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segunda-feira, 9 de julho de 2012

Reflexão sobre a Felicidade

Senhor, dai-nos a Alegria de viver, Ámen!

Felicidade. Quem é que não busca? Podemos afirmar com o máximo de convicção possível que a esmagadora maioria ou a totalidade dos seres humanos «a» buscam sem excepção ou retinência, sem se questionarem duas vezes, e com razão. Mas o que é felicidade? Se pensarmos de forma matemática, podemos concluir que talvez seja o resultado de uma equação complexa. Talvez as variáveis sejam inúmeros desejos nossos que queremos alcançar e que aparecem no devir da nossa vida.. muitos vão-nos atormentar se permanecem por cumprir, esperando que a morte os esvazie num silêncio aparentemente feliz, porque sem desejos para cumprir! No silêncio da morte, é feliz quem se deixou tiranizar pelos seus desejos, muitos são levados à loucura pelos seus vícios, correspondidos incessantemente pelos desesperados homens.. para sair deste resultado, é preciso alguma sabedoria ou fé muitas vezes, para que a nossa vida se mova para algo além de nós que possibilite escapar à nossa própria tirania. Facilmente perdemos a paciência connosco próprios, se vivemos centrados em nós, facilmente perdemos a fortaleza se não conhecemos a razão, além de nós mesmos.

Bom de qualquer forma, nestas coisas, o melhor é regressar ao latim.. a palavra felicidade advém da palavra latina felix que refere-se a fecundidade, uma palavra que pode ter várias formas e feitios, mas é aquilo que procurámos quando vamos atrás da felicidade, sim esse é o resultado que deve sair da complexa equação da nossa vida. Mas alguém pode ser fecundo se não for na própria terra, onde nascemos?
Quem sabe.. as nossas raízes são inegavelmente terrenas, e como a bela figura da árvore mostra, estas vão-se a pouco e pouco expandido na profundidade e na escuridão da terra, à medida que encontram zonas mais húmidas e mais ricas em alimento, onde encontram o que precisam para agora sim, fruírem à luz do dia.. buscando essa mesma luz, elevando-se até chegarem à altura de muitos metros, algumas quase chegam aos 100 metros, isto porque as raízes tornam-se sempre mais profundas. A bela lição que nos ensinam, é uma lição de vida, quem não tem vida interior, facilmente é abalado pelas tempestades que vão acontecendo, quem não se distrai da meta, rasteja na terra até morrer calcado, mas quem procura realizar-se imitando as árvores, cuja vida chega a alcançar centenas de anos ou até milhares de anos, no caso do homem, é recompensado pela vida Eterna. 

O Amor que é a Luz das nossas almas, é Jesus Cristo, que venceu a morte. Criados Livres, buscai com Amor o que quereis, ignorai com Amor o que não precisais, deste modo derrotareis os vícios, os bichos que corroem a nossa fecundidade.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A Sexualidade Cristã

Pela conversão dos ateus e agnósticos, Ámen!

A vida Humana é um Dom de Deus, ninguém pode dizer-se que nasceu por mérito próprio, ou por sua própria vontade, nem se pode arrogar de ser o autor da sua própria vida. A vida é um Dom que recebemos, no qual devemos conservar, preservar e desenvolver! É no acto conjugal de amor, que Deus decidiu que fosse também o acto próprio para dar vida aos homens, ou seja, estão intimamente ligados, segundo as leis naturais criadas por Deus. Estes dois actos enriquecem-se um ao outro, e tornam o amor dos esposos plenos, pois dão-se totalmente um ao outro, o dom de si mesmo. "Salvaguardando estes dois aspectos essenciais, unitivo e procriador, o acto conjugal conserva integralmente o sentido de amor mútuo e verdadeiro e a sua ordenação para a altíssima vocação do homem para a paternidade." Humanae Vitae 12 Os esposos tornam-se um só carne, uma só alma, na plenitude da unidade.
A questão da malignidade do uso de preservativo advêm de artificialmente negar o dom da vida, invertendo o acto de doação e luz dos esposos, transformando-o num acto de egoísmo, remetendo o parceiro para um plano igual a de um objecto de consumo, pronto para ser devorado como por um buraco-negro. "É (pois) de recear que o homem, habituando-se ao uso das práticas anticoncepcionais, acabe por perder o respeito pela mulher e, sem se preocupar mais com o equilíbrio físico e psicológico dela, chegue a considerá-la como simples instrumento de prazer egoísta e não mais como a sua companheira, respeitada e amada." Humanae Vitae 17. Assim os contraceptivos, transformam os seres humanos em predadores bestiais porque abrem um buraco de desresponsabilização, ao destruir voluntariamente qualquer possibilidade de vida que está intrinsecamente unida ao acto sexual.

