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quinta-feira, 7 de junho de 2012

A Escolástica e a Unidade da Fé

Mais importante é a posição dos nominalistas, já que foi deles que os reformadores do século XVI colheram a inspiração. Foi com o nominalismo que se pôs com toda a acuidade o chamado «problema dos universais». Para os escolásticos, ditos por isso «realistas», o universal é uma realidade em si, distinta dos indivíduos que concretamente o compõem: o Homem existe, ainda que tão somente em potência, para além de Sócrates, de Platão ou de qualquer outro homem individualmente considerado. Para Ockham apenas existem os indivíduos concretos; o termo universal que, por conveniência, os designa coletivamente é um mero sinal da pluralidade das coisas singulares, um puro nome – de onde a designação de nominalista dada à sua escola. Se não existem os universais, torna-se impossível conceber Deus como Sumo Bem, Suma Jus tiça, etc., já que tais termos mais não são que puros nomes; a teo logia racional torna-se na prática impossível e, como para os averroístas, a existência de Deus passa a ser objeto de mera fé: «não se pode saber com evidência que Deus é. Para os nominalistas (que assim, sem o saberem, reeditam o pensamento da escola muçulmana axarita, oficial entre os sunitas desde o época abácida), Deus aparece essencialmente como omnipotência e como vontade soberanamente livre. Na expressão ousada de Ockham, teria sido possível a Deus – que encarnou num homem, mas poderia ter encarnado num burro – criar um mundo em que o roubo, o adultério e o ódio fossem as virtudes, e seu inverso o pecado. Não existindo a priori nem Bem, nem Justiça, nem qualquer outra virtude, a vontade de Deus apenas pode ser conhecida através da Escritura, pela qual, no uso da sua omnipotência, se revelou. Assim se justifica filosoficamente ante litteram a teoria luterana da sola scriptura, que, em tempos mais recentes, seitas protestantes fundamentalistas – como as Testemunhas de Jeová – haviam de levar às últimas consequências, proscrevendo tudo quanto lhes parecia reminiscência pagã no seio do Cristianismo.

in Catolicismo e Multiculturalismo, Luís F. R. Thomaz, pag 411

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Posição central de Cristo na História do Mundo

Ainda antes de falarmos de Cristo e da sua Igreja, um pequeno resumo do que foi dito nas últimas postagens, ou seja, como o mundo foi preparado pela providênçia para a vinda de Cristo, no Judaísmo, pela revelação directa ao povo no qual este deveria nascer, e no Paganismo pela luz do "logos", da razão, que acabou num "grito impotente pela redenção da humanidade". Assim como Autor bem salienta, Cristo é o centro da história, o Sol da Humanidade, pois “Todas as coisas foram criadas por ele, e para ele”.

Este texto foi retirado do meu outro blog e este retirado do livro "History of the Christian Church" de Philip Schaff

Para ver claramente a relação da Religião Cristã com a História da humanidade anterior a Cristo, e para apreciar a sua vasta influênçia sobre todas as idades futuras, devemos primeiro olhar a preparação que existia em termos políticos, morais, religiosas e condição do mundo para o advento de nosso Salvador.
Como a religião é a mais profunda e sagrada preocupação do homem, a entrada da religião cristã na história é o mais importante de todos os eventos. É o fim do antigo mundo e o começo de um novo. Foi uma grande ideia de Dionysius “The Little” para datar os tempos a partir do nascimento do nosso Salvador. Jesus Cristo, Deus-Homen, o Profeta, Sacerdote, e Rei da Humanidade, é de facto, o centro e o ponto de viragem, não só da cronologia, mas de toda a história, e a chave para todos os seus mistérios. Em torno dele, como o sol do universo moral, giram em suas várias distâncias, todas as nações e todos os eventos importantes, na vida religiosa do mundo, e tudo, directamente ou indirectamente, conscientemente ou inconscientemente é para glorificar o seu nome e a avançar a sua causa. A história da Humanidade antes do seu nascimento deve ser vista como um preparação para a sua vinda, e a história depois do seu nascimento como uma gradual difusão do seu espírito e o progreso do seu Reino “Todas as coisas foram criadas por ele, e para ele”. Ele é “o desejo de todas as Nações”. Ele apareceu “na plenitude dos tempos,”45 quando o processo de preparação acabou, mostrando a necessidade da divulgação da rendenção total do mundo.
Esta preparação para o Cristianismo começou exactamente na criação do Homem, que foi feito à imagem e semelhança de Deus, e destinado a comunhar com Ele através do seu Eterno Filho; e com a promessa de salvação que Deus deu para os nossos primeiros pais, como uma estrela de esperança para guiar - nos através das trevas do pecado e do erro.46 Vagas memórias do primitivo paraíso e da queda no pecado, e esperanças numa futura redenção, sobreviveu mesmo no paganismo.
Com Abraão, 1900 anos antes de Cristo, o desenvolvimento religioso da humanidade separou – se em dois eixos independentes, e, nas direcções muitos diferentes de ramos de Judaísmo e Paganismo. O seu encontro e união, finalmente em Cristo como o comum salvador, o cumpridor das profecias, o desejado e as esperanças do mundo antigo. Enquanto ao mesmo tempo ambas as religiões com os seus elementos ímpios presseguiam e lutavam contra Ele e seus seguidores, e assim sucessivamente revelavam todo o seu poder de verdade e amor.
Como o Cristianismo é a reconçiliação e união de Deus com o Homem através de Jesus Cristo, o Deus – Homem, ela deve ter sido precedida por um duplo processo de preparação, uma abordagem de Deus ao homem, e uma abordagem do Homem a Deus. No Judaísmo a preparação é directa e positiva, procedendo de cima para baixo, e terminando com o nascimento do Messias. No Paganismo indirectamente, e, principalmente, mas não exclusivamente, negativa, procedente de baixo para cima, e que termina com um grito impotente pela redenção da humanidade. No Judaísmo temos uma revelação espeçial ou de auto-comunicação do único e verdadeiro Deus através da palavra e da escritura, crescendo cada vez mais clara, até, finalmente o divino Logos aparece na natureza humana, para que esta se una a ele Deus; Aqui o Homem guiado pela grande providênçia de Deus, e iluminado pelo o Logos brilhando nas trevas,47 Ainda sem ajuda directa da revelação, e sozinho para “caminhar nos seus próprios caminhos,”48 “a fim de que os Homens procurem a Deus e se esforçem por encontrá-lo.”49 No Judaísmo a verdadeira religião é preparado para o homem, no Paganismo o Homem é preparado para a verdadeira religião. Ali a divina Substançia encarna, aqui as formas humanas são moldadas para reçebe-lo. A forma é parecida com a parábola do filho pródigo, nesta o filho mais velho pede a sua parte da fortuna, e sai de casa, gastando tudo o que tinha cai como num abismo de perdição, arrependido volta à casa do seu pai que o recebe com muito amor.50 O Paganismo é a noite escura, cheia de trevas e medo, mas também como misterioso presságio, a da ansiosa espera pela a luz do dia. O Judaísmo, o amanhecer, cheio de esperança e promessa, ambos perdem-se no sol do Cristianismo, atestando a sua pretensão de ser a única verdadeira e perfeita religião para humanidade.
A preparação do paganismo foi parte intelectual e literária, parte política e social. A primeira é representada pelos Gregos, esta última pelos Romanos. Jerusálem, a cidade Santa, Atenas, a cidade da Cultura, e Roma, a cidade do Poder, podem se erguer pelos os três factores na preparação histórica, que acabou no nascimento do Cristianismo.
Este processo de preparação da redenção na história do mundo, o crescimento do paganismo à procura do “Deus desconhecido”51 , e a reconfortante esperança do Judaísmo, repete-se em cada indivíduo crente; Pois o Homem foi feito para Cristo, e “o seu coração é inquieto, até que encontra Cristo”

