenas suas forças naturais, baseando-se nos argumentos cosmológicos e sobretudo na argumento da contingência."
15- Carácter temporal do mundo
"O mundo teve princípio no tempo"
16- Conservação do mundo
"Deus conserva na existência a todas as coisas criadas"
Dogmas sobre o ser humano
17- O homem é formado por corpo material e alma espiritual
"O humano como comum constituída de corpo e alma"
18- O pecado de Adão se propaga a todos seus descendentes por geração, não por imitação
"Pecado, que é morte da alma, se propaga de Adão a todos seus descendentes por geração e não por imitação, e que é inerente a cada indivíduo"
19- O homem caído não pode redimir-se a si próprio
"Somente um ato livre por parte do amor divino poderia restaurar a ordem sobrenatural, destruída pelo pecado"
Dogmas marianos
20- A Imaculada Conceição de Maria
"A Santíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua Conceição, foi por singular graça e privilégio de Deus omnipotente em previsão dos méritos de Cristo Jesus, Salvador do gênero humano, preservada imune de toda mancha de culpa original"
21- Maria, Mãe de Deus
"Maria, como uma virgem perpétua, gerara a Cristo segundo a natureza humana, mas quem dela nasce, ou seja, o sujeito nascido não tem uma natureza humana, mas sim o suposto divino que a sustenta, ou seja, o Verbo. Daí que o Filho de Maria é propriamente o Verbo que subsiste na natureza humana; então Maria é verdadeira Mãe de Deus, posto que o Verbo é Deus. Cristo: Verdadeiro Deus e Verdadeiro Homem"
22- A Assunção de Maria
"A Virgem Maria foi assumpta ao céu imediatamente depois que acabou sua vida terrena; seu Corpo não sofreu nenhuma corrupção como sucederá com todos os homens que ressuscitarão até o final dos tempos, passando pela descomposição."
Dogmas sobre o Papa e a Igreja
23-A Igreja foi fundada pelo Deus e Homem, Jesus Cristo
"Cristo fundou a Igreja, que Ele estabeleceu os fundamentos substanciais da mesma, no tocante a doutrina, culto e constituição"
24- Cristo constituiu o Apóstolo São Pedro como primeiro entre os Apóstolos e como cabeça visível de toda Igreja, conferindo-lhe imediata e pessoalmente o primado da jurisdição
"O Romano Pontífice é o sucessor do bem-aventurado Pedro e tem o primado sobre todo rebanho"
25- O Papa possui o pleno e supremo poder de jurisdição sobre toda Igreja, não somente em coisas de fé e costumes, mas também na disciplina e governo da Igreja
"Conforme esta declaração, o poder do Papa é: de jurisdição, universal, supremo, pleno,
ordinário, episcopal, imediato"
26- O Papa é infalível sempre que se pronuncia ex cathedra.
"Para compreender este dogma, convém ter na lembrança:
Sujeito da infalibilidade papal é todo o Papa legítimo, em sua qualidade de sucessor de Pedro e não outras pessoas ou organismos (ex.: congregações pontificais e antipapas) a quem o Papa confere parte de sua autoridade magistral".
O objecto da infalibilidade são as verdades de fé e costumes, reveladas ou em íntima conexão com a revelação divina.
A condição da infalibilidade é que o Papa fale ex catedra:
- Que fale como pastor e mestre de todos os fiéis fazendo uso de sua suprema autoridade.
- Que tenha a intenção de definir alguma doutrina de fé ou costume para que seja acreditada por todos os fiéis. As encíclicas pontificais não são definições ex catedra.
A razão da infalibilidade é a assistência sobrenatural do Espírito Santo, que preserva o supremo mestre da Igreja de todo erro.
A consequência da infalibilidade é que a definição ex catedra dos Papas sejam por si mesmas irreformáveis, sem a intervenção ulterior de qualquer autoridade."
27- A Igreja é infalível quando faz definição em matéria de fé e costumes
"Estão sujeitos à infalibilidade:
- O Papa, quando fala ex catedra
- O episcopado pleno, com o Papa, que é a cabeça do episcopado, é infalível quando reunido em concílio ecuménico ou disperso pelo rebanho da terra, ensina e promove uma verdade de fé ou de costumes para que todos os fiéis a sustentem"
Dogmas sobre os sacramentos
28- O Baptismo é verdadeiro Sacramento instituído por Jesus Cristo
"Foi dado todo poder no céu e na terra; ide então e ensinai todas as pessoas, baptizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo"
29- A Confirmação é verdadeiro e próprio Sacramento
"Este Sacramento concede aos baptizados a fortaleza do Espírito Santo para que se consolidem interiormente em sua vida sobrenatural e confessem exteriormente com valentia sua fé em Jesus Cristo."
