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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O Filho do Dono da Vinha veio ao Mundo buscar os seus Frutos!

A Revelação definitiva de Deus aconteceu com a Incarnação do seu Verbo, no qual todas as coisas foram feitas e para Ele todas foram feitas! Jesus Cristo o cumpridor de todas as profecias do mundo antigo, e Luz do Mundo que redime a criação com o seu Amor infinito. Foi na "plenitude dos tempos" (Gálatas 4:4) que Cristo revelou-se aos seus servos, pois como Filho do Dono da vinha, veio no tempo dos frutos quando esta, está no auge do seu crescimento (Mateus 21:33), veio buscar a parte que pertencia ao seu Pai, no entanto os servos cobiçaram a sua herança e mataram-no, no entanto como Deus colhe onde não semeia e ceifa onde não plantou (Mateus 25:24) como o servo mau disse ao entregar o seu único talento a Deus, os Pagãos irmãos dos Judeus, ficaram com a herança de Deus pois na "plenitude dos tempos" reconheceram à luz da razão natural "o Deus único" o "Sumo Bem" Platão ou "Primeiro Motor" Aristóteles e muitos autores Romanos como Cícero, que buscavam o verdadeiro Deus para que redimisse a Humanidade, e dominaram o mundo apenas com os seus dons naturais, no caso dos Romanos a força e ordem, formaram o poderoso Império Romano, e foi sábia a ciência dos Gregos, assim os Pagãos acabariam por herdar o Cristianismo pois compreenderam a "Loucura da Cruz" porque ao contrário dos judeus e as suas aspirações messiânicas carnais, estes já tinham o mundo nas suas mãos, com a Cultura dos Gregos e a força dos Romanos, no entanto débeis e fracos, como tudo que sofre a acção do tempo, pois não conheciam ainda o seu Redentor que "Renova todas as coisas" e que é a própria Vida, que é "o esperado pelas nações"assim Cristo rejeitado pelo povo escolhido segundo providencia de Deus, usou de misericórdia com os Pagãos pois "onde o pecado abundou, superabundou a graça"(Romanos 5:20) e "O mais velho servirá o mais novo" Romanos 9:12 porque "Outrora vós desobedecestes a Deus, mas agora alcançastes misericórdia, devido à desobediência deles; do mesmo modo, também eles desobedecem agora, em favor da misericórdia que alcançastes, para que também eles venham agora a alcançar misericórdia. Porque Deus encerrou a todos na desobediência, para com todos usar de misericórdia!." (Romanos 11:30-32.) E assim como conta o Papa São Gregório sobre a parábola dos talentos

Retirado do site da Montfort;


Disse Jesus:
Um homem, partindo para o estrangeiro, chamou seus servidores lhes entregou seus bens. A um deles ele deu cinco talentos, a outro dois, a um terceiro um, conforma a capacidade de cada um, e logo ele partiu.
O que tinha recebido cinco talentos, foi os fez render ganhando outros cinco talentos. Do mesmo modo, o que tinha recebido dois talentos ganhou outros dois. Mas o que tinha recebido um só talento foi cavar um buraco na terra e ai escondeu o dinheiro de seu senhor.
Muito tempo depois, o senhor desses servos chegou e fez suas contas com eles.
O que tinha recebido cinco talentos se aproximou e apresentou os cinco talentos que recebera e mais outros cinco talentos, dizendo: “Mestre, tu me tinhas dado cinco talentos, eis que com eles ganhei mais outros cinco”. Seu mestre lhe disse: “Está bem servo bom e fiel, pois que foste fiel no pouco, eu te estabelecerei sobre muito; entra na alegria de teu senhor”.
O que tinha recebido dois talentos se aproximou e disse: “Mestre, tu me tinhas entregue dois talentos, eis que ganhei dois outros mais”. Seu senhor lhe disse: “Está bem, bom e fiel servidor, pois que foste fiel no pouco, eu te estabelecerei sobre muito; entra na alegria de teu senhor”.
Mas aquele que tinha recebido um só talento, aproximou-se e disse: “Mestre, eu sei que tu és um homem duro, tu colhes onde não semeaste. Tomado de medo, fui esconder teu talento na terra. Eis, tu tens aqui o que te pertence”. O senhor lhe respondeu: “Servo mau e preguiçoso, tu sabias que eu recolho o que não semeei; ser-te-ia $preciso confiar meu dinheiro aos banqueiros; quando de minha volta eu teria recuperado meu bem com juros. Tirai-lhe pois seu talento e dai-o àquele que tem dez. Porque àquele que tem será dado em abundância; a quem não tem, ser-lhe-á tirado até mesmo o que ele parece ter. E esse servo inútil, lançai-o nas trevas exteriores; lá haverá pranto e ranger de dentes” (Mateus. 25, 14 -30).