terça-feira, 14 de julho de 2009

Judaísmo e Paganismo em Contacto II

Continuação da anterior Postagem!

Este texto foi retirado do meu outro blog e este retirado do livro "History of the Christian Church" de Philip Schaff

2. Por outro lado o Paganismo Greco-Romano, através da sua Língua, Filosofia, e Literatura, não exerceu nenhuma influênçia para suavizar o dogmatismo das classes mais cultas e elevadas dos Judeus. Geralmento os Judeus da dispersão que falavam o idioma Grego, “Helenistas”, como eram chamados foram muito mais liberais do que os chamados “Hebreus” os Judeus ou Palestinianos, que mantiveram a sua Língua Mãe. Isto é evidente nos Missionárisos dos Gentios, Barnabé de Chipre e Paulo de Tarso, e em toda a Igreja de Antioquia, em contraste com os da Igreja de Jerusalém. Os Helenistas cristãos eram a natural ponte para os Gentios. O mais notável exemplo de uma união, embora a beirar a Gnose e um pouco fantasiosa, de uma combinação de elementos Judaicos e Pagãos encontra-se nos círculos culturais, em cidades Egípçias, Alexandria, e no sistema de PHILO, que nasceu por volta do ano 20 B. C. e viveu até ao ano 40 A.D. , mas nunca entrou em contacto com Cristo ou com os Apóstolos. Este Judeu, procurou harmonizar a religião de Moisés com a filosofia de Platão com a ajuda de uma arbitrariedade, mas engenhosa interpretação alegórica de Antigo-Testamento, e dos Livros da Sabedoria e dos Provérbios, ele deduziu uma doutrina do Logos tão supreendente como a do Evangelho de João, que muitos expositores pensam que é necessário atribuir ao Apóstolo uma familiaridade com os escritos, ou pelo menos com a terminologia de Philo. Mas a especulação de Philo é para o Apóstolo “Verbo feito carne”, como a sombra para o corpo, ou um sonho para a realidade. Ele não deixa espaço para a ideia da encarnação, mas a coincidênçia da sua especulação com a grande verdade é muito espantosa91. Os Curandeiros (servidores) ou Adoradores, uma mística e ascética seita no Egipto, carrega este Judaísmo Platónico na vida prática, mas eram, naturalmente e igualmente mal sucedidos em unir as duas religiões em uma maneira vital e permanente. Tal união somente podia ser efectuada por uma nova Religião revelada do céu92. Bastante independente do Judaísmo filosófico de Alexandria era os Samaritanos, uma raça misturada, que também combinava, embora de uma maneira diferente, os elementos da Religião Judaica e Pagãos93. Eles datam do período do exílio. Eles mantiveram o Pentateuco, a circuncisão, e a espera messiânica mundana, mas mantinham o seu próprio templo no Monte Gerizim, e odiavam mortalmente os Bons Judeus. Entre estes o Cristianismo, como seria mostrado no diálogo entre a mulher da Samaria e Jesus,94 e as pregações de Filipe,95 encontraram o acesso fácil, mas como entre os Essénios e os Servidores não passava de uma forma de Heresia. Simon Magus, por exemplo, e alguns outros hereges, são representados pelos os escritores do cristianismo primitivo como os primeiros emissores do gnosticismo cristão.
3. Assim foi preparado o caminho para o Cristianismo por todos os lados, positivamente e negativamente, directa e indirectamente, na teoria e na prática, pela verdade e pelo erro, pela falsa crença e pela incredualidade dos irmãos hostis, que ainda hoje não podem viver separados do Judaísmo. Pela cultura Grega e pelo o poder Romano, pelo a pálida tentativa de união do pensamento Judaico e Pagão, pela exposta impotênçia natural da civilização, filosofia, arte, e do poder político, pela a decadênçia das antigas religiões, pelo o miserável vazio universal e de tempos sem esperança, e principalmente pela a seriedade e anseio de todas as almas nobres pela a Religião da Redenção, pela a Religião da Salvação.
“Na plenitude dos tempos”, quando as flores mais justas da ciênçia e arte murcharam, e o mundo estava na orla do desespero, o Filho da virgem nasceu para curar as efermidades da humanidade. Cristo entrou no mundo da agonia, como o autor da vida nova, imperecível e imortal.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Judaísmo e Paganismo em Contacto