30- A Igreja recebeu de Cristo o poder de perdoar os pecados cometidos após o Baptismo
"Foi comunicada aos Apóstolos e a seus legítimos sucessores o poder de perdoar e de reter os pecados para reconciliar aos fiéis caídos depois do Baptismo"
31- A Confissão Sacramental dos pecados está prescrita por Direito Divino e é necessária para a salvação
"Basta indicar a culpa da consciência apenas aos sacerdotes mediante confissão secreta"
32- A Eucaristia é verdadeiro Sacramento instituído por Cristo
"Aquele que come Minha Carne e bebe Meu Sangue tem a vida eterna"
33- Cristo está presente no sacramento do altar pela Transubstanciação de toda a substância do pão em seu corpo e toda substância do vinho em seu sangue
"Transubstanciação é uma conversão no sentido passivo; é o trânsito de uma coisa a outra. Cessam as substâncias de Pão e Vinho, pois sucedem em seus lugares o Corpo e o Sangue de Cristo. A Transubstanciação é uma conversão milagrosa e singular diferente das conversões naturais, porque não apenas a matéria como também a forma do pão e do vinho são convertidas; apenas os acidentes permanecem sem mudar: continuamos vendo o pão e o vinho, mas substancialmente já não o são, porque neles está realmente o Corpo, o Sangue, Alma e Divindade de Cristo."
34- A Unção dos enfermos é verdadeiro e próprio Sacramento instituído por Cristo
"Existe algum enfermo entre nós? Façamos a unção do mesmo em nome do Senhor"
35- A Ordem é verdadeiro e próprio Sacramento instituído por Cristo
"Existe uma hierarquia instituída por ordenação Divina, que consta de Bispos, Presbíteros e Diáconos"
36- O matrimónio é verdadeiro e próprio Sacramento
"Cristo restaurou o matrimónio instituído e bendito por Deus, fazendo que recobrasse seu primitivo ideal da unidade e indissolubilidade e elevando-o a dignidade de Sacramento."
Dogmas sobre as últimas coisas
37-A Morte e sua origem
"A morte, na actual ordem de salvação, é consequência primitiva do pecado"
38- O Céu (Paraíso)
"As almas dos justos que no instante da morte se acham livres de toda culpa e pena de pecado entram no céu"
39- O Inferno
"O inferno é uma possibilidade graças a nossa liberdade. Deus nos fez livres para amá-lo ou para rejeitá-lo. Se o céu pode ser representado como uma grande ciranda onde todos vivem em plena comunhão entre si e com Deus, o inferno pode ser visto como solidão, divisão e ausência do amor que gera e mantém a vida. Deve-se salientar que a vontade de Deus é a vida e não a morte de quem quer que seja. Jesus veio para salvar e não para condenar. No limite, Deus não condena ninguém ao inferno. É a nossa opção fundamental, que vai se formando ao longo de toda vida, pelas nossos pensamentos, actos e omissões, que confirma ou não o desejo de estar com Deus para sempre. De qualquer forma, não se pode usar o inferno para convencer as pessoas a acreditar em Deus ou a viver a fé. Isso favorece a criação de uma religiosidade infantil e puramente exterior. Deve-se privilegiar o amor e não o temor. Só o amor move os corações e nos faz adorar a Deus e amar o próximo em espírito e vida."
40- O Purgatório
"As almas dos justos que no instante da morte estão agravadas por pecados veniais ou por penas temporais devidas pelo pecado vão ao purgatório. O purgatório é estado de purificação"
41- O Fim do mundo e a Segunda vinda de Cristo
"No fim do mundo, Cristo, rodeado de majestade, virá de novo para julgar os homens"
42- A Ressurreição dos Mortos no Último Dia
"Aos que crêem em Jesus e comem de Seu corpo e bebem de Seu sangue, Ele lhes promete a ressurreição"
43- O Juízo Universal
"Cristo, depois de seu retorno, julgará a todos os homens."