Ele começa nos explicando que significam os talentos dados aos servos. E diz que os cinco talentos representam o conhecimento da lei natural dado aos pagãos. Os dois talentos representam o Antigo e o novo Testamento, dado aos que creram em sua doutrina, enquanto o talento único significa o Antigo Testamento, dado aos judeus.
Os pagãos, que foram fiéis ao conhecimento da recta razão, obtido através dos cinco sentidos exteriores, depois, em recompensa pela sua fidelidade à verdade natural que compreenderam, foi-lhes dado muito mais conhecimento: receberam a Fé e a Lei, pois acabaram recebendo os dez talentos—os dez mandamentos-- por meio da pregação apostólica, especialmente de São Paulo.
Os judeus, que enterraram o seu talento, isto é, tiveram um entendimento somente literal, humano, terreno da verdade revelada, a eles, foi-lhes tirado o que haviam recebido, pois quiseram um reino na terra, já que haviam enterrado o seu talento. Eles que eram tão ciosos da lei, nós o sabemos hoje, acabaram defendendo apenas uma prática material da lei, e, no final, pela Cabala, terminaram por defender a santidade do pecado.
Os pagãos acabaram por receber o talento que fora dado aos judeus, que perderam até o que pensavam ter. Porque, “quem quiser salvar a sua vida, perde-la-á” (Marcos, VIII, 35).
Enquanto os cristãos são figurados na parábola pelos que receberam dois talentos: o Antigo e o Novo Testamento, a verdade revelada por Deus, e a sua Lei. A Fé para a inteligência, a moral para a vontade. E fizeram frutificar estes dois talentos, em frutos de boas obras, e em apostolado, convertendo a muitos.
São Gregório explica então que os cinco talentos dados ao primeiro servo, representam os cinco sentidos exteriores que nos permitem aceder ao conhecimento da realidade, e portanto, ao conhecimento da verdade natural. De fato, os pagãos, especialmente os gregos e romanos, aproveitaram bem o conhecimento alcançável naturalmente, e deram ao mundo a Filosofia, a Arte e o Direito.
Convém, aqui, fazer uma rápida digressão entre os cinco talentos e os cinco sentidos do corpo humano.
Os pensadores medievais, entre eles os chamados victorinos, mostram que os sentidos exteriores (vista, ouvido, olfacto, paladar e tacto) destinam-se à manutenção da vida natural. Ora, a vida natural pode ter três graus ou significados.
A vida natural mais elevada que podemos ter é a vida racional intelectiva. Depois, é a vida física. E finalmente temos a vida da espécie humana. Essas três vidas precisamos conservar e fazer frutificar.
Para a manutenção da vida intelectiva, Deus nos deu especialmente dois sentidos, que nos transmitem o conhecimento da realidade exterior a nós: a visão e a audição. E por que a vida intelectiva é a mais elevada - segundo o ponto de vista natural--, vista e ouvido foram postos por Deus no mais alto da cabeça humana. Vista e ouvido nos permitem melhor aceder ao conhecimento da realidade. Por isso, depois da loucura, o pior defeito físico é a cegueira. E só depois vem a surdez.
A visão nos dá o conhecimento directo da realidade natural. A audição nos permite conhecer o testemunho de outrem, que nos informa e nos ensina. Ora, como a Fé é uma forma de conhecimento superior, à qual temos acesso por ouvir o testemunho – a revelação—testemunhada por Deus, a audição tem papel mais importante no conhecimento sobrenatural do que a vista. Por isso, Jesus disse a Tomé: “Tu creste, Tomé porque viste. Bem aventurados aqueles que não viram e creram”(João. XX, 29)
Daí, que Deus, no Antigo Testamento, não pediu ao povo de Israel que visse, mas que escutasse, pois lhe disse: “Escuta, Israel”-- “Shema Israel”.
E no Novo Testamento, Jesus mandou que os Apóstolos ensinassem, e não que imprimissem Bíblias para serem lidas com os olhos, pois que a letra mata. Disse Jesus: “Ide e ensinai” (Mateus 27, 19) e não “Ide e imprimi”. Com também não disse de modo algum, “Ide e dialogai”, como pretendeu o Vaticano II.
Porque o ouvido é a “boca” da alma. “Boca” pela qual a alma se alimenta da Fé, já que “nem só de pão vive o homem”. E isto prova como erram os protestantes querendo obter a fé pela letra, lida pelos olhos.
Os dois sentidos que vem logo depois da visão e da audição são o olfacto e o paladar, destinados à manutenção da vida física. Esta é inferior à vida intelectiva. E, por isso, nariz e boca são postos, na cabeça humana, abaixo da vista e do ouvido.
O olfacto é um sentido que está posto num órgão—o nariz—colocado imediatamente acima da boca, para que possa vigiar se os alimentos estão deteriorados, ou não, a fim de que a alimentação nos sustente a vida, e não nos traga doença e morte.
Pelo olfacto, nosso apetite de comer é aguçado. Daí que o olfacto simboliza o apetite pelas coisas intelectuais e saudáveis que alimentem nossa Fé e nossa ciência.
O paladar está colocado na boca. Esta nos serve para receber alimentos que nos conservam a vida física, e—superiormente – para falar, comunicando a verdade que conhecemos, assim como informações e ciência natural aos outros. Por que “não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” (Mt. IV, 4).
O tacto é o sentido mais material, que nos dá um conhecimento muito limitado dos acidentes das coisas existentes. Ele está espalhado por todo o corpo, e serve especialmente para a reprodução, visando a perpetuação da espécie humana. É o sentido mais carnal e menos inteletivo, e assim, é o que ficou mais prejudicado pelo pecado original.