Agora o demónio pergunta, se o esposo tiver sida devido a um acto irreflectido de adultério, pode fazer sexo com a esposa, protegendo-a com o preservativo para a não contaminar?

"Quem reflectir bem, deverá reconhecer .. que um acto de amor recíproco, que prejudique a disponibilidade para transmitir a vida que Deus Criador de todas as coisas nele inseriu segundo leis particulares, está em contradição com o desígnio constitutivo do casamento e com a vontade do Autor da vida humana. Usar deste dom divino, destruindo o seu significado e a sua finalidade, ainda que só parcialmente, é estar em contradição com a natureza do homem, bem como com a da mulher e da sua relação mais íntima; e, por conseguinte, é estar em contradição com o plano de Deus e com a sua vontade." Humanae Vitae 13

"É, ainda, de excluir toda a acção que, ou em previsão do acto conjugal, ou durante a sua realização, ou também durante o desenvolvimento das suas consequências naturais, se proponha, como fim ou como meio, tornar impossível a procriação." Humanae Vitae 20

A solução é a Fidelidade para prevenir estes casos..

Mas o demónio astuto, dizia que o casamento estava em risco, devido a esta situação?

Não se podem invocar, como razões válidas, para a justificação dos actos conjugais tornados intencionalmente infecundos, o mal menor, ou o facto de que tais actos constituiriam um todo com os actos fecundos, que foram realizados ou que depois se sucederam, e que, portanto, compartilhariam da única e idêntica bondade moral dos mesmos. Na verdade, se é lícito, algumas vezes, tolerar o mal menor para evitar um mal maior, ou para promover um bem superior, nunca é lícito, nem sequer por razões gravíssimas, fazer o mal, para que daí provenha o bem; isto é, ter como objecto de um acto positivo da vontade aquilo que é intrinsecamente desordenado e, portanto, indigno da pessoa humana, mesmo se for praticado com intenção de salvaguardar ou promover bens individuais, familiares, ou sociais." Humanae Vitae 14,

A solução é a castidade para que o amor dos conjugues seja sagrado e compreensivo..


No mundo de desgraça em que vivemos, as virtudes da castidade e da fidelidade não são respeitadas, por isso aparece aqui o preservativo como uma falsa solução, porque pecaminosa. Queria acrescentar por isso, a dificuldade de julgamento da gravidade do pecado, tanto em relação ao uso de preservativo como em relação à transmissão consciente de uma doença sexualmente transmissível a um conjugue! No primeiro caso é uma transgressão do 6º mandamento (guardar castidade), e no último, uma transgressão do 5º mandamento (Não matarás), assim julgo que transgredir o 5º mandamento seria mais grave, pois além de pecarmos contra nós e Deus, pecámos contra o próximo, enquanto no 6º não pecámos contra outro ser humano. Só a nossa fraqueza nos leva a distinguir a gravidade da infracção de 2 mandamentos, porque são ambos pecados, devia ser o bastante para não infringir os 2.

Também queria acrescenta que no trecho acima d
a Humanae Vitae do Papa Paulo VI, este parece fazer uma distinção, entre tolerar um mal menor para impedir um mal maior, e tolerar um acto mau para alcançar um bem, dizendo que este último não é licito porque é logicamente impossível, o problema é que estas duas distinções facilmente podem ser manuseadas para qualquer situação, como o exemplo acima dado, se é ilícito usar um preservativo para proteger um casamento, já seria tolerável o seu uso como um mal menor para não contagiar o conjugue?? A única resposta objectiva, seria que são duas situações pecaminosas..

A miséria do nosso mundo é incomensurável e nunca mais acabaria e os exemplos seriam muitos, e o demónio aproveitaria-se sempre da nossa situação para aumentar o escândalo, mas a lei de Deus escrita na criação não mudaria uma virgula! No entanto a questão essencial, e julgo eu que não se pode resolver objectivamente, é se é sempre pecado o uso de preservativo, por exemplo, no caso de um esposo ser estéril involuntariamente e ele ou a esposa terem alguma doença sexualmente transmissível, se seria bom o uso de preservativo? A resposta julgo eu, é dúbia, podia ser como não ser, depende caso o acto conjugal fosse uma manifestação de amor, ou um uso egoísta dos corpos.. São coisas que não se legislam porque são coisas particulares subjectivas, e a lei por natureza deve ser universal, no entanto no nosso mundo actual de relativismo, dificilmente isso acontece, mas ainda assim as melhores leis são aquelas mais próximas da universalidade da Verdade. O Cristianismo defende a plenitude humana, por isso é regido por máximas, como o próprio Jesus ensinou, como a própria felicidade requer. Assim teremos vida em abundância, sem misérias como aquelas ilustradas acima!


