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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Sancta Missa II

Um vídeo, dividido em dois por ultrapassarem o limite do tempo do youtube, que fiz durante a semana que passou, que têm como objectivo verem um pouco das missas que foram rezadas em Fátima durante o workshop ..




1º Nota: A música que está no vídeo à exepção de algumas partes, não teve que ser necessariamente tocada naquele exacto momento da missa que o vídeo mostra, no entanto todas as músicas do vídeo foram gravadas nas missas!

2º Nota: A Salve Rainha são duas versões como se pode ouvir, isto porque não a gravei completa no final da missa, mas também a parte inicial dela foi adulterada pela minha voz lol, e por isso tive que meter outra versão durante o inicio e o final!

3º Nota: O vídeo da consagração não é meu (não sei quem gravou, mas devia estar ao meu lado, porque o ângulo donde gravou é quase o mesmo ^^) , fiz o download aqui: http://www.youtube.com/watch?v=oaiosZ7MR50&feature=player_embedded do utilizador fratesinunum, nem as imagens da recepção da Eucaristia foram tiradas por mim, que tirei-as do blog: http://missatridentinaemportugal.blogspot.com/2010/09/historicas-fotos-que-testemunham-missa.html tudo o resto fui eu que gravei e tirei!




Nota1: A música ouvida pertence ao vídeo!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Sancta Missa

Tive a graça de poder ir ao Workshop em Fátima sobre a Missa Gregoriana1 segundo o Missal de 1962, e por isso vou tentar descrever um pouco da minha experiência, só o faço agora porque não tive tempo (Setembro - inicio de aulas) . Os momentos altos de todos os dias foram sem dúvida as missas Gregorianas, com excepção de um dia, que foi rezada a missa segundo o rito Bracarense, que à primeira vista aparenta ter poucas diferenças com o rito gregoriano, principalmente para quem não conhece um pouco de latim, no nosso caso tivemos a sorte de ter sido dedicada uma conferência sobre o rito Bracarense antes da missa, que elucidou-nos sobre as diferenças e a sua história. Uma diferença que ficou-me na memória é uma oração inicial dirigida à nossa Santa Mãe logo no inicio do rito Bracarense, que o rito Gregoriano não têm.
Antes de mais tenho que dizer, que foi a primeira vez a assistir ao rito Bracarense, mas mais importante ao rito Gregoriano que pertence à Igreja Universal, e foi logo 3 missas deste último, e ainda bem, pois para uma pessoa habituada a assistir à Missa segundo o Novus Ordo Missae, que é o caso da grande maioria dos Católicos, dificilmente alguém conseguiria em tão pouco tempo adaptar a sua compenetração a este novo rito, ou melhor dizendo - antigo rito, que é muito profundo.. a diferença, não sei se exagero, parece-me igual aquela que é descrita por Platão, no mito da caverna no qual o homem habituado a ver na escuridão da caverna iluminada por um feixe de luz, tem que adaptar a visão quando sai da caverna e depara-se com a luz solar fechando os olhos para os não danificar, demorando ainda um pouco a poder contemplá-la em toda a sua beleza.
Comigo aconteceu um pouco isso, a verdade é que a 1º missa que assisti no rito gregoriano, logo no 1º dia fiquei incomodado pelo "muito tempo" de silêncio, que na altura pensei ser demasiado, pois como já disse estou habituado ao Novus Ordo Missae. No entanto por coincidência, logo no dia a seguir, numa conferência no qual o Rev. Cón. Frank Philips falava sobre a história da sua comunidade, que foi salva pela liturgia do rito gregoriano voltando a encher a sua Igreja de fiéis, disse que normalmente os fiéis que estão habituados ao Novus Ordo Missae e assistem pela 1º vez ao rito gregoriano, acabam por ficar incomodados com o silêncio que não estão habituados na nova liturgia e muito menos na nossa sociedade de barulho, e por isso nesses momentos de silêncio mais longos não sabem muito bem o que fazer. Assim clarificou a minha dúvida sem saber, dissipando as minhas nuvens com a sua explicação.
Mas que ninguém se engane por estas pequenas nuvens, a transcendência que imana do rito gregoriano irradia como o sol, a começar pela arte humana, como os gestos e reverência cuja a dignidade destes, nenhum Rei da Terra a tem, da arte musical com o canto gregoriano que não tem descrição tal a pureza e paz que transmite, da beleza dos paramentos e os seus símbolos explicados ao longo do workshop, a elevação do incenso ao céu que lembra-nos as nossas orações dirigidas a Deus, e o seu cheiro que convida à continência e temperança.. e o silêncio do mistério que nos convida a orar para Deus. Quanto à arquitectura e o embelezamento interno das Igrejas feitas para o rito gregoriano e do rito novo, em Fátima qualquer um pode contemplar as diferenças, olhando para o Santuário de Fátima e para trás, para a feia Igreja da Santíssima Trindade, com capacidade para 3175 lugares, só não tem para lugar para Cristo e o seu sacrário tal como aconteceu em Belém.
Por último não podia faltar o latim, e como os cónegos disseram nós temos uma vantagem em relação aos nossos avós, é que sabemos as traduções da maior parte do que o Padre reza com pequenas diferenças, tanto em voz alta e mesmo o que reza para si, pois o ouvimos todos os domingos nas missas do Novus Ordo Missae já há quase meios século. Mas a importância do latim deriva, de ser a língua da Igreja e por isso do Reino de Deus, ser a língua que rezada na liturgia em todo o mundo, conserva melhor a unidade da Igreja, e permite uma maior obediência dos Padres ao canon da Igreja no que se refere à liturgia.
Assistir a estas 4 missas, foi por isso como um subir de escadas, um sair da caverna, pois cada vez mais mergulhava mais profundo na sua essência, cada vez mais a contemplava melhor, cada vez mais parecia que atingia um novo céu! Não saberia onde iria parar se continuasse a assistir todos os dias, sei apenas que os Santos ao longo dos séculos continuamente a assistiram e continuamente mergulharam na sua profundidade, mas ainda assim para eles, permaneceu o mistério do Deus Homem que se faz Pão e Vinho, tal é a Sua Grandeza, Profundidade e Brilho que nem todas as vidas humanas chegariam para desvendar este mistério, que apenas se revela no Céu, quando o virmos Face a Face!