Assim já Deus se queixava, dos Judeus “O boi conheceu o seu possuidor, e o jumento o presépio de seu dono, mas Israel não me conheceu, e meu povo não teve inteligência” (Is. I, 3). porque apegavam-se demasiado a letra da lei, e não ao fim da Lei, O Bem! apegavam-se demasiado à sua força e não ao poder de Deus, pois foi pela Lei que os Judeus foram condenados, e os pagãos alcançaram Misericórdia, porque a Salvação provêm de Deus e não do Homem.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Posição central de Cristo na História do Mundo

Ainda antes de falarmos de Cristo e da sua Igreja, um pequeno resumo do que foi dito nas últimas postagens, ou seja, como o mundo foi preparado pela providênçia para a vinda de Cristo, no Judaísmo, pela revelação directa ao povo no qual este deveria nascer, e no Paganismo pela luz do "logos", da razão, que acabou num "grito impotente pela redenção da humanidade". Assim como Autor bem salienta, Cristo é o centro da história, o Sol da Humanidade, pois “Todas as coisas foram criadas por ele, e para ele”.

Este texto foi retirado do meu outro blog e este retirado do livro "History of the Christian Church" de Philip Schaff

Para ver claramente a relação da Religião Cristã com a História da humanidade anterior a Cristo, e para apreciar a sua vasta influênçia sobre todas as idades futuras, devemos primeiro olhar a preparação que existia em termos políticos, morais, religiosas e condição do mundo para o advento de nosso Salvador.
Como a religião é a mais profunda e sagrada preocupação do homem, a entrada da religião cristã na história é o mais importante de todos os eventos. É o fim do antigo mundo e o começo de um novo. Foi uma grande ideia de Dionysius “The Little” para datar os tempos a partir do nascimento do nosso Salvador. Jesus Cristo, Deus-Homen, o Profeta, Sacerdote, e Rei da Humanidade, é de facto, o centro e o ponto de viragem, não só da cronologia, mas de toda a história, e a chave para todos os seus mistérios. Em torno dele, como o sol do universo moral, giram em suas várias distâncias, todas as nações e todos os eventos importantes, na vida religiosa do mundo, e tudo, directamente ou indirectamente, conscientemente ou inconscientemente é para glorificar o seu nome e a avançar a sua causa. A história da Humanidade antes do seu nascimento deve ser vista como um preparação para a sua vinda, e a história depois do seu nascimento como uma gradual difusão do seu espírito e o progreso do seu Reino “Todas as coisas foram criadas por ele, e para ele”. Ele é “o desejo de todas as Nações”. Ele apareceu “na plenitude dos tempos,”45 quando o processo de preparação acabou, mostrando a necessidade da divulgação da rendenção total do mundo.
Esta preparação para o Cristianismo começou exactamente na criação do Homem, que foi feito à imagem e semelhança de Deus, e destinado a comunhar com Ele através do seu Eterno Filho; e com a promessa de salvação que Deus deu para os nossos primeiros pais, como uma estrela de esperança para guiar - nos através das trevas do pecado e do erro.46 Vagas memórias do primitivo paraíso e da queda no pecado, e esperanças numa futura redenção, sobreviveu mesmo no paganismo.