Vimos que o Paganismo , é a manifestação Religiosa do Homem, inerente à sua natureza de ser racional, no entanto veio revelar ao longo da sua história, aquele mistério que acompanha o homem, e hoje principalmente face ao domínio do homem sobre o mundo, revela-se para quem tem consciênçia e o vê, inexplicavel, doloroso. (Não é preciso falar do mal que hoje assola o mundo, muitas vezes escondido pela sociedade de consumo) Numa só palavra a decadênçia, fraqueza, o mal, que atingem os homens e as suas obras. Assim a História nos mostra, e não interessa o grau de perfeição que o homem e as suas obras possam atingir, como no caso do poder Romano e a Cultura Grega, estas acabaram por definhar.. Assim o Paganismo vem-nos mostrar a incapacidade do Homem de permanecer na verdade e no bem, que a razão humana vê, e também de se redemir a si próprio (ainda que a Ciênçia e por ela o Homem, apregoa-se como capaz de redimir a humanidade, ainda que com a ajuda desta cometeram-se os maiores crimes contra a humanidade) , é pois com naturalidade que Deus primeiro pelo Judaísmo e depois pelo o Cristianismo, revele-se, primeiro para preparar o mundo para a sua vinda, e depois para regenerar o mundo ao longos dos tempos pela sua graça permitindo que o homem hoje, viva numa época única, mas infelizmente cada vez mais longe de Deus e da sua Igreja que construi esta mesma sociedade Ocidental. (E por isso com o perigo de ruir, sem a renovação da sociedade pelo Espírito Vivificante, através da sua Igreja, segundo a sua Vontade) Mas antes de prosseguimos para Cristo e a sua Igreja, vamos ver um pouco mais como a providênçia preparou o mundo para a Sua manifestação e da sua Igreja.

Este texto foi retirado do meu outro blog e este retirado do livro "History of the Christian Church" de Philip Schaff

O império Romano, embora estabelecesse directamente, não mais do que uma união política externa, ainda promoveu indirectamente uma mútua aproximação intelectual e moral da Religião Pagã e Judaica, que foram conciliados em um reino espiritual pelo poder sobrenatural de Cristo.
1. Os Judeus, desde o cativeiro da Babilónia, espalharam-se por todo o mundo. Eles eram tão omnipresentes no império Romano no primeiro século como são agora na Cristandade. De acordo com Josefos e Strabo, não houve qualquer País onde eles não fizessem parte da População85. Entre as testemunhas do milagre do Pentecostes foram “Judeus de todas as nações debaixo do çéu... Partos, Medos, Elamitas, habitantes da Mesopotânia, da Judeia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia, da Frígia e da Panfília, do Egipto e das regiões da Líbia cirenaica, colonos de Roma, Judeus e prosélitos, cretenses e Árabes.”86 Apesar da antipatia e inveja dos Gentios, que tinham pelo o talento e indústria dos Judeus, estes aumentavam a suas riquezas, influênçias e, privilégios, construindo sinagogas em todas as cidades comerçiais do império Romano. Pompey trouxe um número considerável de Judeus cativos de Jerusalém para a capital (bc 63), e estabeleceu-os nas margem direita do rio Tibre (Trastevere). Ao estabelecer estas comunidades, forneçeu sem o saber, a “matéria-prima” para a Igreja Romana. Júlio César foi o grande protector dos Judeus, e eles mostraram a sua gratidão pela recolha de muitas noites lamentando a sua morte no fórum onde o seu corpo assassinado foi queimado.87 Ele lhes concedeu a liberdade do culto público, e assim deu-lhes um estatuto jurídico de uma sociedade religiosa. Augusto confirmou estes privilégios, sob o seu reino foram numerados já por milhares na cidade. Seguida de uma reacção por parte de Tibério e Claudio que expulsaram os Judeus de Roma, mas eles cedo voltaram, e conseguiram garantir o livre exerçicio dos seus ritos e costumes. As frequentes alusões satíricas que eles sofriam, provam a sua influênçia, bem como a aversão e desprezo que tiveram por parte dos Romanos. Seus ensinos atingiram os ouvidos de Nero através da sua esposa Poppaea, que parece tê-lo inclinado para a sua fé, e Josefos, o erudito mais distinto dos Judeus, gozava de favor dos três imperadores Vespasiano, Tito e Domiciano. Na língua de Seneca (citado conforme St. Agostinho) “os Judeus conquistados deram Leis aos conquistadores Romanos”. Pela a dispersão dos Judeus as sementes do conhecimento do verdadeiro Deus e da esperança messiânica foram cultivadas no campo do mundo idolatrado.
O Antigo-Testamento foram traduzidas para o Grego dois séculos antes de Cristo, e foram lidas e expostas à adoração pública de Deus, que estava aberta para todos. Cada sinagoga eram como estações onde se expandia o monoteísmo, e forneçeu aos apóstolos um admirável e natural lugar para a sua pregação de Jesus Cristo como o Messias esperado pela a Lei e os Profetas. Então como o paganismo religioso tinha sido irremediavelmente prejudicado pela filosofia céptica e incredualidade popular, muitos fervorosos Gentios especialmente multidões de mulheres, convertíam-se ao Judaísmo, no todo ou parcialmente. Quando convertiam-se totalmente à fé, chamados de “prosélitos rectos”88 eram, geralmente, ainda mais intolerantes e fanáticos do que os Judeus nativos. Aqueles parcialmente convertidos chamados “estrangeiros, dentro das tuas portas” ou “tementes a Deus” adoptaram apenas o monoteísmo, as prinçipais leis morais, e as esperanças messiânicas dos Judeus, sem terem sido circuncidados, aparecem no Novo-Testamento como o mais susceptível ouvinte do evangelho, e formaram o núcleo de muitas das primeiras Igrejas Cristãs. Desta classe foram o Centurião de Cafarnaum, Cornélio de Cesareia, Lídia de Tiatira, Timóteo, e muitos mais proeminentes discípulos.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