1- Mais conhecida incorrectamente por Missa Tridentina ou rito Tridentino

sábado, 11 de setembro de 2010

Sermão -- O Santo Sacríficio da missa, fonte de beleza e reverência

Organização Sancta Missa
Missa Votiva em honra de Nossa Senhora de Fátima, 10 de Setembro de 2010
Rvdo. Pe. Scptt A. Haynes, SJC, Cônegos Regulares de São João Câncio, Chicago

Quando os emissários de Vladimir, príncipe de Kiev voltaram após assistir a Divina Liturgia na Catedral de Santa Sofia em Constantinopla no século X, escreveram em seu relatório: "Não sabíamos se estávamos no céu ou na terra, pois certamente tal esplendor e beleza não existe em outro lugar da Terra. Não conseguimos descrevê-lo; só sabemos que Deus lá habita entre os homens, e que o seu serviço ultrapassa a cerimónia de todos os outros lugares. Sua beleza é simplesmente inesquecível".

O amor da beleza e sua expressão em obras de arte não é a beleza em si mas manifesta uma homenagem a Deus, pois, segundo Santo Tomás de Aquino, "a beleza é um dos nomes de Deus". Assim, quando a Igreja é convocada para celebrar os divinos mistérios, ela emprega todas as artes que tocam os sentidos, porque aquilo que é verdadeiramente belo nos agrada quando o contemplamos.

É por isso que Santa Teresa d'Avila declarou: "Fico sempre profundamente tocada pela grandiosidade das cerimónias da Igreja". A capacidade única do canto gregoriano para evocar em nós o espírito de oração contemplativa, os paramentos festivos, o uso do incenso, velas, objectos de ouro e prata, água benta etc. - tudo isso nos auxilia na adoração do Deus Uno e Trino, que criou a beleza, a sustenta, a redimiu e é Ele mesmo a própria beleza. A Igreja sempre envolveu o Santo Sacrifício da Missa num ambiente de reverência e mistério. Ao utilizar os bens da Criação, em sua transcendente existência, Ela leva seus filhos a Deus; e pelos mesmos meios, Deus desce a eles. Na Idade Média colocava-se grande ênfase na sagrada beleza da Missa. Hoje, devemos novamente tomarmos consciência dela.

O Cardeal Joseph Ratzinger uma vez lamentou-se: "Desde o Concílio Vaticano II, a Igreja voltou as costa à beleza". Palavras ousadas. E se forem verdadeiras? Se verdadeiramente nos empobrecemos neste aspecto, deixando-nos vitimar por uma mentalidade iconoclasta, talvez tenha sido porque "vivemos em uma época sem imaginação", como disse certa vez Paul Claudel. Ao reflectir sobre a visita dos representantes do príncipe Vladimir de Kiev a Constantinopla, o Papa Bento XVI observou que a delegação e o príncipe aceitaram a verdade do Cristianismo não pelo poder de persuasão de seus (conhecimentos) teológicos mas pela beleza do mistério de sua Sagrada Liturgia. Se estamos falhando na divina missão que o Senhor nos confiou de converter o mundo à nossa fé, talvez devamos começar por restaurar a reverência, o silêncio, a adoração e uma atmosfera de sagrada beleza em nossa santa liturgia. Se nossas Igrejas não forem os lugares mais sagrados da Terra, a verdadeira reverência e beleza tampouco podem existir noutro lugar.