Com Abraão, 1900 anos antes de Cristo, o desenvolvimento religioso da humanidade separou – se em dois eixos independentes, e, nas direcções muitos diferentes de ramos de Judaísmo e Paganismo. O seu encontro e união, finalmente em Cristo como o comum salvador, o cumpridor das profecias, o desejado e as esperanças do mundo antigo. Enquanto ao mesmo tempo ambas as religiões com os seus elementos ímpios presseguiam e lutavam contra Ele e seus seguidores, e assim sucessivamente revelavam todo o seu poder de verdade e amor.
Como o Cristianismo é a reconçiliação e união de Deus com o Homem através de Jesus Cristo, o Deus – Homem, ela deve ter sido precedida por um duplo processo de preparação, uma abordagem de Deus ao homem, e uma abordagem do Homem a Deus. No Judaísmo a preparação é directa e positiva, procedendo de cima para baixo, e terminando com o nascimento do Messias. No Paganismo indirectamente, e, principalmente, mas não exclusivamente, negativa, procedente de baixo para cima, e que termina com um grito impotente pela redenção da humanidade. No Judaísmo temos uma revelação espeçial ou de auto-comunicação do único e verdadeiro Deus através da palavra e da escritura, crescendo cada vez mais clara, até, finalmente o divino Logos aparece na natureza humana, para que esta se una a ele Deus; Aqui o Homem guiado pela grande providênçia de Deus, e iluminado pelo o Logos brilhando nas trevas,47 Ainda sem ajuda directa da revelação, e sozinho para “caminhar nos seus próprios caminhos,”48 “a fim de que os Homens procurem a Deus e se esforçem por encontrá-lo.”49 No Judaísmo a verdadeira religião é preparado para o homem, no Paganismo o Homem é preparado para a verdadeira religião. Ali a divina Substançia encarna, aqui as formas humanas são moldadas para reçebe-lo. A forma é parecida com a parábola do filho pródigo, nesta o filho mais velho pede a sua parte da fortuna, e sai de casa, gastando tudo o que tinha cai como num abismo de perdição, arrependido volta à casa do seu pai que o recebe com muito amor.50 O Paganismo é a noite escura, cheia de trevas e medo, mas também como misterioso presságio, a da ansiosa espera pela a luz do dia. O Judaísmo, o amanhecer, cheio de esperança e promessa, ambos perdem-se no sol do Cristianismo, atestando a sua pretensão de ser a única verdadeira e perfeita religião para humanidade.
A preparação do paganismo foi parte intelectual e literária, parte política e social. A primeira é representada pelos Gregos, esta última pelos Romanos. Jerusálem, a cidade Santa, Atenas, a cidade da Cultura, e Roma, a cidade do Poder, podem se erguer pelos os três factores na preparação histórica, que acabou no nascimento do Cristianismo.
Este processo de preparação da redenção na história do mundo, o crescimento do paganismo à procura do “Deus desconhecido”51 , e a reconfortante esperança do Judaísmo, repete-se em cada indivíduo crente; Pois o Homem foi feito para Cristo, e “o seu coração é inquieto, até que encontra Cristo”

terça-feira, 14 de julho de 2009

Judaísmo e Paganismo em Contacto II

Continuação da anterior Postagem!

Este texto foi retirado do meu outro blog e este retirado do livro "History of the Christian Church" de Philip Schaff