"A doutrina da Igreja sobre a regulação dos nascimentos, que promulga a lei divina, parecerá, aos olhos de muitos, de difícil, ou mesmo de impossível actuação. Certamente que, como todas as realidades grandiosas e benéficas, ela exige um empenho sério e muitos esforços, individuais, familiares e sociais. Mais ainda: ela não seria de facto viável sem o auxílio de Deus, que apóia e corrobora a boa vontade dos homens. Mas, para quem reflectir bem, não poderá deixar de aparecer como evidente que tais esforços são nobilitantes para o homem e benéficos para a comunidade humana." Humanae Vitae 20

domingo, 9 de maio de 2010

Confissões..

Boas! Infelizmente já não escrevo à algum tempo no blogue, e provavelmente, por culpa minha! Este mês de Abril que passou, foi um pouco atribulado para mim, as nossa fraquezas e pecados não perdoem, ainda por cima se nós estamos sempre a cair nos mesmos, que é o meu caso! Só à alguns dias é que me fui confessar, demorou mais tempo do que o habitual a ir ao confessionário, isto porque, quando não temos esperanças de vencer o pecado, ou a convicção de ter a força necessária para não cair outra vez, o confessionário acaba por não fazer sentido... De facto nós simples pecadores, não temos força para nada, nem para caminhar em pé, por isso temos incessantemente pedir a Cristo, que nos leve às costas, mas a vida é uma sucessão de noites e dias, e há umas noites, umas quedas muito duras! O Papa disse que a grandeza do Homem é medida pela grau de verdade que consegue suportar, e neste mês de Abril, esmagado no chão pelo peso do pecado, eu pensei, que o homem é medido pelo peso do pecado, que nas quedas consegue suportar.. e pela experiência das minhas, e estas mais recentes que foram mais duras, apenas consegui levantar, não pela minha força, pois eu próprio não conseguia suportar o peso do meu próprio pecado, mas confiando que Deus pode com este peso, e que não há pecado que Deus não possa perdoar, pois o seu Amor é invencível na magnanimidade! e agora a escrever isto lembrei-me que esta foi a diferença entre Pedro e Judas, Pedro não confiou nas próprias forças e ofereceu o peso do seu pecado ao amor de Cristo, enquanto Judas, confiando nas suas próprias forças não aceitou o amor de Deus, e esmagado pelo peso do seu pecado preferiu a soberba morte ao perdão de Deus. A diferença entre os que se levantam das quedas do pecado e os que revoltam-se contra Deus o Mundo e o Homem, devido às suas fraquezas, é que não suportam a sua pequenez e o Amor de Deus que tudo vence, pois do nada criou tudo, das trevas fez brilhar luz, e do deserto jorrou água, e da Cruz salvou os homens, retirando da dor a alegria!
Que nenhum homem por mais alto que esteja, coloque as suas esperanças longe de Deus, pois não há ninguém que por mais alto que esteja que não possa cair, como aconteceu com o Anjo da Luz - Lúcifer - porque nós sempre dependeremos do Amor de Deus, porque foi no Amor de Cristo, que fomos feitos e criados, porque o fruto do amor é a vida!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

O Fundador do Cristianismo II

"Meu Senhor e Meu Deus" foi o que Tomé disse a Jesus ressuscitado, e com ele somos convidados a confessá-lo também perante a obra divina que Jesus operou e hoje opera no mundo até ao fim dos tempos, pois Deus venceu o mundo não pela força, mas pela fraqueza da Cruz e da morte, pois até Napoleão, Imperador Francês confessou "Com todos os meus exércitos e generais, por um quarto de século não consegui subjugar nem um único continente. E esse Jesus, sem a força das armas, vence povos, e culturas por dois mil anos". É certo que segundo o mundo o mais forte está destinada a dominar, e por isso o homem permaneceria sempre nas garras do pecado, pois este era mais forte, e o mais forte dominaria sempre, como a nossa razão reconhece, e como a TEORIA da evolução descreve, mas foi grande a obra de Deus, foi como uma nova criação, pois criação é amor, porque amor é criação, assim Deus, do nada, criou o Universo, amando, pois criar é amar, é ser Divino porque Deus é amor. Este é o poder de Deus, é o poder do amor que tira do nada, tudo, inconcebível para o mundo, mistério para o homen que conta zero mais zero igual a zero, mas para quem ama, é igual a infinito. Esta é a conta de Deus, do nada, tudo, da escuridão tira a luz, do deserto faz jorrar àgua, da Cruz tira alegria, da morte floresce a vida, assim o Amor renova todas as coisas "Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus. Porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, E aniquilarei a inteligência dos inteligentes. Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o inquiridor deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo? Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação. Porque os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria; Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos. Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus. Porque a loucura de Deus é é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens."