Na Epístola de São Paulo aos Hebreus, Cristo é chamado leiturgos, o "Liturgista" que preside a todos os nossos rituais, em que Ele mesmo celebra a Liturgia. Visto que Cristo é o leiturgos e a Beleza Encarnada, toda beleza deve reflecti-lO e dEle fluir na Liturgia. Cristo, o Verbo feito carne é a suprema obra-prima. Cristo é a mais perfeita sinfonia. Cristo é a mais bela pintura. Cristo é o ritmo cósmico no poema eterno. Disse São João da Cruz: "Deus passa través do matagal do mundo e por onde quer que deite seu olhar, transforma todas as coisas em beleza". São Paulo escreveu a Timóteo: "Ele é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores. Sua imortalidade habita numa luz inacessível". Contudo, na Divina Liturgia da Missa, ousamos aproximarmos-nos daquele que habita na luz inacessível.

A fim de celebrar a Sagrada Liturgia com a devida reverência e beleza, a Igreja deve ser capaz de "distinguir entre o sagrado e o profano". Quando falsas "inculturações" poluem o culto litúrgico, devemos estar atentos às palavras do Papa Paulo VI em 1971: "nem tudo é válido, nem tudo é lícito, nem tudo é bom". O Santo Sacerdote afirmou em seguida que as coisas seculares, baratas, de inferior qualidade e sem valor artístico "não são destinadas a cruzar o limiar do templo de Deus". Como católicos, devemos sobretudo contemplar a beleza de Cristo na Sagrada Liturgia que o Vaticano II chama de "acção sagrada que ultrapassa todas as outras". Isto começa com nossa fidelidade externa às rubricas, mas nos leva à intima união com Cristo, pois "aqueles que O adoram devem faz~e-lo em espírito e em verdade".

Aqui em Fátima, o Anjo da Paz apareceu pela primeira vez a Francisco, Jacinta e Lúcia em 1916 para preparar o terreno para as aparições de Maria. Ao aparecer pela terceira vez, com deslumbrante beleza diante dos três videntes, segurava na mão esquerda um cálice e, com a mão direita sobre o cálice segurava uma hóstia da qual via-se gotas do preciosíssimo Sangue de Cristo cair no sagrado Cálice. Deixando hóstia e cálice suspensos no ar, prostrou-se o anjo tocando o chão com a testa. Disse então, três vezes, a seguinte oração: "Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-vos profundamente. Ofereço-Vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação por todos os ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E peço, pelos méritos infinitos de seu Sacratíssimo Coração e pela intercessão do Imaculado Coração de Maria, a conversão dos pobres pecadores."

O Anjo então levantou-se e tornou o Cálice e a Hóstia em suas mãos. Deu a Hóstia em comunhão a Lúcia e o conteúdo do cálice a Jacinta e Francisco, dizendo: "Tomai e bebei o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos. Reparai os seus pecados e consolai o vosso Deus". A seriedade com que Francisco (tomou) estas palavras foi demostrada nos poucos anos de vida que lhe restaram. Assim Francisco foi de tal maneira trespassado com o amor do que ele chamou de "Deus oculto", que muitas vezes passava horas de joelho em silenciosa adoração diante do sacrário.

A beleza espiritual da Sagrada Eucaristia deve transformar a vida dos católicos do mesmo modo que transformou os pastorinhos de Fátima. Disse o Papa Bento XVI que "o encontro com o belo pode se tornar a ferida da flecha que nos atinge o coração e abre assim os nossos olhos". Esta beleza espiritual forma no cristão um coração semelhante ao de Cristo em termos de beleza moral. E quando a beleza espiritual da Sagrada Liturgia transforma uma alma, o homem torna-se capaz de criar coisas belas tais como arte, arquitectura, poesia e música. Esta beleza humana, formada pela beleza de Cristo na Sagrada Liturgia, imita o génio criativo de Deus, que deu a este mundo uma inerente beleza natural.