2. Por outro lado o Paganismo Greco-Romano, através da sua Língua, Filosofia, e Literatura, não exerceu nenhuma influênçia para suavizar o dogmatismo das classes mais cultas e elevadas dos Judeus. Geralmento os Judeus da dispersão que falavam o idioma Grego, “Helenistas”, como eram chamados foram muito mais liberais do que os chamados “Hebreus” os Judeus ou Palestinianos, que mantiveram a sua Língua Mãe. Isto é evidente nos Missionárisos dos Gentios, Barnabé de Chipre e Paulo de Tarso, e em toda a Igreja de Antioquia, em contraste com os da Igreja de Jerusalém. Os Helenistas cristãos eram a natural ponte para os Gentios. O mais notável exemplo de uma união, embora a beirar a Gnose e um pouco fantasiosa, de uma combinação de elementos Judaicos e Pagãos encontra-se nos círculos culturais, em cidades Egípçias, Alexandria, e no sistema de PHILO, que nasceu por volta do ano 20 B. C. e viveu até ao ano 40 A.D. , mas nunca entrou em contacto com Cristo ou com os Apóstolos. Este Judeu, procurou harmonizar a religião de Moisés com a filosofia de Platão com a ajuda de uma arbitrariedade, mas engenhosa interpretação alegórica de Antigo-Testamento, e dos Livros da Sabedoria e dos Provérbios, ele deduziu uma doutrina do Logos tão supreendente como a do Evangelho de João, que muitos expositores pensam que é necessário atribuir ao Apóstolo uma familiaridade com os escritos, ou pelo menos com a terminologia de Philo. Mas a especulação de Philo é para o Apóstolo “Verbo feito carne”, como a sombra para o corpo, ou um sonho para a realidade. Ele não deixa espaço para a ideia da encarnação, mas a coincidênçia da sua especulação com a grande verdade é muito espantosa91. Os Curandeiros (servidores) ou Adoradores, uma mística e ascética seita no Egipto, carrega este Judaísmo Platónico na vida prática, mas eram, naturalmente e igualmente mal sucedidos em unir as duas religiões em uma maneira vital e permanente. Tal união somente podia ser efectuada por uma nova Religião revelada do céu92. Bastante independente do Judaísmo filosófico de Alexandria era os Samaritanos, uma raça misturada, que também combinava, embora de uma maneira diferente, os elementos da Religião Judaica e Pagãos93. Eles datam do período do exílio. Eles mantiveram o Pentateuco, a circuncisão, e a espera messiânica mundana, mas mantinham o seu próprio templo no Monte Gerizim, e odiavam mortalmente os Bons Judeus. Entre estes o Cristianismo, como seria mostrado no diálogo entre a mulher da Samaria e Jesus,94 e as pregações de Filipe,95 encontraram o acesso fácil, mas como entre os Essénios e os Servidores não passava de uma forma de Heresia. Simon Magus, por exemplo, e alguns outros hereges, são representados pelos os escritores do cristianismo primitivo como os primeiros emissores do gnosticismo cristão.
3. Assim foi preparado o caminho para o Cristianismo por todos os lados, positivamente e negativamente, directa e indirectamente, na teoria e na prática, pela verdade e pelo erro, pela falsa crença e pela incredualidade dos irmãos hostis, que ainda hoje não podem viver separados do Judaísmo. Pela cultura Grega e pelo o poder Romano, pelo a pálida tentativa de união do pensamento Judaico e Pagão, pela exposta impotênçia natural da civilização, filosofia, arte, e do poder político, pela a decadênçia das antigas religiões, pelo o miserável vazio universal e de tempos sem esperança, e principalmente pela a seriedade e anseio de todas as almas nobres pela a Religião da Redenção, pela a Religião da Salvação.
“Na plenitude dos tempos”, quando as flores mais justas da ciênçia e arte murcharam, e o mundo estava na orla do desespero, o Filho da virgem nasceu para curar as efermidades da humanidade. Cristo entrou no mundo da agonia, como o autor da vida nova, imperecível e imortal.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Judaísmo e Paganismo em Contacto

Vimos que o Paganismo , é a manifestação Religiosa do Homem, inerente à sua natureza de ser racional, no entanto veio revelar ao longo da sua história, aquele mistério que acompanha o homem, e hoje principalmente face ao domínio do homem sobre o mundo, revela-se para quem tem consciênçia e o vê, inexplicavel, doloroso. (Não é preciso falar do mal que hoje assola o mundo, muitas vezes escondido pela sociedade de consumo) Numa só palavra a decadênçia, fraqueza, o mal, que atingem os homens e as suas obras. Assim a História nos mostra, e não interessa o grau de perfeição que o homem e as suas obras possam atingir, como no caso do poder Romano e a Cultura Grega, estas acabaram por definhar.. Assim o Paganismo vem-nos mostrar a incapacidade do Homem de permanecer na verdade e no bem, que a razão humana vê, e também de se redemir a si próprio (ainda que a Ciênçia e por ela o Homem, apregoa-se como capaz de redimir a humanidade, ainda que com a ajuda desta cometeram-se os maiores crimes contra a humanidade) , é pois com naturalidade que Deus primeiro pelo Judaísmo e depois pelo o Cristianismo, revele-se, primeiro para preparar o mundo para a sua vinda, e depois para regenerar o mundo ao longos dos tempos pela sua graça permitindo que o homem hoje, viva numa época única, mas infelizmente cada vez mais longe de Deus e da sua Igreja que construi esta mesma sociedade Ocidental. (E por isso com o perigo de ruir, sem a renovação da sociedade pelo Espírito Vivificante, através da sua Igreja, segundo a sua Vontade) Mas antes de prosseguimos para Cristo e a sua Igreja, vamos ver um pouco mais como a providênçia preparou o mundo para a Sua manifestação e da sua Igreja.