Este texto foi retirado do meu outro blog e este retirado do livro "History of the Christian Church" de
Philip Schaff

Jesus Cristo veio ao mundo no reinado de Augusto César, o primeiro imperador Romano, antes da morte de Herodes o Grande, no ano Zero da tradicional data da nossa Era. Ele nasceu em Belém da Judeia, na linha real de David, de Maria “A Serva de Deus e Virgem Mãe”. O mundo estava em Paz, e as portas de Jano foram fechadas apenas a segunda vez na História de Roma. Existe uma aptidão poética e moral nesta coincidência: esta garantiu uma audiência por parte dos gentios, para a mensagem delicada da paz que poderia ter morrido afogada nas paixões das guerras e do clamor das armas. Os Anjos do Céu proclamaram a Boa-Nova com cânticos de Louvor. Pastores Judaicos dos campos vizinhos de Belém, e sábios do Extremo Oriente cumprimentaram o recém-nascido com a homenagem de corações crentes. O Céu e a Terra se uniram em alegre adoração ao redor do Deus Menino, sendo a festa deste Evento celebrada ano para ano entre altos e baixos, ricos e pobres, velhos e jovens, em todo o mundo Civilizado. A ideia de uma infância perfeita, sem pecado e Santa, sendo verdadeiramente Humana e Natural, nunca tinha estado antes na mente de um Poeta ou de um Historiador, e quando a lendária fantasia dos evangelhos Apócrifos, tentaram preencher o silêncio dos Castos Evangelhos, pintaram prodígios anti-naturais de uma criança em que os animais selvagens, árvores, e ídolos se curvavam, ele que mudava as bolas de argila em pássaros que voavam para divertimento dos seus companheiros. A juventude de Jesus Cristo está velada em Mistério. Sabemos apenas um facto, mas um muito significativo. Aquando em menino de doze anos, ele espantava os doutores no Templo por suas perguntas e respostas, sem os repelir pela imodéstia da sua prematura Sabedoria, e encheu seus Pais com reverência e temor pela sua absorção nas coisas do seu Pai Celestial, no entanto foi sujeito e obediente a eles em todas as coisas. Também aqui, há uma clara linha de distinção entre o milagre sobrenatural da História e os prodígios anti-naturais da ficção dos evangelhos apócrifos, no qual representam Jesus, respondendo as mais instruídas das mais perplexas questões acerca da astronomia, medicina, física, metafísica e psicologia.98 A condição externa e a sua vida na sua Juventude estão em nítido contraste com o surpreendente resultado da sua vida pública. Ele cresceu discretamente e despercebido numa vila montanhosa insignificante da Galileia, longe da cidade de Jerusalém, das escolas e bibliotecas, sem nenhum meios de instrução salvo aqueles que estavam abertos para ao Judeu mais humilde – os cuidados dos Pais devotos, as belezas da Natureza, os serviços da Sinagoga, a secreta comunhão da alma com Deus, e as Escrituras do Velho Testamento, que registou, na forma e profecia o Sua Próprio Carácter e Missão. Todas as tentativas que tentam elaborar a sua Doutrina derivadas de escolas e seitas existentes têm falhado completamente. Ele nunca se refere às tradições dos anciões excepto quando se lhes opõe. Dos Fariseus e Saduceus diferiu igualmente, e provocou sua hostilidade mortal. Com os Essénios ele nunca entrou em contacto. Ele era independente da Aprendizagem e Literatura Humana, das escolas e dos partidos. Ele ensinou ao Mundo como não devesse nada ao Mundo. Ele veio do céu e falou, para fora da plenitude do Seu Relacionamento Pessoal com o Grande Pai. Ele não era estudioso, nenhum artista, nem orador, no entanto, foi mais Sábio do que todos os sábios, Ele falou como nunca o Homem falou, e marcou a sua Geração e todas as outras que se seguiram e seguem, como nenhum Homem jamais fez ou pode fazer. Daí a surpresa natural dos seus contemporâneos, expressa nesta questão: “De onde é que isto Lhe vem e que sabedoria é esta que Lhe foi dada?”99