O Poder Romano A Cultura Grega III

Continuação da anterior Postagem!

Este texto foi retirado do meu outro blog e este retirado do livro "History of the Christian Church" de Philip Schaff

A Roma Pagã viveu ainda muitos anos depois desta profecia, mas, as causas da decadênçia já estavam a impressas no primeiro século. A extensão imensa do império e a prosperidade externa, trouxeram consigo uma decadênçia das virtudes internas e civis que distinguiram os Romanos e os Gregos no passado. Os patriotas e executores, que vinham da guilhotina para o serviço público, mas que, retornavam humildemente à sua condição anterior, extinguiu-se. O seu culto aos Deuses, que era a raiz da sua virtude, não passava já de uma mera forma, entrando nas mais absurdas superstições, aumentando a descrença, até que os sacerdotes se rissem deles mesmos quando se encontravam na rua. Não raramente nós encontrámos a descrença e a superstição unidos nas mesmas pessoas, de acordo com a máxima da gnose que todos os extremos se tocam, assim o Homem deve acreditar em algo, e prestar culto quer a Deus quer ao Diabo.81
Mágicos e adivinhos abundavam, e eram patrocionados publicamente. A simplicidade e a satisfação antigas foram trocados pela a avareza e egoísmo sem limites. Moralidade e castidade, tão bem simbolizados no ministério da virgem Vesta, rendeu-se ao vício e à devassidão. O divertimento foi procurado nos combates realizados na arena entre bárbaros, bestas, gladiadores, o que, ocasionalmente consumia vinte mil vidas humanas em um único mês. As classes mais baixas perderam todos os nobres sentimentos, mas nada importava para “panem et circenenses”, que fez a orgulhosa cidade imperial no Tiber um escravo dos escravos. O enorme império de Nero e de Tibério, era como um gigante mas sem alma, indo, com pequenos passos, na certeza da dissolução final. Alguns dos imperadores foram demoníacos tiranos e monstros de iniquidade, e ainda assim eles eram entronizados entre os deuses pelo o voto do senado, altares e templos eram erigidos para a sua adoração. Este costume característico começou no tempo de César que mesmo durante sua vida foi honrado como o “Divus Julius” pelas as suas vitórias brilhantes, embora custassem mais do que milhões de vidas massacradas e outro milhão de cativos e escravos.82 A imagem negra em que São Paulo retrata o paganismo Romano nos seus dias, é sustentada inteiramente pelo Séneca, Tácito, Juvenal, Persius, e outros escritores pagãos da sua idade, e mostra a absoluta necessidade de redenção. “O mundo”, diz Séneca, em uma famosa passagem, “está cheio de víçios e crimes. Mais são cometidos do que pode ser curado pela a força. Há uma imensa onda de iniquidade. Os crimes já não são mais escondidos, mas feitos à vista de todos. Inocênçia é não somente rara, mas não existe”83 Até aqui foi evidençiado o negativo, mas por outro lado, o império universal de Roma foi um positivo campo de trabalho para a universalidade do Evagelho. Serviu como uma Babilónia, no qual todos crontaditórios e irreconciliáveis pecularidades das antigas nações e religiões foram dissolvidas no caos de uma criação nova. As legiões romanas arrasaram os muros entre as nações antigas, e trouxeram aos extremos do mundo civilizado a liberdade de comunicação, Norte, Sul, Este e Oeste unidos numa língua e cultura comuns, de costumes e leis comuns. Assim, evidentemente, embora conscientemente, abriu o caminho para a rápida propagação desta Religião que une todas as nações numa família de Deus pelo o vínculo espiritual da Fé e Amor.
A ideia de uma Humanidade comum, o que está subjacente a todas as distinções de raça, sociedade e educação, começou a alvoreçer na mente do paganismo, e encontrou expressão na famosa linha de Terênçio, que foi recebida em aplausos no teatro: "Homo sum: humani nihil a me alienum puto." Este espírito de humanidade respirou em Cícero e Virgílio. Daí a veneração feita ao poeta da Eneida pelos os Pais de toda a Idade Média. Santo Agostinho chama-o o mais nobre dos poetas, e Dante, “a Glória e Luz dos poetas” e “seu Mestre” que guiou-o pelas as regiões do inferno do purgatório até aos portões do Paraíso. Acredita-se que, em sua quarta Écloga, ele profetizou o advento de Cristo. Esta interpretação é errônea, mas “há em Virgílio” diz um erudito,84 “uma veia de pensamento e sentimento mais devoto, mais humano, próximo do Cristianismo do que se encontra em qualquer outro poeta antigo. Ele têm o espírito preparado e à espera, embora ele não soubesse, do que ia ser Revelado”.
As leis e instituições civis, também, a sábia administração de Roma ajudaram e muito na organização futura da Igreja Cristã. Como a Igreja Grega cresceu com base na Nacionalidade Grega, do mesmo modo a Igreja Latina cresceu sobre a Roma Antiga, reproduzindo em formas superiores tanto as suas virtudes como seus defeitos. O Catolicismo Romano é a Igreja Pagã Baptizada, uma reprodução Cristianizada sobre o velho império sentado na Cidade das sete Colinas.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