Este texto foi retirado do meu outro blog e este retirado do livro "History of the Christian Church" de Philip Schaff

O império Romano, embora estabelecesse directamente, não mais do que uma união política externa, ainda promoveu indirectamente uma mútua aproximação intelectual e moral da Religião Pagã e Judaica, que foram conciliados em um reino espiritual pelo poder sobrenatural de Cristo.
1. Os Judeus, desde o cativeiro da Babilónia, espalharam-se por todo o mundo. Eles eram tão omnipresentes no império Romano no primeiro século como são agora na Cristandade. De acordo com Josefos e Strabo, não houve qualquer País onde eles não fizessem parte da População85. Entre as testemunhas do milagre do Pentecostes foram “Judeus de todas as nações debaixo do çéu... Partos, Medos, Elamitas, habitantes da Mesopotânia, da Judeia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia, da Frígia e da Panfília, do Egipto e das regiões da Líbia cirenaica, colonos de Roma, Judeus e prosélitos, cretenses e Árabes.”86 Apesar da antipatia e inveja dos Gentios, que tinham pelo o talento e indústria dos Judeus, estes aumentavam a suas riquezas, influênçias e, privilégios, construindo sinagogas em todas as cidades comerçiais do império Romano. Pompey trouxe um número considerável de Judeus cativos de Jerusalém para a capital (bc 63), e estabeleceu-os nas margem direita do rio Tibre (Trastevere). Ao estabelecer estas comunidades, forneçeu sem o saber, a “matéria-prima” para a Igreja Romana. Júlio César foi o grande protector dos Judeus, e eles mostraram a sua gratidão pela recolha de muitas noites lamentando a sua morte no fórum onde o seu corpo assassinado foi queimado.87 Ele lhes concedeu a liberdade do culto público, e assim deu-lhes um estatuto jurídico de uma sociedade religiosa. Augusto confirmou estes privilégios, sob o seu reino foram numerados já por milhares na cidade. Seguida de uma reacção por parte de Tibério e Claudio que expulsaram os Judeus de Roma, mas eles cedo voltaram, e conseguiram garantir o livre exerçicio dos seus ritos e costumes. As frequentes alusões satíricas que eles sofriam, provam a sua influênçia, bem como a aversão e desprezo que tiveram por parte dos Romanos. Seus ensinos atingiram os ouvidos de Nero através da sua esposa Poppaea, que parece tê-lo inclinado para a sua fé, e Josefos, o erudito mais distinto dos Judeus, gozava de favor dos três imperadores Vespasiano, Tito e Domiciano. Na língua de Seneca (citado conforme St. Agostinho) “os Judeus conquistados deram Leis aos conquistadores Romanos”. Pela a dispersão dos Judeus as sementes do conhecimento do verdadeiro Deus e da esperança messiânica foram cultivadas no campo do mundo idolatrado.
O Antigo-Testamento foram traduzidas para o Grego dois séculos antes de Cristo, e foram lidas e expostas à adoração pública de Deus, que estava aberta para todos. Cada sinagoga eram como estações onde se expandia o monoteísmo, e forneçeu aos apóstolos um admirável e natural lugar para a sua pregação de Jesus Cristo como o Messias esperado pela a Lei e os Profetas. Então como o paganismo religioso tinha sido irremediavelmente prejudicado pela filosofia céptica e incredualidade popular, muitos fervorosos Gentios especialmente multidões de mulheres, convertíam-se ao Judaísmo, no todo ou parcialmente. Quando convertiam-se totalmente à fé, chamados de “prosélitos rectos”88 eram, geralmente, ainda mais intolerantes e fanáticos do que os Judeus nativos. Aqueles parcialmente convertidos chamados “estrangeiros, dentro das tuas portas” ou “tementes a Deus” adoptaram apenas o monoteísmo, as prinçipais leis morais, e as esperanças messiânicas dos Judeus, sem terem sido circuncidados, aparecem no Novo-Testamento como o mais susceptível ouvinte do evangelho, e formaram o núcleo de muitas das primeiras Igrejas Cristãs. Desta classe foram o Centurião de Cafarnaum, Cornélio de Cesareia, Lídia de Tiatira, Timóteo, e muitos mais proeminentes discípulos.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Fariseus, Saduceus e Essénios

Continuação da anterior Postagem!

Este texto foi retirado do meu outro blog e este retirado do livro "History of the Christian Church" de Philip Schaff