Quando o rosto belo e radiante de Cristo, nosso Salvador se torna o centro do culto sagrado, toda a criação anseia por clamar com o salmista: "toda a obra, que Ele faz é cheia de esplendor e beleza". A beleza na liturgia resulta da ordem. É por isso que a Liturgia, por sua própria natureza, exige a ordem e não pode existir sem rubricas ou cerimónias. A beleza brilha através dos gestos da Sagrada Liturgia. Assim, os actos de culto exterior, como persignar-se, fazer genuflexão, ajoelhar e inclinar-se, tornam-se meios de interiorizar reverência e beleza em nossas vidas humanas. Disse certa vez o antigo mestre-de-cerimónias do Papa: "Todo gesto litúrgico, sendo um gesto de Cristo, é chamado a expressar a beleza".

Assim, se estamos a celebrar o Santo Sacrifício da Missa na forma ordinária ou extraordinária do Rito Romano, quer o façamos em português, inglês, francês, latim ou em qualquer outro idioma, devemos celebrar a Missa com beleza e esplendor. Se queremos evitar uma ruptura na celebração da sagrada Liturgia, devemos manter a reverência e beleza inerente à celebração da Eucaristia. Para cumprir o que Cristo nos ordena: "Sede Santos, porque Eu sou Santo"1, devemos preservar a hermenêutica da continuidade em relação ao ritos sagrados e cerimónias e garantir a sanidade da Missa, não só aderindo às rubricas mas atendo-nos às as antigas tradições litúrgicas para preservar o sentido do sagrado, evitando a doentia mania moderna de fazer tudo que se quer. O Cardeal Joseph Ratzinger, em suas meditações sobre a Via Sacra em 2004, afirmou que "quando a liturgia se transforma em uma festa que a comunidade dá a si mesma, num festival de auto-afirmação", ela se torna análoga à adoração idólatra de Israel ao bezerro de ouro, um culto de auto-afirmação do ego.

Entre as diferentes maneiras em que a liturgia manifesta o senso do sagrado, uma das mais subtis é o uso de véus para cobrir os vasos sagrados usados para conter o Santíssimo Sacramento. Refiro-me ao sacrário, ao cálice, ao cibório, e à custódia. E mesmo quando o véu é removido do cálice, a liturgia prevê outras formas de ocultar a Sagrada Hóstia. A cada momento da dupla consagração, quando o celebrante pronuncia as palavras que trazem Nosso Senhor ao altar sob as espécies do pão e do vinho, ele se inclina sobre o pão e o vinho e coloca os braços sobre o altar, símbolo de Cristo. Tal gesto destina-se a mostrar a união do sacerdote com Cristo naquele momento, ao mesmo tempo ajudando o sacerdote a concentrar toda sua atenção na consagração. Do ponto de vista físico, o sacerdote a essa altura cobre literalmente as espécies, velando-as, por assim dizer, e produzindo o mesmo efeito que qualquer outro véu, a saber: manifestando a sacralidade do momento da Consagração. Nesta simples rubrica, a cerimónia da Santa Missa na forma extraordinária suavemente incute nos fiéis uma atitude de respeito, reverência e senso do sagrado com relação a Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento.

Caros amigos de Jesus e Maria, ao chegarmos ao banquete de núpcias do Cordeiro de Deus para receber a Sagrada Eucaristia, façamo-lo com boas disposições, livres do pecado mortal e fervorosos. Saudemos a Cristo, Esposo de nossas almas, com beleza e reverência, envolvidos no verdadeiro senso do sagrado da mesma forma como o santo Anjo de Fátima explicou às crianças a importância de rezar e fazer sacrifícios em reparação pelas ofensas cometidas contra Deus, Ele lhes disse: "Ofereçam tudo como sacrifício a Deus num acto de reparação pelas pecados com que Ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores".

Viemos hoje a Fátima para iniciar a conferência litúrgica "Sancta Missa" sobre a forma extraordinária do Rito Romano a fim de que, com nosso Santo Sacerdote o Papa Bento XVI, possamos nos servir a fundo dos tesouro de graça da Igreja na medida em que acolhamos as tradições litúrgicas de nossos antepassados. Ao celebramos aqui em Fátima esta Missa solene segundo o Missal Romano de 1962 por ocasião da festa da Natividade de Nossas Senhora , pedimos humildemente que a beleza e reverência da Santa Missa em sua forma extraordinária seja uma tremenda fonte de graças para a Igreja na conversão dos pecadores, e que o zelo, a espiritualidade e o ministério dos sacerdotes seja revigorado por esta antiga forma da Missa em latim, que produziu tantos sacerdotes santos através dos séculos. Gratos a Deus pela corajosas liderança do Papa Bento XVI, apresentamos estas e todas as nossas súplicas a Nossa Senhora de Fátima com amorosa confiança, pois ela é nossa Mãe! Queira Deus que sejamos fiéis e obedientes filhos seus.

1 - 1 Pedro 1:13-16