O Poder Romano e A Cultura Grega II

Continuação da anterior Postagem!

Este texto foi retirado do meu outro blog e este retirado do livro "History of the Christian Church" de Philip Schaff

A liberdade civil e a independênçia tinham sido destruídas pelas as dissenções e corrupções internas. A Filosofia tinha-se degradado em cepticismo e no materialismo refinado. A Arte desceu até ao serviço da leveza e sensualidade. A infedilidade ou a superstição tinham suplantado o sentimento religioso sadio. A desonestidade e as paixões reinaram entre altos e os baixos.
Este estado degradado de coisas imprimia nas mais fervorosas e nobres almas o vazio de toda a ciênçia e arte, bem como a absoluta ineficiênçia desta cultura natural para satisfazer as mais profundas aspirações do coração humano, era preciso um nova Religião para preencher estes anseios. Os Romanos eram a nação da política e da autoridade na antiguidade. Sua vocação era para levar a cabo a ideia de estado e do direito civil, e unir as Nações do mundo em um Império colossal, desde o rio Eufrates até ao Atlântico e do deserto da Líbia até às margens do Reno. Este Império abraçou os mais férteis e civilizados países da Ásia, África e Europa com cerca de 100 milhões de pessoas, talvez um terço da Humanidade naquela altura a quando a introdução do cristianismo76. A esta grandeza corresponde o seu significado Histórico. A História das nações antigas termina, diz Niebuhr, com o começo da História das Nações modernas em Roma. Sua História tem, portanto um interesse universal, é um Império cheio dos legados da Antiguidade. Se os Gregos, tinham, de todas as nações, a mente mais profunda, e na literatura ainda deram leis para os seus conquistadores, os Romanos tinham o mais forte carácter, e nasceram para governar o Mundo. Esta diferença naturalmente viu-se na vida moral e religiosa das duas nações. Foi a mitologia Grega o trabalho de uma fantasia artística e uma religião de poesia, como para os Romanos foi o trabalho de cálculo adpatados para os alvos do Estado, político e utilitário, mas ao mesmo tempo sério, honesto e energético. “ Os Romanos não amaram a beleza como os Gregos. Não mantiveram nenhuma comunhão com a natureza, como os Alemães. A sua ideia era Roma, não uma Roma antiga, poética e fabulosa, mas Roma guerreira e conquistadora e orbis terrarum domina S. P. Q. R. é inscrito em quase todas as páginas da sua literatura.”77
Os Romanos acreditavam que tinham sido chamados para Governar o Mundo. Eles olhavam para os estrangeiros não como bárbaros, como a cultura Grega, mas, como inimigos a ser conquistados e reduzidos à servidão. A Guerra e o Triunfo eram a sua concepção mais elevada da felicidade e da glória humana. O “Tu, regere imperio populos, Romane, memento!” tinha sido o seu lema, na verdade, muito antes, portanto, de Virgílio lhe dar forma. O próprio nome da urbs aeterna, e a característica lenda da sua fundação, profetizou o seu futuro. Em seus grandes feitos as comunidades Romanos nunca por um momento temeram ou deseperaram-se. Com uma vasta energia, uma profunda política e uma consistênçia inquebrável como se de um lobo trata-se, levaram a cabo os esquemas ambiciosos e transformaram-se certamente os senhores, mas também, como seu grande Historiador, Tácito, diz, os salteadores insaciáveis do mundo78.
Conquistaram o mundo pela a espada, organizaram-se pela lei, cuja autoridade o povo tinha que curvar-se, e embelezaram-se pela arte da Paz. Filosofia, Eloquênçia, História, e poesia gozaram uma idade de ouro debaixo do pôr do sol da républica e o nascer do sol do império, extendendo a influênçia da sua civilização até as bordas dos Bárbaros. Embora não foram criativos nas letras e artes plásticas, os autores Romanos foram imitadores bem sucedidos dos filósofos, oradores, historiadores, e poetas Gregos. Roma foi convertida por Ausgusto de uma cidade de cabanas feitas em tijolos em uma cidade dos palácios de mármore79. As melhores pinturas e esculturas foram importadas da Grécia, arcos e colunas triunfais foram erigidas em locais públicos, e os tesouros de todas as partes do mundo foram tributários ao luxo, orgulho, beleza da capital Romana. As provínçias impulsionadas pelo o espírito de desenvolvimento fizeram aparecer populosas cidades, ao mesmo tempo o Templo de Jerusalém foi reconstruído pela extravagância ambiciosa de Herodes. Os direitos e propriedades das pessoas eram bem protegidos. As nações conquistadas, embora algumas vezes, com queixa da capacidade dos governadores provinçiais, ainda, no seu conjunto gozavam de maior segurança contra feudos domésticos e invasões estrangeiras, uma maior conforto social, e um grande grau de desenvolvimento civilizacional. As bordas do império serviram para intercâmbio militar, comercial, cultural através da construção cuidadosa de estradas, estradas que ainda hoje ainda existem traços na Síria, nos Alpes, e nas margens do Reno entre outras. As facilidades de deslocação e de segurança foram maiores no reinado de César do que em todo período anterior ao Século XIX. Cinco prinçipais estradas saíam de Roma até às extremidades do império, conectadas aos principais portos marítimos e estes ligados às prinçipais rotas marítimas. “Nós podemos viajar” escreve um escritor Romano, “a todas as horas, de leste a oeste”. Os negociantes traziam diamantes do Este, âmbares das costas do Báltico, metais precisosos de Espanha, animais selvagens de África, obras de arte da Grécia, e qualquer artigo de luxo, para o mercado, nas margens do Tibre, como agora fazem nas margens do tio Tamisa. O Livro do Apocalipse em sua imagem profética da queda dos sistema imperial dá grande proeminênçia ao seu comérçio vasto “E, sobre ela, choram e lamentam os mercadores da terra” diz “porque ninguém mais comprará as suas mercadorias: Os objectos de ouro, de prata, de pedras precisosas e de pérolas, de linho, de púrpura, de seda e escarlate, toda a espécie de madeiras de sândalo, de objectos de marfim e de madeiras precisosas, de bronze, de ferro, de mármore, canela, cravo, especiarias, perfumes e incenso, vinho, azeite, flor de farinha e trigo, bois e ovelhas, cavalos e carros, escravos e prisioneiros. E os frutos,que tão ardentemente apetecias, se afastaram de ti, tudo o que é opulência e esplendor se perdeu para ti. E nunca mais se encontrarão em ti!80”