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Crescimento da Igreja Católica
Cristo quando pregava, anunciava a proximidade do Reino de Deus, que a sua vinda estava próxima, mas sabia que o ápice da batalha só se daria no monte calvário, que a vitória definitiva só seria alcançada na Cruz como também a derrota de todos os seus inimigos, e Cristo pregava "Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto." (João 12:24) "E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim" (João 12:32) porque foi para isto que Cristo veio, para dar a sua vida ao mundo (João 12:27).E que é o Reino de Deus senão Cristo, o "Reino de Deus é a vida em Abundância", (Jesus de Nazaré, Papa Bento XVI pag. 434) a Vida que é senão Cristo, como o Próprio afirmou, por isso Lucas afirmou que o "Reino de Deus já está no meio de nós" (Lucas 17:21) pois ele veio ao mundo, para conquistar-nos ao seu inimigo e derrotar o príncipe deste mundo (João 12:31) e foi ao povo Judeu escolhido por Deus que Ele se revelou, não porque o Reino de Deus é exclusivo dos Judeus, muito pelo contrário, todos estamos chamados a Crer em Cristo, porque todo aquele que Crê será salvo, no entanto, Deus quis encarnar como Homem, nascido de uma Mulher, porque o seu Amor não tem limites, de tal modo, que sendo Deus "esvaziou-se a si mesmo, tomando a condição de servo, tornando-se semelhante aos homens;"(Filipenses 2:7) assim providencialmente o povo Judeu foi preparado por Deus, como necessário para o plano da salvação.
No entanto ainda que Cristo conquistou-nos derramando o seu próprio Sangue, Deus não impõe a Salvação aos Homens e respeita a sua Liberdade, assim antes da definitiva vinda de Cristo, para julgar os vivos e mortos, Deus quis que o Homem participasse no seu plano de Salvação, assim instituiu a sua Igreja, dando a Pedro a chaves do Reino dos Céus, tornando-se chefe dos Apóstolos, dando a cada um graças conforme a sua vontade como diz S. Paulo (1 Coríntios 12):
"Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes. Vós bem sabeis que éreis gentios, vos deixáveis arrastar irresistivelmente, para os ídolos mudos. Portanto, vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema, e ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo. Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para proveito comum. Porque a cada um pelo manifestação do Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência; E a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de cura; E a outro a operação de milagres; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas. Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer. Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também. Pois todos nós fomos baptizados em um só Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebemos do mesmo Espírito."
Assim o Espírito ordenou a Igreja sabiamente, pois as graças e as vocações são diferentes, unidos na mesma Fé, confirmada por Pedro e guardada pelos Bispos ao longo dos tempos, através dos seus sucessores apostólicos devidamente eleitos no qual receberam a autoridade dos seus anteriores e estes de Cristo, segundo a vocação de cada um, tendo como único tesouro para guardar, o depósito da Fé revelado por Cristo. Com a plenitude do Espírito Santo, prometido por Cristo, deu aos seus Apóstolos à sua Igreja, os sete sacramentos, nos quais são canais por onde o Espírito Santo é difundido no Mundo, podemos chamar a sete armas da Igreja, para levar o Reino de Deus a todo o Homem e Mulher, e os seus frutos "não são comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria" (Romanos 14:17) e só assim podemos explicar tamanha empresa, que já leva 2000 anos, mas só nos fins dos tempos é que o Reino de Deus alcançará a sua plenitude, quando os ímpios e os justos forem separados e todos os inimigos de Cristo estiverem a seus pés, Deus será tudo em todos. Por isso enquanto não vierem os Novos Céus e nova Terra, cabe à Esposa de Cristo, no qual Cristo é a Cabeça, combater pelo Reino de Deus, unindo os Homens a Cristo, através das armas dadas pelo o Próprio, os sacramentos, para que os homens digam como S. Paulo "Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim" (Gálatas 2:20) para que Cristo e a Igreja possam ter muitos filhos... Permanecendo a Igreja fiel ao seu Esposo, combate os seus inimigos cujas obras são "adultério, prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedeiras, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus."(Gálatas 5:19) por isso filhos de Deus, usai as armas que Cristo vos deu, para permanecerdes unidos a Ele, para que a presença do Reino de Deus se manifeste em vós pelos seus frutos e usai-as essas mesmas armas, para combater e fazer até das próprias pedras, Filhos de Deus!