Elas esperavam prinçipalmente por um politíco. Que restauraria o reinado temporal de David numa escala muito mais esplendorosa, sendo ofendidos com a forma de Jesus, e o seu reinado Espiritual. A moral dos Judeus era muito melhor do que a dos Pagãos, mas sobre o peso da sua estrita obediênçia à lei, eles concederam grande corrupção. No Novo-Testamento são vistos como pessoas obstinadas, ingratas e uma raça impernitente, filhos da serpente, e uma geração de víboras. O seu próprio Sacerdote e historiador, Josefos, que geralmente esforça-se por apresentar os Judeus para os Gregos e Romanos numa luz favorável, descreve-os dessa altura como depravados, e mereçedores do temeroso castigo da destruição de Jerusalém. Como na Religião os Judeus, espeçialmente depois do exílio da Babilónia, aderiram espeçialmente a letra da lei, e às suas tradições e cerimónias, mas sem conhecer o espírito e a força das escrituras. Eles partilhavam um fanático horror do paganismo, e por isso foram desprezados e odiados, mas pela a sua indústria, tacto e Juízo, eles conseguiram ganhar grande riqueza e consideração nas cidades do largo império Romano. Depois do tempo de Maccabees(B. C. 150), eles caíram em três facções de partidos, que respectivamente representavam as três tendênçias do formalismo, cepticismo e misticismo, todas indicando a dissolução da antiga Religião e o nascimento de uma nova. Nós podemos comparar as três tendênçias com as escolas filosóficas da Gréçia, o Estoicismo, Epicurismo e Platonismo, e também as três seitas do Mohammedanism, os Sunitas que são tradicionalistas, os Sheas, que aderem ao Corão, e os místicos, que procuram a verdade religiosa na “sensação interna divina”.
1. Os Fariseus, as “Elites”55 foram, por assim dizer, a Imagem do Judaísmo. Eles representavam a tradição e ortodoxia, o formalismo, o Judaísmo verdadeiro e o fanatismo e dogma Judaico. Eles tinham grande influênçia nas pessoas e prinçipalmente nas mulheres, e controlavam o trabalho público. Eles confundiam piedade com teoria ortodoxa. Eles carregavam as sagradas Escrituras com as tradições dos antigos tornando as Escrituras “sem efeito”. Eles analisavam a lei Mosaica minuciosamente, e substítuiram por um um labirinto de casuísmo um código vivo. “Eles estabeleceram fardos pesados e dolorosos nos ombros do homem” e no entanto eles mesmos “não moviam os seus dedos”. No Novo Testamento eles carregavam particularmente a hipocrisia, com, ilustres excepções, obviamente como, Nicodemus, Gamaliel, e o seu discípulo, Paulo.
2. O mais pequeno grupo os Saduceus56 eram cépticos, racionalistas, e mundanos, e tinham praticamente a mesma posição como os Epicuristas, e os seguidores da Academia nova do paganismo Grego e Romano. Eles aceitavam as sagradas Escrituras (especialmente Pentateuco), mas rejeitavam as tradições orais, negavam a ressureição dos mortos, a imortalidade da alma, a existênçia de Anjos e Espíritos, e a doutrina da Providênçia Divina. Os seguidores estavam entre as pessoas ricas, e tiveram por algum tempo a posição de Sumo-Sacerdote. Caifás pertençia a esta partido. A diferença entre os Fariseus e os Saduceus reapareçeu no Judaísmo Moderno, que estão divididos entre os partidos da ortodoxia, liberal e racional.
3. Os Essénios (que são conhecidos unicamente por Philo e Josephus) não eram um partido judaico, mas sim uma mística e ascética ordem ou fratenidade,e viviam maioritariamente, monásticamente em vilas ou no deserto de Engedi no Mar Morto.57 O número por volta dos 4000 membros. Com um arbitrária, e alegórica interpretação do Novo-Testamento, eles combinavam alguns elementos teológicos do estrangeiro, quais semelhavam fortemente aos prinçípios das escolas pitagóricas e Platónicas, mas provavelmente eram derivados (como o Gnoticismo e Maniqueísmo) de religiões orientais, espeçialmente de Parcism. Eles praticavam a comunhão de bens, vestiam vestes brancas, rejeitavam comida animal, sacrifiçios sangrentos, juramentos, escravatura, e (com algumas excepções) casamentos, e viviam com a maior simplicidade, esperando alcançar a santidade. Eles eram os percusores do monaquísmo Cristão. A seita dos Essenes raramente ou nunca entrou em contacto com o Cristianismo sob os Apóstolos, excepto na forma de uma heresia em Colossae. Mas o Farisaísmo e os Saduceus, particularmente o anterior, são conhecidos no Evangelho como inimigos de Jesus, hostis uns para com os outros, mas unidos para condenar Cristo à morte na Cruz, que no entanto acabou com uma gloriosa resurreição, que foi a fundação da vida espiritual do crentes Pagãos e Judeus.

domingo, 5 de julho de 2009

Resumo da História do Povo Judeu

Visto que o Homem é um ser Religioso por natureza, no entanto são poucos aqueles que conseguem elevar-se até ele e permanecer nele, pois é preciso, muita luta e sacríficios, que impede o comum dos homens de precorrer este caminho, pois acabam sempre por cair, vendo-se impotentes de seguir a verdade que a razão ilumina! Nesta constatação experimentada por todos os homens, fez com que nascesse implicitamente, a ideia de redenção, representada no Cristianismo, por Cristo, ou seja, já não é o Homem que eleva-se a Deus, pois este mostra-se incapaz, como se viu no Paganismo, mas é Deus, que intervêm na História do Homem, para o elevar até Ele através da sua graça, conquistada por Cristo, e esta epopeia da salvação, começou com o Povo Judeu, escolhido para acolher o nosso Salvador!