terça-feira, 7 de julho de 2009

O Poder Romano e A Cultura Grega

"Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, Para remir os que estavam debaixo da lei,.." (Gálatas 4)
Foi na plenitude da Filosofia, foi na plenitude do Direito, que Cristo veio ao mundo para anunciar a salvação, pois jamais o Homem atingiu píncaros tão altos de Civilização, assim Cristo fundou a sua Igreja, para que esta fosse guardiã da verdade iluminada à luz da Fé, mas também e não menos importante da verdade iluminada à luz natural! Se o Homem hoje, vive um tempo único, foi porque a civilização foi sendo regenerada pela graça eterna de Deus, através da sua Igreja, mas se esta é rejeitada pelos Homens, então a civilização acabará, como acabou no passado pela decadênçia do Império Romano!
e no entanto, hoje a Igreja é tão solenemente atacada..

Este texto foi retirado do meu outro blog e este retirado do livro "History of the Christian Church" de Philip Schaff

A literatura Grega clássica e o império universal dos Romanos eram, ao lado da Religião Mosaica, os agentes prinçipais na preparação do mundo para a cristandade. Forneçeram os moldes Humanos nos quais a divina substançia do evangelho, preparado dentro da Teocraçia Judaica, foi moldada. Fundaram as bases naturais para o edífiçio sobrenatural do reino dos Céus. Deus dotou os Gregos e Romanos com os mais ricos dons naturais, que provalvelmente poderiam chegar à mais alta civilização sem a ajuda do Cristianismo, e, assim ambas forneçeram os instrumentos da ciençia Humana, da arte, e da Lei para uso da Igreja, e ainda ao mesmo tempo mostraram a suas absolutas impotênçias destes sozinhos sem a Igreja para abençoar, salvar e redimir o mundo.
Os Gregos poucos em número, como os Judeus, mas muito mais importantes na História do que os numerosos povos dos impérios Asiáticos, foram chamados para nobre tarefa de descobrir, debaixo de um sol brilhante e com a racionalidade clara, a ideia da humanidade na sua natureza vigoroza e bela, mas também na sua natureza imperfeita. Eles desenvolveram os prínçipos da ciênçia e da arte. Eles conseguiram libertar a razão das vicissitudes ou imperfeições da natureza e da crescente influênçia do mistiçismo oriental. Eles cresceram até alcançar a consciençia limpa e livre do Homem, minuciosamente investigaram as leis da natureza e do espírito, e carregavam a ideia do belo em todas as formas de artísticas. Na poesia, escultura, arquitectura, pintura, filosofia, retórica, hisoriografia, deixaram verdadeiramente obras-primas, que são até hoje admiradas e estudadas como modelos de forma e de sabedoria.
Todo este trabalho tornou-se estremamente valioso e prestável apenas nas mãos da Igreja Católica, que foi para isto, o seu último objectivo, como providênçia de Deus. Os Gregos deram aos apóstolos a Língua mas bela e falada, para expressar a verdade divina do evangelho, que providênçiou muito tempo antes na História, com os movimentos políticos para espalhar esta linguagem por todo o mundo, para a fazer organizadora da sociedadee e como língua internaçional, como Latin foi na Idade Média, o Françês foi no século dezoito e o Inglês desde o século dezanove. “Grego” diz Cícero, “é lido em quase todas as nações, o Latin é confinado apenas até às sua fronteiras”. A Cultura Grega, espalhou-se através das conquistas das legiões Romanas da Gaúlia até à Espanha. O jovem herói Alexandre Magno, um Maçedónico por nascimento, mas um entusiástico admirador de Homero, parecido a Aquiles, um discípulo do mundialmente conhecido filósofo, Aristóteles, foi verdadeiramente um Grego da sua época, conseguindo a sublime tarefa de fazer a Babilónia o centro mundial do império Grego, e apesar do seu império cair quando a sua morte, já tinha levado as Letras Gregas até à fronteira da Índia, tornando a sua posse comum a todas as civilizadas nações. O que Alexandre começou Julio César completou. Sob a protecção da lei Romana os Apóstolos poderam viajar em toda a parte e ensinar na língua Grega em cada cidade do domínio Romano. A filosofia Grega, particularmente os sistema de Platão e Aristóteles, formaram as bases naturais da ciênçia teológica. A eloquênçia Grega para a divina oratória. A arte Grega para as Igrejas Cristãs. Certamente, não algumas ideias e máximas dos clássicos Gregos, apontam para o fundo da revelação e soam como profeçias Cristãs, especialmente a elevada espiritualidade de Platão,73 as reflexões religiosas profundas de Plutarco,74 e alguns preceitos morais de Paulo em Seneca.75 Para muitos dos grandes patriarcas da Igreja, Justin Mártir, Clemente da Alexandria, Orígenes, e em certa medida até mesmo St. Agostinho, a filosofia Grega foi uma ponte para a fé Cristã, um escola científica que conduzia a Cristo. Sem dúvida, a antiga Igreja Grega cresceu sob a fundação da nacionalidade e língua Grega, e é inexplicáveis sem eles. Encontra-se aqui o motivo real pela qual a literatura clássica até hoje é a base da educação liberal em todo o mundo Cristão. A juventude é introduzida às formas elementares da ciênçia e da arte, a modelos claros, estilo elegante, e a construção da Humanidade ao longo da História no pico da cultura intelectual e artística ao mesmo tempo ensinando a ciênçia da Religião Cristã, que apareceu quando o desenvolvimento civilizacional Romano e Grego tinham chegado ao seu auge e já estavam a deteriorar-se. As Língua Grega e o Latin, como o Sânscrito e o Hebraico morreram ainda jovens, mas foram embalsamadas e perservadas do esquecimento nas obras imortais e clássicos. Ainda fornecem os melhores termos científicos para cada disciplina de aprendizagem e de arte e de cada nova invenção. Os registros primitivos da Cristandade foram protegidos contra as incertezas de interpretações dúbias em cima das mudanças constantes de uma língua viva. Mas com excepção do valor permanente da literatura Grega, a glória da sua terra natal, por alturas do nascimento de Cristo, já tinha partido irremediavelmente.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Paganismo II

Continuação da anterior Postagem!

Este texto foi retirado do meu outro blog e este retirado do livro "History of the Christian Church" de Philip Schaff.

Não obstantes este facto essencial, a apostosia da verdade e da santidade, o paganismo era uma religião, crescendo atrás do “deus desconhecido”. Pela sua superstição traiu a necessidade da fé. Seu Politeísmo descansou num ofuscante fundo de Monoteísmo. Sujeitou todos deuses a Júpiter(Zeus), e o próprio Júpiter a uma misterioso destino. Teve uma voz da consciênçia, e um sentido obscuro, que não era mais do que o sentido da culpa. Por isso sentiu a necessidade de reconciliação com Deus, e procurou esta pela a oração, penitençia, e pelo o sacrifiçio. Muitas das tradições e usos das religiões pagãs, eram ecos fracos da religião primodial. Os seus sonhos mitológicos com a mistura dos deuses e semi-deuses com os homens, eram profeçias inconscientes e antecipações mundanas das verdades cristãs.
Isto sozinho explica a grande prontidão com que os pagões abraçaram o envagelho, à vergonha dos Judeus64.
Havia um espírito Judaico dispersado por todo o mundo pagão, que nunca recebeu a circunçisão, mas a circunçisão do coração despercebida ao homem e feita pelo mão do mesmo espírito foi derramada em abundançia e recebida, pois não está vinculada a nenhuma lei e recursos humanos. O Antigo-Testamento fornece diversos exemplos do verdadeiro devoto, mas fora da comunhão visível com o Judaísmo, nas pessoas de Melchisedec, o amigo de Abraão, sacerdote real prefiguração de Cristo. Jethro, sacerdote de Midian, Rahab, a mulher Cananeia e hospedeira de Joshua e Caleb, Ruth, o Moabitess e ancestral do nosso Salvador, Rei Hiram, o amigo de David, a Rainha de Sabá, que veio para admirar a sabedoria de Salomão, o Sírio Naaman, e espeçialmente Job, o sublime sofredor, que se regozijou com a esperança do Redentor65.
Os elementos da verdade, moralidade, e piedade espalharam-se durante todo o paganismo antigo devido a três fontes. No primeiro lugar, o homem, mesmo em seu estado de pecador, reteve alguns traços da imagem divina, um conhecimento de Deus,66 embora fraco, um sentido moral ou de consciênçia,67 e um anseio de união com Deus para a verdade e a Justiça.68 Nesta perspectiva, com Tertuliano, nós podemos ligar as belas e verdadeiras sentenças de Socrates, de Platão, de Aristóteles, de Pindar, Sófocles, Cícero, Virgílio, Séneca, Plutarco, “os testemunhos da alma constitucional cristã”69 de uma natureza predestinada ao cristianismo. Em segundo lugar, algumas observações devem ser feitas às tradições, costumes e recordações, embora caídas, vindas das revelações feitas desde Adão até Noé. Mas a terceira e mais importante fonte do paganismo, para antecipar e descobrir a verdade, é a providênçia do Todo-Poderoso Deus, que nunca se deixou sem uma testemunha. Particularmente devemos considerar, nos Pais do Grego Clássico, a influênçia do Logos divino ,antes da sua encarnação70, que era o regente da humanidade, a luz original da razão, brilhando na escuridão e iluminando cada homem, o semeador espalhando no solo do paganismo as sementes da verdade, da beleza, e da virtude71. A flor do paganismo, com os quais estamos tratando aqui, aparecem nas duas grandes nações da antiguidade clássica, a Gréçia e Roma. Com a língua, a moralidade, a literatura, e a religião destas nações, com que os Apóstolos entraram directamente em contacto, e toda a primeira idade da Igreja se move na base destas nações. Estes juntamente com os Judeus foram as nações escolhidas do mundo antigo. Os Judeus foram escolhidos para as coisas eternas, para manter o santuário da verdadeira Religião. Os Gregos preparam os elementos naturais da cultura, da ciênçia e da arte, para a utilização da Igreja. Os Romanos desenvolveram a ideia do direito, e organizou o mundo civilizado num império universal, pronto a servir a universalidade espiritual do evangelho. Ambos Gregos e Romanos eram inconscientemente servos de Jesus Cristo, “O Deus desconhecido”.
Estas três Nações, por natureza inimigas entre si, uniram as mãos na inscrição na Cruz, onde o nome Santo e o título Real de Redentor estavam escritos, pela ordem do pagão Pilatos “em Hebraico, Grego e Latim”72.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Paganismo