Este texto foi retirado do meu outro blog e este retirado do livro "History of the Christian Church" de Philip Schaff.

“A salvação é dos Judeus”53 Este maravilhosos povo, (cujo símbolo coube ser um arbusto ardente), foi escolhido pela soberana graça, para se erguer do meio da idolotraria dos povos circundantes como o portador do conhecimento do verdadeiro Deus, a sua Santa Lei, a promessa da aliança e assim tornando-se o berço do messias. Surgiu com o chamado de Abraão e com a Aliança feita com Deus em Canaá, a terra prometida. Cresceu a uma nação no Egipto, a terra de servidão. Foi entregue e organizada em um estado teocrático com base na lei do Sinai dada a Moisés no deserto, voltaram outra vez para a Palestina por Josué, tornou – se depois dos Juízes uma Monarquia, atingido a altura da sua glória em David e Salomão, dividida em dois reinos hostis e, em castigo por apostosia e crescentes dissenções internas por idolatria, foi levada em cativeiro pelos os conquistadores pagãos e, restabelecida após 70 anos de humilhações para a terra dos seus antepassados, mas caindo outra vez nas garras do paganismo. Ainda assim na sua profunda degradação cumpriu a sua mais alta missão dando à luz o Salvador deste mundo. “A história do povo Hebreu,” disse Ewald, “é, a fundação da História da verdadeira religião, crescendo em todas as fases de progesso até à sua consumação. A Religião que, no seu estreito território nacional, através de todos os avanços e lutas até à mais alta vitória, e pelo o caminho que revela a sua glória e poder, a fim de que, espalhando-se no estrangeiro pela sua própria força, que nunca desaparecerá, mas tornar-se-á a eterna herança e benção de todas as nações. Todo o mundo antigo teve como seu objectivo encontrar a verdadeira religião, mas este povo teve a honra exclusiva na terra de encontrar a verdadeira religião, e assim a sua entrada na história mundial”.54
O Judaísmo, na forma contrasta com a idolatraria das nações antigas, foi como um oásis no deserto, claramente definida e isolada, separada e presa por uma rígida moral e lei. A Terra Santa em si, embora no meio dos 3 continentes do mundo antigo e rodeado pelas grandes nações de cultura do mundo antigo, foi separada destes por desertos a sul e leste, por mar a oeste, e pelas montanhas a norte. Assegurando deste modo a liberdade de religião Judaica para o cumprimento da sua grande obra, sem nenhum disturbio influenciado a partir do estrangeiro.
Mas Israel desde o início transportando no seu íntimo a promessa feita a Abraão que todas as naçãoes seriam abençoadas, Abraão o Pai dos fiéis, Moisés o Legislador, David o heróico Rei e sagrado Salmista, Isaías o Evangelista entre os Profetas, Elias o Tishbite, que reapareceu com Moisés sobre o monte da transfiguração para glorificar Cristo, e João Batista, a personificação de todo o Antigo Testamento, são os mais visíveis elos da cadeia dourada da Antiga Revelação.
As circunstânçias e as condições morais e religiosas dos Judeus, seriam de facto no iníçio e em todo ser contraditórias com o seu destino Divino. Mas em primeiro lugar, a sua própria decadênçia provaram a necessidade de ajuda Divina. E em segundo lugar o resgate através de Cristo apareceu, em contraste com grandiosa glória, como acto criativo de Deus. E finalmente no meio de toda a corrupção, como prevenidos desta, viveu a sucessão dos verdadeiros filhos de Abraão, ansiosos pela salvação de Israel, e prontos para abraçar Jesus de Nazaré como seu Messias prometido e Salvador do Mundo. Desde a conquista de Jerusalem por Pompey, B. C. 63 (no ano memorável pelo consulado de Cícero, pela conspiração de Lúcio Sérgio Catilina, e pelo nascimento de César Augusto), os Judeus tinham sido sujeitos pelos pagãos Romanos, que impiamente governados por Idumean Herode e seus filhos, e depois por procuradores. Debaixo deste odiado jugo, as suas esperanças Messiánicas renovaram-se fortemente, mas carnalmente distorçidas.(continua)