Como já vimos na anterior postagem, o Homem é um ser Religioso, porque é um Animal Racional, assim o Paganismo foi mais uma manifestação da religiosidade natural inerente ao homem no mundo antigo, este ajuda-nos a entender um pouco sobre o fenómeno religioso, a busca do infinito por parte do homem finito, que revelam as suas persistentes fraquezas, e por isso, lança luzes sobre a necessidade de redenção por parte deste! E por isso vamos conhecer um pouco do Paganismo, que revela a incapacidade da força Humana de subir até Deus!

Este texto foi retirado do meu outro blog e este retirado do livro "History of the Christian Church" de Philip Schaff.

O Paganismo é uma religião que cresceu no solo da natureza caída dos Humanos, um escurecimento da consciênçia original de Deus, uma divinização da criatura racional e irracional, e com uma contínua corrupção do sentido moral, dando a permissão da Religião aos víçios naturais e anti-naturais63.
Mesmo a Religião Grega, que, como um produto de imaginação de um artista, foi dominada justamente como a religião da beleza, foi deformada pela a moral distorcida. Falta-lhe a verdadeira concepção do pecado e consequentemente a verdadeira concepção do sagrado. Considera o pecado não como perversão da vontade e uma ofensa contra Deus, mas como uma loucura do entendimento e um crime contra os Homens. Muitas vezes até vindo dos próprios deuses; Para a “Infatuation”, ou Cegueira Moral, é a “filha de Júpiter”, e uma deusa, e embora pertencendo ao Olímpo, é a fonte de todos os males da Terra. Homer não conhece o diabo, mas colocou um elemento satánico nas divindades. Os Deuses Gregos e os Deuses Romanos, que foram copiados do anterior, são meros homens e mulheres, no qual Homer e a fé popular adoraram as fraquezas e víçios do carácter Grego, assim como as suas virtudes em magníficas formas. Os Deuses nascem mas nunca morrem. Eles têm corpos e sentidos, como mortais, apenas em proporções maiores. Eles comem e bebem, apesar de ser apenas néctar e ambrósia. Eles estão acordados mas adormecem. Eles viajam, mas com a rapidez do pensamento. Eles se misturam no campo da batalha. Eles coabitam com os seres humanos, produzindo heróis ou semi-deuses. Eles estão limitados no espaço-tempo. Apesar de alguma vezes serem venerados com os atributos de omnipotentes e omniscientes, e chamados de santos e justos, ainda assim são sujeitos à certeza do destino (Moira), caem em desilusão, e repreendem-se com crimes e insensatez. A sua felicidade parisidíaca é pertubada pelos os mesmos problemas da vida. Mesmo Zeus ou Jupíter, os pratiarcas da família olímpica, são enganados pelas suas irmãs e mulherers Era(Juno), com quem tinha vivido trezentos anos de uma união secreta, antes de ter proclamado sua Mulher e rainha dos deuses, e é mantido na ignorançia dos eventos de Tróia. Ele ameaça os seus subordinados com golpes de morte, e faz tremer o Olímpo quando se ira. Marte é abatido com uma pedra de Dionísio. Neptuno e Apolo têm que trabalhar mas são enganados. Hefesto faz trabalho de limpeza e provoca uma gargalhada. Os deuses estão envolvidos pelos os seus casamentos em perpétuos ressentimentos e brigas. Eles estão cheios de inveja e ira, ódio e cobiçam homens para o crime, e provocam-se mutuamente ao encontro da crueldade, perjúrio e adultério. A ìliada e Odisseia, os poemas mais famosos do génio helénico, são escandalosas crónicas dos deuses. Daí Platão bani-los da sua cidade ideal. Píndar, Ésquilo, Sófocles, igualmente as suas ideias acerca dos deuses eram mais elevadas nobres e puras pois respiravam uma pura atmosfera moral, mas eles representavam a crença excepcional de poucos, enquanto Homer expressou a crença popular. Verdadeiramente nós não temos nada contra Scilher por “Deuses Gregos” mas juntar-mos-íamos ao poeta nas suas acções de graças: (continua)

"Einen zu bereichern unter allen,
Musste diese Götterwelt vergehen."